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Zoonoses: uma reflexão sobre nossa relação com animais não humanos

Desde a antiguidade o ser humano relacionou o surgimento de certas doenças e epidemias com a presença ou influência de animais que pressagiam maus agouros. Cobras e sapos são tidos, popularmente, como transmissores de cobreiros ou herpes; corujas e morcegos pressagiam a morte e as superstições ligadas à fauna são muitas e variadas. Das dez pragas do Egito, anunciadas por Moisés (Isaías VII—18-19), cinco são animais: rãs, piolhos, moscas, pestes dos animais e gafanhotos (ÁVILA-PIRES, 1989). Há mais de mil anos os povos orientais associavam as epidemias de peste bubônica à presença de ratos. O desconhecimento da biologia causou atrasos na solução de alguns problemas, somente a aceitação generalizada da teoria microbiana ou biológica das infecções, esclareceu a natureza do “princípio viral” ou “viroso”, abriu caminho à investigação epidemiológica e ecológica das zoonoses. Estas revelaram o papel dos vetores e hospedeiros alternativos e os ciclos biológicos complexos de doenças que passaram a se chamar Zoonoses.

Foto: Andrew Skowron

Zoonoses são doenças transmitidas pelo contato direto (picada de mosquito) ou indireto (contato com as fezes) de um animal. De todas as doenças infecciosas/parasitárias humanas, 75% são provenientes de animais (CLEAVELAND, 2001). É importante salientar que existem zoonoses causadas por todos tipos de seres vivos: vermes, insetos, protozoários, bactérias e vírus. As zoonoses virais são as que tem nos causado maiores dores de cabeça devido ao surgimento de doenças, surtos e epidemias.

Vírus são considerados seres vivos acelulares, pois são possuem uma célula. Por isso precisam estar sempre dentro de outra célula, parasitando-a. Os vírus são muito pequenos e relativamente simples. Além disso, eles são extremamente específicos para um tipo de célula. Por exemplo: o vírus da AIDS ataca os linfócitos T (células de defesa) do ser humano, já o vírus da dengue ataca células que formam as paredes dos nossos vasos sanguíneos.

Como citado anteriormente, os vírus são seres relativamente simples, o que torna seu material genético suscetível a sofrer mutações mais facilmente, geralmente estas mutações fazem com que ele perca sua capacidade de infectar sua célula alvo. Porém, o contrário pode ocorrer: uma mutação pode fazer com que o vírus passe a atacar células de outro ser vivo (FIGURA 1), em um processo chamado Transbordamento (CONFALONIERI, 2010).

Diariamente entramos em contato com milhares de vírus que atacam por exemplo os vegetais que comemos no almoço. Contudo, por estes vírus terem uma especificidade para um determinado de tipo de célula vegetal, é muito improvável que ele sofra uma mutação e passe a atacar uma célula animal, as quais possuem inúmeras diferenças em relação às células de uma planta. Porém, estas chances aumentam quando estamos lidando com seres vivos com características celulares parecidas com as nossas. Imagine milhares de porcos confinados em enormes galpões, (sim, são assim que eles são criados para o consumo humano), agora imagine que alguns deles estão com uma determinada gripe causada por um vírus específico para porcos, obviamente. Porcos confinados em um lugar fechado, um vírus que se espalha pelo ar: em pouco tempo boa parte desta população de porcos estará contaminada com este vírus. Imagine a quantidade de vírus sofrendo mutações e se espalhando pelo ar; a possibilidade de um deles sofrer uma mutação que possa transbordar do porco para o ser humano aumenta, não é mesmo?

No período de 2005-2009, 12 casos de infecção humana por esses vírus foram identificados nos EUA. Em abril de 2009, os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) identificaram dois casos de infecção humana com o vírus influenza A de origem suína de características singulares (NOVEL, 2009). No século passado, outras duas pandemias aconteceram em 1957 causadas por vírus A (H2N2) e em 1968 (A- H3N2) (MORENS, 2009).

O contato humano com animais domésticos ou silvestres, para consumo ou devido ao desmatamento, têm cada vez aumentado as possibilidades de surgimento de novas doenças e pandemias (FIGURA 2). Veja alguns exemplos de doenças provenientes do contato humano com outros animais:

Ebola: O aparecimento de casos de Ebola em humanos tem sido associado a animais selvagens, como primatas não humanos, cabritos e morcegos, que são consumidos como fonte de proteína na África. Alguns fatores têm aumentado o contato entre morcegos e outros mamíferos, como mudanças climáticas, desflorestamento, caça entre outros (BAUSCH; SCHWARZ, 2014). Além destes, outros animais podem hospedar o vírus do Ebola sem apresentar sintomas, como cachorros e gatos, por exemplo (HAN et al., 2016) etc.

