De olho na saúde

Levar cães à praia aumenta riscos de verme do coração

Quem adora praia, não quer deixar o amigo de fora dessa. Por isso, muitos levam seus cães para curtir o calor em praias em que a entrada de animais é permitida. Mas, antes de arrumar as malas, saiba que a temporada de férias e calor é um período de alerta para tutores de cães que frequentam as regiões litorâneas.

Reprodução | Pixabay

O perigo de aproveitar areia e mar com os animais é que praias e áreas com muita mata apresentam maior probabilidade de parasitismo pelo verme do coração. A doença é transmitida pela picada de mosquitos infectados pelo verme e afeta o coração dos animais, podendo levá-los a óbito se não for tratada corretamente.

Por ser uma doença vetorial, de difícil diagnóstico e com sintomas discretos nas fases iniciais, a prevenção é a melhor forma de proteger os cães durante as viagens para áreas de risco. “A prevenção pode ser feita com o uso de vermífugos específicos, capazes de eliminar as microfilárias, que são as larvas iniciais do verme do coração, e com repelentes que evitem a picada do mosquito”, explica Ricardo Cabral, veterinário da Virbac, empresa dedicada à saúde animal.

Ele ainda orienta que a prevenção não deve ser apenas algo pontual. “A indicação da American Heartworm Society (AHS) é que a prevenção seja constante desde antes de oito semanas de vida do animal. Não é recomendável fazer a prevenção apenas quando levar o animal ao litoral, pois o risco de o tutor esquecer de aplicar a medicação é grande”, ressalta Ricardo.

Sintomas e tratamento

Durante as primeiras fases da doença, que correspondem a até dois meses depois da infecção, o animal pode não apresentar nenhum sintoma. O verme passa a migrar da pele para o coração durante o período de dois a quatro meses e se instala do lado direito do órgão, ocasionando lesões locais. Depois desse período, as larvas caem na circulação sanguínea e chegam aos vasos pulmonares. Nessa fase, alguns animais podem apresentar sintomas discretos, como falta de apetite, apatia e tosse.

Nos meses seguintes, caso a doença não seja tratada, os vermes crescem e migram para artérias maiores e câmaras cardíacas, onde causam lesões nos vasos e intensificação dos sintomas. Tosse persistente, dificuldade em respirar, língua azulada, intolerância ao exercício, falta de ar e desmaios podem se tornar frequentes.

Na fase inicial da doença, os animais podem apresentar sintomas discretos, como falta de apetite, apatia e tosse (Reprodução | Pet Cidade)

Com vermes adultos no coração, o animal pode apresentar sinais ainda mais graves, como distensão e aumento de volume abdominal, além de lesões em outros órgãos, como rins e fígado. Pode levar um total de sete a nove meses até que os vermes atinjam a idade adulta e se reproduzam, liberando novas microfilárias na circulação.

O diagnóstico da doença é feito por meio de exames de sangue e outros laboratoriais. Já o tratamento consiste na aplicação de medicamentos orais ou injetáveis nos estágios menos avançados, quando os vermes ainda não estão no coração. “Nos estágios mais avançados, quando vermes adultos já estão presentes nas câmaras cardíacas, sinais de doenças do coração podem se desenvolver. Nesses casos, é recomendável estabilizar o animal antes de iniciar o tratamento capaz de eliminar essas formas adultas dos vermes”, conclui Ricardo Cabral.

Fonte: Pet Cidade

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Notícias

Pesquisa revela que o “verme do coração” atinge até 32% dos cães das regiões litorâneas do Paraná

Divulgação
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Praia e calor é a combinação perfeita para aqueles que gostam de clima quente e úmido. No entanto, esse ambiente também é ideal para os mosquitos transmissores da dirofilariose – doença parasitária provocada por vermes que se alojam, principalmente, nas artérias que saem do coração dos cães. Cerca de 32% dos animais das regiões litorâneas do Paraná estão acometidos pela enfermidade, pois as altas temperaturas são adequadas para que as fêmeas de algumas espécies dos gêneros Culex e Aedes se reproduzam.

A doença, popularmente conhecida como “verme do coração”, tem se espalhado pelas cidades litorâneas como revela a recente pesquisa sobre o tema patrocinada pela Zoetis[1]: 31,8% dos cães de Guaraqueçaba, 26,3% do Pontal do Paraná e 24,5% de Guaratuba estão contaminados. Em decorrência da gravidade da doença, a Zoetis está lançando uma campanha educativa para conscientizar médicos veterinários e tutores. “A enfermidade registrava declínio no início dos anos 2000, mas novas evidências indicaram que a presença do parasita aumentou nessas regiões”, afirma Tiago Papa, médico veterinário e diretor da Unidade de Negócios de Animais de Companhia da Zoetis Brasil. Cerca de 1,6 mil animais que viviam em áreas endêmicas de todo o País foram avaliados nessa pesquisa conduzida pela Dra. Norma Labarthe, auxiliada por especialistas de diversas universidades brasileiras, como a Universidade Federal do Paraná. Outro agravante para esse cenário está relacionado aos sinais clínicos da doença, provocada por vermes (Dirofilaria immitis) que se alojam no coração e nas artérias pulmonares dos cães: “Os sintomas como tosse, falta de ar, emagrecimento, cor escura da língua e intolerância ao exercício só são aparentes depois de alguns meses que o animal já está infectado”, explica Papa.

O diagnóstico deve ser feito por um médico veterinário, que irá se basear nas informações obtidas junto ao proprietário e nos exames clínicos para diagnosticar a presença da doença. “Infelizmente, em alguns casos, quando o tutor leva o cão ao veterinário, o animal já está próximo da morte. Portanto, sem possibilidade de tratamento, a prevenção é a única forma de evitar a dirofilariose nos animais”, afirma Tiago.

[1] Pesquisa patrocinada pela Zoetis: [1] Labarthe et al.: Updated canine infection rates for Dirofilaria immitis in areas of Brazil previously identified as having a high incidence of heartworm-infected dogs. Parasites & Vectors 2014 7:493.

Fonte: Paranashop

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