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Porcos são vítimas de maus-tratos em sítio de Criciúma (SC)

A Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri) esteve, no início da tarde desta quarta-feira (16), em um sítio na região da Vila Selinger, em Criciúma (SC), para averiguar uma denúncia de maus-tratos contra porcos. No local não existe casa e nem moradores, apenas animais que ficam soltos pela propriedade.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Os bois, vacas e cavalos encontrados não estavam em situação de maus-tratos, porque estavam soltos e tinham acesso ao pasto e à água. Os porcos, no entanto, estavam presos em um chiqueiro sem ração e água há vários dias. O médico veterinário Vilson Heinzen Cardoso constatou que os animais estavam em estado de desnutrição generalizada, situação de abandono, sem a higiene adequada e presos em local inadequado para a sobrevivência.

Quatro porcos estavam presos no chiqueiro, e uma porca foi encontrada caída para o lado de fora do cercado. “Ela está bastante desnutrida e não aceita água ou comida”, explicou o veterinário.

O fiscal da Famcri Valmir Gomes fez um relatório com todo o caso e promete ir até o Ministério Público (MP) para realizar o procedimento de denúncia de crime. “Também vou pedir que o promotor consiga uma liminar, para que possamos retirar os animais do sítio o quanto antes”, explica o fiscal.

Já existem pessoas dispostas a cuidar dos quatro porcos que devem ser salvos ainda nesta semana. Os voluntários que encontraram os animais também acharam, durante o final de semana, uma cadela com oito filhotes que estava abandonada na propriedade. “A cadela foi resgatada e os filhotes estão sendo bem tratados agora”, comenta uma das voluntárias.

A Famcri reforça que maus-tratos a animais é crime, sendo que a pena será de três meses a um ano de prisão e multa, aumentada de 1/6 a 1/3 se ocorrer a morte do animal. Para denunciar maus tratos é possível entrar em contato pelos telefones 156 ou 190.

Fonte: Geral

Nota da Redação: É importante dizer que, sob qualquer aspecto, não existe “necessidade” de matar a porca. O assassinato não deve jamais ser uma opção e, levando em conta a decisão do veterinário, nenhuma outra forma de tratamento foi aplicada para recuperar a saúde do animal além da tentativa de alimentá-lo. Assim como humanos, animais não humanos também são seres merecedores de todo tipo de tratamento para a própria recuperação e que precisam ter direitos assegurados para que suas vidas e bem estar sejam preservados.

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ONGs de proteção animal comemoram aumento de adoções

Rick e Rock foram adotados após resgate de casa onde sofriam maus-tratos. (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
Rick e Rock foram adotados após resgate de casa onde sofriam maus-tratos. (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)

A adoção de animais resgatados de ruas ou vítimas de maus-tratos aumentou nos últimos anos em Campo Grande (MS), segundo a Organização Não-Governamental (ONG) Abrigo dos Bichos. A presidente da instituição, Maíra Kaviski, disse nesta sexta-feira (4), Dia de São Francisco de Assis, santo protetor dos animais, que 100 animais foram adotados de janeiro até outubro.

Segundo ela, a ONG atualmente tem 10 animais, entre gatos e cachorros, disponíveis para adoção e 11 em tratamento veterinário, para depois também serem doados. Ela explicou que o aumento no número de animais adotados é reflexo da mudança de comportamento da sociedade. “As pessoas estão optando mais pela adoção. Antigamente não tinha muito isso, as pessoas queriam sempre comprar animais, então ninguém pensava em adotar. Isso mostra um comportamento diferente”, relatou.

Criado em 2001, o Abrigo dos Bichos se mantém com doações de pessoas físicas e jurídicas. O trabalho desenvolvido por voluntários envolve o resgate de animais de rua e vítimas de maus-tratos, assistência veterinária e adoção. Segundo a presidente, a demanda é muito maior do que o abrigo pode atender.

Joanna adotou Rick e Rock para fazer companhia a Joaquim. (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
Joanna adotou Rick e Rock para fazer companhia a
Joaquim. (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)

“Recebemos ligações de todos os tipos, de pessoas que não querem mais os animais, de pessoas que encontram animais abandonados na rua e querem que a gente resgate, mas tentamos resolver na medida do possível e priorizando os casos de urgência mesmo. Damos ênfase em animais atropelados e maltratados”, conta.

