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Cães filhotes merecem maiores cuidados no frio

Os cães, assim como nós, ficam vulneráveis a diversos tipos de viroses em tempos mais frios. Os ambientes sem ventilação e fechados facilitam a transmissão de microorganismos nocivos entre nossos companheiros.

Um filhote sem imunização está mais predisposto do que um outro cão a ter alguma sintomática viral. Portanto, deve-se tomar o máximo de cuidado, não deixando o filhote em contato com áreas de risco: pet shops, clínicas ou consultórios veterinários, rua etc.

Nas clínicas ou consultórios veterinários, é  importante deixar o filhote no colo, e somente levá-lo a um destes locais quando houver necessidade, por exemplo, na data da vacina.

O único contato físico que o filhote poderá ter em clínicas ou consultórios veterinários é com a maca veterinária, e esta deverá ser totalmente higienizada na frente do seu tutor.

Não se deve levar um filhote sem imunização ao Pet Shop. Estes estabelecimentos deveriam informar a seus clientes do perigo que é levá-los ali. Muitas vezes, os clientes não sabem  quão perigoso é frequentar estes lugares com seus companheiros em tal condição.

De acordo com a veterinária  Daniela Zanette Depiné,  no outono e inverno, as viroses aparecem com maior frequência. A pior delas é a cinomose,  difícil de curar, principalmente se o cão for filhote. Nesse caso, a taxa de mortalidade é maior e as chances de sobrevivência é pequena.

“Dificilmente um filhote é curado da cinomose e, quando acontece a cura, a maioria fica com sintomática neurológica. É uma virose muito triste, pois o cão sofre demais”, diz Daniela.


Com informações: Portal da Cinofilia

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Zoonoses luta contra abandono de animais em Itapecerica da Serra, SP

Foto: Reprodução/Jornal na Net
Foto: Reprodução/Jornal na Net

O Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de Itapecerica da Serra realiza um trabalho de conscientização contra o abandono de animais. O objetivo é, principalmente, diminuir o número de cães rejeitados por seus tutores que acabam indo para a rua.

Segundo a coordenadora do Centro, Dra. Maria de Fátima Alves Martins, é comum pessoas procurarem a Zoonoses querendo deixar seus animais. “Infelizmente muita gente nos procura para isto; temos que explicar que eles não são descartáveis, que se trata de uma vida. Antes de alguém tomar a decisão de criar um animal, tem que pensar muito para não se arrepender depois”, explica a doutora.

Maria de Fátima explica ainda que o recolhimento de cães e gatos não é o trabalho do Centro, que realiza ações de desratização e desinsetização de prédios públicos e bueiros e o controle de doenças que podem ser transmitidas dos animais ao ser humano.

Apenas aqueles abandonados com problemas de agressividades ou que tenham sofrido acidentes como atropelamento são recolhidos pelo Centro. Atualmente, a Zoonoses tem feito apenas captura de animais de grande porte, possíveis causadores de acidentes, e peçonhentos, encaminhados ao Instituto Butantã em São Paulo para estudo e produção de soro contra o envenenamento.

O Centro de Controle de Zoonoses também promove, no mês de agosto, a campanha de vacinação antirrábica. Este serviço está disponível à população durante todo o ano na sede do Centro, assim como a ação de combate à sarna.

Periodicamente, é realizada a feira de adoção de animais, este ano prevista para março. Todos os cães e gatos doados pelo Centro são vacinados contra a raiva, recebem remédio para sarna e a vacina V10, que previne vários tipos de viroses, além de serem castrados.

Serviço

Rua Baltazar Manuel, 1669 – Potuverá

Telefone: (11) 4147-1664

Itapecerica da Serra, SP

Fonte: Jornal na Net

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Viroses podem matar os cães e gatos, afirma veterinário

Morreu no início da tarde dessa sexta-feira (28) o cachorro Bob, o vira-latas da família Rodrigues, retratado na edição dessa sexta-feira. Os tutores do animal e vizinhos denunciavam uma matança por envenenamento, que estaria ocorrendo com frequência nos últimos dois anos. Na quinta-feira, o cão Bob iniciou com um quadro de extrema debilidade, vômito e diarreia com sangue. Antes dele, sete animais da casa já tinham morrido da mesma forma.

