Notícias

Zoos que exploram animais através da interação humana fecham durante pandemia

Reprodução/TV Brics/G1

Pequenos zoológicos que funcionam como uma espécie de mini-fazenda estão com as portas fechadas na Rússia por conta da quarentena de combate ao coronavírus. Nesses locais, animais são explorados através da interação humana.

Nas mini-fazendas, é permitido que os visitantes tenham contato direto com os animais. Tratados como objetos de entretenimento, eles são expostos ao público, que pode fazer carinho neles e alimentá-los.

No entanto, desde o dia 28 de março, parte da exploração foi interrompida, de maneira forçada, pela pandemia. A interrupção, no entanto, se deu apenas em partes, já que enquanto os animais estiverem aprisionados em zoológicos, existirá exploração, mesmo sem visitantes.

Cuidadores dos animais chegaram a afirma à TV Brics que há animal que esteja estranhando o silêncio e a falta de movimentação no local. Isso, no entanto, revela mais uma cruel faceta da exploração animal: impedidos de viver em seu habitat e forçados a lidar com o estresse gerado pela presença humana e os barulhos causados pelos visitantes, os animais muitas vezes, como forma de defesa, acostumam-se àquela realidade.

Estarem acostumados com as visitas, porém, não torna essa situação correta e saudável, tampouco ética. Pelo contrário, faz dela ainda mais desumana. Como se não bastasse aprisionar seres vivos em jaulas, expô-los ao público para gerar dinheiro e entretenimento, os humanos repetem essas ações inúmeras vezes, a ponto de fazer um animal se acostumar com o que é ruim e antinatural para ele.

Lugar de animal silvestre é na natureza. No caso daqueles que não têm condições de retornar ao habitat por terem sofrido alguma grave consequência da interferência humana sobre suas vidas, santuários são os locais para onde devem ser levados, com alimentação e recintos adequados, nula ou baixa visitação (alguns santuários permitem visitas guiadas, com pequenos grupos, para arrecadar fundos), ambiente silencioso e que imite, dentro das possibilidades, o habitat, oferecendo ao animal tudo que ele precisa sem explorá-lo para entretenimento.

Essa realidade, entretanto, ainda está longe de dominar todo o cenário mundial. Embora existam muitos santuários que ofereçam vida digna aos animais, zoológicos e aquários ainda os aprisionam em jaulas e tanques, pequenos e inadequados, para lucrar e entreter humanos. E isso não é diferente na Rússia, onde alguns desses pequenos zoos já estão pedindo as autoridades liberação para reabrir.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Jornalismo cultural, Notícias

Hamilton pede boicote de zoológicos e circos com animais

Esta semana, o piloto da Fórmula 1 Lewis Hamilton comparou o isolamento social praticado durante a pandemia de coronavírus com a realidade dos animais submetidos a cativeiro em zoológicos e circos.

Sentindo o que os animais sentem 

“Se você está confinado em casa, talvez possa sentir um pouco do que os animais em cativeiro passam todos os dias, ao terem suas vidas interrompidas”, publicou Hamilton nos Stories do Instagram, além de destacar quatro fotos de um panda em cativeiro.

Pedido foi feito aos seus 14,9 milhões de seguidores no Instagram (Foto: EPA)

“Agora você sabe como os animais se sentem em um zoológico.” Ele pediu aos seus 14,9 milhões de seguidores que boicotem zoológicos e circos com animais.

Não vá a nenhum zoológico

“No futuro, por favor não vá a nenhum zoológico ou circo [com animais] porque é isso que o seu dinheiro financia. #nomorezoos #freedom”, pediu.

Recentemente, Lewis Hamilton viajou até a Austrália para conhecer o trabalho de reabilitação da Wires Wildlife Rescue, que atuou no resgate de animais afetados pelos incêndios que mataram mais de 1,25 bilhão de animais até janeiro deste ano. Ele contribuiu com a entidade doando o equivalente a dois milhões de reais.

Matança de milhões de animais e as guerras

Vale lembrar também que em fevereiro Lewis Hamilton comparou a matança de milhões de animais para consumo com a guerra. Ele publicou em sua conta no Instagram que vivemos em um mundo onde as pessoas acreditam que a vida de um animal tem menos valor do que a nossa.

Reprodução/Instagram/Lewis Hamilton

“Foi por isso que me tornei vegano, para não apoiar esse comportamento bárbaro e a morte de milhões de animais. Para mim, isso não é diferente do massacre de milhões de pessoas ao longo dos anos durante a guerra. É inaceitável e temos que trabalhar juntos para mudar isso.”

