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Myanmar expande área protegida e para salvar golfinhos

No início de 2018, conservacionistas contabilizaram 76 golfinhos da espécie golfinho-do-irrawaddy vivendo no rio Ayeyawady entre as cidades ribeirinhas de Mandalay e Bhamo, no Myanmar. Desde então, ações são estudadas para minimizar os riscos para o grupo de animais.

Uma parceria entre o Ministério das Pescas do Myanmar e a Wildlife Conservation Society (WCS) possibilitou expandir a área protegida do rio. A faixa anterior correspondia ao trecho entre entre as cidades de Mingun e Kyauk Myaung.

Para estabelecer a nova extensão, o Ministério e a WCS consultaram mais de 50 aldeias ao longo do rio Ayeyawady. Chegou-se ao acordo de tornar protegido um trecho de 100 km que vai de Male a Shwegu.

Foto: Pixabay

Além do aumento da área protegida, outra medidas devem ser tomadas. Entre elas, restrição de uso e limitação de tamanho de redes de pesca, proibição da pesca elétrica e impossibilidade da realização de mineração de ouro.

“O estabelecimento da nova Área Protegida de Golfinhos de Ayeyawady demonstra o compromisso significativo do governo de Mianmar na conservação desta espécie carismática”, disse em comunicado Saw Htun, representante do Programa WCS Mianmar. “A WCS colaborará com todas as partes interessadas em coordenar esforços para salvar os golfinhos-do-irrawaddy ameaçados em áreas protegidas existentes e novas”.

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Guanacos poderão ser protegidos por corredor que une reservas ambientais

Por Danielle Bohnen (da Redação – Argentina)

O guanaco é um animal que simboliza a região da Patagônia argentina e foi peça fundamental para o desenvolvimento dos antigos habitantes desta parte do planeta. Mas devido às ações do ser humano nos últimos 25 anos, o animal que antes dominava a região, tem sofrido reduções populacionais drásticas em algumas áreas. O fato deve-se principalmente à caça desses animais, pois os caçadores se aproveitam da grande quantidade de trilhas abertas pelos petroleiros, até mesmo em lugares de difícil acesso, e assim exterminam uma quantidade impressionante de indivíduos da espécie.

No último quarto de século, 90% da população de guanacos foi dizimada na região de Auca Mahuida, estima o biólogo Andrés Novaro, diretor do programa Estepa Patagonica e Andina Conservation Society (WCS) na Argentina. Dentro deste contexto, cientistas e conservacionistas, com o apoio do “Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas” (Conicet) e municípios da província de Neuquén e Mendoza, criaram um projeto para desenvolver um corredor sem barreiras na Patagônia Norte: guanacos livres entre as duas províncias, para recuperarem o contato ancestral. A iniciativa tem como objetivo a proteção dos guanacos e também de outras espécies.

Se voltarmos há mais de um século no tempo, o que foi observado por exploradores e naturalistas em suas viagens pela selvagem e inexplorada Patagônia, vemos com assombrosa surpresa, como descreviam seus encontros frequentes com grupos de mais de cem guanacos e que a observação de outras espécies como choiques, pumas, maras, huemules e raposas, eram muito frequentes.

Tudo isso acontecia em um ambiente inóspito, onde os povos originários que habitavam a região caçavam animais para próprio sustento. Nsse cenário, os guanacos eram os herbívoros dominantes e nativos da paisagem e constituíam as principais presas dos pumas. Também acontecia um fenômeno que hoje está quase perdido: a migração dos guanacos, na busca por campos mais protegidos e baixos no inverno e bons pastos nos lugares mais altos durante o verão.

Na Patagônia Norte, as principais populações de guanacos encontram-se atualmente nas reservas La Payunia y Auca Mahuida, nas províncias de  Mendoza e Neuquén, respectivamente. Entre esses núcleos localizados em áreas protegidas, existem várias pequenas e distantes populações de guanacos, testemunhas vivas da conexão histórica entre as populações das duas províncias. Essa conexão tem sido confirmada por exames genéticos que mostram que as populações de Payunia, Auca Mahuida e as pequenas populações intermediárias são basicamente idênticas. Isso não significa que todos os guanacos de uma província viajavam necessariamente a outra, mas que, sim, com certa frequência, indivíduos de populações próximas cruzavam o rio Colorado e se reproduziam entre si, pois as populações se distribuíam de forma muito mais uniforme do que atualmente.

Segundo o Diário Rio Negro, é justamente para recuperar essa superfície de terreno de dois milhões de hectares, que a WCS, o Conicet, o “Grupo Ecología y Manejo de Vertebrados Silvestres” (Gemaver de Iadiza, Mendoza), junto a organismos ambientais e de áreas protegidas de Mendoza e Neuquén, elaboraram a proposta do Corredor del Guanaco Payunia-Auca Mahuida.

