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Ativistas fazem 25 protestos simultâneos contra rede de supermercados

Foto: DXE

A ANDA noticiou no fim do ano passado, um dos episódios entra a organização de proteção animal e a cadeia de supermercados. Na ocasião, a gigante de varejo Whole Foods tinha voltado atrás das acusações contra o ativista vegano Wayne Hsiung, fundador da  Action Everywhere Direct(DxE). A conversa com o gerente da loja e a prisão de Hsing foram capturadas em um vídeo que se tornou viral.

Novamente, a DXE enfrenta a Whole Food com protestos contra a crueldade animal em suas lojas, com manifestações simultâneas em 25 lojas da rede, nos Estados Unidos.

Os ativistas alegam que a rede tem como alvo denunciantes que conduzem investigações e querem suprimir protestos que desafiam a empresa.

Foto: DXE

O DxE divulgou o seguinte cronograma dos crescentes eventos entre a Whole Foods e os ativistas:

Janeiro de 2015 : DxE lança a primeira de uma série de investigações revelando crueldade nas fazendas fornecedoras da Whole Foods, desafiando os padrões de bem-estar animal da companhia.

Abril de 2018: Dois ativistas, incluindo uma menina de 16 anos, foram presos em uma loja da Whole Foods, no Colorado, depois de se recusarem a sair e perguntarem calmamente à gerência sobre a origem de sua carne. Um ativista foi acusado de “ameaça de lesão corporal”. A Whole Foods tentou ter outra, a ativista de 16 anos, legalmente afastada de seus pais. A situação se tornou viral no Facebook.

Maio de 2018: Citando evidências de crueldade contra animais, cerca de 500 ativistas realizaram uma vigília e resgataram 37 galinhas de uma fazenda de ovos de fábrica em Petaluma, Califórnia, que abastece a Whole Foods. Quarenta ativistas foram presos.

Setembro de 2018: Um juiz na Califórnia negou o pedido da Whole Foods de uma ordem de restrição estadual impedindo ativistas de entrar em qualquer uma de suas lojas e, em vez disso, emitiu uma ordem de restrição proibindo ativistas da DxE em apenas um estabelecimento de Berkeley, na Califórnia.

Dezembro de 2018: A Whole Foods obteve uma medida cautelar impedindo ativistas de protestar em quatro lojas da Whole Foods.

27 de janeiro de 2019: A DxE realizou protestos em 25 lojas da Whole Foods em todo o país, incluindo oito lojas da Califórnia.

“Nos últimos 4 anos, pedimos à Whole Foods para sentar e discutir nossas descobertas, que são chocantes e contraditórias com tudo o que esta empresa afirma sobre o tratamento de animais em suas fazendas”, disse Priya Sawhney, investigador do DxE em um comunicado enviado por e-mail ao World Animal News.

“A empresa recusou todas as conversas e está recorrendo a ações judiciais e acusações criminais forjadas.”

O DxE está pedindo que funcionários do governo tomem medidas imediatas para fornecer transparência na venda de carne e outros produtos animais.

Com a proibição da venda de peles em San Francisco, que entrou em vigor em 1º de janeiro, ativistas propuseram uma legislação que exigiria a colocação de cartazes em lojas e restaurantes alertando que os produtos de origem animal vendidos podem vir de fazendas industriais onde eles são mutilados e abusado e que esses animais podem ter sido drogados com antibióticos ou outras drogas. Os avisos incluiriam também outras informações relevantes, como a enorme e negativa contribuição das fazendas de gado à poluição ambiental.

A minuta da legislação “Direito a Saber” tem amplo apoio entre legisladores em Berkeley  e São Francisco, Califórnia, onde os ativistas acreditam que ela pode ajudar a construir um sistema alimentar com integridade.

Em 2017, a DxE obteve sucesso em conseguir um açougue em Berkeley, Califórnia,  para a colocação permanentemente de um cartaz em sua janela com informações semelhantes:   “Atenção: a vida dos animais é seu direito. Matá-los é violento e injusto, não importa como seja feito.”

 

 

 

 

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