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Carrefour substitui sacolas plásticas por redes de algodão na Espanha

A medida reduz a quantidade de plástico usado e descartado no meio ambiente


O hipermercado Carrefour substituiu as sacolas plásticas por redes de algodão para que os consumidores carreguem frutas e verduras em suas lojas da Espanha.

Reprodução/Hypeness

A iniciativa da rede, embora esteja restrita a uma localidade, é significativa, porque não só reduz a quantidade de plástico usada e, por consequência, descartada no meio ambiente, como conscientiza a população. As informações são do portal Hypeness.

Além de promover a mudança na área de hortifrúti, o Carrefour permite que os clientes levem sacolas reutilizáveis para transportar os demais produtos comprados no hipermercado, evitando o uso de plástico.

As redes de algodão, que estão em fase de teste, são vendidas pelo estabelecimento em pacotes de três unidades a um preço de 3,99 euros e podem ser reutilizadas, sendo necessário apenas lavá-las.

O hipermercado também eliminou ou substituiu embalagens de produtos, especialmente no setor de orgânicos, e optou por usar fitas para agrupar os itens ou embalagens de vidro reutilizáveis.

O próximo passo da rede é expandir a mudança, fazendo-a chegar às unidades de outros países.


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The Game Changers é o documentário mais baixado de todos tempos no Itunes

Foto: SUNDANCE FILM FESTIVAL
Foto: SUNDANCE FILM FESTIVAL

O filme, que será lançado na Netflix ainda este mês, estava inicialmente disponível na plataforma da Apple (Itunes).

Documentário vegano The Game Changers se tornou o documentário mais vendido de todos os tempos no iTunes – dentro de apenas uma semana.

O filme, dirigido por Louie Psihoyos, vencedor do Oscar, e produzido por James Cameron, também vencedor do Oscar, “documenta a ascensão explosiva da alimentação baseada em vegetais nos esportes profissionais”.
Atletas veganos

Apresentando alguns dos melhores atletas veganos do mundo, incluindo o campeão da Fórmula 1, Lewis Hamilton, e o tenista Novak Djokovic, o filme procura “expor mitos ultrapassados sobre alimentos que não apenas afetam o desempenho humano, mas também a saúde de toda a população global”.

O documentário foi exibido nos cinemas do mundo inteiro no mês passado, por uma noite, antes de ser disponibilizado no iTunes – onde, segundo os produtores, atingiu os espectadores em cheio.

Agradecimento

“The Game Changers é o documentário mais vendido de todos os tempos no iTunes e levou menos de uma semana para acontecer”, revelou a equipe.

Foto: Instagram/@gamechangersmovie
Foto: Instagram/@gamechangersmovie

“Obrigado a todos que assistiram ao filme e compartilharam seu entusiasmo conosco!”.

Netflix

E em breve o filme se tornará mais acessível para os espectadores em todo o mundo, através do serviço de streaming da Netflix.

De acordo com a equipe de produção: “Os fãs do Reino Unido ouviram pela primeira vez – The Game Changers estará disponível na Netflix no dia 16 de outubro”.

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Estudo revela que pessoas que comem carne optam por vegetais quando há mais opções no cardápio

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Restaurantes e lanchonetes podem levar os consumidores a comer menos carne, oferecendo mais opções vegetarianas, de acordo com um estudo realizado sobre as vendas de cafeterias em universidades.

Emma Garnett e seus colegas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, coletaram dados sobre mais de 94 mil refeições vendidas em três dos refeitórios da universidade em 2017. Quando a proporção de opções sem carne dobrou de uma para duas entre quatro opções, as vendas gerais permaneceram sobre uma constante. Mas as vendas de refeições que continham carne caíram e as vendas de refeições vegetarianas, como “cogumelos selvagens, abóbora assada e risoto de tomate com parmesão”, aumentaram de 40 a 80%.

Os aumentos no jantar à base de vegetais foram maiores entre as pessoas com as menores taxas básicas de consumo de refeições vegetarianas. Os pesquisadores não encontraram evidências de que as maiores vendas de pratos vegetarianos no almoço levassem a menores vendas vegetarianas no jantar.

Outras variáveis que influenciaram as opções de refeições incluíram os preços relativos das opções vegetarianas e não vegetarianas e a temperatura externa.

Os autores sugerem que um aumento nas opções vegetarianas poderia incentivar os consumidores a se afastarem de dietas com carne (em excesso ou totalmente), reduzindo potencialmente as emissões de gases de efeito estufa associadas a alimentos derivados de animais.

