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Orangotango transportado dentro de mala será devolvido à natureza

O animal, que tem dois anos de idade, vai viver em um centro de conservação em Sumatra


Um filhote de orangotango que foi drogado e colocado dentro de uma mala para ser traficado em Bali, na Indonésia, será devolvido ao seu habitat.

Foto: Janine Cirino, Munandar Syamsuddin, Scarlett de Mattos / AFPTV / AFP

O traficante Andrei Zhestkov foi preso em março quando se preparava para retornar à Rússia. A prisão aconteceu após as autoridades abrirem a mala que ele carregava e se depararem com o animal, que tem dois anos de idade. As informações são da agência AFP.

Zhestkov foi levado a julgamento e condenado a um ano de prisão. Com ele estavam também duas lagartixas e cinco lagartos, todos vivos e dentro de sua bagagem.

Na segunda-feira (16), enquanto a transferência do orangotango para um santuário era preparada, Bon Bon, como passou a ser chamado, recebeu um grande prato de frutas. Ele viverá em um centro de conservação em Sumatra.

Além do orangotango, dezenas de tartarugas, quatro filhotes de leão e um filhote de leopardo foram vítimas recentes do tráfico. Dois homens foram presos na província de Riau, em Sumatra, enquanto tentavam vender os animais. Eles são suspeitos de pertencer a uma rede internacional de tráfico de animais.


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Ave mutilada é submetida a raro transplante de penas e volta a voar

Um araçari-castanho resgatado pela Polícia Ambiental após ser mutilado para que não pudesse voar foi submetido a um procedimento raro de transplante de penas em Foz do Iguaçu, no Paraná. Penas escolhidas em um banco de penas, compatíveis com a ave, foram implantadas na parte da asa que havia sido cortada, devolvendo ao membro o formato original.

Foto: Parque das Aves/Divulgação

Após o procedimento, a ave foi solta em um dos recintos do Parque das Aves. “Ele está voando bem, talvez tenha ficado pouco tempo cativo”, disse a diretora técnica do parque, Paloma Bosso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A diretora explicou que o implante de penas é importante, inclusive, para garantir isolamento térmico ao animal. “A plumagem faz parte da anatomia da ave. É responsável não só pelo voo e coloração, mas também para o isolamento térmico. O implante ajuda a restabelecer a capacidade de voo dos animais enquanto aguardam a troca de penas, quando as implantadas serão naturalmente substituídas por novas penas inteiras”, afirmou.

De acordo com Paloma, a ave chegou clinicamente comprometida ao parque, no dia 22 de junho. Com a asa mutilada, ela não sobreviveria na natureza, pois se tornaria alvo fácil para predadores. No entanto, mesmo tendo sido submetida ao procedimento de implante, ela não poderá retornar ao habitat. Isso porque o desconhecimento sobre a origem do pássaro, que é adulto, torna a reintrodução no meio ambiente inviável.

Foto: Parque das Aves/Divulgação

A suspeita é de que o pássaro tenha sido vítima do tráfico de animais, prática cruel que o condenou a viver o resto da vida em cativeiro, privado do direito à liberdade.

“Este araçari-castanho, a partir de agora, será um novo cidadão do Parque das Aves, onde poderá interagir com outros da mesma espécie e de outras”, disse. No recinto em que o animal viverá há outros dois pássaros da espécie, quatro tucanos-toco e um tucano-do-bico-verde.

Foto: Parque das Aves/Divulgação

Antes das penas serem implantadas, a ave foi submetida a um período de isolamento e de adaptação a uma dieta adequada. Como as penas não têm terminações nervosas, o procedimento não causa dor à ave. “A técnica é bem artesanal. Usamos palitos de madeira para fixar a nova pena no centro daquela que foi cortada e colamos”, explicou.

Encontrar penas compatíveis no tamanho e formato é a maior dificuldade. “É bom que seja de ave da mesma espécie, por isso mantemos um banco de penas, formado tanto pelas penas de aves que morrem e que se tornam doadoras, como por aquelas recolhidas em viveiros ou na natureza. As aves trocam de penas de duas a quatro vezes por ano. Quando elas caem, a gente recolhe e forma um banco”, contou.


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