AIDS: Cientistas confirmam que o vírus HIV que atinge os humanos realmente veio dos chimpanzés selvagens, naturais de Camarões (BRASIL, 2006). O contato íntimo desses animais com os nativos africanos, quer por arranhaduras ou mordidas, quer pelo hábito dessas populações de ingerir como alimento a carne de macaco mal cozida, contendo em seus tecidos e fluidos (sangue, secreções), causou o transbordamento do vírus dos chimpanzés para os humanos (VERONES, 1991).

SARS: A Síndrome Respiratória Aguda Grave, foi motivo de pânico entre 2002 e 2003, causando um número considerável de mortes na China e parte da Ásia. No entanto o reservatório do vírus na natureza não foi demonstrado de forma conclusiva, apesar de muitas evidências envolvendo o civet cat (civeta é um animal muito parecido com um rato) como o mais provável candidato (DONELLY et al., 2004, PERS et al., 2004, POON et al., 2004).

MERS: Um vírus da mesma família dos Coronavírus, que transbordou para seres humanos muito provavelmente pelo contato com fezes de morcegos ou contato direto com camelos (ITHETE et al., 2013, REUSKEN et al., 2013), foi motivo de alarde em principalmente na Coreia do Sul e Arábia Saudita.

COVID-19: Atualmente estamos passando por uma pandemia de mais um vírus da família dos Coronavírus, o SARS-CoV-2. Análises moleculares não conseguem identificar exatamente de qual animal este novo vírus transbordou, porém têm sugerido grande suspeitas que tenha sido de morcegos (ZHOU, 2020) ou pangolins(ZHANG et al., 2020), estes últimos são animais vendidos ilegalmente devido a sua carne e escamas usadas na medicina tradicional chinesa.

CONCLUSÃO

Por fim, após uma análise breve de tantos casos de doenças provindas do contato animal com humanos, faz-se necessário uma reflexão acerca de nossa relação com as outras espécies de animais. É muito claro que a produção desenfreada de animais domésticos para o consumo humano, não só tem trazidos diversas doenças, como as cardiovasculares para nossa espécie, como também tem sido palco de transbordamento de vírus de outras espécies para o ser humano.

O mesmo acontece devido à prática da caça, ou devido ao desmatamento, onde animais silvestres tem se aproximado cada vez mais das cidades, em decorrência à perda de seus habitats naturais.

Parece que os prejuízos não são somente para os animais não humanos, que são enclausurados, caçados, vendidos, mortos, explorados e que tem seus habitats destruídos, as consequências têm caído sobre nossos ombros. A pergunta que vem a calhar é: quem realmente está ganhando com tudo isso?

Gustavo Halfen é biólogo, professor e vegano. Atualmente mora em Curitiba, onde apoia A Onca Defesa Animal e o Subverta Coletivo Ecossocialista Libertário.

REFERENCIAS

ÁVILA-PIRES, F. D., Zoonoses: Hospedeiros e Reservatórios. Cadernos de Saúde pública, Rio de Janeiro, n 5, p. 82-97, mar,1989.

BAUSCH, D. G., SCHWARZ, L., Outbreak of Ebola Virus Disease in Guinea: Where Ecology Meets Economy. PLoS Neglected Tropical Diseases, v. 8, n. 7, p. 8–12, 2014.

BRASIL, Ministério da Saúde. Programa Nacional de DST e AIDS. Boletim epidemiológico AIDS. Brasília-DF, Ano III, nº 1, p. 3-5, Jan-Jun, 2006.

CLEAVELAND, S.; LAURENSON, M.K. & TAYLOR, L.H. Diseases of humans and their domestic mammals: pathogen characteristics, host range and the risk of emergence. Philosophical Transactions of the Royal Society of London,  356(1411):  p. 991-999, 2001

CONFALONIERI, U.E.C. Emergência de doenças infecciosas humanas: processos ecológicos e abordagens preditivas. Oecol. Aust., v. 14 n. 3, p, 591-602, 2010

DONNELLY, CA, FISHER MC, FRASER C, GHANI AC, RILEY S, FERGUSON NM, ANDERSON RM. Epidemiological and genetic analysis of severe acute respiratory syndrome. Lancet Infect Dis. Nov; v. 4 n. 11, p. 672-83, 2004.

