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Confira os 13 países em que animais ameaçados de extinção são caçados

Leões, leopardos e elefantes são algumas das vítimas


PublicDomainPictures/Pixabay

Quatro americanos tiveram suas armas de fogo confiscadas no aeroporto de Lusaca, capital da Zâmbia. O casal, Amy e Craig, estavam com dois amigos na cidade para uma temporada de caça. Craig venceu o leilão de uma hiena e os amigos pagaram três mil dólares para matar um hipopótamo. Amy, que se declara vegetariana, explica que eles não levariam a hiena e que, como sua carne não é boa, sequer os moradores de Lusaca comeriam o animal.

A casa de Amy e Craig possui uma sala cheia de “troféus”. Ela afirma desejar que o marido pare com a prática, mas entende que “a caça é viciante”. Embora estivessem lá atrás de uma hiena, Craig foi ameaçado pelos filhos caso acertasse um elefante. “Meus filhos disseram ao meu marido que se ele atirar em um elefante, eles nunca mais falarão com ele. Eu não sei se eles fariam isso, mas, de qualquer forma, não vamos matar elefantes”, conta Amy ao site New York Post (8).

Craig acredita que a caça é benéfica à comunidade que mora próximo ao safári, pois “traz dinheiro, a carne alimenta e as mortes ajudam com o problema da superpopulação [de animais]”. Este é o mesmo argumento utilizado pelo governo de Botsuana ao legalizar a caça no ano passado, cinco anos após a proibição por Ian Khama, presidente na época. Normalmente, animais como girafas, zebra, antílope e javalis são comidos pelos moradores, assim como hipopótamos e búfalos.

WikiImages/Pixabay

No entanto, não há evidências de que a caça traga mesmo benefícios aos moradores, uma vez que a maior parte do dinheiro é destinada ao pagamento de taxas governamentais e aos administradores de safáris. Eddie, morador local e guia de campo, conta que recebia 60 dólares por viagem e realizava, em média, apenas uma viagem por mês. O salário médio de acordo com o site Salary Explorer é de 68 a 2.225 dólares.

Apesar das muitas manifestações contrárias, treze países oferecem serviços de caça de animais vulneráveis e ameaçados de extinção para pessoas ricas. Confira quais são eles:

Zâmbia 

A caça de elefantes no país é permitida. Leões e leopardos são caçados com iscas e podem ser encontrados em quase todas as áreas do país. Elandes vaca-do-mato, cudu maior, chango (gazela),  sitatunga,  estacatira, inhacoso,  gnu-de-cauda-preta, gazela-pintada, impala, antílope-salta-rochas, puku,  oribi, xipene, javali africano, porco-vermelho, cabrito-cinzento, hipopótamos e crocodilos também são caças comuns próximos aos rios do país.

Moçambique

Leão, leopardo, búfalo, elefante e rinoceronte são os animais comumente mortos em Moçambique, de acordo com o The Big Game Hunting. A população de búfalos no país é de 50 mil animais. A Federação Africana da Vida Selvagem considera mais da metade dos animais selvagens do país como extintos.

Tanzânia

Por 25 mil dólares é possível matar uma variedade de animais na Tanzânia, incluindo leão, búfalo, leopardo, elefante, zibelina, redunca do sul, javali, oribi, impala, hiena e chacais, segundo informações de Diana Hunting Tours.

Camarões e República Centro-Africana

A caça de bongo e elefantes da floresta são possíveis pelo valor de 34 mil dólares, de acordo com Diana Hunting Tours.

Botsuana

O país colocou em leilão 70 elefantes desde a revogação da lei que proibia a caça do animal. Um dos argumentos utilizados é o de que os animais e os humanos que moram próximos aos parques habitados pelos elefantes estão entrando em conflito.

Zimbábue

Os parques nacionais de Zimbábue não permitem a caça, no entanto, muitas vezes os animais são atraídos para fora destas áreas e mortos por caçadores. É o que aconteceu com o leão Cecil, em 2015. Além disso, é permitido adquirir licenças de caça para quase todos os animais.

Namíbia

De acordo com o site African Hunting Safaris, a Namíbia, juntamente com a África do Sul, são os únicos dois países em que é possível caçar estes cinco animais juntos: leões, leopardos, búfalos, elefantes e rinocerontes brancos ou pretos. O guepardo também é encontrado na Namíbia e pode ser morto.