Segundo Hamilton, cada pessoa tem condições de motivar quem está ao seu lado a mudar seus hábitos e, assim por diante, até colocarmos um fim a essa crueldade.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Filhote de leão branco é flagrado brincando em reserva natural

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

Imagens raras flagraram um filhote de leão branco, que esta entre os únicos 11 que restaram na natureza, caminhando e se divertindo por um parque nacional na África do Sul.

A cena incrivelmente rara foi capturada no Parque Nacional Kruger em dezembro de 2018.

Ramsay Horton gravou o vídeo e tirou as fotos enquanto visitava a reserva.

O clipe mostra um leão conduzindo um grupo de filhotes através do um leito seco de um rio.

Enquanto os filhotes brincam, um pequeno leão branco se junta a eles trotando pela areia.

Eles correm e desfrutam do cenário natural, como se ja estivessem acostumados a ir e explorar a grama.

O grupo de filhotes parece muito unido enquanto todos se movem juntos e brincam no parque.

Imagens mostram os filhotes relaxando e o leão branco brincando com seus irmãos em uma cena extraordinária e bela.

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

O Kruger National Park, uma das maiores reservas da África, tem uma densidade muito alta de animais selvagens, incluindo leões, leopardos, rinocerontes, elefantes e búfalos.

O Whitelions.org diz que os leões brancos podem ser encontrados em estado selvagem somente na região de Timbavati, na África do Sul.

Eles vivem em savanas e caçam como outros leões, segundo o World Atlas.

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

O leão branco é classificado como “Vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

O que são leões brancos?

Muitas pessoas acreditam que leões brancos são na verdade albinos, o que não é verdade. Eles também não são uma espécie diferente de leão. Sua condição é conhecida como “leucismo”, uma ocorrência geneticamente rara em que uma mutação recessiva no gene faz com que o pelo do leão varie de quase branco a loiro, em vez do tom bege mais comum.

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

Alguns leões albinos, em contraste aos brancos, carecem completamente de pigmento, enquanto leões leucísticos mostram características negras na ponta do nariz, manchas pretas atrás das orelhas e têm a aparência de “delineador” em torno de seus olhos azuis ou dourados.

Um filhote nasce branco apenas se ambos os pais carregarem o gene “branco” recessivo. Como resultado, há casos em que haverá uma mistura de filhotes de leões clássicos (pelagem bege avermelhada) e filhotes de leão brancos nascidos na mesma ninhada. Fica mais fácil entender ao pensar nisso como uma situação semelhante aos seres humanos com olhos azuis; é, simplesmente, tudo definido pelos genes.

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

Cientificamente, o leão branco é resultado de uma raridade genética, mas em uma narrativa cultural, eles significam muito mais.

O rei de todos os reis

Na região de Timbavati, na África do Sul, onde o leão branco foi descoberto pela primeira vez, as comunidades Sepedi e Tsonga consideram-no “o animal mais sagrado do continente africano”. Embora um avistamento tenha sido registrado pela primeira vez em 1938, os registros orais africanos contam uma história completamente diferente.

Os sumos sacerdotes africanos, conhecidos como isanusi, contaram muitas histórias de cerca de 400 anos até a época em que a rainha Numbi reinou. O leão branco era então, e ainda é, considerado divino, um enviado dos céus.

O que deu errado?

Quando leões brancos foram vistos pela primeira vez por europeus, sua raridade criou uma agitação que deu origem a décadas de caça e captura se seguiram. O pool genético de leões brancos acabou sendo completamente destruído devido a remoções forçadas e caça de troféus. Os leões brancos foram colocados em zoológicos e criados especialmente em cativeiro.

Foto: Caters News Agency
Foto: Caters News Agency

Não foi apenas o entretenimento humano que manteve essas criaturas em cativeiro, foi também a ignorância. Conservacionistas influentes na época pensavam que leões brancos eram geneticamente inferiores a outros leões e que sua aparência branca de alguma forma impactava sua segurança e sobrevivência na natureza.

No entanto, não há evidências científicas para provar isso. Os leões brancos são igualmente fortes e caçam tão bem quanto seus irmãos de pelagem bege. Foi até sugerido que o pelo branco realmente os ajuda quando caçam, já que sua cor incomum confunde suas presas.

Então, onde eles estão agora?

Embora listado como “vulnerável”, não há leis oficiais que protejam os leões brancos dos efeitos da indústria de “caça enlatada” ao leão. Por causa disso, a luta pela sobrevivência continua para esses belíssimos animais.

