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Após 8 anos de angústia, tutora reencontra cadela desaparecida

A tutora passou horas daquele dia procurando pela cadela perdida, que usava um colar com as informações de Louise. Os meses seguintes foram de tensão. Louise colocou anúncios em jornais, chamou amigos para fazerem buscas pelos bairros da cidade, distribuiu panfletos, mas nada adiantou.

Tutora segurando cadela
A tutora reencontrou cadela após 8 anos de buscas (Foto: Sarah Holm/Naples Daily News)

“Pensei que ela nunca voltaria”, disse ela. Mesmo com todas as informações da tutora em um microchip no colar de Tessa, ninguém ligou ou procurou Louise.

Contudo, exatamente oito anos depois, após perder todas as esperanças de reencontrar sua cadela, o telefone de Friedlander tocou.

No dia 30 de junho deste ano, Louise estava dormindo quando o oficial de Controle de Animais do Condado de Lee ligou para sua casa e informou que a cadelinha Tessa havia sido encontrada próximo a unidade do Corpo de Bombeiros da cidade Cape Coral, também na Flórida.

Bastou o telefonema para que a tutora dirigisse até a cidade vizinha para verificar se a cadela encontrada era realmente Tessa. A equipe levou o animal, dentro de uma caixa de transporte, para o lado de fora do Centro de Controle e perguntou a Louise se esse era o seu cachorro.

“Eu disse: ‘Tessa, é a mamãe!’ Ela pulou dentro da caixa, começou a abanar a cauda, lambeu a minha mão e sorriu”, conta Friedlander.

Cadela se readaptando a antiga casa
Cadela Tessa sofreu muito durante os 8 anos que viveu nas ruas (Foto: Sarah Holm/Naples Daily News)

Antes de poder levar Tessa para casa, Louise teve que conversar com os funcionários do centro, que contaram que a cadela foi vítima de disparos de bala enquanto vivia nas ruas e foi castrada pelo Centro de Controle após o resgate. Apesar das infecções em uma das orelhas e na boca, Tessa era uma cadela de 10 anos saudável e que sobreviveu a muitas adversidades.

Após isso, Louise começou a se preocupar se a cadela iria reconhecer e se adaptar a nova casa, que agora contava com a presença de dois cães, também yorkshire terrier, que Tessa não conhecia.

Tutora com seus 3 cães
Louise Friedlander posa com Tessa e seus outros dois cães (Foto: Sarah Holm/Naples Daily News)

“Eu pensei que iria ter a III Guerra Mundial, mas foi tudo bem”, disse ela. “Foi realmente bizarro, porque eu a coloquei no pátio e foi como ela reconheceu. Ela verificou tudo. Quando ela entrou no meu quarto, eu tenho esse pequeno banquinho de plástico para eles subirem na minha cama, naquele momento ela apenas colocou suas patas sobre o banquinho. Ela sabia o que era”.

Neste último mês de readaptação ao antigo lar, Tessa ganhou algumas verrugas e perdeu 17 dentes por conta da infecção. Além disso, está tendo que usar roupinhas para impedir que ela morda os pontos dos procedimentos cirúrgicos.

Já a tutora conta que agora é só felicidade e atenta para a necessidade dos tutores colocarem microchip em seus animais. “Se não fosse por isso [microchip] eu jamais teria reencontrado a Tessa”, afirma Louise.

 

 

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Discussão por cão em Santo Ângelo (RS) acaba na Justiça

A briga entre uma mulher e uma funcionária de uma pet shop de Santo Ângelo (RS) pela guarda de um cão yorkshire terrier parou no Tribunal de Justiça. A decisão é de que o cão, chamado Xeren, fique com a funcionária da clínica veterinária.

Segundo o Tribunal de Justiça, a disputa começou em 2007, quando a então tutora do animal entregou-o à funcionária da pet shop onde ele era tratado. A versão da primeira tutora é de que, em 2006, Xeren (que tinha um ano e meio na ocasião) foi emprestado para fins de procriação à funcionária. Ela diz ter permitido que o cão ficasse com a funcionária enquanto resolvia problemas pessoais. A funcionária afirma que Xeren havia sido doado.

Em 2007, a primeira tutora pediu que Xeren fosse devolvido – uma solicitação atendida. Alguns dias depois, a segunda tutora pediu o cão de volta, o que foi negado diante da alegação de que a mãe da tutora sentia falta do animal. Então, a funcionária registrou um boletim de ocorrência.