África do Sul

Na África do Sul, a lei diz que o dono da terra também tem direito sobre os animais que estão nela, portanto, quando um animal estiver em uma área privada e o dono deste terreno permitir a caça, estão ela está autorizada, incluindo espécies ameaçadas de extinção. Existem algumas regras, no entanto, como a proibição de atirar em animais presos em armadilhas.

Benin e Burquina Faso

A caça é muito popular em Benin. Nos dois países, é possível encontrar uma população densa de animais, incluindo muitas espécies raras e em situação de vulnerabilidade. Os búfalos também atraem muitos caçadores.

Etiópia e Uganda

Oferece a caça de animais exóticos em população cada vez menor, como o bangô, elande e inhala da montanha.


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Elefante esperto pula muro para pegar mangas em árvore do outro lado

Foto: Kennedy News/Ian Salisbury
Foto: Kennedy News/Ian Salisbury

Um menino do condado inglês de Lancashire, em viagem de férias à Zambia, captou o momento “incrível” em que um elefante particularmente ágil escalou um muro de um metro e meio, numa tentativa de pegar mangas de uma árvore.

Os convidados do hotel Mfuwe Lodge no Parque Nacional South Luangwa, na Zâmbia, tinham acabado de sair para um passeio de safári à tarde no sábado (4), quando o elefante do sexo masculino fez uma visita inesperada.

O gerente geral do local, Ian Salisbury, 68, viu o elefante que parecia “calcula” como transportar suas quatro pernas gigantes por cima do muro de pedra sem cair.

Fotos hilárias capturadas por Ian mostram o mamífero gigante erguendo as pernas sobre o muro da mesma maneira que um humano faz para atravessar o obstáculo.

E enquanto entrava no acampamento, Andy Hogg, diretor da The Bushcamp Company, empresa proprietária do hotel, gravou a breve, mas malsucedida, tentativa de pegar a fruta feita pelo animal gigante.

Uma família de elefantes visita o local no sul da África entre outubro e meados de dezembro, mas esse visitante inesperado chegou atrasado – procurando por mangas fora de estação.

Foto: Kennedy News/Ian Salisbury
Foto: Kennedy News/Ian Salisbury

Ian, originário de Bacup, Lancs, disse: “Ele escolheu a rota mais direta até as frutas e se sentiu em casa”.

Os convidados acharam muito divertida a ideia de um elefante escalar um muro. Eles ficaram surpresos ao saber que ele se deu ao trabalho de escalar um muro tão alto.

“Eles estavam em um passeio de safári no Parque Nacional na época, então lamentamos ter perdido a oportunidade de vê-lo em ação pessoalmente”.

Foto: Kennedy News/Ian Salisbury
Foto: Kennedy News/Ian Salisbury

O alojamento possui uma área central de entrada aberta e muitas vezes atrai uma família de elefantes no início do inverno.

Mas o rebanho geralmente segue um caminho pavimentado, em vez de seguir a rota direta do muro.

Ian disse: “Ele era um estranho para nós. Ele queria investigar. Ele queria entrar na área central onde esta grande mangueira cresce”.

Obviamente, ele estava com muita fome e esperava conseguir algumas mangas selvagens para si mesmo, embora não restem mais agora. As frutas já foram todas consumidas ou caíram da árvore com o passar do ano.

Ele veio e se espreguiçou, deu uma olhada ao redor, comeu um pouco de grama, depois estranhamente se virou e voltou da mesma maneira, o que foi bastante divertido.

Foto: Kennedy News/Ian Salisbury
Foto: Kennedy News/Ian Salisbury

A maneira mais fácil de chegar lá era escalar esse muro alto. É um comportamento realmente incomum para um elefante subir tão alto.

“Era impressionante que ele conseguisse coordenar as quatro patas para ultrapassar o muro, porque o elefante era um touro muito importante, talvez por volta dos 30 anos, na meia idade”.

Com o tempo incomumente chuvoso, Ian acredita que o elefante solitário pode ter sido encorajado a fazer um desvio para evitar inundações.

Ian disse: “Os elefantes tendem a vagar por grandes distâncias e, dependendo da disponibilidade de comida, eles aparecem em certas áreas”.