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Dia Mundial do Vegetarianismo: conheça as vantagens de ser vegetariano

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Anualmente, no dia 1º de outubro é comemorado o Dia Mundial do Vegetarianismo. A Sociedade Vegetariana da América do Norte (NAVS, na sigla em inglês) iniciou a celebração da data no ano de 1977 com o objetivo de aumentar a conscientização sobre as vantagens para a saúde, o meio ambiente e os animais, de uma alimentação sem carne.

A entidade dedica-se a conscientizar as pessoas que adotar um estilo de vida vegetariano não é apenas totalmente possível, mas também é mais saudável e compassivo. Mesmo para os que não são vegetarianos, a data pode e deve ser celebrada por todos, como um dia em que a carne fique fora do cardápio.

Milhões de animais são mortos todos os anos no mundo todo para serem consumidos como alimento, isso depois de terem vivido em meio à dor e ao sofrimento, vivendo em espaços limitados, sem acesso ao sol, à grama, à liberdade. Outros tantos têm seus corpos explorados, como as vacas na indústria leiteira e as galinhas nas granjas.

Ao adotar uma alimentação vegetariana, o indivíduo cessa sua contribuição para essa indústria exploratória, ajudando a salvar milhares de vidas e ganhando mais saúde e bem-estar em sua própria vida.

A data é comemorada também para lembrar a população das vantagens de uma vida vegetariana. Ao se alimentar de forma vegetariana, a ingestão de gordura é baixa e isso ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares. A nutrição vegetariana também é rica em fibras e antioxidantes que ajudam a combater o câncer.

Diversos estudos e artigos publicados comprovam que uma alimentação vegetariana pode diminuir o risco de diabetes. Da mesma forma, dados revelam que os vegetarianos têm pressão arterial mais baixa, níveis de colesterol de lipoproteína de baixa densidade e menores taxas de hipertensão. Com baixos níveis de colesterol e pressão arterial, um coração vegetariano é 32% mais saudável que o coração de um amante de carne.

Este Dia Mundial do Vegetarianismo é uma boa oportunidade para reflexão sobre nosso papel frente à crise de exaustão de recursos, climática, ambiental e emergencial que o planeta enfrenta. Celebre esse dia com pequenas alterações, como: coma apenas vegetais por um dia, caso vá a um restaurante peça tudo do menu vegetariano e compartilhe sua atitude com amigos e familiares.

Isso não só fará a diferença para você, em termos de saúde, mas também para as vidas dos animais que são tiradas pela indústria de alimentos.

Dicas de como celebrar a data

Pelo menos por um dia, coma apenas comida vegetariana, independentemente de você não ser vegetariano. Faça uma experiência de como é comer apenas frutas, vegetais e grãos por um dia. Além disso, peça aos amigos, parentes e companheiros, que também comam apenas comida vegetariana hoje.

Descubra as vantagens de ser vegetariano – o alimento vegetariano é mais vantajoso em termos de nutrição que o alimento não-vegetariano. No entanto, muitos de nós não pensam em suas vantagens. Indivíduos que se alimentam de forma vegetariana têm menos doenças, conclusão comprovada por estudos e pesquisas, além de indicação de médicos e especialistas em nutrição.

Procure por fatos novos sobre frutas e verduras – procure também se informar sobre frutas e verduras que você não conhecia até agora, novidades de sabor e textura. Você pode pesquisar sobre as variedades de sementes, vegetais, frutas, grãos e assim por diante, alimentos que ainda não experimentou. Para isso, você pode pedir a ajuda de um nutricionista.

Compartilhe suas descobertas com outras pessoas, e por último, porém, não menos importante, o que você aprender hoje passe a dividir e comentar com sua família, companheiros, colegas e vizinhos. Você pode se surpreender, e aos seus amigos, com as vantagens surpreendentes de ser vegetariano.

E todo mundo sai ganhando com isso: seres humanos, planeta, meio-ambiente e principalmente os animais.

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Guia alimentar canadense recomenda a redução do consumo de alimentos de origem animal

Foto: Pixabay

Na última atualização do Guia Alimentar do Canadá, desenvolvido por médicos nutrólogos e nutricionistas, o governo canadense decidiu dar ainda mais ênfase aos alimentos de origem vegetal. Além de destacar a importância do consumo de vegetais e encorajar a redução do consumo de alimentos de origem animal, o guia qualifica a dieta vegana como saudável.

No tópico de recomendações e considerações, o governo também enfatiza que é importante manter uma ingestão regular de vegetais, frutas, cereais integrais e alimentos ricos em proteínas, especialmente fontes vegetais de proteínas.