A Justiça decidiu, em primeira instância, pela devolução de Xeren à primeira tutora. A funcionária recorreu, afirmando que o cachorro corria o risco de não se adaptar à constante troca de responsáveis. A decisão final do desembargador Tasso Caubi Soares Delabary foi de que a segunda tutora do cão deveria ficar com ele. De acordo com Delabary, “uma pessoa que se diz apegada ao animal de estimação e estabelece com o cão uma relação de companhia não pode permitir que o mesmo fique tanto tempo com outra pessoa”.

Fonte: Zero Hora

Nota da Redação: Mais um caso em que o animal é tratado como objeto. A troca de lares e responsáveis com certeza faz mal ao animal como faria a uma criança. Entregá-lo por tanto tempo “para fins de procriação” também mostra o desrespeito da primeira tutora.

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Animais de estimação também precisam de check-up

Tosa, banho e compra de acessórios para bichos de estimação são ações corriqueiras para a maioria dos tutores. O problema é que esta agenda não inclui check-up de rotina dos animais. O Radar Pet, em recente levantamento realizado em todo país com tutores das classes A, B e C, apontou que apenas 24% dos responsáveis levam seus cães ou gatos a consultas periódicas. Descontando os que levam seus pets para tratamentos prolongados, o número cai para 11%, um índice considerado muito baixo por especialistas. Segundo a veterinária Angélica Rocha, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), mesmo cães e gatos saudáveis precisam ser avaliados a cada três meses.

Exagero? “Há dois meses atendemos um gato que apresentava sinais de intoxicação e, por já ter tido histórico de envenenamentos anteriores, sua tutora achava que poderia tratá-lo em casa”, lembra a veterinária. “Demos início a um tratamento, mas pouco depois o animal faleceu, de raiva. O animal vivia em sítio e não era vacinado”, conta. A imunização anual contra raiva – oferecida até em campanhas públicas – é justamente um dos itens verificados nas consultas de rotina. Em se tratando de vacinas, as pesquisas são ainda menos animadoras. Dados gerais das secretarias de Saúde das principais cidades brasileiras mostram que, para cada dezena de cães vacinados, apenas um gato recebe a proteção.

“Lembro de um cachorro que estava desenvolvendo uma pneumonia, mas o tutor não sabia e colocou o animal para se exercitar. O esforço piorou o quadro de saúde do cão, que já estava doente e faleceu”, explica Angélica. Convencida por experiências anteriores, a microempresária pernambucana Luziara Fonseca – que admite já ter sido negligente com seus bichinhos de estimação – hoje é apontada como exemplo pela veterinária de Magali, sua yorkshire terrier de 5 anos.

“Magali é a boneca da minha casa. Corro logo para a clínica quando ela apresenta qualquer probleminha de saúde”, desabafa. Segundo Angélica, Luziara faz questão de realizar exames preventivos em Magali. Até mesmo ultrassonografias. Para Luiz Luccas, médico veterinário e presidente da Comissão de Animais de Companhia (Comac) do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), check-ups periódicos e preventivos como os de Magali podem inclusive reduzir os custos de tratamentos e prolongar a vida do animal.

Mais do que tratar doenças, o veterinário deve acompanhar questões relacionadas à dosagem de medicamentos, vermifugação, alimentação balanceada e saúde oral. “Cada raça tem uma particularidade e precisa ser tratada assim”, completa Angélica Rocha. De acordo com ela, para citar peculiaridades de saúde de caninos, um cocker spaniel precisa de mais cuidados oftalmológicos; o shar pei e o pug apresentam problemas dermatológicos. Os labradores têm na coluna o ponto fraco, enquanto boxers carregam grande tendência a tumores.

Veja os números da pesquisa realizada em todo país:

– Apenas 24% dos tutores têm o hábito de levar seus bichos de estimação a consultas periódicas

– Descontados os pets que fazem tratamentos prolongados, o número cai para 11%

– No universo de 31 milhões de cães no Brasil, 30% são devidamente vacinados

– No caso dos 15 milhões de gatos, somente 4% são vacinados de acordo com as recomendações dos veterinários

– Mais de 74% dos tutores de cães e gatos da classe A afirmaram aplicar antiparasitário e 73% vermifugarem os animais sem consultar um veterinário.

Fonte: UAI

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