“Estava bastante seco na última semana, tivemos uma quantidade enorme de chuva que quase causou uma inundação. Se isso o encorajou a seguir por outro caminho, não tenho certeza”.

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Turistas registram um raro encontro entre hipopótamo e hiena, na Zâmbia

Momento foi observado por turistas que passavam no local.


Por Heloiza Dias


Um raro encontro entre dois animais foi observado por turistas e um orientador do Parque Nacional Luangwa do Sul, na Zâmbia. Um hipopótamo se aproximou calmamente de uma hiena-pintada que estava dormindo, ao despertar a hiena apenas o observou e os dois chegaram a tocar os focinhos.

“A hiena não correu e os dois começaram a cheirar um ao outro, quase como se beijassem um ao outro”, disse Njobvu – chefe da Shenton Safaris , à National Geographic.

Os animais permaneceram se cheirando por cerca de vinte minutos, a hiena rolava de um lado para o outro enquanto o hipopótamo a observava de perto.

hiena-malhada
Hiena-malhada na Reserva Nacional de Masaai Mara, no Quênia. Foto: Frans Lanting, Corbis

Especialistas especulam que esse é um caso de curiosidade juvenil, animais nessa idade normalmente estão recolhendo dados sobre o ambiente que vivem e com quem o partilham.

A hiena foi surpreendida pelo hipopótamo que apenas apresentava certa curiosidade sobre ela, o fato de nenhum dos animais ter fugido é devido a maneira como essa situação foi dada, ambos não apresentavam comportamento agressivo.

Arjur Dheer – especialista em hienas-pintadas do Tanzânias’s Ngorongoro Crater, uma área de conservação ambiental – afirma que havia interesse mútuo dos animais, mas não descarta o medo que eles sentiam um do outro.

As hienas são os predadores mais bem-sucedidos da África, porém os hipopótamos são animais bastante perigosos, sendo responsáveis por muitas mortes de humanos todos os anos.

Acesse a notícia na íntegra.


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Zimbábue anuncia que venderá elefantes

Foto: Ray in Manila/Flickr
Foto: Ray in Manila/Flickr

O Zimbábue (África) planeja vender elefantes para Angola e está se preparado para transportar animais selvagens para qualquer outro país interessado nos animais, já que a nação do sul da África esta determinada a reduzir sua população de elefantes justificando a ação covarde pelo crescente conflito entre pessoas e animais selvagens.

Conflito esse gerado pela ocupação humana em habitats naturalmente ocupados pelos paquidermes há anos.

“Não temos um mercado predeterminado para as vendas de elefantes, estamos abertos a todos que querem nossa vida selvagem”, disse a ministra do Turismo, Prisca Mupfumira, em uma entrevista durante uma cúpula da vida selvagem em Victoria Falls.

“O principal problema são as minas terrestres em Angola, por isso estamos a tentar ajudá-las com um fundo para lidar com elas antes de enviarmos os animais.” Milhões de minas terrestres foram usadas na guerra civil de 27 anos que terminou em 2002 e muitas ainda a ser limpos.

Líderes dos quatro países da África Austral que abrigam mais da metade dos elefantes africanos do mundo se reuniram no Zimbábue na terça-feira última para discutir uma política de gestão comum e reiterar pedidos à Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) para relaxar algumas de suas regras, incluindo uma moratória sobre as vendas de marfim, segundo informações da Bloomberg.

Os quatro países – Zimbábue, Zâmbia, Namíbia e Botsuana – uniram forças no começo deste ano para pressionar a CITES antes de uma conferência global marcada para agosto. Eles afirmam que devem ser livres para decidir como lidar com sua vida selvagem, e a renda das vendas de estoques de marfim pode ser usada para conservação.

Botsuana diz que tem muitos elefantes, enquanto Mupfumira disse que o Zimbábue tem um “excesso” de 30 mil dos animais.

O presidente da Namíbia, Hage Geingob, e Edgar Lungu, da Zâmbia, disseram aos delegados na cúpula que os direitos das comunidades que vivem entre elefantes estão sendo negligenciados e que deve haver um “novo acordo” com a CITES que lhes permita se beneficiar da vida selvagem.

O presidente Mokgweetsi Masisi, de Botswana, que supervisionou o levantamento da proibição da caça em maio para permitir que os moradores atirassem em alguns elefantes caso destruíssem as plantações, fez comentários semelhantes.