ITHETE, N.L., STOFFBERG, S., CORMAN, V.M., COTTONTAIL, V.M., RICHARDS, L.R., ET AL., Close Relative of Human Middle East Respiratory Syndrome Coronavirus in Bat, South Africa, v. 19, n. 10, out , 2013.

HAN, ZIYING et al. Ebola virus mediated infectivity is restricted in canine and feline cells. Veterinary Microbiology, v. 182, p. 102–107, 2016.

MORENS D. M., TAUBENBERGER J.K., FAUCI, A. S. The persistent legacy of the 1918 influenza virurs. N Engl J Med. v 361, n. 3, p 225- 9. Jul, 2009

PEIRIS J. S., GUAN Y., YUEN K. Y., Severe acute respiratory syndrome. Nat Med. ; v. 10, p. 88-97. Dez, 2004

POON LL, GUAN Y, NICHOLLS JM, YUEN KY, PEIRIS JS. The aetiology, origins, and diagnosis of severe acute respiratory syndrome. Lancet Infect Dis. Nov; v. 4, n. 11, p. 663-71, 2004

REUSKEN, C.B., HAAGMANS, B.L., MULLER, M.A., GUTIERREZ, C., GODEKE, G.J., et al. Middle East respiratory syndrome coronavirus neutralising serum antibodies in dromedary camels: a comparative serological study, v. 13, n. 10, p. 859-866. 2013.

VERONESI R. Tratado de Infectologia. 8. ed. Rio de Janeiro Guanabara Koogan, 1991.

ZHOU, P. et al. A pneumonia outbreak associated with a new coronavirus of probable bat origin, Nature, v. 579,. 270-273,  fev, 2020.

ZHANG, T., WU, Q. & ZHANG, Z. . Pangolin homology associated with 2019-nCoV, BioRxiv, fev, 2020.


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Cães em situação de maus-tratos são resgatados em SP

Agentes do Setor de Zoonoses da Prefeitura de Nova Odessa, São Paulo, resgataram na tarde da última terça-feira, 10, cães, aves silvestres e galos índios, encontrados em situação de maus-tratos no município.

Foto: Divulgação

A operação foi realizada a partir de denúncias anônimas feitas pelos moradores da região que informaram endereços localizados nos bairros Jardim Marajoara, Parque Fabrício e Jardim Planalto. Membros da Associação Amigos dos Animais de Nova Odessa (AAANO) e das policias Civil e Militar Ambiental também colaboram com as buscas.

Os cães foram encontrados em uma situação deplorável, não eram castrados e em um dos terrenos se alimentavam de lavagem (mistura de alimentos servida para porcos). “Os animais viviam em terrenos sujos, cheios de mato, sem água, comida e cobertura. Alguns estavam feridos e muito magros”, explicou a veterinária Paula Faciulli, coordenadora do Setor de Zoonoses.

Segundo Paula, o proprietário dos terrenos já havia sido advertido pela prefeitura sobre as péssimas condições dos locais “Nós o notificamos mais de uma vez e pedimos para ele fazer a limpeza dos terrenos e providenciar instalações adequadas para os animais. No entanto, ele não atendeu às recomendações e tivemos de recolher os animais para preservar a vida deles”, disse a veterinária.

Além dos cachorros, também foram resgatados pássaros silvestres, galos índios. Quando encontrado, o responsável poderá ser autuado por crime de maus-tratos aos animais e por manter aves silvestres em cativeiro.

Os cachorrinhos receberam todos os cuidados necessários e agora aguardam ansiosos uma nova família. Quanto ao destino das aves resgatadas depende da decisão a ser tomada pela Polícia Ambiental.


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PhD em Zoonoses critica PL que prevê multa para quem alimentar pombos

Um projeto de lei, de autoria do vereador Tito Zeglin (PDT), estabelece uma multa de R$ 200 para quem alimentar pombos em vias e logradouros públicos ou mantê-los em abrigos no município de Curitiba, no Paraná. A medida, que é um desserviço, também foi foco de uma proposta que se tornou lei na cidade de São Paulo. Para o professor do Departamento de Medicina Veterinária da UFPR Alexander Welker Biondo, que é PhD em Zoonoses, a proposta não é eficaz.

