Notícias

Cobras sem veneno disfarçam-se de víboras para evitar ataques

Cientistas descobriram que serpentes inofensivas podem aparentemente esmagar sua cabeça para parecerem com víboras venenosas e evitarem predadores.

Foto: Reprodução/ Hypescience

Víboras como as cascavéis são conhecidas por seu veneno. Elas também têm cabeças características, em formato triangular, devido ao fato de suas glândulas de veneno encherem a parte posterior de suas cabeças.

Os cientistas notaram que muitas cobras-de-água-de-colar, cobras-de-água-viperina e uma série de outras serpentes não venenosas conseguem normalmente achatar a cabeça em formato triangular. Os pesquisadores suspeitaram que elas desenvolveram essa habilidade a fim de imitar as espécies mais perigosas, as quais muitos predadores sensatamente procuram evitar.

Instinto de proteção é algo comum no Reino Animal. Uma série de aranhas se assemelham a formigas, imitando-as não só fisicamente, mas também na maneira de andar, e o extraordinário polvo imitador pode mudar sua cor e forma para representar qualquer coisa desde serpentes marinhas até raias.

Para investigar se estas inofensivas serpentes modificaram sua cabeça para se proteger, pesquisadores fizeram experimentos com cobras falsas, feitas de massa de modelar. Algumas tinham cabeças triangulares, enquanto outras tinham a cabeça mais estreita; algumas tinham padrões em ziguezague nas costas (outra característica das víboras), enquanto outras eram planas.

Os pesquisadores levaram cerca de 600 réplicas de serpentes para um parque, as deixaram expostas e verificaram que as que possuíam cabeça triangular haviam sido atacadas com frequência muito menor do que as sem. Apenas cerca de 6% das serpentes com cabeças falsas ou com padrões em zigue-zague foram atacadas, enquanto quase 15% das cobras sem cabeça triangular nem padrões de zigue-zague foram apanhadas por aves de rapina.

O fato de as serpentes não venenosas se beneficiarem da imitação de seus parentes mais letais pode se revelar importante quando se trata de conservar os dois tipos de serpentes.

As não venenosas só podem se beneficiar de evitar os predadores se as cobras venenosas que elas estão imitando forem suficientemente comuns. Se a ameaça real se torna muito rara, os predadores esquecem do perigo.

Os pesquisadores notaram que as cobras falsas não enganaram os mamíferos, pois o cheiro de massa de modelar pareceu afastá-los. Futuras pesquisas com réplicas com aroma disfarçado poderiam investigar se esse truque das cobras funciona com mamíferos.

Fonte: Hypescience

​Read More
Notícias

Mamífero é filmado pela primeira vez estridulando

Trata-se de um mecanismo de comunicação utilizado por insetos, como os grilos, e também pelas víboras, que consiste em friccionar duas partes do corpo para produzir um som. O mamífero Hemicentetes semispinosus é o único da classe que apresneta este comportamento.

Os mamíferos de Madagáscar são únicos por terem tido uma evolução isolados. A família “Tenrecidae” cujos membros são vulgarmente conhecidos como “Tenrec” em inglês, constitui um bom exemplo por ser espécie endêmica na ilha, isto é, só podem ser encontrados em Madagáscar.

Entre os tenrecs, há uma espécie que se destaca por ser o único mamífero que utiliza um mecanismo de comunicação denominado “estridulação”.

O Hemicentetes semispinosus, tem uma morfologia peculiar, parecendo o resultado de um cruzamento entre um ouriço-cacheiro, pois têm o corpo coberto por cerdas, também denominadas espinhos – e um musaranho – possui um focinho alongado, alimentando-se de invertebrados.

O mamífero comunica normalmente através de estalidos que produz com a língua. Há quem defenda que os ultrassons assim produzidos, também permitem à espécie ter percepção do meio, através de ecolocação, como acontece com os morcegos e os golfinhos.

No entanto, nos anos 1960 descobriu-se que esta espécie também produz som fazendo roçar umas cerdas especiais das costas, i.e., estridula. O comportamento peculiar foi filmado pela primeira vez recentemente durante a  produção de um documentário da BBC sobre Madagáscar.

Fonte: Naturlink

​Read More