Embora o guia contemple diversos tipos de dietas, em vários pontos é feita uma observação sobre a importância de se reduzir o consumo de alimentos de origem animal. “Uma mudança em direção ao consumo de mais alimentos baseados em vegetais pode ajudar os canadenses. Coma mais alimentos ricos em fibras, coma menos carne vermelha, menos carne de porco, menos carne de cordeiro”, sugere.

O guia alimentar também recomenda a substituição de laticínios ricos em gorduras ruins por alimentos ricos em gorduras boas como nozes, sementes e abacate. O governo canadense anunciou que o guia deve ser atualizado novamente em 2019.

Fonte: Vegazeta

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Austin Amelio, ator de The Walking Dead, conta a fã que tornou-se vegano após se chocar com informações sobre consumo de carne em documentário 'What The Health' (Foto: Divulgação)
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Ator de ‘The Walking Dead’ adota veganismo após assistir documentário

O ator Austin Amelio, da série ‘The Walking Dead’, revelou para os fãs que adotou o veganismo após ter assistido ao famoso documentário da Netflix ‘What The Health’, que explica, entre outros temas, a conexão entre o consumo de produtos de origem animal e doenças.

Austin Amelio, ator de The Walking Dead, conta a fã que tornou-se vegano após se chocar com informações sobre consumo de carne em documentário 'What The Health' (Foto: Divulgação)
Austin Amelio, ator de The Walking Dead, conta a fã que tornou-se vegano após se chocar com informações sobre consumo de carne em documentário ‘What The Health’ (Foto: Divulgação)

O ator interpreta o personagem Dwight na série de televisão, e contou para um fã que, ao tornar-se adepto ao veganismo, “se sente melhor do que se sentia em anos”, e chamou a dieta de “incrível”. A conversa foi gravada pelo fã, que a postou no YouTube.

No vídeo, Austin diz: “Eu assisti ao documentário What The Health 10 dias atrás. No dia seguinte eu pensei: ‘chega’. Faz 10 dias que sou completamente vegano o tempo todo, e eu me sinto melhor do que eu senti em anos”.

Ele acrescenta também que está tentando inspirar amigos a seguirem o veganismo, começando por seu filho de quatro anos: “É mais difícil para ele, mas estamos chegando lá”. O ator comentou que o filme e algumas das informações as propriedades cancerígenas em potencial da carne processada o fizeram tornar-se vegano e encorajar outros a assisti-lo também. “Eu também fiz o meu melhor amigo ver, e agora ele é vegano há oito dias. Incrível”, contou Austin Amelio.

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O que é vegetarianismo?

Vegetarianismo é a corrente dietética que estipula a alimentação exclusivamente vegetal, com abstenção de todos os ingredientes de origem animal, mesmo aqueles que não resultaram diretamente na morte do animal. Pessoas que consomem frango, peixes, ovos, leite, mel, gelatina, cochonilha ou outros produtos de origem animal não são genuinamente vegetarianas.

O vegetarianismo é, portanto, um sistema de alimentação. Ele não necessariamente implica no reconhecimento dos direitos animais, podendo ser motivado por saúde, preferências pessoais, motivos religiosos e motivos ecológicos e sociais, entre outros.

Veganos são necessariamente vegetarianos, mas vegetarianos não são necessariamente veganos. A diferença encontra-se precisamente na motivação ideológica e no modo de vida. Vegetarianos não necessariamente boicotam cosméticos testados em animais, deixam de utilizar couro ou opõem-se ao uso de animais em outras formas de exploração.

Confusão em relação aos termos

Há uma confusão em relação aos termos “vegetariano” e “vegetarianismo”. Muitas pessoas sem conhecimento aprofundado sobre o assunto associam-nos a correntes dietéticas como o naturalismo e a macrobiótica; ou consideram que vegetarianos são aqueles que se abstém do consumo da carne vermelha, mas que podem consumir a carne branca, ovos, leite, mel, etc.

Uma outra definição errônea de “vegetarianismo” é aquela que cria uma classificação artificial que permite estratificar vegetarianos de acordo com os alimentos de origem animal que eles consomem ou deixam de consumir. Vegetarianos são definidos, assim, como pessoas que apenas não comem carnes de animal algum, podendo porém consumir leite (lacto-vegetarianos), ovos (ovo-vegetarianos), ovos e leite (ovo-lacto vegetarianos), mel (api-vegetarianos), além dos vegetarianos estritos que são tratados como “veganos”.

