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Destruição de habitat: bichos-preguiça são vistos com mais frequência no meio urbano

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Em menos de um mês, dois bichos-preguiças foram avistados pela população em pontos movimentados da região. O caso mais recente ocorreu na última sexta-feira (14), em São Vicente (SP). O animal foi visto por populares próximo à orla da praia, na altura do teleférico. Ele havia descido o morro e, antes de ser resgatado, andava em direção ao trilho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Dias antes, um outro animal foi resgatado em Guarujá. Ele foi flagrado embaixo de um carro na Avenida Puglisi, no Centro. A cena inusitada chamou bastante a atenção, já que os próprios populares, com medo de que o animal pudesse se ferir, o removeram para uma árvore na via.

A presença destes animais silvestres em áreas urbanas tem sido cada vez mais frequente, o que preocupa tanto os órgãos ambientais quanto serviços de emergência acionados para o resgate. Anualmente, o Parque Ecológico Voturuá, localizado em São Vicente, e que presta assistência veterinária a estes animais, recebe, em média, 15 bichos-preguiça oriundos de vários municípios da região.

O volume de animais resgatados em áreas urbanas, segundo a veterinária Sandra Peres, tem explicação. Segundo ela, o crescimento desordenado das cidades e a consequente redução dos espaços do seu habitat contribuem significantemente para o aparecimento destes bichos em áreas incomuns em nossa região.

“Infelizmente essa proximidade com a civilização também traz consequências extremamente prejudiciais, como acidentes e mesmo atos de maus-tratos causados pelo homem”, comenta.

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Recuperação
Entre os animais resgatados na região e encaminhados para tratamento no Parque Ecológico Voturuá está um macho, apelidado carinhosamente de Apolo. Segundo Peres, a preguiça foi resgatada dentro de uma vala, em Mongaguá. Apesar de não apresentar ferimentos, ele estava molhado e com a temperatura muito baixa.

“Ele recebeu o primeiro atendimento pelas equipes de Biologia e Medicina Veterinária do Parque Ecológico daquele município e, em seguida, foi encaminhado aos nossos cuidados”.

No parque, o mamífero foi submetido a exames físico e laboratorial, além de receber uma marcação eletrônica (microchip), colocada sob a pele, e que permite individualizá-lo no prontuário.

“Graças a esse equipamento, já tivemos a chance de reencontrar animais que já haviam passado sob nossos cuidados, em outras ocasiões, nos permitindo, assim, acompanhar, de certa forma, o deslocamento realizado por eles”.

Para que Apolo possa retornar, em breve, ao seu habitat natural, ele recebe alimentação (embaúba ou outra folha que seja de sua direta natural) e é mantido em uma sala aquecida, com o mínimo de fatores que possam lhe causar estresse.

“Tão logo esteja em condições de retornar ao seu habitat natural, a Polícia Ambiental será acionada e Apolo será transportado de volta a Mongaguá, onde será colocado no fragmento de mata mais próximo ao local onde foi resgatado”.

Fonte: A Tribuna

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Macacos-prego são vistos em Porto Alegre (RS) após desmatamento

Foto: PMPA / Divulgação / CP
Foto: PMPA / Divulgação / CP

Macacos-prego foram vistos no bairro Rubem Berta, zona Norte de Porto Alegre, na manhã desta quinta-feira (31). Uma equipe de Fauna Silvestre da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) atendeu ao chamado da comunidade e conforme levantamento, seriam nove animais, oriundos de áreas naturais da cidade que sofreram desmatamento.

Os animais, da espécie Sapajus nigritos, conhecidos como macaco-prego, são nativos e comuns em zonas da cidade como altos da avenida Protásio Alves, zona Sul, zona Norte e avenida Oscar pereira. “Esses animais estão se deslocando em busca de novos ambientes naturais. Assim, à Smam cabe monitorar os deslocamentos e não recolhê-los, de forma a interferir o mínimo possível”, explica a bióloga Soraya Ribeiro, coordenadora da equipe de Fauna Silvestre, acrescentando que prender os macacos em cativeiro é crime ambiental.

A Smam orienta as pessoas a fazer contato com o órgão caso algum desses animais seja avistado com algum tipo de ferimento. Estando machucado, o deverá ser recolhido para tratamento. A equipe de Fauna da Smam também está em contato com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e com o Ibama, para definir novas estratégias de ação.

A Smam faz as seguintes orientações às pessoas

• Não alimentar os animais para que não permaneçam na área urbana;

• Afugentar os animais para áreas de matas (verdes), sem agredi-los;

• Não tentar capturá-los;

• Ao trafegar pela via, motoristas devem ter atenção redobrada em relação à presença dos macacos;

• Não matar os animais, pois são espécies nativas, protegidas pela Lei de Crimes Ambientais.

Fonte: Correio do Povo

 

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