Trata-se de um corredor biológico que funciona como uma conexão entre setores de habitat e populações animais separadas por algum tipo de barreira natural ou humana. Portanto, sob a supervisão de agentes da guarda florestal, seria possível que os animais se distribuam entre setores de habitat favorável, que as plantas também se propaguem para estabelecerem-se em novos locais, que exista intercâmbio genético através da reprodução entre indivíduos de distintas populações e que os animais se movam em resposta às mudancas  ambientais graves, como uma grande seca ou outras mudanças climáticas.

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Especialistas identificaram os últimos 42 refúgios para salvar os tigres selvagens

Uma equipe internacional de cientistas identificou os 42 locais onde se devem concentrar os esforços para a conservação dos últimos 3.500 tigres selvagens do planeta; hoje apresentam ínfima fração do seu antigo habitat.

Foto: Molly Riley/Reuters

A “última esperança” para evitar a extinção destes animais – dos quais apenas mil são fêmeas – é concentrar os esforços em pequenas parcelas de florestas na Ásia, como estima a organização Wildlife Conservation Society (WCS), coordenadora do estudo, publicado na revista PLoS Biology, que traça um mapa de orientação da conservação.

Os 42 refúgios estão espalhados pela Rússia, Nepal, Bangladesh, Índia, Indonésia, Malásia, Tailândia e Laos. A maioria está na Índia (18), seguida da Malásia (8) e da Rússia (6). A WCS está trabalhando em mais de metade dos refúgios. “A prioridade imediata é garantir que as poucas populações reprodutoras que restam sejam protegidas e monitoradas”, comentou Nigel Leader-Williams, da Universidade de Cambridge.

“A escala do desafio pode ser enorme mas a complexidade da sua implementação não é”, considera Joe Walston, diretor da WCS na Ásia. O especialista acredita que é econômica e logisticamente possível manter estes locais seguros para os tigres e suas crias, dando-lhes uma nova oportunidade para se recuperarem.

Os investigadores calculam em 80 milhões de dólares (61,9 milhões de euros) por ano o custo de manter vivos estes animais e de monitorar as populações nos 42 locais. Mais de metade desta quantia já está sendo disponibilizada por autoridades estatais, doadores internacionais e organizações de conservação. Mas o dinheiro que falta – estimado em 35 milhões de dólares (27 milhões de euros) – pode pôr tudo a perder.

“Vários destes locais já estão em áreas protegidas. Mas, na maioria, a proteção ainda é fraca e não falta muito para [os tigres] desaparecerem”, disse John Robinson, vice-presidente executivo da WCS, à BBC online.

“No passado, esforços conservacionistas demasiado ambiciosos e complicados falharam no essencial: evitar a caça dos tigres e das suas presas. Com 70% da população mundial de tigres em apenas 6% da sua área de distribuição atual, os esforços precisam ser concentrados nesses locais, considerados prioritários”, acrescentou Walston.

“O tigre está enfrentando o seu último desafio enquanto espécie”, comentou John Robinson. Hoje, já existem mais tigres em cativeiro do que na natureza”, alerta.

Fonte: Ecosfera

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Milhares de tartarugas são cruelmente mortas todos os anos na Nicarágua

Exatas 5h da manhã. O ex-mergulhador Octavio Morales, 50, levanta o facão e corta a cabeça de uma gigantesca tartaruga marinha verde. Quinze minutos depois, seu corpo em pedaços está num carrinho de pedreiro, pronto para ser levado ao mercado de Bilwi. Já a carapaça é disputada por cachorros e urubus em busca da carne que sobrou.

A poucos metros do matadouro, outras três tartarugas, de casco virado e patas costuradas com um corda azul, esperarão até 15 dias para ter o mesmo destino. Até a hora da morte, permanecerão vivas e imobilizadas.

A comercialização e consumo de carne de tartaruga é uma prática legal e antiga dos miskitos, que as capturam em alto mar por meio de redes. Os animais são vendidos no porto, onde cada um sai em média por R$ 70. No mercado local, um quilo de sua carne é vendido por cerca de R$ 6.

Anualmente, cerca de 11 mil tartarugas-verdes adultas são mortas por ano na Nicarágua, segundo a ONG Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS, na sigla em inglês). A caça desenfreada colocou a espécie na lista dos animais ameaçados de extinção do país.

Pelas ruas de Bilwi, é comum ver tartarugas gigantes vivas de cabeça para baixo diante das casas, enquanto as carapaças vazias se espalham por terrenos baldios e na areia da praia.

A venda de carne de tartaruga é a principal ocupação de Morales, que deixou de mergulhar há sete anos, depois de começar a sentir dormência nas pernas -ele caminha mancando. “Os barcos tiram todo o nosso leite e não dão nada”, afirma.

Fonte: Folha Online

Se você quiser protestar, pode escrever para a embaixada da Nicarágua ou para o consulado da Nicarágua em sua cidade.

Embaixada da República da Nicarágua – Brasília – DF
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