O autor da proposta argumenta que a medida é uma forma de controlar a população de pombos na capital. O médico veterinário, no entanto, contesta a eficácia do projeto. “Toda a população animal precisa de cinco ‘As’ para viver: alimento, água, abrigo, acasalamento e acesso. Se você limitar o alimento, o animal vai buscá-lo em outro local”, diz Biondo. “Além dos animais migrarem, ainda há o risco de rebote de população, ou seja, se você tiver 30 mil pombos e, de alguma forma brusca [o corte de alimento, no caso], diminuir esse número para 20 mil, haverá desequilíbrio no meio, causando menos disputa pela sobrevivência e consequente aumento na reprodução. É possível que, em pouco tempo, a população passe a ter 40 mil aves”, completa.

O projeto de lei está sob análise da Procuradoria Jurídica do Legislativo Projuris. Para que se torne lei, é preciso ainda que a medida passe pelas comissões temáticas da Câmara, seja aprovada em votação em plenário e, depois, seja sancionada. Caso isso ocorra, caberá ao Executivo regulamentar a lei após 90 dias da publicação no Diário Oficial do Município.

A proposta prevê multa de R$ 200 para quem descumprir a proibição de alimentação dos pombos e a aplicação do valor dobrado em caso de reincidência. O texto estabelece obrigatoriedade de atualização da multa de forma anual pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulada no exercício anterior. As informações são da Gazeta do Povo.

Além de proibir que pessoas alimentem e abriguem pombos, o PL determina ainda que donos de imóveis nos quais existam pombos providenciem redes e outros obstáculos para evitar que as aves pousem ou façam ninhos.

Doenças causadas por pombos

Zeglin afirmou, segundo o site da Câmara, que o projeto se justifica porque, entre outras questões, pombos domésticos transmitem doenças graves. Especialistas, no entanto, desmentem a alegação de que as aves representa um risco para a população humana.

Uma das maiores especialistas norte-americanas em controle de aves, Charlotte Donnelly, afirmou que “a verdade é que a maioria das pessoas tem uma chance maior de ser atingida por um raio do que de contrair uma doença de um pombo”.

Uma das doenças pelas quais os pombos comumente são responsabilizados pela transmissão é a criptococose, micose causada pelos fungos Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii, que podem causar também a meningoencefalite, doença que pode ser fatal. Entretanto, de acordo com os médicos Cecília Severo, Alexandra Gazzoni, Luiz C. Severo, que realizaram um estudo a respeito da micose no Laboratório de Micologia do Hospital Santa Rita, “não existe evidência de que a exposição a fezes de pombos esteja associada ao aumento do risco para desenvolver criptococose”.

O biólogo João Paulo Rocha Netto é mais um dos especialistas a se unir contra a ideia de que os pombos transmitem doenças aos humanos. De acordo com ele, conviver com aves de vida livre nas cidades não causa danos à saúde humana. Para que os pombos transmitam doenças – como a criptococose, histoplasmose, psitacose ou ornitose e salmonelose – seria necessário confinar um grande número deles em um ambiente pouco iluminado, sujo e estressante.

No Brasil, os pombos são protegidos por legislações de proteção à fauna e de crimes ambientais. A caça, a perseguição, a destruição, a captura, e práticas de abuso e maus-tratos contra os pombos são, portanto, proibidas.

Além da justificativa das doenças supostamente transmitidas pelos pombos, já rebatidas por especialistas, o vereador alegou também que o projeto é necessário porque pombos podem estar infestados com parasitas, como piolhos de pombos, ácaros, percevejos e carrapatos, que também podem gerar problemas de saúde. A alegação, entretanto, não se fundamenta. Isso porque os pombos não são culpados por sofrerem infestações de parasitas e, portanto, não devem ser prejudicados por uma questão pela qual sequer são responsáveis. E mesmo que fossem, tratando-se de seres que não decidem de forma racional as próprias ações e que, por serem animais, devem ter garantida para si a condição de sujeitos de direito, nenhuma atitude que atentasse contra eles deveria ser executada.

O vereador diz também que as fezes dos pombos são corrosivas, danificam a lataria dos carros e são difíceis de limpar nas calçadas, além de afirmar que as penas entopem bueiros, o que também não se justifica, já que a vida dos pombos e o bem-estar deles não pode ser considerado menos importante do que carros, por exemplo, e a limpeza de calçadas e bueiros pode ser feita sem que as aves sejam prejudicadas.

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Porto Velho (RO) firma parcerias para combater maus-tratos a animais

A primeira-dama do Município de Porto Velho (RO), Ieda Chaves, em conjunto com a Subsecretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), lançou um programa para fomento à proteção animal no município de Porto Velho.