Sandro: só a vacinação previne (Foto: Reprodução/Gazeta do Sul)
Sandro: só a vacinação previne (Foto: Reprodução/Gazeta do Sul)

Sem condições financeiras para procurar atendimento particular, a família sofreu junto com Bob. Com a publicação da história no jornal e um apelo feito na Rádio Gazeta AM, diversas pessoas se sensibilizaram. Durante a manhã dessa sexta, agentes da Vigilância Sanitária estiveram no local, bem como o veterinário Sandro Lima, da Clínica São Francisco. Devido à gravidade da condição, não foi possível salvar o animal.

No entanto, segundo Lima, a morte não ocorreu por envenenamento. Bob foi vítima de uma virose, doença que o veterinário imagina circular por aquela região do bairro, sendo contraída pelos cachorros. Esta, aliás, é uma ocorrência comum neste inverno, beneficiada pelas condições climáticas. Em alguns casos, dependendo da imunidade do animal, o quadro avança para a morte em poucos dias. “Santa Cruz está passando por um surto de viroses”, afirma o veterinário.

As mais comuns são a cinomose, parvovirose e coronavirose, as duas primeiras violentas e altamente contagiosas. Os sintomas começam com prostração (estado de abatimento extremo), indisposição e vômito. Aliados a isso aparecem características específicas de cada tipo, variando entre diarreia, secreções (nasais e até oculares) e problemas de pele, podendo agravar também o sistema nervoso – provocando confusão e caminhar cambaleante.

Essas doenças virais atingem tanto cães quanto gatos, com transmissão de um animal para o outro – mas apenas de cão para cão e gato para gato, e nenhum deles para humanos. O tratamento nem sempre é eficaz. De acordo com Sandro, como não existe medicação específica, a gravidade depende muito do quadro imunológico. “O vírus pode se tornar um monstro, de acordo com a imunidade. Depois que contraiu, o tratamento se dá com antibióticos, às vezes soro. Mas tudo na intenção de dar suporte ao organismo, para que consiga reagir”, explica. Condições como má alimentação e frio podem derrubar as defesas naturais.

Vacina

A única forma de evitar que o cachorro ou gato contraia essas doenças é a prevenção com vacina. Geralmente as doses são múltiplas e atuam no combate de três a 12 viroses, dependendo da opção do tutor no momento da aplicação. A vacinação deve ser feita aos 45, 75 e 105 dias de vida. Depois, a contar da última, o reforço precisa ser anual. O custo médio é de R$ 20,00. Além das polivalentes, a vacina contra a raiva também precisa ser providenciada.

O veterinário lembra que o processo de prevenção também contempla outros cuidados, como a limpeza constante do local onde fica o animal, a alimentação balanceada e a troca frequente da água que ele bebe. O tutor também tem que ficar atento para condições de umidade e temperaturas baixas a que o bicho possa ficar exposto. “Os vírus vão se modificando constantemente, e ficando até mais fortes. Então, cabe a nós nos prepararmos, agindo preventivamente. 

 As doenças  
 
 •• Cinomose É altamente contagiosa, causada por um vírus bastante resistente ao meio ambiente. Animais de todas as idades podem ser acometidos. O período de incubação pode chegar a dez dias. O animal apresenta febre, apatia, perda de apetite, vômitos, secreção nasal e ocular e sinais neurológicos, dentre outros. O vírus atinge vários órgãos, como rins e pulmões. Uma vez diagnosticado, o animal recebe tratamento de suporte, que dê condições para o organismo reagir. O curso da doença é variável. A morte ocorre com frequência e muitas vezes o tutor opta pela eutanásia para aliviar o sofrimento de seu bichinho. Mesmo com um tratamento intensivo e adequado, a resistência individual é o fator mais importante. A vacina é a forma de prevenção. •• Parvovirose A parvovirose é comum e causadora de 80% de morte nos filhotes contaminados. Os sinais são febre, apatia, perda de apetite, vômitos e diarreia profusa. O animal solta as fezes na forma de jatos, com muito sangue. Desidrata rapidamente e deve receber cuidados imediatos. Muitos necessitam de internação, pois a doença aparece de forma abrupta e violenta. O tratamento visa a dar suporte aos animais para que consigam reagir. O período de incubação pode chegar a 12 dias, e o bicho que sobreviver à doença ficará imunizado temporariamente. •• Coronavirose É um vírus muito similar ao da parvovirose, com sintomas semelhantes. É considerado mais brando que a parvo, mas pode levar à morte. Os sinais clínicos são febre, inapetência, apatia, vômitos e diarreia na forma de jatos. Os animais recebem tratamento sintomático, e as chances de sobrevivência são maiores.
 
Fonte: Gazeta do Sul

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