Nenhuma dessas classificações tem razão de ser. “Vegetarianismo” implica em abstenção e qualquer pessoa que não se abstenha não poderá ser chamada vegetariana.

Há, no entanto, um entendimento de que determinadas práticas podem levar uma pessoa a adoção do vegetarianismo. Praticamente todos os vegetarianos que não nasceram nessa condição passaram por um período maior ou menor em que abstiveram-se de determinados produtos de origem animal enquanto continuaram o consumo de outros.

Podemos considerar que uma pessoa que não consuma carne vermelha com frequência, mas esteja pensando no futuro abandonar também o consumo de frangos, peixes, ovos e leite; ou uma pessoa que já não consuma carne de nenhum tipo, mas ainda consuma ovos e leite, e que planeje em um futuro próximo tornar-se de fato vegetariana seja uma protovegetariana.

No entanto, o emprego desse termo “protovegetariano” deve ser realizado com cautela, pois em muitos casos a pessoa pode abandonar o consumo de carne vermelha mas aumentar em muito seu consumo de peixe; ou pode compensar o não consumo de carne de nenhum tipo com a adição de maior quantidade de laticínios à sua dieta. Há “ovo-lacto” convictos que sequer consideram a possibilidade de se tornarem vegetarianos. Nesse caso não há uma tendência ao vegetarianismo, pelo contrário.

Entende-se que o que se convencionou chamar de “ovo-lacto vegetarianismo” seja uma importante fase de transição em direção ao vegetarianismo, mas se a intenção do praticante não for a adoção do vegetarianismo a adoção dessa prática dietética não tem qualquer razão de ser. Ela não é compatível com os direitos animais, nem com um melhor estado de saúde, nem com a preservação de áreas naturais, nem com a melhor distribuição de alimentos. Trata-se apenas de uma preferência pessoal, sem qualquer ideologia associada.

O vegetarianismo pode estar associado ou não a outras práticas dietéticas. Assim, existem vegetarianos que são macrobióticos, vegetarianos que são crudivoristas, vegetarianos naturalistas, frutarianos. Embora em nível individual essas práticas possam se associar, elas não estão atreladas. Há, por exemplo, macrobióticos, naturalistas e crudivoristas que consomem produtos de origem animal e vegetarianos que consomem alimentos processados.

De que se alimentam os vegetarianos?

Vegetarianos alimentam-se exclusivamente de alimentos de origem vegetal: Cereais, grãos, verduras, legumes, frutas, sementes e nozes. Embora cogumelos e leveduras não sejam taxonomicamente vegetais, eles são biológica e popularmente associados a vegetais e podem ser consumidos por vegetarianos.

A dieta vegetariana é adequada para satisfazer as necessidades humanas de proteínas, lipídeos, carboidratos, minerais e para a grande maioria das vitaminas. O vegetarianismo pode, igualmente, ser praticado por pessoas em todas as fases de sua vida: Crianças, adultos, idosos, homens, mulheres, gestantes, atletas.

Porém, como na dieta convencional, os maus hábitos podem levar a carências ou excessos nutricionais. Por esse motivo faz-se necessário o consumo de alimentos em quantidade e qualidade adequados.

Vantagens da adoção do vegetarianismo

A principal motivação que leva à adoção do vegetarianismo é a ética. O vegetarianismo ético é uma forma de se alinhar comportamento alimentar com crenças e valores relativos aos direitos dos animais.

Embora essa seja a motivação, muitos são os benefícios advindos da adoção dessa corrente dietética. Muitos estudos mostram que o vegetarianismo está relacionado a uma melhor qualidade de vida e longevidade. Igualmente, vegetarianos padecem menos de diabetes, arteriosclerose, reumatismo, hipertensão, osteoporose, anemias, doenças cardíacas, doenças renais, doenças respiratórias, derrame, esclerose múltipla, alguns tipos de cânceres e obesidade, as principais causas de morte e incapacidade atualmente no mundo.

A abstenção do consumo de produtos de origem animal teria efeitos positivos também para o meio ambiente, reduzindo a pressão pela abertura de novas pastagens e campos para cultivo de alimento para animais, reduzindo o consumo de água, erosão do solo e produção de metano e outros poluentes.

Além disso, uma população vivendo de dietas vegetarianas possibilitaria o sustento de maior quantidade de pessoas em menor quantidade de terra, melhorando a distribuição de alimentos e reduzindo o problema da fome e da má distribuição de recursos.