(Foto: Divulgação / Imagem Ilustrativa)

O objetivo inicial, segundo Ieda Chaves, é que mil animais, entre cães e gatos, que estão em abrigos, e também nas ruas, sejam monitorados e castrados pelo programa de proteção, que será desenvolvido em parceria com Organizações Não Governamentais (ONG’s), Polícia Civil (por meio do 197), Polícia Militar Ambiental, Faculdade Fimca e demais secretarias do Município.

O titular da Secretaria de Meio Ambiente, Robson Damasceno, afirmou que o trabalho de captura dos animais para cuidados veterinários, alimentação e possível castração já iniciou por meio dos parceiros. Ele esclareceu que, inicialmente, as castrações contemplam apenas os animais que estão nos abrigos voluntários.

“Essas organizações fazem a captura dos animais, cuidam deles, os levam para castração e, em muitos casos, disponibilizam o animal para adoção”, completou o secretário.

Uma das principais parceiras da Sema no resgate e cuidado dos animais é a ONG ‘Amigos de Patas’. Essa entidade, de acordo com a coordenadora provisória de proteção animal da Sema, Cristiane Patrícia Hurtado, foi considerada, em 2014, de utilidade pública devido ao resgate de animais que fez durante a enchente histórica do Madeira. “Só essa ONG tem cerca de 300 animais sob seus cuidados, com uma unidade no centro e outra no bairro Planalto”, declarou.

Colaboradores

De acordo com Robson Damasceno, a administração municipal publicou portaria atribuindo a algumas secretarias o papel de colaborador no cuidado e proteção dos animais e controle de zoonoses.

“A Semasf, por exemplo, através do cadastro do Bolsa Família, tem a função de aferir a média dos cães e gatos que vivem com as famílias de baixa renda. A Semtran comunica casos de atropelamento e de maus-tratos nas ruas. A Semusa cadastra o número de animais nas residências visitada pelos técnicos, e ainda controla o Centro de Zoonoses. Já a Semusb retira os cães e gatos mortos nas ruas, levando-os para o incinerador”, explicou Robson, frisando que em caso de animais mortos no período de 24 horas, a Semusa também ajudará verificando qual a causa do óbito.

“Estamos também finalizando um convênio com o hospital veterinário da Fimca, que além da compensação referente a mil castrações de cães e gatos, fará atendimentos emergenciais a animais acidentados. São cerca de 9 castrações por semana”, acrescentou o secretário.

Ainda neste ano a Sema deve ser contemplada com recursos para a construção de um abrigo para animais, com capacidade para 600 cães e gatos. “Já temos o terreno para a construção do prédio. O local fica localizado na Avenida Guaporé, nas imediações do Cemetron, na área Norte da capital, onde também deve ser construído um hospital municipal veterinário”, salientou Cristiane Patrícia.

Na próxima terça-feira (8), a secretaria realizará palestra na Fimca para as pessoas que atuam nos grupos de cuidadores de animais e estudantes de veterinária. “A palestra é para orientar sobre os cuidados e combate aos maus-tratos de animais”, explicou Cristiane Patrícia, acrescentando que esse trabalho de educação também é feito nas escolas públicas.

Fonte: News Rondônia

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Ministério da Saúde garante R$ 24 milhões para castramóveis

O Ministério da Saúde está financiando castramóveis para os municípios. Foi disponibilizado R$ 24 milhões para 198 propostas. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, as prefeituras já estão com o dinheiro em caixa e deverão realizar licitação e definir equipe de trabalho. O objetivo é fazer o controle de zoonoses.

(Foto: Divulgação / Imagem ilustrativa)

O dinheiro destinado pode, entretanto, não ser inteiramente gasto com o projeto. Cada castramóvel, segundo estimativas do Ministério da Saúde, custa R$ 130 mil. As unidades têm rodas, mas não possuem motor e, por isso, precisam ser rebocadas, o que, de acordo com a pasta, derrubaria o preço.

O ministro afirmou que havia uma demanda muito grande para o repasse dos recursos.

ONG lança castramóvel em Recife (PE)

Um ônibus que realizará castração e consultas veterinárias, que recebeu o nome de castramóvel, foi lançado pela ONG Socorro Animal, em Recife, Pernambuco. O projeto é pioneiro no município.

O automóvel adaptado conta com recepção, triagem, consultório, sala de cirurgia e de pós-operatório.

