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Natalie Portman divulga vídeo em homenagem ao defensor dos direitos animais Isaac Bashevis Singer

Natalie Portman é uma atriz e ativista vegana, que já venceu inúmeros prêmios, incluindo o Oscar de melhor atriz. Recentemente, em conjunto com a organização sem fins lucrativos People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), ela publicou um curta para homenagear o legado de Isaac Bashevis Singer. Além de aclamado escritor e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, ele foi também (e principalmente) grande defensor dos direitos animais.

Enquanto fala sobre a necessidade de empatia e cuidado com as espécies, Portman destaca algumas das linhas mais famosas do autor. Entre elas está uma linha do romance autobiográfico de 1978, “Shosha”, no qual ele escreveu: “Fazemos às criaturas de Deus o que os nazistas fizeram conosco”. Singer era judeu e a atriz demonstra não apenas admiração, mas também identificação com o autor – ela é vegana e descendente de judeus.

No começo do vídeo, a atriz enfatiza que “doje em dia, muitos de nós falam de animais mas nem sempre foi assim”. “Décadas atrás, um homem articulou a situação deles com tal ousadia que o mundo moderno não pôde ignorá-lo … Isaac Singer cresceu na mesma região da Polônia que minha família ”, ela continua. “E como eles, ele fugiu dos horrores do Holocausto. Mas as crueldades que ele testemunhou fizeram de Singer um dos escritores mais poderosos do século XX ”.

Para Portman, Singer se tornou famoso por seus trabalhos sobre “indivíduos que ousaram desafiar normas culturais”. Ele defendia todas e quaisquer questões de justiça social – que ainda estão se fortalecendo na contemporaneidade. Direitos das mulheres, igualdade no casamento e os direitos dos animais são alguns deles. A preocupação com o bem-estar alheio é perceptível em muitas de suas colocações, como quando ele decidiu parar de comer animais, e declarou corajosamente: “Eu não me tornei vegetariano para minha saúde. Eu fiz isso pela saúde das galinhas.”

Depois de adotar uma dieta vegetariana, muito do trabalho de Singer foi dedicado a destacar o abuso excessivo de animais presente na indústria da carne. No conto de 1967 “The Slaughterer”, o autor polonês escreveu sobre um trabalhador do matadouro, que sofria de conflitos internos sobre matar e comer animais como alimento. Na história, o trabalhador, que acredita que comer carne está em oposição direta à ética apresentada por todas as religiões, se pergunta: “Como podemos falar de direito e justiça se pegarmos uma criatura inocente e derramarmos seu sangue?”

Um ano depois, no conto “The Letter Writer”, Singer escreveu uma frase gerou intensas discussões: “Em relação aos [animais], todas as pessoas são nazistas”. Ele compara o assassinato em massa dos animais com o Holocausto. E as provocações não pararam por aí. Singer viu o consumo de animais como uma injustiça que, no prefácio do livro de Steven Rosen de 1986, ele afirmou que mesmo se Deus dissesse se opor ao vegetarianismo, ele continuaria a defendê-lo.

Nos últimos anos, mais líderes e sinagogas judaicas apoiaram a demonstração de compaixão por todas as criaturas vivas. Em outubro do ano passado, 70 rabinos representando a Sociedade Vegetariana Judaica escreveram uma declaração pedindo aos seguidores da fé que adotassem uma dieta vegana. Em junho deste ano, cinco sinagogas judaicas nos Estados Unidos anunciaram o início do “The Synagogue Vegan Challenge”, um programa vegano de educação e alimentação patrocinado pela VegFund.

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