*Sérgio Greif – sergio_greif@yahoo.com

Biólogo formado pela UNICAMP, mestre em Alimentos e Nutrição com tese em nutrição vegetariana pela mesma universidade, docente da MBA em Gestão Ambiental da Universidade de São Caetano do Sul, ativista pelos direitos animais, vegano desde 1998, consultor em diversas ações civis publicas e audiências públicas em defesa dos direitos animais. Co-autor do livro “A Verdadeira Face da Experimentação Animal: A sua saúde em perigo” e autor de “Alternativas ao Uso de Animais Vivos na Educação: pela ciência responsável”, além de diversos artigos e ensaios referentes à nutrição vegetariana, ao modo de vida vegano, aos direitos ambientais, à bioética, à experimentação animal, aos métodos substitutivos ao uso de animais na pesquisa e na educação e aos impactos da pecuária ao meio ambiente, entre outros temas. Realiza palestras nesse mesmo tema. Membro fundador da Sociedade Vegana.

Fonte: Olhar Animal

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Como tornar-se vegetariano

Vegetarianismo é o hábito alimentar que faz uso de produtos e ingredientes exclusivamente de origem vegetal, com abstenção de todos os ingredientes de origem animal. A adoção do vegetarianismo pode ser vista por muitos como uma restrição alimentar ou uma inconveniência social. Essa visão, porém, é enganosa. A retirada de apenas alguns poucos itens da dieta (carnes, leite, ovos, mel, etc) apenas pode parecer uma restrição alimentar para populações que restringem sua alimentação a esses poucos itens.

Vegetarianos tendem a se alimentar com uma variedade maior de itens do que não-vegetarianos e isso por si torna o vegetarianismo uma dieta menos restritiva do que a dieta convencional. Por esse motivo enfatizamos que o vegetarianismo não significa apenas a exclusão da carne, do leite e dos ovos da dieta, mas significa também a inclusão de outros itens alimentares talvez ainda nem conhecidos.

Como fazer substituições ?

As primeiras perguntas que ocorrem a uma pessoa defrontada pela primeira vez com o vegetarianismo são “Como substituir a carne?”, “Como substituir os ovos?”, “Como substituir o leite?”

Faz-se necessário esclarecer que no campo nutricional essas substituições são absolutamente desnecessárias. Com exceção da vitamina B12, que pode ser fornecida na forma de suplementos ou de alimentos fortificados, não existem outros nutrientes que estejam presentes apenas em alimentos de origem animal e que não possam ser obtidos nos alimentos de origem vegetal. Portanto, quando falamos em substituições estamos falando pelo ponto de vista gastronômico.

A combinação de feijão com arroz e uma boa salada é perfeita para satisfazer as necessidades nutricionais dos brasileiros. Mas alimentação é mais do que nutrição, envolve hábitos, preferências e conveniência.

Pratos vegetarianos podem ser preparados com ingredientes pouco convencionais, seguindo combinações pouco usuais e preparações complexas, mas também podem ser preparados de forma simples, tradicional, utilizando ingredientes facilmente disponíveis. Essa é uma questão de disponibilidade e preferência pessoal.

Adaptando seu cardápio

Famílias onívoras tendem a utilizar não mais do que dez pratos que se repetem sucessivamente. A maioria desses pratos podem ser facilmente adaptados ao vegetarianismo; os que não podem ser adaptados podem ser substituídos por outros pratos.

Uma forma bastante fácil de se tornar vegetariano é analisar seu cardápio atual. Nesse ponto, algumas perguntas devem ser feitas. “Eu me alimento bem?”, “Meu cardápio é suficientemente variado?”, “Dos alimentos vegetais, quais são aqueles que mais me agradam?”.

Em segundo lugar faz-se necessário identificar quais alimentos consumidos atualmente já são vegetarianos: feijão, arroz, macarronada, salada, sopa… É possível que esses alimentos não sejam realmente vegetarianos, pois em muitas casas o feijão é preparado com bacon ou banha, ou a massa de macarrões pode ter ovos, mas isso pode ser facilmente adaptado ao vegetarianismo.

Por exemplo, o macarrão com ovos e molho de tomate com carne moída pode ser substituído por pasta de sêmola sem ovos com molho de tomate, cebola e salsa; o feijão pode ser preparado com óleo de soja…

Em terceiro lugar, pode-se criar a variedade dentro desses alimentos já consumidos, ou seja, pode-se enriquecer ainda mais a dieta. Assim, uma família que sempre consuma feijão carioca pode as vezes consumir outras leguminosas (outras variedades de feijão, lentilhas, grão-de-bico, favas, etc), o arroz as vezes pode ser preparado junto ou substituído por outros cereais (arroz selvagem, trigo sarraceno, quinua, etc), a macarronada pode ser preparada com carne de soja ou creme de leite de soja, o presunto e o queijo podem ser tirados das saladas, que podem receber outros ingredientes antes não utilizados (rúcula, acelga, couve, almeirão, escarola, rabanete, etc); a sopa pode receber novos temperos e ser enriquecida com cubos de tofu.