O Zimbábue já vendeu vários elefantes africanos para a China nos últimos anos. A nação da África Ocidental da Gâmbia, que não tem paquidermes, também manifestou interesse, disse Mupfumira.

“Eles disseram vir e nos ensinar e nos enviar know-how técnico”, disse ela. “Devemos permitir a livre circulação e também devemos decidir – é nosso próprio recurso”.

Com afirmações que reduzem os animais a produtos para serem comercializados conforme a vontade humana, líderes das nações preseteadas com esses belos animais, posicionam-se no sentido de precificá-los e decidir sobre seus destino e bem-estar.

Ocupando seus habitats e pressionando-os a viver em espaços cada vez menores, esses animais seguem relega à vontade humana que na maioria das vezes visa apenas o lucro ao decidir sobre seus destinos.

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Decisão do governo da Zâmbia permite que 2 mil hipopótamos sejam mortos por caçadores de troféu

Caçadores de troféu posam ao lado de hipopótamos assassinados | Foto: Facebook / Exposing Trophy Hunters
Caçadores de troféu posam ao lado de hipopótamos assassinados | Foto: Facebook / Exposing Trophy Hunters

Defensores dos direitos animais se revoltaram contra a decisão do governo da Zâmbia (África) em permitir que caçadores de troféus matassem 2 mil hipopótamos, em um ato classificado de “abate de contenção”, por cinco anos.

O governo anunciou o plano para eliminação de 400 animais em 2016, o motivo alegado, foi o potencial risco de um surto de antraz.

As autoridades da Zâmbia inicialmente cederam à comoção causada pela decisão e teriam supostamente desistido do projeto, mas uma denúncia da fundação Born Free (nascidos livres, na tradução livre) de apoio e proteção à vida selvagem, alertou que a matança foi secretamente reiniciada sob a alcunha de “ferramenta de gerenciamento da vida selvagem”.

A matança estaria sendo promovida por empresas de caça troféu, que por sua vez, ofereceriam pacotes de “caçadas de contingência” a seus clientes.

Uma das empresas que vende esse tipo de pacote de caça, localizada na África do Sul oferecia uma expedição de seis noites na Zâmbia, com cinco hipopótamos por caçador, a 10.500 libras (em torno de 50 mil reais).

Outra empresa Sul Africana oferece em seu site uma caçada ao troféu com hipopótamos por 7.500 euros (em torno de 31 mil reais).

A fundação Born Free afirmou em seu site que o Departamento de Parques Nacionais e Vida Selvagem da Zâmbia (DNPW, na sigla em inglês) não forneceu nenhuma evidência comprovando a existência de superpopulação de hipopótamos.

Eles escreveram que o DNPW não forneceu “evidências científicas de que uma matança indiscriminada de hipopótamos, impediria um futuro surto de antraz”.

Ao contrário do que alegam as autoridades zambianas, a ONG – que se opõe a matança de qualquer animal por esporte ou prazer – afirma que “evidências científicas sugerem que o sacrifício de hipopótamos estimula a reprodução e acaba aumentando ainda mais a população, criando assim um ciclo vicioso de morte e destruição”.

Foto: African Sky Hunting
Foto: African Sky Hunting

“Nós contestamos as afirmações das autoridades de que há evidencias que suportem a necessidade dessa matança”, diz a Born Free.

A fundação defende que hipopótamos são valiosos demais como parte do ecossistema nativo e também parte do inacreditável turismo da vida selvagem na Zâmbia para serem mortos dessa forma.

Um site caça ao troféu ensina seus possíveis clientes como “derrubar um hipopótamo”, falando ainda que isso pode ser “extremamente excitante”.

O Fundo Mundial para Natureza descreve o hipopótamo como uma espécie “vulnerável”.

O número de hipopótamos selvagens na África está sob pressão crescente, com um máximo estimado de apenas 130 mil animais, de acordo com a Born Free.

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Zâmbia afirma que irá matar 2 mil hipopótamos para controle populacional

O ministro de turismo da Zâmbia, na África, afirmou que o país irá matar até 2 mil hipopótamos que habitam o país nos próximos cinco anos.

Charles Banda disse que a população de hipopótamos não pode ser sustentada pelos níveis de água no rio Luangwa, onde a maioria dos animais estão localizados.