Os animais são colocados para adoção em feiras organizadas pela ONG, que também divulga fotos dos bichos nas redes sociais. Maíra reclama que a maioria dos animais que demoram a ser adotados tem idade avançada, diferente realidade quando se trata de animais filhotes.

Apesar das dificuldades em manter o trabalho, Maíra garante que vale a pena. “A adoção é muito gratificante. Você dá uma nova chance para aquele bichinho que não tinha mais perspectiva de vida”, explicou.

Cão Feliz
Outra ONG que resgata animais abandonados em Campo Grande é a Cão Feliz, criada em maio de 2013. Até setembro, a instituição fez 16 adoções, segundo a presidente Kelly Macedo. Ela disse que a instituição atende 50 cães adultos e 14 filhotes, todos recolhidos das ruas.

“Eles ficam no nosso abrigo, à espera da adoção, mas infelizmente ainda existe o preconceito em relação aos animais com mais idade”, explica. Segundo ela, o trabalho da ONG conta com apoio de voluntários, veterinários e clínicas, além da população, que liga para pedir ajuda no resgate de animais.

“Nosso objetivo é recolher os animais das ruas, não importa qual seja a raça”, explicou. Periodicamente a ONG promove bingos e eventos para arrecadar dinheiro e custear os medicamentos e cuidados com os animais.

Cachorreiros
“Por que comprar se tem tantos para adotar?”, questiona a estudante Joanna Zamberlan Bellé, 21 anos, que adotou dois animais, de um e três anos, sem raça definida. Ela disse que não se arrepende da escolha.

Joanna e os pais conheceram Rick e Rock em feira de adoção. (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
Joanna e os pais conheceram Rick e Rock em feira de adoção. (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)

A princípio, a família procurava nas redes sociais por anúncios de adoção de cachorros de grande porte para fazer companhia ao Joaquim, um golden retriver que eles já tutelavam. Através do perfil da ONG Abrigo dos Bichos, ela e os pais conheceram a história de Rick e Rock e ficaram comovidos. Os animais foram retirados juntos da mesma casa, onde sofriam maus-tratos.
“Isso nos comoveu e chamou a atenção, mas não pensamos em adotá-los, apenas ficamos mexidos”, explicou. Dias depois, no dia 17 de março, Joanna e a família foram a uma das feiras de adoção promovida pela ONG, no Parque das Nações, onde conheceram pessoalmente Rick e Rock. “Eles chegaram à feira, aí eu disse para minha mãe ‘Olha os irmãozinhos do face’. Fomos lá ver eles e nos apaixonamos”, lembrou.

Segundo Joanna, a família ficou em dúvida se adotaria os dois animais ou somente um, que era o plano inicial, mas como eles não se ‘desgrudavam’, o abrigo não deixou que fossem adotados separados.

“Como somos ‘cachorreiros’, não nos importamos e acabamos ficando com os dois, um deles inclusive tinha leshimanionse e agora fazemos o tratamento dele”, contou.

Depois da experiência, ela garante que incentiva outras pessoas a adotarem. “O que nos comove aqui em casa é o olhar de gratidão deles, parece que agradecem a todo momento por termos adotados e pedem carinho 24 horas por dia. Vale muito a pena, eles são demais”, contou. Segundo Joanna, Rick e Rock se tornaram melhores amigos de Joaquim.

Serviço
Os interessados em contribuir com as ONGs citadas na reportagem podem entrar em contato por meio do perfil no Facebook: Abrigo dos Bichos e Cão Feliz.

Fonte: G1

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Botos são presas fáceis da agressividade humana

Toda a docilidade e a confiança dos botos nos seres humanos são também a sua sentença de morte. “Eles são presas fáceis para os pescadores, que estão tornando a espécie em animais em extinção. Eles matam os botos para fazer isca para a piracatinga, cuja produção é toda exportada para a Colômbia, pois é um peixe necrófago e não se come na Amazônia”, explica o veterinário Anselmo Da’Fonseca.

“O contato com esses animais dóceis, amigáveis e inteligentes ajuda a melhorar o aspecto psicológico dessas crianças, não tenho dúvidas”, diz. Mas é importante que eles estejam em seus ambientes naturais e que a observação dirigida a esses animais não afete ou gere impactos de qualquer natureza em suas vidas.

Fonte: Abril

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