Animal fumando cigarro em zoológico na Indonésia se torna polêmica na internet.
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Orangotango é flagrado fumando cigarro em zoológico da Indonésia

O zoológico fica cerca de 145 quilômetros de distância do sudeste de Jacarta. O vídeo mostra um jovem pegando alguns maços de cigarro aceso e jogando para o animal em um recinto aberto. O orangotango de Bornéu, de 22 anos chamado “Odon”, pegou o cigarro e inalou na frente de outros visitantes que riram da situação.

Animal fumando cigarro em zoológico na Indonésia se torna polêmica na internet.
Um visitante lançou um cigarro acesso para o orangotango inalar. (Foto: Mdig)

Porém, os ativistas dos direitos animais não acharam nada engraçado. Eles condenaram falta de atenção dos visitantes e a aparente falta de supervisão e controle do zoológico contra tais atos. Mas esta não é a primeira vez que zoológico foi criticado por maus-tratos contra animais. No ano passado, uma filmagem denunciou o zoológico por manter ursos famintos e em desnutrição implorando por comida.

Veja o vídeo abaixo sem legendas:

Marison Guciano, investigador sênior da “Scorpion”, uma ONG local de vida selvagem, escreveu em uma publicação no Facebook que as questões devem ser abordadas e o país desesperadamente “precisa estabelecer padrões de bem-estar animal”.

Enquanto isso, cerca de 1 milhão de pessoas assinaram uma petição on-line para “fechar o zoológico de Bandung agora” após o caso do orangotango. Um porta-voz do zoológico afirmou que lamentou o incidente e ressaltou que proibido aos visitantes oferecer comida e cigarros aos animais.

Os orangotangos são espécies criticamente ameaçadas de extinção, infelizmente Odon não é o único macaco fumante do mundo. Um orangotango chamado “Tori” ficou famoso por ter o hábito de fumar, o animal foi encontrado fumando pontas de cigarro descartadas por visitantes em outro zoológico da Indonésia. Apesar do riscos para a saúde do orangotango, o caso ocorre há uma década.

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Destaques, Notícias

Presidente do Zimbabwe comemora aniversário com carne de elefante e outros animais no cardápio

Por Stephanie Lourenço (da Redação)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O aniversário do presidente Robert Mugabe é um grande negócio no Zimbabwe.

Apesar da devastação econômica do país, todo dia 21 de fevereiro é comemorado com eventos, incluindo um torneio de futebol (o “Bob Super Cup”), um concerto e uma grande festa em honra ao político que governa a região há 35 anos. As informações são do NBC News e do site World Bulletin.

Este ano, para marcar os 91 anos de Mugabe, seu partido acrescentou animais selvagens ao menu – incluindo carne de elefante – um plano que ambientalistas consideram “antiético”.

Segundo o The Chronicle, um fazendeiro local, Tendai Musasa, fez a doação de dois elefantes, juntamente com dois búfalos do Cabo, dois antílopes, cinco impalas e um “troféu” de leão para a festa de aniversário. “Eu também estou pensando em adicionar um crocodilo à lista, já que o crocodilo é o animal totem de Mugabe”, diz o fazendeiro.

Musasa, chama a doação de animais de “um gesto perfeito.” Os animais serão mortos em alguns dias à frente do partido, e a carne será armazenada por um hotel local.

Os moradores da região dizem que os animais são parte da quota anual de caça da comunidade. Johnny Rodrigues, presidente da Conservation Task Force de Zimbabwe, chama a matança de elefantes de totalmente antiética: “Eu não sou a favor de alguém doar animais selvagens para uma celebração ou por qualquer outra razão”, afirma.

Zimbabwe já enfrenta sérias críticas em relação ao tratamento que fornece aos seus animais, incluindo a captura de filhotes vivos de elefantes para exportação a países como a China e os Emirados Árabes Unidos.

A festa de aniversário de Mugabe será realizada no dia 28 de fevereiro, no Elephant Hills Resort, um hotel de luxo, perto de Victoria Falls, que dispõe de um campo de golfe de 18 buracos e um spa. Estima-se que 20 mil pessoas irão comparecer.

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Destaques, Notícias

Caçadores matam 41 elefantes por envenenamento no Zimbabwe

Por Patricia Tai (da Redação)

Foto: Reuters
Foto: Reuters

Portando armas e machados, caçadores têm dizimado as populações de elefantes selvagens da África. Mas, não satisfeitos em utilizar essas armas para matar esses animais cruelmente, os criminosos inventaram mais uma forma: veneno.

A polícia do norte de Zimbabwe relatou que recentemente foi capturado um grupo de caçadores com uma grande quantidade de presas retiradas de elefantes do Parque Nacional de Hwange. Ao invés de usar armas de fogo altamente potentes para matar os elefantes, o inspetor Muyambirwa Muzzah disse que esses caçadores haviam contaminado com cianureto os poços onde os elefantes bebem água. As informações são do TreeHugger.

