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Em extinção, 55 baleias azuis foram avistadas no ano de 2019

Atualmente, a Geórgia do Sul é o principal local de alimentação para várias espécies de baleias


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A baleia azul, criticamente ameaçada de extinção, está voltando, segundo alguns  cientistas marinhos. O animal é considerado o maior que já existiu no planeta, chegando aos 33 metros de comprimento.

No ano de 2019 foram avistadas 55 baleias azuis, de acordo com o British Antarctic Survey (BAS), organização que estuda os movimentos de baleias nas águas próximas à Geórgia do Sul , no Oceano Atlântico Sul.

No passado, a Geórgia do Sul possuía baleias em abundância, no entanto, a caça levou os animais à risco de extinção. Agora, as populações da baleia azul, bem como as baleias jubarte e do sul, podem estar perto de uma recuperação completa em torno da ilha.

Reprodução Daily Mail

“O que está claro é que a proteção da baleia azul foi trabalhada com a mesma intensidade da proteção das baleias jubartes. Estamos emocionados em vê-las novamente na Geórgia do Sul”, disse Jen Jackson, da British Antarctic Survey (BAS).

E continuou: “É necessário proteção e monitoramento contínuos para ver se esse número de avistamentos de baleias azuis é uma tendência de longo prazo, como vemos nas jubartes”.

O projeto de rastreamento de baleias da BAS foi realizado durante os últimos três invernos da Geórgia do Sul (2017-19) e acompanhou três espécies de baleias – azul, jubarte e do sul. Também foram gravados os áudios de suas canções distintas.

As baleias azuis foram avistadas durante as expedições, no primeiro inverno e no terceiro. A terceira e última expedição avistou 55 animais. Para uma espécie rara, a quantidade de baleias avistadas foi um recorde.

“Pensar que, em um período de 40 ou 50 anos, eu só tinha registros de dois avistamentos de baleias azuis no sul da Geórgia”, disse à BBC o especialista em baleias Dr. Trevor Branch, da Universidade de Washington, Seattle. E completou: “Então, passar de praticamente nada para 55 em um ano é surpreendente.”

Atualmente, a Geórgia do Sul é o principal local de alimentação para várias espécies de baleias, no entanto, a caça de baleias na ilha matou mais de 176 mil animais em 60 anos, justificando as espécies entrarem em estado de risco de extinção, principalmente as azuis.

Ao longo de três temporadas de inverno a procura das baleias, a expedição mais recente da BAS foi a mais bem-sucedida. Durante a expedição, a equipe conseguiu navegar em áreas maiores durante 23 dias de bom tempo.

O projeto internacional do BAS inclui cientistas das Universidades de Auckland, Washington, St. Andrews,  do Rio Grande do Norte e da Associação Escocesa de Ciências do Mar e da Universidade de Barcelona.

Confira o vídeo dos sons das baleias:


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baleia ferida no mar
Notícias

Filhote de baleia é avistado ferido nos EUA e especialistas não sabem como ajudar

Segundo as apurações dos profissionais é provável que o animal tenha sido atingido pela hélice de um barco

baleia ferida no mar

Uma baleia recém-nascida vista na costa da Geórgia no dia 8 de janeiro, nos Estados Unidos, estava sofrendo cortes profundos em ambos os lados da cabeça, de acordo com o site Daily Mail. A notícia, abateu os pesquisadores que monitoram o local durante o inverno, à procura de nascimentos de espécies ameaçadas.

Segundo as apurações dos profissionais, é provável que o animal tenha sido atingido pela hélice de um barco, diz Barb Zoodsma, que supervisiona o programa de recuperação de baleias para o Serviço Nacional de Pesca Marinha.

Ainda de acordo com Barb, os humanos foram incapazes de fazer qualquer coisa para tentar tratar a baleia ferida. “Se este fosse um bebê humano, ele estaria na UTI agora”, lamenta Zoodsma.

Na última quinta-feira, as equipes procuraram a baleia ferida e sua mãe, na intenção de realocá-las, no entanto, elas não foram encontradas, disse Allison Garrett, porta-voz do Serviço Nacional de Pesca Marítima. Garret também complementou que as buscas podem ser adiadas, devido ao mau tempo.

Ainda segundo o site, todo inverno, as baleias fêmeas migram para o sul para as águas rasas e quentes do Atlântico, na Geórgia e na Flórida, para ter seus bebês.

Porém, a mortalidade das baleias assusta os pesquisadores com relação a perspectiva da espécie, uma vez que que mortes de baleias francas ultrapassaram os nascimentos nos últimos anos. No último inverno, sete filhotes de baleia franca foram registrados no inverno da Geórgia e da Flórida. Enquanto isso, pelo menos 10 baleias francas foram encontradas mortas em 2019.

O filhote machucado é o quarto visto desde dezembro e ainda segundo os pesquisadores, a foto mostra que um corte deixou uma ponta solta de pele na cabeça da baleia bebê que seria difícil de curar, além disso, o recém-nascido também sofreu um corte na boca, ferimento que pode prejudicar sua capacidade de alimentação.

Se encontrada, os profissionais avaliam a possibilidade da injeção de antibióticos, no entanto, elas são projetadas para os adultos. Os cientistas temem ainda estressar o bebê baleia e piorar sua condição. “É um recém-nascido ferido e como a mãe reagiria ao nos aproximarmos dele? A mãe pode ser muito defensiva e agressiva”, fecha Zoodsma.


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