Em quarto lugar, a substituição efetiva dos alimentos de origem animal da dieta. A necessidade de “substituição” de carne, leite, ovos, mel, etc se dá mais em um contexto sensorial do que nutricional. Conforme explicado anteriormente, feijão, arroz e uma boa salada são suficientes para satisfazer a maior parte de nossas necessidades nutricionais.

Porém, por diferentes motivos, as pessoas não-vegetarianas associam que um prato sem carne, frango, peixe, omelete ou queijo é um prato deficiente, cuja carência necessita ser suplementada. Essa carência é apenas aparente, mas por motivos culturais parece importante que novos vegetarianos encontrem no mercado formas de amenizar essa sensação de carência.

Assim, pode-se encontrar no mercado substituintes da carne animal com qualidades sensoriais que se assemelham a elas em diferentes preparações. São essas as proteínas vegetais texturizadas (PVT), em geral obtidas da soja e do glúten de trigo. Há PVTs pré-preparadas para se assemelharem em gosto e textura a diferentes cortes de carne, frango e peixe.

Leites vegetais, igualmente, podem se assemelhar sensorialmente ao leite animal, especialmente em preparações onde não sejam consumidos puros. Leites podem ser obtidos da soja, de cereais como arroz, aveia e gergelim, de castanhas, de amêndoas, de sementes de girassol, etc. Em preparações como bolos pode-se utilizar o leite de coco ou mesmo água, o que não interfere no resultado final.

Os ovos, quando utilizados em preparações, tem o mero propósito de conferir liga às massas. Nas receitas que pedem um ou dois ovos, muitas vezes esses podem ser substituídos por duas colheres de sopa de água para cada ovo. Outra opção é utilizar uma ou duas colheres de sopa de óleo vegetal para cada ovo ou ainda entre 30 e 50 gramas de tofu para cada ovo.

Em receitas cujo propósito seja realizar uma mucilagem com ovos, como aquelas que utilizam claras, cada ovo deve ser substituído por uma colher de sopa cheia de sementes de linhaça trituradas com ½ xícara de café de água quente

Uma alternativa empregada, especialmente no caso de alimentos a serem fritos à milanesa, é passar o alimento a ser preparado em uma mistura contendo uma colher de sopa de farinha de soja ou farinha de milho adicionadas de duas colheres de água para cada ovo. Substitutos dos ovos de origem vegetal estão disponíveis no mercado, geralmente em formulações em pó.

Em quinto lugar, o novo vegetariano deve buscar por novas receitas que melhor se adequem às suas preferências pessoais. Há no mercado livros de receitas vegetarianas desenvolvidos para atender a todos os gostos: Pratos rápidos, regionais, internacionais, étnicos, voltados para dias de festa, feriados religiosos, doces, bolos, pizzas, etc. Igualmente, muitos sites disponibilizam receitas na internet. Recomenda-se que os iniciantes optem por livros e sites produzidos em seus países, atendendo às preferências, peculiaridades e à disponibilidade de ingredientes locais.

Alimentando-se na rua

Com frequência, o principal empecilho à adoção do vegetarianismo é a percepção de inconveniência em se alimentar fora de casa. Pessoas que almoçam regularmente fora de casa e que não dispõem de facilidade de frequentar restaurantes vegetarianos podem considerar impossível adotar esse hábito alimentar.

Na prática, porém, um vegetariano pode se alimentar bem mesmo quando se vê obrigado a comer fora de casa e não dispõe de restaurantes vegetarianos por perto. Isso é verdadeiro especialmente em restaurantes self-service, mas alguns cuidados devem ser tomados em relação à preparação de alimentos, se eles são preparados com banha ou óleo vegetal. Mesmo churrascarias dispõem de um bufê de saladas repleto de opções para vegetarianos, além de outras opções.

A possibilidade de comer carne, queijo e ovos parece alterar a percepção das pessoas para as possibilidade de não comê-los. Com frequência, pessoas que pegam esses itens em um restaurante deixam de perceber a existência de tantos outros que não contém ingredientes de origem animal.

Há muitos sites na internet que informam sobre a existência de restaurantes vegetarianos e amigáveis para vegetarianos disponíveis em cada localidade.