O leão branco foi introduzido com sucesso em certas áreas da natureza. Na África do Sul, eles vagam livremente nas partes do sul do Parque Nacional Kruger e na região de Timbavati, suas terras ancestrais.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
De olho nas leis, Notícias

Vereador quer proibir zoos e aquários em SP

Foto: Pixabay

Um projeto de lei do vereador Reginaldo Tripoli (PV) pode paulatinamente dar voz aos anseios dos ativistas em defesa dos direitos animais de São Paulo. O PL prevê a proibição da abertura de novos zoológicos e aquários na cidade e também propõe reduzir o recebimento de novos animais a fim de eliminar o aprisionamento de animais para entretenimento humano de forma progressiva.

Tripoli afirma que reconhece a importância dos zoos de SP como centro de tratamento de animais resgatados e abrigo para animais que devido a maus-tratos ou acidentes ficam impossibilidades de serem devolvidos ao seu habitat, mas defende que há tecnologia suficiente para um novo modelo educativo e de entretenimento que não envolva o sofrimento e exploração de animais.

O vereador propõe também que enquanto ainda existir animais nos zoos, que as visitas sejam supervisionadas por monitores, para minimizar o estresse dos animais. “Os locais deverão adotar providências no sentido de colocar avisos alertando aos frequentadores de que os animais são seres capazes de sentir e vivenciar emoções e que não devem ser expostos a ruídos excessivos e agressões de qualquer tipo”, diz trecho extraído do PL.

O projeto foi protocolado na Câmara Municipal e agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara antes de ir para o plenário. O texto será submetido a duas votações e caso aprovado, seguirá para veto ou sanção do prefeito Bruno Covas (PSDB).

​Read More
Histórias Felizes

Leões são resgatados de zoos devastados pela guerra e encontram um novo lar

 

Foto: Ahmad Gharabli

Após meses de reabilitação na Jordânia, Simba e Saeed chegaram com segurança ao Lion’s Rock, um santuário para grandes felinos na província de Free State.

Os jovens leões foram resgatados em 2017 das cidades de Mosul, no Iraque, e Aleppo, na Síria. Eles serão introduzidos lentamente no Lion’s Rock, informam os cuidadores.

Os leões treinaram durante semanas para se preparar para a viagem de 33 horas, de avião e caminhão, para o santuário de 1250 hectares. Como eles possuem entre dois e quatro anos, os cuidadores decidiram realocá-los para que possam iniciar suas famílias.

Simba, de quatro anos, foi um dos dois animais encontrados vivos em um zoológico privado em Mosul em fevereiro de 2017. A maioria dos outros morreu de inanição ou devido a bombas. “A mãe de Simba realmente comeu seu pai. Ele testemunhou muitos traumas no Iraque”, conta Diana Bernas, cuidadora de animais no al-Ma’wa Animal Sanctuary, na Jordânia, para a BBC.

Foto: Ahmad Gharabli

Simba estava  tímido quando foi colocado em seus cuidados, diz Bernas. Já Saeed tem dois anos. “Seu nome significa feliz em árabe, por isso é agridoce deixá-lo ir”, diz.

Segundo a BBC, ele foi um dos 13 animais resgatados de um parque abandonado próximo a Aleppo. Nascido no auge da guerra civil da Síria, Saeed estava extremamente magro quando chegou à Jordânia em julho.

Após meses de cuidados para ajudar os leões desnutridos e traumatizados, a organização internacional de proteção animal Four Paws, decidiu transferir a Simba e Saeed, que agora são saudáveis e felizes,  para a África do Sul.

“Com 78 outros leões, estamos confiantes de que Simba e Saeed encontrarão um grupo para si mesmos  e um final feliz para sua formação caótica”, ressalta Fiona Miles, membro da Four Paws na África do Sul.

​Read More
Vídeos legais

Os zoos são prisões para inocentes

Zoológicos e outros locais que aprisionam animais devem ser completamente extintos.

A ANDA noticia quase que diariamente casos que servem para alertar a população mundial sobre a injustiça e crueldade escondida atrás de zoológicos e outros locais que mantém animais em cativeiro apenas para divertimento humano.

É preciso clarear a consciência para entender e respeitar os direitos animais. Eles não são objetos para serem expostos e servirem ao prazer de seres humanos.

As pessoas podem obter alguns minutos de entretenimento, mas para eles é uma vida inteira de exploração e abusos condenados pelo egoísmo humano.

