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Vacas conversam sobre o que sentem de forma semelhante aos humanos

Foram registradas 333 amostras de vocalizações. A pesquisadora gravou e analisou o tom das vocalizações para saber quanto o animal estava, por exemplo, excitado ou angustiado com alguma situação

Vacas conversam sobre o que sentem. Foto Mathias Beckmann/Pixabay

A comunicação não é uma habilidade apenas humana. Como a maioria das pessoas já sabe, cada espécie tem suas próprias vocalizações para expressar sentimentos, desejos, medos e todo tipo de coisa. Mas pela primeira vez, um estudo realizado pela Universidade de Sydney, na Austrália, conseguiu distinguir dezenas de vocalizações das vacas de uma fazenda.

A pesquisa descobriu que esses animais têm características vocais individuais e mudam de tom dependendo de suas emoções, numa condição muito semelhante à comunicação vocal humana.

Alexandra Green, principal autora do estudo, disse ao site “Independent”: “As vacas são animais sociais e gregários. Em certo sentido, não é surpreendente que eles afirmem sua identidade individual ao longo da vida. Esta é a primeira vez que conseguimos analisar a voz de vacas para obter evidências conclusivas dessa característica”.

Foram registradas 333 amostras de vocalizações. A pesquisadora gravou e analisou o tom das vocalizações para saber quanto o animal estava, por exemplo, excitado ou angustiado com alguma situação.

“Todo som que emitem se relaciona com suas emoções ou ao que elas estão sentindo no momento. E todas as vacas têm vozes muito distintas. Posso dizer qual delas está se comunicando apenas com base em sua voz”, disse a pesquisadora.

Estudo analisou 333 amostras de vocalizações de vacas. Foto Art Tower/Pixabay

A comunicação entre vacas e bezerros já foi alvo de estudos anteriores, mas dessa vez o objetivo foi detalhar que esses animais vão aumentando seu campo de comunicação ao longo da vida conversando entre si sobre como se sentem com relação ao que acontece ao seu redor. Os animais estudados demonstraram conversar durante o período sexual ativo, enquanto aguardavam pela comida e também quando eram, por alguma razão, separados do grupo.

Cameron Clark, professor da Universidade de Sydney, definiu assim a pesquisa: “É como se estivesse sendo construído um tradutor do Google para a linguagem das vacas”. Green acredita que sua pesquisa pode melhorar o bem-estar dos animais das fazendas, fazendo os agricultores tomarem consciência de como as vacas se sentem.

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