Certamente o vegetarianismo não é uma corrente dietética restritiva, pelo contrário, o vegetarianismo é uma corrente dietética cheia de possibilidades.

Artigo Postado em: Sociedade Vegana

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Cresce a cada dia a aposta de chefs em pratos sem carne, com ingredientes frescos e orgânicos

Nas mãos de um chef competente, um simples prato de salada de alface pode ser transformado em uma obra de arte. Ele escolhe bem cada folha, dá um toque de sal e pimenta, um fio de azeite e pronto, a apresentação está perfeita. A cozinha natural, muitas vezes esquecida pela gastronomia, começa a ganhar um formato gourmet. Os cozinheiros profissionais investem em ingredientes frescos e orgânicos para criar um cardápio mais saudável e colorido. Quem ganha não são apenas os vegetarianos ou macrobióticos, mas também os apreciadores de uma comida leve — e cheia de sabor.

Foto: Carlos Moura/CB

Apesar de representar a tradição da culinária francesa, repleta de carnes, aves e pratos carregados na manteiga, a chef Alice Mesquita, do restaurante Alice Brasserie (na QI 17 do Lago Sul, em Brasília), resolveu criar uma opção vegetariana para seus clientes. “Como tenho um menu degustação, com entrada, prato principal e sobremesa, notei que muitas pessoas montavam um cardápio sem carne e pediam para substituir alguns pratos. Então, resolvi arriscar e mudar um pouco”, conta a cozinheira, que admite preferir uma refeição apenas com legumes e verduras.

Nos primeiros meses do cardápio especial sem carne, ela resolveu ousar com grão de bico com curry e paella vegetariana. “Queria fazer uma coisa diferente, mas muita gente ainda ficou desconfiada. Mudo o cardápio periodicamente para não ficar cansativo. A receptividade é maior por parte do público feminino, elas gostam de uma coisa mais leve e saudável”, diz a chef. Para o inverno, Alice preparou uma salada com alface, tomate, vagens, pepino, cenoura ralada, azeite extravirgem e manjericão fresco; quindim com calda de frutas, e cerejas ou arroz-doce.

Para a chef, aquele costume de cortar e cozinhar batata, cenoura e vagem com sal e servir, pode ser refinado. “Basta saltear no azeite para ficar uma delícia. Pode ser acompanhado de uma massa ou para um risoto. Outra coisa essencial para dar mais sabor é usar ervas frescas, como manjericão, tomilho ou alfavaca. Deixa os pratos interessante e com um perfume ótimo”, aconselha Alice. Outra ideia é preparar sopas, caldos, tortas e quiches.

O costume de cozinhar ingredientes frescos e saudáveis acompanha há décadas a chef Louise Hagler, autora do livro Culinária da soja (Ed. Nova Era) e membro da Associação Internacional dos Profissionais de Culinária. Ela começou a preparar pratos vegetarianos em 1971 e não parou mais. Todos têm uma apresentação impecável, sem perder o jeito de feito em casa. Nestes 40 anos, ela criou receitas criativas que substituem clássicos da gastronomia, como cheesecake de tofu ou hambúrguer de beterraba. “A culinária vegetariana é saudável e sustentável. É uma forma de se alimentar de um jeito harmônico com a natureza e que é acessível a qualquer pessoa do planeta. É uma comida que me faz sentir bem de corpo e alma”, disse a cozinheira ao Correio.

Para a chef americana, uma das grandes vantagens de trabalhar com a cozinha natural e deixá-la com aspecto gourmet é a versatilidade. “Minha especialidade é criar pratos vegetarianos sofisticados, de um jeito simples. Geralmente, faço isso usando uma fusão de ingredientes de diferentes tipos de culinárias. As possibilidades são infinitas. Mesmo cozinhando dessa forma por tanto tempo, não consigo ficar sem ideias”, conta Louise.

Entre as últimas invenções da chef, está a receita do chocolate chip cookie (biscoito de chocolate) feito com rapadura. “Meu irmão mora no Rio e ele me deu de presente quando veio me visitar. Adoro experimentar ingredientes diferentes. Dou aulas de nutrição e gastronomia no México e na Guatemala e acho importante que as pessoas usem produtos locais para criar pratos saudáveis, que tenham aquela característica caseira e possam manter a família feliz”, conta.

“Estou constantemente em busca de novos ingredientes, mas nem todo mundo é tão aventureiro com a comida. Meu conselho para quem gosta de gastronomia é experimentar uma coisa nova de vez em quando. Existem tantas receitas boas por aí. Se você não gostar da primeira vez, tente de novo! Visitei o Brasil pela primeira vez na semana passada e provei todas as frutas e vegetais que eram novos para mim. Que abundância maravilhosa vocês têm!”, admira-se Louise.

