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Ativistas pressionam grife Versace a cumprir promessa e abolir uso de peles

Marca Versace | Foto: Reprodução

O grupo de moda Capri Holdings Limited, responsável pelo design de grandes marcas como Versace, Michael Kors e Jimmy Choo, está sofrendo forte pressão para que deixem de adotar em seus catálogos o uso de pele de animais exóticos, devido a ligações com o novo coronavírus – Covid-19 .

Segundo argumenta a organização People for the Ethical Treatment of Animals – PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, tradução livre), que possui inúmeras ações processuais contra a Capri Holdings, “a conexão do comércio de vida selvagem com doenças contagiosas como a Covid-19 deveria fazer com que todos os designers lutassem para retirar as peles de cobras e crocodilos [de suas coleções]”, disse Tracy Reiman, a vice-presidente executiva da PETA.

Crocodilo em seu habitat | Foto: Reprodução Pixabay

De acordo com Tracy a organização está pedindo para as marcas Michael Kors, Versace e Jimmy Choo para se juntarem às dezenas de outras que se recusam a lucrar com as mortes horríveis de répteis.

No início deste ano a  grife italiana Versace, proibiu o uso de pele de canguru somente após pressão de grupos de defesa pelos animais.

Importante lembrar que em 2018, a própria grife italiana havia comunicado que deixaria de adotar pele de animais em suas coleções. A vice-presidente do grupo Donatella Versace disse: “Não quero matar animais para fazer moda. Não parece certo”. No entanto, 2 anos após a fala da presidente, a marca continua utilizando peles de repteis em suas coleções.


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Grife Prada anuncia fim do uso de peles animais em suas coleções

Foto: Manfred Segerer

Seguindo o caminho de grandes grifes internacionais como a Gucci, a Chanel e a Versace, o Prada anunciou o fim do uso de peles de animais em suas próximas produções. A notícia é uma vitória importante para os direitos animais e demonstra que grandes empresas estão atentas a demandas de um público cada mais consciente e exigente.

A decisão foi tomada após uma campanha feita por ONGs e grupos de proteção animal, como a Fur Free Alliance e a PETA, que pediam que a grife italiana se conscientizasse sobre a dor e sofrimento animal envolvido na indústria da alta moda e investissem em matérias-primas sustentáveis.

A CEO da empresa, Miuccia Prada, acredita que esta foi decisão certa para o futuro da grife. “Focar em materiais inovadores vai permitir à companhia explorar novas fronteiras do design criativo, ao mesmo tempo em que atende à demanda por produtos éticos”, disse.

A primeira coleção livre de peles de animais será lançada em 2020. O produtos feitos com pele em estoque serão vendidos normalmente até serem esgotados.

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Grife Burberry anuncia que está revendo o uso de peles de animais

A grife Burberry confirmou recentemente que está aderindo à revolução livre de crueldade na moda e revendo o uso de peles de animais em suas produções.

As recentes London Fashion Weeks marcaram a presença de manifestantes anti-peles, e a Burberry foi um alvo especial. Agora, a marca britânica confirmou ao Sunday Times que está reconsiderando seu uso de peles no futuro.

“A pele foi considerada importante para o design, nós insistimos que ela é proveniente de fornecedores autorizados, regularmente inspecionados, que operam com altos padrões éticos ”, disse a grife. “Não havia peles de verdade nas coleções de desfiles da Burberry de setembro de 2017 ou de fevereiro de 2018. Podemos confirmar que estamos atualmente revisando nosso uso de peles reais”.

Caso a marca realmente abolisse o uso de peles em suas roupas, a Burberry estaria se unindo à marcas como Gucci, Versace, Michael Kors, Donna Karan e Jimmy Choo, que anunciaram produções livres de crueldade nos últimos meses.

Desfile de Primavera/Verão 2018 da Burberry contou com peles falsas em suas roupas, mostrando avanços na adesão de produções livres de crueldade animal (Foto: Getty Images)
Desfile de Primavera/Verão 2018 da Burberry contou com peles falsas em suas roupas, mostrando avanços na adesão de produções livres de crueldade animal (Foto: Getty Images)

É um momento um tanto quanto atrasado para a Burberry tomar a tardia decisão de abolir o uso de peles, já que o Parlamento Britânico debaterá em breve uma proibição do comércio de pele no Reino Unido, após uma petição iniciada por Brian May, que viralizou com a hashtag #FurFreeBritain e foi organizada pela Humane Society, que alcançou mais de 400 mil assinaturas.

A diretora executiva da Humane Society, Claire Bass, credita à futura esposa real Meghan Markle a decisão, dizendo em um comunicado: “A Burberry é famosa por ser a favorita da moda real, então Meghan Markle, que é conhecida por não gostar de pele, certamente fez com que a marca quintessencial da Grã-Bretanha pensasse duas vezes com sua política de peles. Instamos a Burberry a abraçar a tendência de compaixão”.

A moda sem crueldade

A adesão recorrente de grifes famosas à produção livre de crueldade animal, com a abolição do uso de peles em suas produções, tem sido um fenômeno marcante do mundo da moda contemporâneo. O movimento tem tido adesão de muitas grifes e personalidades famosas e influentes no mundo da moda.

A própria atriz e noiva do príncipe Harry, Meghan Markle, está sendo grande influência para o movimento vegano e está promovendo revoluções no mundo da moda e até mesmo na vida do próprio noivo, que está aderindo a uma dieta vegana durante os dias da semana.

Além disso, marcas grandes como Tom Ford e Versace também já anunciaram abolir as peles em suas produções. A moda vegana está tendo crescente adesão, e esperançosamente vai continuar a ter adesão.

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