De acordo com o vereador Rinaldo Jorge da Cruz (PPS), presidente da entidade até o ano passado, faltam algumas licenças para que o castramóvel possa começar a funcionar, como a da Vigilância Sanitária do Recife e a do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMVPE), que já foram solicitadas.

Os serviços oferecidos pelo castramóvel serão gratuitos e promovidos por médicos veterinários e voluntários.

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Moradores se revoltam após Zoonoses sacrificar cavalo ferido em Maceió (AL)

Equipes do CCZ e da Polícia Militar só apareceram na última quinta (31). Neste mesmo dia, o cavalo teve a morte induzida.

O cavalo abandonado agonizou por dias em uma praça (Foto: Reprodução / AL TV)

A atitude, porém, não agradou aos moradores que tentaram alimentar e dar água ao cavalo desde que ele foi abandonado.

“(…) a população revoltada, indignada. Eles agora resolveram, ao invés de levar esse animal para tratar, eles resolveram matar esse animal”, disse um homem identificado apenas como Mario, que aparece no vídeo e logo em seguida pede que seja mostrado o cavalo sendo morto.

As imagens foram gravadas por um comerciante, Dairisson de Jesus, que definiu o ato como um absurdo. “Eu tenho um estabelecimento em frente ao local, e fiquei aqui ajudando desde que ele chegou. A gente deu água, comprou comida, e quando tentamos ligar pro Zoonoses, disseram que não tinham medicamento, e me pediram pra entrar em contato com uma ONG”, relatou.

O comerciante também reclamou da velocidade com que o diagnóstico foi feito. “Eles chegaram e já falaram que o cavalo estava com câncer, não tiraram nenhum exame, já vieram para matar”, falou.

O coordenador do CCZ, Samy Barros, disse que o chamado tinha sido feito para atendimento clínico e que isso não é competência do centro.

“O centro não é para tratamento de animal. É para um controle de doenças que se enquadram dentro daquelas que compõem o quadro de zoonoses. Nós não tratamos doença. Quando a população liga pedindo por isso, não vai ter”, explica.

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB-AL), e a responsável pela Comissão de Bem-Estar Animal, Adriana Alves, afirma que nos casos de abandono e maus-tratos, a demora no atendimento não se justifica. Agora, o órgão vai se reunir com o CCZ para saber o motivo pelo qual a equipe demorou a chegar até o animal.

Fonte: G1

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Cachorro resgatado no Acre
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Controle de Zooneses do Acre resgata cachorro em lixão após imagem viralizar na internet

As imagens do animal, que estava visivelmente desnutrido e com uma das patas inchada, viralizaram no Facebook, tendo mais de 1,4 mil compartilhamentos.

Cachorro resgatado no Acre
Foto: Reprodução/Facebook

O diretor do DCZ, Everton Arruda, conta que o órgão foi acionado por funcionários do aterro, que solicitavam a remoção do cachorro.

“Disseram que tinha um animal debilitado, caído, que não conseguia levantar. Estava com a pata inchada. O trouxemos e ele já está em pé”, explica.

Segundo o gestor, a presença de resídios orgânicos no aterro atrai os cães e por isso é difícil saber se o caso trata-se de abandono. Ele acrescenta que a pata não estava quebrada, apenas inchada.

“O outro veterinário avaliou e disse que seria preciso fazer uma cirurgia. O inchaço é uma massa tumoral”, ressalta. A data para o procedimento ainda deve ser definida após uma nova avaliação.

Depois do procedimento e reabilitação, o cachorro provavelmente será encaminhado a uma das associações de proteção que atuam na capital acreana até que seja adotado, finaliza o gestor.

Fonte: G1

 

 

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ONGs criticam volta da “carrocinha” em Montes Claros (MG)

Centro voltou a utilizar carrocinha de animais
Ativistas questionam tratamento dado a animais

Um Centro de Controle de Zoonoses de Montes Claros, Minas Gerais, tem causado polêmica nas redes sociais devido ao tratamento que é dado para os animais. Denúncias vieram de organizações de proteção animal.

O primeiro indício do tratamento inadequado ocorreu quando Amanda Cosenza foi ao local tentar recuperar uma cadela. A mulher foi impedida pelo veterinário do local. “Avisaram-me que a carrocinha estava pegando alguns cachorros na Rodoviária, onde eu cuido deles. Quando eu cheguei ao centro, vi a cachorra da foto e reconheci-a das redes sociais, que vi que estava sendo procurada. Tentei resgatá-la e não consegui, o veterinário não autorizou a saída”.