​Read More
Grupo de elefantes
Destaques, Notícias

A relação sombria entre o comércio de marfim e o cativeiro de elefantes em zoos

Com menos de 650 mil elefantes no planeta, eles correm um sério risco de extinção e é nosso dever protegê-los. Uma das maiores ameaças aos animais é a caça.

Grupo de elefantes
Foto: Flickr

Durante décadas, os elefantes enfrentaram a iminente ameaça de extinção, já que suas presas são arrancadas brutalmente de seus rostos para atender a demanda global por marfim.

Este comércio está repleto de corrupção em todos os níveis e os lucros geralmente financiam grupos terroristas perigosos.

A crise do marfim tem estado sob os holofotes recentemente, conforme um número crescente de municípios dos EUA é responsabilizado por sua participação nesse comércio. Embora muitas pessoas acreditem que ele  ocorre apenas em países distantes, onde os elefantes moram, isso não poderia estar mais longe da realidade.

Estima-se que cerca de um elefante seja morto a cada 15 minutos por suas presas, totalizando a perda diária de 100 elefantes. Considerando o ritmo lento de reprodução dos animais, muitos cientistas acreditam que eles podem ser extintos da natureza nos próximos 20 anos.

A população mundial de elefantes foi seriamente prejudicada durante o século 20 como resultado direto do comércio mundial de marfim. Em um esforço para proteger a população de animais, uma proibição internacional do marfim foi estabelecida em 1989.

Porém, de acordo com esta legislação, qualquer marfim que já estava em circulação antes da proibição ainda poderia ser importado e exportado. Com essa brecha, marfins mais recentes conseguiram entrar em circulação e os traficantes passaram a falsificar documentos e produtos de marfim para fazê-los parecer antigos.

Quando um elefante é assassinado por seu marfim, isso afeta também toda a sua família. Os bebês são privados do amor de suas mães enquanto os elefantes mais velhos perdem seus filhos, irmãs ou irmãos. O vínculo entre as mães e os bebês elefantes é semelhante ao das mães e crianças humanas.

Os elefantes vivem naturalmente em grupos matriarcais, liderados por uma fêmea mais antiga que geralmente é substituída por sua filha mais velha depois que ela morre. As fêmeas se ajudam com o cuidado e a educação dos jovens enquanto os machos adultos ficam em grupos separados. Os laços profundos e amorosos entre essas famílias duram a vida inteira, mas quando a família é destroçada por caçadores, eles se perdem para sempre.

Para impedir o comércio do marfim, o primeiro passo é parar de comprar produtos de animais selvagens. Todo item de marfim foi criado a partir de um elefante que foi morto. Mas o que mais os amantes de animais podem fazer? Muitos zoológicos se vangloriam dos seus esforços de proteção e afirmam que ajudam a combater esse comércio, mas isso não é verdade.

O papel dos zoológicos

Elefantes na natureza
Foto; Pixabay

Muitos zoos alegam que seus programas de reprodução em cativeiro  ajudam a preservar espécies e que a exposição de animais é uma forma de proteção. Porém, na realidade, eles compram os animais, sequestrando-os da natureza e mantendo-os confinados para obterem lucros.

Quando os elefantes adultos são assassinados por suas presas, muitos bebês órfãos são vendidos para terem uma vida em cativeiro. Por exemplo, em 2015, um grupo de filhotes foi exportado do Zimbábue, meses depois de terem sido capturados da natureza para serem vendidos para zoos na China. Mais recentemente, em Maio deste ano, a Namíbia vendeu cinco filhotes para um zoo em Dubai por um valor não divulgado, segundo o One Green Planet.

Os zoos podem argumentar que manter os animais em cativeiro funciona para proteger a espécie, mas, de acordo com a organização Born Free USA, isso não ocorre. O principal risco para os elefantes é a caça na natureza. Mesmo com a pequena população de elefantes, nada justifica sua captura.

Os elefantes na natureza são ameaçados por caçadores, mas aqueles que vivem aprisionados enfrentam um grande sofrimento. Estatísticas mostram que as taxas de mortalidade dos animais aumentam significativamente em zoos.

Os indivíduos selvagens podem viver em média até 75 anos e a expectativa de vida típica entre os animais confinados varia de apenas 20 a 30 anos.

“Há pouco debate sobre como a caça de elefantes é uma prática brutal. Isso, no entanto, não justifica a colocação ou a criação de elefantes em zoos. Pelo contrário, as estatísticas apontam que as taxas de mortalidade de elefantes aumentam significativamente em zoos, além  dos riscos conhecidos nos de doenças físicas, problemas psicológicos e até doenças. Além disso, não há evidências para mostrar que a denominada proteção nos zoos terá impactados sobre o declínio dos elefantes devido à caça”, disse Prashant Khetan, da Born Free.