O governo decidiu, portanto, prosseguir com o plano de controlar a população de hipopótamos no leste da Zâmbia.

“O Parque Nacional de South Luangwa tem uma população de mais de 13 mil hipopótamos, mas a área é ideal apenas para 5 mil hipopótamos”, disse Banda, acrescentando que o ecossistema seria ameaçado.

“Mover os hipopótamos para outros corpos de água seria muito caro. No momento, a única opção que temos é matar os animais”.

Nos próximos 5 anos, 2 mil hipopótamos podem ser mortos na Zâmbia (Foto: Pixabay)

No país, em 2016, o governo teria suspendido o mesmo plano devido à protestos de ativistas defensores dos animais. A organização britânica Born Free liderou a campanha, descrevendo-a como caça de troféus.

Recentemente, a Born Free em resposta disse em seu site que a Zâmbia não forneceu evidências científicas robustas demonstrando que há uma superpopulação de hipopótamos no rio Luangwa.

“Evidências científicas sugerem que o sacrifício de hipopótamos estimula a reprodução e acaba aumentando a população, potencialmente estabelecendo um ciclo vicioso de morte e destruição”, afirmou.

Born Free havia dito em 2016 que o raciocínio científico para matar até 2 mil hipopótamos quando sua população em toda a África Austral era de 80 mil hipopótamos era questionável.

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Fotos mostram resgate dramático de elefanta e filhote presos na lama

Fotos tiradas por um guia de safári no Zâmbia mostram o dramático resgate de uma elefanta e seu filhote presos na lama da lagoa Kapani, na região de South Luangwa. Durante uma visita à região nesta semana, um grupo de turistas avistou os animais em dificuldades, completamente presos na lama.

Elefanta e filhote atolados na lama na Zâmbia. (Foto: Abraham Banda / Norman Carr Safaris)

Ao lado deles, outros elefantes da manada tentavam em vão tirá-los da lama, enquanto a elefanta e seu filhote gritavam desesperados. O grupo turístico contactou então membros da Sociedade de Conservação de South Luangwa (SLCS, na sigla em inglês) e da Autoridade para Vida Selvagem do Zâmbia (Zawa), que participaram do resgate.

Normalmente, os especialistas em vida selvagem sugerem que os seres humanos não interfiram com o curso natural da vida selvagem, mesmo que os animais corram perigo de vida, a não ser que os problemas sejam causados pelo próprio homem. Mas no caso dos elefantes, as pessoas envolvidas dizem ter aberto uma exceção por pena dos animais.

Equipe resgata os dois animais presos. (Foto: Abraham Banda / Norman Carr Safaris)

“Achamos que não podíamos deixar os animais naquela situação. Os elefantes gritavam desesperadamente, todos ficaram tocados pela cena. Acho que neste caso a intervenção era justificável”, explicou à BBC Brasil Mindy Roberts, da agência Norman Carr Safaris, que organizou o tour.

“Nós simplesmente não podíamos ficar parados e ficar observando os animais se debatendo e finalmente morrendo”, disse ela.

Elefantes que ficaram presos na lama são resgatados. Foto: Abraham Banda/Norman Carr Safaris

Resistência
Os especialistas da SLCS e da Zawa começaram o resgate amarrando uma corda ao redor do filhote – apesar das resistências da mãe, que tentava proteger o elefantinho com sua tromba.

Uma dezena de pessoas foi necessária para ajudar a puxar a corda e arrastar o filhote para fora, vencendo a resistência do próprio animal, que não queria sair de perto da mãe.

A manada ajudou a salvar os elefantes atolados. Foto: Abraham Banda/Norman Carr Safaris /BBC Brasil

A equipe de resgate contou com a inesperada ajuda de outros animais da manada, que emitiram sons de chamada para o filhote, que finalmente saiu de perto da mãe e se juntou aos demais companheiros.

A corda foi então amarrada no entorno da mãe, que já apresentava sinais de desidratação e de exaustão. Para retirá-la, foi necessário puxar a corda com um trator.

O resgate foi acompanhado pelos turistas, incluindo o guia Abraham Banda, que tirou as fotos.