Sobre a recuperação, o coordenador do Centro de Controle de Zoonoses, Luís Osmane Rocha, explica que é possível.“Depois da castração, os cães são liberados para onde foram recolhidos. Os tutores podem recuperar, após passar pelo processo de exames, vermifugação, chipagem e castração”, esclarece.

De acordo com Luís, a Zoonoses faz visitas à residências para realizar diagnósticos e fica sob a decisão do responsável entregar ou não o animal para tratamento. “É o trabalho de rotina, casa a casa. Entramos na casa, tiramos sangue da orelha do cachorro para fazer um dos exames, dentro de 15 minutos, se for positivo, fazemos o segundo exame para ter certeza. Se o cão apontar ter a doença, retornamos ao local para pega-lo. O tutor precisa entregar, mas se não quiser, não forçamos, ele assina um documento que o exame foi feito e deu positivo, mas ele recusou a entregar, nos eximindo de qualquer responsabilidade”.

Para a protetora Aline Matos, que cuida de animais há 10 anos, a volta do uso da carrocinha para resgate de animais abandonados surgiu de repente na região. “Desde 2012 nós conseguimos parar a carrocinha e desde então ela ficou desativada. O CZZ achou uma brecha na lei e está recolhendo e matando os animais positivos à doença. A nossa indignação é que o centro ficou todo esse tempo sem rodar com a carrocinha e agora ele retorna com o uso. E nós protetores tentamos levantar fundos para realizar a castração de alguns, porque sabemos que o problema é muito grande”, desabafa Aline.

O coordenador do centro, entretanto, afirma que a informação não é verdadeira, que a carrocinha sempre atuou em Montes Claros.

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Cão é salvo após ser coberto com substância tóxica na Argentina

Um cão, batizado de Petróleo, foi coberto por alcatrão, uma substância viscosa feita de carvão vegetal ou mineral considerada tóxica, que ele já havia começado a ingerir. A vida dele estava em risco, até que um grupo de veterinários decidiu se unir para salvá-lo.

O cão ficou coberto pela substância tóxica
O cão, batizado de Petróleo, foi vítima da crueldade humana (Foto: Reprodução / Facebook)

Dois jovens caminhavam por Monte Chingolo, na Argentina, quando se depararam com o cão coberto por alcatrão. Desesperados, eles fizeram sinal a uma viatura policial que passava pelo local. Quando o agente se deu conta da gravidade da situação, colocou rapidamente Petróleo na viatura e o levou a uma clínica veterinária da cidade, onde os voluntários da Zoonoses Lanús o trataram.

“Não sabemos como ele acabou assim e ninguém sabe, mas pensamos que tenham tirado ele do alcatrão quando estava submerso na substância. Não há um pedaço do corpo dele que não tenha alcatrão”, disse Myriam Ortellado, coordenadora da Zoonoses Lanús, na página do Facebook da organização.

Ao chegar na veterinária, o cão passou por um processo de limpeza que durou cinco horas e ninguém sabia se ele iria sobreviver.

“Nós compramos uma série de coisas, olhamos tutoriais e fomos testando a eficácia de cada produto. No começo não saia com nada, mas depois começou a sair quando passamo óleo. Acabamos usando 5 litros. Primeiro com os dedos e depois com espátulas para facilitar tarefa. Após 3 horas de trabalho conseguimos limpar apenas 30% do corpo dele. Começamos a ficar desanimados”, afirmou Ortellado.

Mas, de repente, a substância tóxica começou a ceder e a esperança voltou aos corações dos salvadores. “De repente, a substância começou a cair muito mais. Nós percebemos que era preciso mais paciência do que produtos. Na segunda lavagem, usamos detergente com óleo, o que se tornou uma mistura muito eficaz. Foram quase 5 horas de limpeza ininterrupta”, contou a voluntária. Naquele dia, eles conseguiram limpar 80% do corpo de Petróleo.

Após isso, os salvadores medicaram o cão, passaram colírio em seus olhos e deram bastante água a ele. No dia seguinte, o processo de limpeza continuou e ele passou novamente por atendimento veterinário para checar a fundo seu estado de saúde. Sua aparência estava melhor, mas ainda havia o risco de ele ter processo de intoxicação, devido a ingestão do alcatrão.

Quatro dias depois, os funcionários comemoram a recuperação de Petróleo que voltou a ser um cão cheio de alegria. Agora, ele está em busca de uma família que dê a ele todo amor e carinho que faltaram durante todos esses anos.