Os zoológicos apresentam uma réplica triste de um ambiente “natural” e animais que foram separados de suas famílias para serem exibidos como entretenimento. As condições do cativeiro e os pisos rígidos provocam artrite e problemas nos pés e nas articulações.

O sofrimento psicológico causado pela ausência de exercício e companheirismo faz com que os elefantes em cativeiro tenham comportamentos anormais e repetitivos. Alguns zoos ainda realizam adestramentos cruéis, como ameaçar os animais com bullhooks, uma ferramenta dolorosa. Esta prática resultou em mais de 135 feridos humanos e 18 óbitos humanos desde 1990.

Os zoos perpetuam a ideia de que os elefantes são nossos, mas nenhum animal deveria ser explorado por seres humanos. Os zoos não possuem  valor educacional para as crianças.

Os elefantes mantidos em cativeiro estão com excesso de peso e 40% são considerados obesos e exibem regularmente sinais claros de zoochosis mental, como movimentos repetitivos e automutilação. Além disso, eles sucumbem frequentemente a doenças que muitas vezes não são encontradas na natureza, incluindo tuberculose, artrite, infertilidade, entre muitas outras.

​Read More
Elefante explorado em zoo
Notícias

Projeto de lei quer proibir zoos e aquários em Valinhos (SP)

O texto prevê que os estabelecimentos que já estão em operação na cidade deverão remanejar os animais para santuários, organizações de proteção animal, centros de preservação ou reinseri-los no meio ambiente, caso seja constatada a viabilidade da adaptação dos animais.

Elefante explorado em zoo
Foto: Reprodução, Perth Zoo

De acordo com o projeto, ficam fora da lei os estabelecimentos que não mantêm os animais aprisionados em jaulas, gaiolas, baias e similares.

“Qualquer estabelecimento que tenha por propósito manter animais em cativeiro e exposição jamais se mostrará adequado, ainda que se estabeleça a construção de jaulas com maior metragem, maior recuo em relação ao público ou medida mínima de área com vegetação”, declarou o vereador.

Fonte: JTV Online

 

​Read More
Tigre é observado por visitantes em zoo
Destaques, Notícias

Investigação mostra o horror dos zoos na Grã-Bretanha

A reportagem do Daily Mail teve acesso a quase 170 relatórios de inspeção de zoológicos realizados por autoridades locais em toda a Inglaterra e no País de Gales.

Tigre é observado por visitantes em zoo
Foto: Glen Minikin

Pelo menos 24 atrações pareciam ter sérios problemas, enquanto pelo menos outras 17 foram informadas de que só poderiam continuar operando se aderissem a longas listas de condições.

No entanto, apenas um parque que explora a vida selvagem teve a licença recusada. Os deputados britânicos pediram uma revisão urgente das regras de licenciamento após as descobertas.

Há três semanas, o South Lakes Safari Zoo, localizado em Cumbria, foi autorizado a manter sua licença, embora quase 500 animais tenham morrido no estabelecimento em menos de quatro anos.

Em um parque, os chimpanzés morreram quando o seu recinto ficou acidentalmente superaquecido.
As condições chocantes foram divulgadas pelos relatórios de inspeção solicitados por todos os conselhos da Inglaterra e do País de Gales, que abordavam cerca de 230 zoológicos.

Atualmente, não existe supervisão governamental dos parques. Os zoológicos são inspecionados formalmente pelas autoridades locais somente a cada três ou quatro anos, além de receberem visitas anuais.

Os inspetores podem ser agentes de saúde ambiental sem experiência com animais e os resultados não são publicados frequentemente.

Os relatórios revelaram problemas de segurança que colocam os animais e o público em perigo.

Um documento de inspeção de 2015 mostrou preocupação pelo fato de nenhuma equipe ter experiência cuidando de grandes mamíferos – e muito menos de grandes felinos.

No Howletts Wild Animal Park, uma série de cães selvagens desapareceu e um tigre foi morto a tiros em 2001, depois de se libertar de seu recinto.

Foi revelado também como um pavão, que estava de quarentena por causa da gripe aviária, morreu de inanição quando funcionários se esqueceram de olhá-lo.