Fonte: Terra

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Assim como os humanos, chimpanzés também ficam de luto

“As pesquisas constituem um forte argumento de que os chimpanzés não só compreendem o
conceito de morte,
mas também têm maneiras específicas de lidar com isso”
(James Anderson, da Universidade de Stirling, no Reino Unido)

Luto: chimpanzés exibem comportamentos semelhantes aos dos humanos, também na hora da morte (Foto: Tom Brakefield / Thinstock)

A devoção dos chimpanzés à sua prole é conhecida. Os filhotes são carregados no colo até que possam andar por conta própria e amamentados por um longo período de tempo – até seis anos, se preciso. Agora, os cientistas descobriram que chimpanzés, como os humanos, também ficam de luto por sua cria.

Cientistas do Instituto Max Planck de Psicolinguística capturaram imagens de uma mãe chimpanzé velando o corpo de seu filhote de 16 meses. Quase um dia depois da morte do pequeno chimpanzé, a mãe finalmente deita o bebê no chão, com cuidado, e o observa a uma pequena distância. De tempos em tempos, ela se aproxima e acaricia seu rosto, aparentemente para se certificar de que está mesmo morto. Passada uma hora, a mãe leva o filhote a um outro grupo de chimpanzés, onde o corpo passa a noite, e parte.

A cena protagonizada pelo mais próximo parente do ser humano na natureza foi registrada em Chimfunshi, na Zâmbia. Os responsáveis pela filmagem – os cientistas Katherine Cronin, Edwin Van Leeuwen, Mark Bodamer e Innocent Chitalu Mulenga – publicaram neste mês um artigo sobre o tema no American Journal of Primatology. Nele, explicam que pouco se sabe sobre como os primatas lidam com a morte. Mas “era uma questão de tempo até que sua reação fosse registrada e submetida à análise, mostrando sua enorme similaridade com os seres humanos”, disse Bodamer ao jornal britânico Daily Mail.

Pesquisas anteriores

O vídeo da equipe de Bodamer não é a primeira pista que a ciência tem sobre a relação entre chimpanzés e a morte. Em 2003, estudiosos da vida animal registraram a curiosa história de duas mães que carregaram, por semanas, os cadáveres de seus filhos mortos em uma epidemia de gripe, em Bossou, na Guiné. Mais: elas trataram os pequenos como estivessem vivos.

Outros relatos científicos dão conta de um grupo de chimpanzés que limpou e assistiu durante toda uma noite o corpo de uma anciã da espécie. “As duas pesquisas combinadas constituem um forte argumento de que os chimpanzés não só compreendem o conceito de morte, mas também têm maneiras específicas de lidar com isso”, disse, na época, o autor do estudo, James Anderson, da Universidade de Stirling, no Reino Unido.

Fonte: Veja

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Confirmada proibição total do comércio de elefantes

A proibição total do comércio de elefantes foi confirmada na sessão plenária da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES), apesar das tentativas da Tanzânia e da Zâmbia para impedir esta decisão.

Tanzânia (106.000 elefantes) e Zâmbia (27.000) pediam a transferência desses animais do Anexo I (comércio proibido) ao Anexo II da Convenção, a fim de poder vender, sob certas condições, seus paquidermes vivos ou em troféus, excluindo o marfim dessas transações.

Depois de uma votação negativa a respeito, na segunda-feira, por parte dos Estados membros presentes, nesta quinta os dois países também fracassaram em sua tentativa, a poucas horas do encerramento.

O elefante da África ou “Loxodonta africana” está inscrito no Anexo I da CITES desde 1989, que proíbe o comércio internacional, com exceção de quatro países da África austral: África do Sul, Zimbábue, Botsuana e Namíbia.

Fonte: AFP


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Macacos que viviam nos jardins de palácio são expulsos pelo Presidente

Foto: Reprodução DN Globo
Foto: Reprodução DN Globo

O Presidente Rupiah Banda, da Zâmbia, mandou retirar cerca de 200 macacos que estavam há décadas nos jardim do palácio presidencial, em Lusaca, como represália pelo fato de um destes animais ter urinado em cima dele, em junho passado, quando dava uma conferência de imprensa.

Na época, como lembrou a BBC, Banda gracejou dizendo que a urina do macaco até seria capaz de lhe “dar sorte”, mas dois meses depois veio a ordem de transferir os animais para um jardim botânico nos arredores da capital. Até ao momento, já foram transferidos 61 macacos, ao contrário das aves e dos antílopes, que permanecem nos jardins do palácio presidencial.

Fonte:  DN Globo

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