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Gatinho é salvo após esperar dias com uma flecha na cabeça

O caso aconteceu nos EUA e o gato ganhou o nome de Cupido, por causa da flecha e também por ser um gato dócil, mesmo ferido


 

Animal Welfare League of Arlington

Recentemente, um gato sobreviveu ao ser atingido na cabeça por uma flecha, depois que equipes de resgate operaram o animal às pressas no dia 15/02, na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos.

Os socorristas acreditam que o gato tenha sido atingido por uma flecha de madeira, cerca de uma semana antes de ser descoberto. Ele foi nomeado Cupid (Cupido) por seus socorristas, que não conseguiram acreditar no quão o gato era dócil, mesmo ferido pela flecha.

Quem prestou socorro ao gato foi a entidade local de ajuda animal, o Grupo de Resgate de Animais das Terras Altas de Potomac, no entanto, eles não conseguiram financiar os cuidados que o animal precisava.

Foi então que, imediatamente, eles entraram em contato com outro grupo da cidade, a Liga de Bem-Estar Animal de Arlington (AWLA), que disseram que “sabiam que teriam que  salvar a vida do animal”, após verem as imagens do gato ferido.

“Como poderíamos dizer não?'” disse o AWLA em um post no Facebook. Sendo assim, o gato foi transportado para o AWLA, onde foi examinado por um veterinário e recebeu remédio para a dor. “Esta foi uma cirurgia muito intensa para um gato jovem e com baixo peso”, afirmou a organização.

“Neste momento, não podemos garantir 100% que sobreviverá, mas estamos fazendo tudo o que podemos para salvar sua vida, e esse gatinho é um lutador”, concluiu a organização.

As fotos do animal ferido foram postadas no Facebook para solicitar ajuda do público para arrecadar dinheiro para a organização, para que assim, pudessem ajudar Cupido e outros animais que possam vir a necessitar de ajuda no futuro.

Confira as imagens do gato resgatado:


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O yorkshire Winston sendo segurado por Frankie Spatafore. Ela está sorrindo, tem cabelos curtos e está usando uma camisa azul.
Notícias

Virgínia Ocidental, nos EUA, poderá aumentar penas para crimes de maus-tratos

Após um yorkshire de 9 anos ter sido encontrado abandonado, faminto e ferido em uma vala, moradores da Virgínia demonstram apoio a um projeto de lei que aguarda aprovação. O projeto visa o aumento das penas e punições para crimes de maus-tratos e será votado pelo Senado em 2019.

O yorkshire Winston sendo segurado por Frankie Spatafore. Ela está sorrindo, tem cabelos curtos e está usando uma camisa azul.
Winston sendo segurado por Frankie Spatafore, associada da Humane Society na Visgínia Ocidental. Foto: wvnews.com

A diretora estadual da Humane Society na Virgínia Ocidental, Heather Severt, disse que “essa ação ajudará a melhorar a seção penal do código de crueldade do nosso estado.”

“No momento, a maioria dos crimes de crueldade contra animais é considerada apenas uma delinquência, e a obtenção de provas é incrivelmente desafiadora. O animal deve ter sido morto de ferimentos graves ou ter sido essencialmente torturado como prova de intenção. Isso pode ser um desafio para os promotores.”

“Nós não planejamos remover as penas para delinquência que já existem, então ainda é uma opção para crimes de baixo nível. A medida criminal também permanecerá. Para tornar isso o mais simples possível e evitar qualquer oposição, estamos apenas inserindo uma segunda opção para aumentar as penas. Será apenas mais uma maneira de processar crueldade contra animais. Todo o resto permanecerá intacto.”

A história de Winston tocou os corações de muitos em julho deste ano, quando o cachorro, envolto em arame farpado e cego, foi encontrado em uma vala, escondido em uma mochila com um livro em cima.

No mês seguinte, Justin Lancianese, o culpado pelos maus-tratos ao Winston foi preso, mas a sentença aplicada foi a de pequeno delito. Ativistas disseram que não se contentarão com uma punição tão leve.

Tão logo tomou conhecimento do fato, a Humane Society do Condado de Marion iniciou uma campanha, “Justice for Winton”, e membros da comunidade arrecadaram milhares de dólares para dar a Winston uma cirurgia de catarata em ambos os olhos, que foi bem sucedida.

Agora, Winston está vivendo feliz com seus novos cuidadores, mas Severt disse que, infelizmente, nem sempre é esse o caso dos animais que sofreram abusos. Ela disse que aprovar essa legislação poderia vingar outros animais que viveram vidas maltratadas e punir justamente aqueles que cometem tais crimes.

“O caso de Winston é um dos que evidenciam a necessidade de garantir que casos graves de crueldade contra animais possam ser processados como um crime sem que o animal morra,” disse. “Um animal que é sortudo o suficiente para sobreviver a crueldade horrível deve ter a mesma justiça que aquele que infelizmente passou do mesmo tipo de crueldade.”

Frankie Spatafore, da Humane Society do Condado de Marion, que ajudou a cuidar de Winston enquanto ele estava na instalação, disse que o projeto de lei é muito necessário e pode mudar a forma como o abuso de animais é tratado no futuro.

“Nós definitivamente apoiamos esse projeto”, disse Spatafore. “Ele nunca deveria ter passado pelo que tinha que passar, então, para que no futuro possamos impedir que isso aconteça com outros animais, é o que deve ser feito.”

O delegado Mike Caputo demonstrou seu apoio ao projeto e declarou que muito provavelmente votará a favor do projeto se chegar à Câmara dos Delegados.

“Do ponto de vista do apaixonado por animais que eu sou, eu certamente nunca iria querer ver animais domésticos sendo maltratados como Winston foi, e aqueles que o fazem devem pagar caro por isso, então eu absolutamente apoio esta causa”, disse Caputo.

Severt declarou que, embora ainda haja muito trabalho a ser feito, a justiça para animais maltratados está mais próxima do que nunca. “O texto do projeto de lei já foi revisado e aprovado”, disse ela. “Agora, estamos em busca do apoio dos senadores para finalizar o projeto. Esperamos que, quando a sessão legislativa começar, o projeto receba apoio imediato.”

“Eu conversei com promotores de vários condados no estado que disseram que gostariam desse melhoramento no código penal, o que possibilitará uma linguagem legislativa mais adequada do que esta que temos agora.”

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