Segundo a reportagem, o assunto é grave e essa tática pode facilmente levar a fatalidades de vida selvagem além de seus pretendidos alvos.

“O que eles fizeram é muito cruel pois não termina na morte dos elefantes. Existe o que chamamos de ‘efeito de quarta geração’, devido à alta potência do veneno cianureto. Animais que se alimentam da carne dos elefantes mortos irão morrer, assim como os que se alimentarem destes”, disse Muzzah ao The Chronicle. “Ou seja, isso entra na cadeia alimentar e centenas de animais acabam morrendo”.

Pode-se acrescentar a isso outro risco: o de animais de outras espécies também beberem da água dos poços envenenados.

Ocorreu em Maio um caso parecido, em que caçadores empregaram o mesmo método de envenenar água de elefantes e arrancar as presas de seus corpos: um grupo de cinco pessoas foi condenado a dois anos de prisão pelo crime.

Desde então, conta Muzzah, 69 elefantes foram mortos nessa região do Zimbabwe, sendo que 41 morreram por envenenamento. Apesar dos esforços de preservação para proteger a espécie, as populações de elefantes de toda a África têm apresentado um acentuado declínio devido à caça, fomentada largamente pelo vergonhoso e ilegal comércio de marfim.

Foto: Blog Livehonestly
Foto: Blog Livehonestly

Tem sido anunciado que, se as mortes continuarem a esse ritmo, os elefantes estarão extintos em pouco mais de uma década. Se os envenenamentos passarem a ser mais um método utilizado de maneira ampla pelos caçadores, a extinção total poderá ocorrer em um tempo muito menor.

É importante lembrar que a dizimação dos elefantes não ocorre só na África, e que a prática de envenenamento de elefantes não é inédita. Infelizmente, casos assim foram noticiados inúmeras vezes nos últimos anos, sendo muito comum na Indonésia e outras partes da Ásia. Neste ano, foi publicada uma notícia na ANDA sobre envenenamento de elefantes em Bornéu .

Nota da Redação:

Tudo fica muito simples quando se pratica o exercício básico de se colocar no lugar do outro. A palavra “dor” resume tudo o que esses animais sentem, assim como todos os outros animais não-humanos explorados pela Humanidade.

Imaginemos um elefante sendo alvejado por armas de grosso calibre. Coloquemo-nos no lugar dele. Em seguida, imaginemos como se fôssemos um elefante e estivéssemos sendo perseguidos por homens com lanças e machados, aos quais sucumbimos facilmente, golpeados pelos objetos cortantes. Imaginemos a nós mesmos como elefantes no calor da África indo sedentos a um poço beber água, e essa água está envenenada com cianureto, causando uma morte tão dolorida. Nossos órgãos internos se estourando em reação ao veneno.

E, uma vez caídos, morrendo, ainda agonizando no chão, termos nossas presas – equivalentes aos nossos dentes, em uma comparação grosseira, pois são muito maiores e enraizadas, logo são extraídas com dor muito maior – cortadas com machados. Morremos devagar, nossos corpos permanecem ali jogados sem presas, sem vida,  sem dignidade – arrancaram parte de nossos corpos e o nosso direito à vida, em troca de dinheiro e com algum prazer sádico, sem terem olhado para nós com nenhum sentimento em momento algum. Sem ninguém ao redor a quem pudéssemos gritar e sermos ouvidos, sem ninguém a nos socorrer.

Quando, em nossa vida de humanos, passamos por situações de perigo ou ameaça física, que não chegam nem aos pés de tais atrocidades, sentimo-nos extremamente frágeis e necessitados de ajuda. Mas não sabemos ouvir aos chamados de ajuda, verdadeiros gritos, de bilhões e bilhões de animais que morrem diariamente no mundo por mãos humanas: caçados nas florestas, nas cidades; mortos nos matadouros, nas fazendas; atropelados em toda a parte do mundo; mortos de fome e sede; vítimas de algozes cruéis nas mais diversas situações; mortos por veneno que alguém deixou propositalmente em um quintal onde, inocentemente, um animal quis matar a fome ao encontrar um alimento, quando talvez estivesse sem se alimentar há dias; mortos por doenças sem socorro ou auxílio, sem cuidados. Mortos em laboratórios após sofrerem dores agudas; mortos após terem as peles arrancadas; mortos por eutanásia quando ainda podiam – e queriam – viver; mortos de desgosto e depressão por terem sido abandonados, ou por terem vistos seus filhotes serem mortos. A lista não tem fim.

O mero exercício de se colocar no lugar do outro resolve tudo. Se todas as pessoas fossem capazes de fazer esse exercício com inteireza e verdadeiramente, não haveria  animais sofrendo no mundo – humanos ou não-humanos.

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