O Ponderosa Rural Therapeutic Center, em Heckmondwicke, Yorkshire, costumava explorar animais criados em fazendas, mas passou a incluir lêmures, renas e papagaios.

acaré Colin, morto de frio em zoo
Jacaré Colin, morto de frio em zoo/Foto: Reprodução/Facebook

Os relatos revelaram que dezenas de grandes animais “exóticos” morreram no último ano em decorrência de circunstâncias inexplicáveis. As renas cobertas de feridas foram deixadas na lama e pedras foram usadas  para manter os recintos fechados.

A RSPCA e membros do público apresentaram 11 queixas em menos de três anos contra o local, que continua em funcionamento.

No Hoo Farm Animal Kingdom, em Telford, Shropshire, uma arara classificada como “antissocial” foi trancada em um galpão. O parque deveria melhorar 46 itens, mas foi autorizado a continuar operando.

Chris Draper, da organização Born Free, disse: “O Daily Mail reuniu uma lista chocante de questões sobre preocupações significativas de bem-estar animal. Isso é deprimente. Nossa suspeita é que problemas semelhantes são generalizados e deixam de ser divulgados”.

John Woodcock, o candidato trabalhista do Barrow e Furness, afirmou: “É preciso um debate parlamentar urgente sobre o que é um regime extremamente insuficiente de licenciamento de zoológicos neste país”.

No Beaver Water World, em Surrey, o jacaré Colin morreu quando os funcionários o deixaram exposto durante o tempo frio. Após a morte, foi dito aos visitantes que ele havia sido transferido para uma “boa casa”.

A falta de registros foi criticada em relatórios no Woodside Wildlife Park, Lincolnshire, onde as autoridades ressaltaram as mortes inexplicadas de 14 suricatas, 16 morcegos e quatro cães de pradaria em 12 meses.

No Thirsk Birds of Prey Center, em Yorkshire, corujas foram encontradas permanentemente amarradas em poleiros e algumas não tinham acesso à luz do dia.

Já os corpos queimados dos chimpanzés Kip, 39 e Jolly, 32, foram encontrados em seu recinto no Twycross Zoo em setembro de 2015.

Um defeito no termostato elevou a temperatura do aquecimento subterrâneo a mais de 43 graus. Isso fez com que os dois chimpanzés tivessem ataques cardíacos e eles foram encontrados mortos pela manhã. Inicialmente, o zoológico disse que os animais não morreram devido ao calor no recinto.

Porém, um relatório de um oficial de saúde ambiental realizado em abril do ano passado observou que o “estresse térmico” provocado em Kip e Jolly resultou na insuficiência cardíaca.

O zoológico frequentemente emite comunicados para a imprensa sobre as mortes dos animais, mas não fez isso depois de encontrar os corpos de Kip e Jolly. O Twycross tornou-se famoso por fornecer chimpanzés para serem explorados em populares anúncios da PG há 40 anos.

​Read More
Girafas exploradas em zoo na Dinamarca
Destaques, Notícias

O destino miserável dos animais considerados excedentes em zoológicos

São privados de sua capacidade de exibir comportamentos naturais e têm uma existência repleta de estresse e sofrimento.

Girafas exploradas em zoo na Dinamarca
Foto: Getty Images

Apesar dos danos físicos e mentais que o cativeiro possui sobre os animais, muitos zoológicos possuem programas de reprodução. Dessa forma, eles podem sustentar suas populações de animais aprisionados e explorar um novo bebê para conseguir ainda mais visitantes. Para os zoos, a única desvantagem disso é a ocorrência de “excedentes”.

Ao contrário dos muitos santuários que acolhem animais abandonados e abusados pelo resto de suas vidas, os zoos só se preocupam com o lucro.

De acordo com os programas do Plano de Sobrevivência de Espécies (SSP), um animal excedente é aquele que tem “realizado sua contribuição genética para uma população gerida e não é essencial para estudos científicos futuros ou para manter a estabilidade ou as tradições dos grupos sociais”.

Para evitar qualquer confusão, estamos tratando especificamente de animais excedentes em zoos. No entanto, animais excedentes também são facilmente descartáveis no comércio de animais domésticos, em circos e em outras atrações de beira de estrada.

O que acontece com animais excedentes

Estes animais podem ser adultos que foram criados com um número de parceiros e não são mais considerados necessários para ter filhotes no zoo.

Basicamente, qualquer animal que não se “ajuste” ao programa de melhoramento de um zoo pode ser considerado um excedente. Eles também podem ser animais considerados não lucrativos e os filhotes que obtiveram grande sucesso no ano anterior podem ser substituídos por animais mais novos.

Como os zoos não são responsáveis pelo cuidado vitalício das espécies que explora, eles podem se livrar dos animais que não são mais rentáveis ou “úteis”.