Sem o alcatrão, o cão voltou à sua aparência dócil
Após quatro dias de tratamento intensivo, o cão se recuperou completamente (Foto: Reprodução / Facebook)

Veja a seguir o vídeo do tratamento que Petróleo passou:

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Centro de Zoonoses realiza feira de adoção com 60 animais em Guarulhos (SP)

Reprodução/Rede Novo Tempo
Reprodução/Rede Novo Tempo

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realiza neste domingo, das 9 às 13 horas, a sua já tradicional Feira de Adoção de Animais. Para esta edição, foram selecionados 20 gatos e 40 cachorros, machos e fêmeas, de diferentes tamanhos. Todos são castrados, microchipados, medicados contra vermes e estão com todas as vacinas em dia. A adoção é gratuita. As pessoas interessadas deverão comprovar que são maiores de 18 anos, apresentar documentos de identidade, como RG,  e comprovante de residência.

A Feira de Adoção de Animais é realizada na sede do órgão, à rua Santa Cruz do Descalvado, 420, no Jardim Triunfo (região de Bonsucesso). Quem preferir, também pode adotar animais nos dias de semana, das 9h30 às 16h30. Mais informações pelo telefone (11) 2436-3666.

Fonte: Prefeitura de Guarulhos

 

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Centro oferece duas semanas de consulta veterinária gratuita no Acre

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Ao menos 300 cachorros e gatos devem receber consulta veterinária gratuita no Centro de Controle de Zoonoses, em Rio Branco, até 16 de junho. O centro começou a oferecer 15 consultas pela manhã e mais 15 pela tarde desde a última quinta-feira (2).

O espaço fica na Rodovia AC-40 e os interessados devem fazer agendamentos antecipadamente.

A ideia de ofertar as consultas surgiu, principalmente, pela importância da vacinação antirrábica, mas os animais também vão receber medicação gratuita e até pequenos procedimentos cirúrgicos, caso seja necessário.

“Queremos ajudar a população que não pode levar os animais em um veterinário. Há animais com mais de seis anos que nunca passaram por consulta com um profissional. Aproveitamos e também orientamos os tutores, fazemos uma conversa sobre saúde pública e os cuidados”, afirma Everton Arruda, diretor do centro.

Apesar de já estar vacinando alguns animais, a campanha de vacina contra raiva começa dia 11 de junho e o Centro de Zoonoses vai ficar em três pontos fixos da cidade para atender a população.

Além das consultas, os animais podem ser castrados aos sábados pela tarde. Os animais são das associações protetoras de animais. O agendamento das consultas pode ser feito pelo do telefone (68) 3221-3561.

Fonte: G1

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Mais de 350 animais são castrados em ação social em Tubarão (SC)

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O serviço de castração gratuita no Centro de Controle de Zoonoses – CCZ, em Tubarão, chegou à incrível marca de 360 animais castrados. O serviço, que iniciou no último mês de novembro, é oferecido à população de baixa renda fornecido aos que moram no local.

Três unidades foram capacitadas para fazer um levantamento dos animais que moram com famílias de baixa renda. Agentes comunitários de saúde atuam no processo, inclusive com levantamento dos animais que necessitam de cirurgia. O trabalho está em andamento e um cadastro é realizado.

Segundo representantes da Fundação Municipal de Saúde, que gerencia o CCZ, houve amplas melhorias no setor, como a instalação da estação de efluentes, contratação de veterinário e profissional técnico, disponibilidade e coleta de container, disponibilidade de medicações e vacinas, entre outras adequações.

No último boletim atualizado, o CCZ estava com 65 cães. No local atuam um coordenador, dois serviços gerais, um profissional no setor administrativo, um veterinário e um técnico.

A quantidade de cães abandonados nas ruas em Tubarão ainda incomoda muitas pessoas que se preocupam com as doenças que podem ser transmitidas e com a saúde dos próprios animais. Em vários bairros é visível a presença de grupos de cachorros ou sozinhos, perambulando sem destino ou à procura de alimento.

O projeto do Centro de Controle de Zoonoses começou a sair do papel em 2009. Conforme o site Notisul, o trabalho de castração é feito pelas equipes de saúde, por meio das agentes comunitárias, que orientam os moradores.

A lei 3.759, de 2012, é muito clara em relação ao funcionamento do CCZ. Hoje, está atuante com alguns cães, mas não há espaço para abrigar tantos animais com a função de canil. A necessidade no município é muito grande, mas um canil teria que ter a capacidade mínima para dois mil cães e gatos, pelo menos.

Fonte: Sul in Foco

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