Muitos estabelecimentos têm programas projetados para gerenciar populações e mantê-las geneticamente diversificadas. Porém, não há como controlar completamente quantos animais excedentes podem existir.

Os animais frequentemente recebem nomes, que são colocados em placas pequenas na frente da exposição com sua história ou alguns traços chaves da personalidade para que os visitantes leiam, mostra a reportagem do One Green Planet.

Antropomorfizar estes animais permite que o público se sinta conectado a eles. Afinal, todos nós temos nossos animais favoritos.

O comércio online de animais de zoológicos

Esses animais são muitas vezes vendidos e comercializados por meio de uma base de dados online: a Associação de Troca de Animais de Zoos e Aquários (AZA).

Trata-se de um banco de dados protegido por senha que as instituições creditadas pela AZA, instalações certificadas e que participantes aprovados são capazes de acessar. Embora os zoos frequentemente promovam a proteção de espécies ameaçadas por meio de suas declarações de missão (o que muitos fazem), o bem-estar animal não significa nada para eles, mas sim seu valor monetário.

A menos que você visite zoos diversas vezes ao longo do ano, essas trocas e transações são constantemente negligenciadas porque o público não observa quando um animal está ausente ou é substituído.

Alguns animais são vendidos diretamente para reservas de caça, enquanto outros são enviados para leilões. A maioria dos casos que expõe essas transações é mantida em segredo.

“É um negócio de longa data destinado a corroborar a negação dos zoológicos: eles entregam seus animais indesejados e esperam que os crimes dos negociantes não sejam rastreados até a fonte. É um jogo triste, conduzido para enterrar a verdade. Se essas instituições financiadas publicamente não têm nada a esconder, por que não fornecem um levantamento completo de onde todos os animais indesejados foram?”, questiona Alan Green, da Animal Underworld.

De acordo com Carole Baskin, fundadora da Big Cat Rescue, “se os animais tiverem ‘sorte’, podem ser trocados ou enviados para outro zoo ou instalação credenciada. Alguns são transferidos para vários zoos ao longo de suas vidas. No entanto, um grande número deles vai para criadores privados, circos, zoos de beira de estrada e fazendas de caça enlatada”.

Uma vez que os animais são vendidos, as pessoas que os compram podem fazer o que quiserem com eles. Baskin afirma que frequentemente os animais são vendidos a taxidermistas ou leilões. Tendo em vista a falta de regulamentação sobre a compra de espécies “exóticas” nos EUA, os animais podem ser comercializados sem muita preocupação.

Morte

Se os animais não são negociados, outra opção considerada pelos zoos é a morte.

Os zoos dos EUA favorecem o uso de contraceptivos para limitar o número de gravidezes indesejadas entre os animais. Porém, o assassinato de animais excedentes é uma prática padrão na Europa.

No último ano, o mundo chorou por uma girafa de 18 meses chamada Marius, que foi baleada e morta no Zoológico de Copenhague, na Dinamarca, em frente a um grupo de estudantes.

Marius foi morto porque, como declararam os oficiais do local, seus genes já estavam representados o suficiente entre as demais populações de girafas. Apesar dos programas de criação introduzidos para manter a diversidade genética, Marius nasceu.

Em uma tentativa fracassada de justificar o assassinato, os cientistas do zoo realizaram uma autópsia em Marius, em “nome da educação”, na frente de espectadores.

Algumas semanas mais tarde, quatro leões foram mortos da mesma forma no local porque as autoridades esperavam apresentar um novo macho às fêmeas reprodutoras. Todas essas práticas são absurdas. Os animais devem viver na natureza ao invés de serem explorados de forma tão bárbara.

​Read More
A infelicidade de um urso polar mantido em cativeiro
Destaques, Notícias

Ursos polares definham de desespero em zoos e aquários

A infelicidade de um urso polar mantido em cativeiro
Foto: Flickr

O primeiro zoológico dos EUA abriu na Filadélfia, na Pensilvânia, em 1874. Desde então, zoos e parques marinhos se tornaram um popular entretenimento para as famílias.

Os pais tiram fotos de crianças com seus rostos pressionados contra uma parede de vidro enquanto um animal aprisionado as observa e, em alguns lugares, as pessoas até pagam para tirar uma selfie com um tigre ou um filhote de urso. Para algumas pessoas, tudo isso parece inocente e elas acreditam que observar animais selvagens e considerados exóticos pessoalmente pode ser uma experiência incrível. Porém, é preciso mostrar a imensa crueldade por trás dessa indústria.

Animais em cativeiro são conhecidos por exibir determinados comportamentos estereotipados associados ao estresse ambiental. Um grupo de pesquisadores observou 11 ursos polares em sete zoos diferentes.

Todos os ursos polares nasceram em cativeiro e já haviam sido conhecidos no passado. A análise extensa de imagens de vídeo capturadas durante o estudo os ajudou a concluir que “a maioria dos casos de caminhadas repetitivas é um comportamento anormal”.

Os resultados não são surpreendentes já que estudos semelhantes foram realizados no passado, mas são importantes porque ajudam a comprovar o que cada vez mais pessoas têm ressaltado há anos e mostram que o cativeiro é extremamente estressante para os animais.

Cativeiro não pode imitar a natureza

Urso Polar é observado pelo público como se fosse um brinquedo
Foto: Flickr

A vida em cativeiro nunca pode se comparar a uma existência na natureza. Na região ártica, onde vivem os ursos polares, eles passam o dia percorrendo o gelo marinho – um habitat que está diminuindo por causa das mudanças climáticas – e procurando alimentos. Eles também são excelentes nadadores e estão preparados para suportar as temperaturas negativas da região, conforme noticiado pelo One Green Planet.

Em cativeiro, um urso polar geralmente vive em um recinto ou em uma área de exibição com uma piscina de concreto. Em vez de vagar livremente pelo gelo marinho, eles são contidos na mesma área dia após dia, forçados a viver em climas que não imitam o que teriam na natureza. Ao invés de caçarem, esperam para ser alimentados por seres humanos.

A história é trágica para todos os animais em cativeiro. As orcas são obrigadas a viver em piscinas onde nadam em círculos, mas na natureza essas criaturas sociais percorreriam mais de 100 quilômetros diariamente. Os elefantes são mantidos em espaços que são uma fração dos mais de 40 quilômetros que percorrem na natureza a cada dia.

Se os animais estão em jaulas em um pequeno zoológico de estrada ou em uma grande exposição completa com grama e árvores, eles ainda não conseguem exibir comportamentos naturais, o que pode ter um impacto negativo e devastador no seu bem-estar emocional.

Vidas repletas de sofrimento emocional

Urso Polar angustiado e explorado como entretenimento
Foto: Flickr

Animais em cativeiro frequentemente exibem comportamentos não naturais e repetitivos como movimentos contínuos da cabeça e andar de um lado para o outro. Outros podem ter lesões por excesso de higiene ou automutilação, provocada pelas mordidas de itens em seus recintos.

Esses comportamentos são definidos como “zoochosis”, uma condição comportamental exibida em animais aprisionados e que foi vista em inúmeros vídeos feitos por amadores e especialistas comportamentais.

Porém, o estresse de permanecer em um recinto é apenas um fator que contribui para a enorme angústia mental dos animais. Eles são regularmente provocados pelos visitantes, incluindo crianças, que podem tocar nos vidros de um recinto ou jogar objetos para tentar alimentar ou “entreter” o animal.

Além disso, esses seres inocentes estão sujeitos a ruídos altos, multidões e a condições climáticas com as quais não estão habituados. Por isso, se algumas pessoas acham divertido visitar zoológicos e ver animais selvagens de perto, a triste realidade é que isso é imensamente perturbador e pode ter consequências catastróficas.

​Read More
Você é o Repórter

Vozes em luto realiza manifesto pela Jornada Internacional Contra Zoos

Reprodução

O Coletivo Vozes em Luto junto aos membros da DxE São Paulo e Gaia realizaram neste sábado (29) um manifesto contra zoos pela Jornada Internacional de Luta Contra Zoos (idealizada pelo Colectivo Cardumen do Chile) no Parque Zoológico de São Paulo.

Divulgação

O ato teve a participação de ativistas mostrando a realidade dos zoos e sobre as alternativas de santuários, reservas ambientais e educação ambiental em escolas. Foram entregues durante o ato panfletos com os 10 motivos para não apoiar cativeiros e DVDs da Campanha Nacional Pelos Animais.

Divulgação

No final do manifesto uma “bióloga” ligada ao zoo explanou a visão de zoos, tentativa frustrada, pois a pessoa em questão tentou denegrir a imagem de santuários, claramente visando apenas seu futuro “profissional” e não a condição de escravos e coleção dos zoos.

Divulgação

Nenhum argumento pró zoo foi suficiente, visto que tais argumentos sempre são seguidos de falácias já comprovadas.

Veja mais fotos aqui.

​Read More