O chef Gabriel Magnani deixou a gastronomia italiana de lado e se especializou na cozinha natural depois de ser convidado para assumir o cardápio do restaurante Bhumi (113 Sul). A casa oferece apenas produtos orgânicos e 95% dos pratos são vegetarianos. “É um serviço diferenciado, que não existia na cidade ainda. A maioria dos restaurantes tem serviço de buffet e o nosso é à la carte. O nosso público quer degustar uma culinária saudável, mais bonita e mais gourmet”, explica o cozinheiro.

O restaurante, inaugurado em abril, procura aliar a gastronomia com saúde física e mental. Alguns pratos, por exemplo, não levam alho, porque ele pode influenciar no funcionamento de alguns chakras. “Temos uma clientela exigente em busca de algo natural, orgânico, de uma cozinha que traga bem-estar”, comenta Magnani. Os sucos são frescos e carregados de vitaminas e nutrientes. “Fazemos um smoothie, um tipo de vitamina, com couve e ela não é coada nem passada no processador para não perder as fibras naturais”, completa o chef.

Outra atração é o sanduíche de pão essênio — natural, de trigo germinado, nem assado, nem cozido —, recheado com pasta de tofu, berinjela, pimentão e abobrinha assados. “Como o pão essênio é feito com trigo germinado por três dias e depois desidratado entre seis e sete horas, a 43º, ele continua ‘vivo’, como dizemos. É a chamada raw food, comida crua. Ao ser ingerido, ele funciona como uma ‘vassoura’ e limpa todas as impurezas”, diz Magnani.

Para caprichar em um prato vegetariano e gourmet, o cozinheiro do Bhumi sugere melhorar a apresentação. “É preciso encher os olhos de quem vai comer. Se você vai fazer uma salada, escolha uma tigela bonita; não use só a alface crespa, por exemplo, mas coloque um pouco da roxa e algumas folhas de rúcula, para dar mais cor. Depois, é só jogar azeite e degustar”, sugere o chef.

Receita: Dip cremoso de tofu e coentro
Da chef e autora americana Louise Hagler

Ingredientes
1 dente de alho grande
1 pimenta japaleño ou malagueta (opcional)
1 xícara de folhas de coentro frescas
250g de tofu
6 colheres de sopa de água
1 colher de sopa de limão
Meia colher de chá de sal

Modo de preparo
Pique no processador ou no liquidificador o alho, a pimenta e as folhas de coentro. Reserve. Depois, bata o tofu, a água, o suco de limão e o sal até que fiquem homogêneos e cremosos. Misture com os temperos e sirva.

Dica da chef
Sirva esse molho como antepasto, com salgadinhos ou hortaliças cruas ou acompanhamento de qualquer prato mexicano. Você também pode substituir o coentro por 1 colher de chá de cominho em pó.

Fonte: Correio Braziliense

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Ativistas vegetarianas fazem passeata na Espanha no Dia Sem Carne

Uma marcha promovida por centenas de ativistas vegetarianas da organização AnimaNaturalis parou uma rua na Espanha. Elas saíram às ruas do centro de Barcelona para celebrar o Dia Sem Carne, no domingo (21). E, apesar do frio de quase 10ºC negativos, as espanholas usavam, não roupas convencionais, mas sim “verduras” sobre o corpo. O traje escolhido variava entre shorts e tops imitando cenouras, alfaces, repolhos, vagens, abóboras e pepinos.

Para o público que acompanhou a manifestação, foi uma passeata colorida e animada, com direito a música. As mulheres gritavam contra o consumo de carne. Levaram cartazes com frases como “Pense bem antes de comer!” e “As verduras são a solução contra a matança dos animais”.

Distribuíram folhetos com explicações sobre os benefícios de uma dieta sem gordura animal e comentando sobre histórias que são ofuscadas pelas indústrias. Os folhetos continham ainda informações da organização, como telefone e endereço.


Mulheres no centro de Barcelona
Fonte: R7

Nota da Redação:  Tão cruel quanto a indústria da carne é a indústria do leite, de ovos.  O dia sem carne deveria incluir todos os produtos de origem animal.

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Notícias

Aquecimento pode matar primatas herbívoros, diz estudo

Indigestão induzida pelo aquecimento global pode ajudar a fazer dos gorilas das montanhas africanos e de outros primatas fundamentalmente herbívoros alvos fáceis de extinção, aponta um novo estudo. De acordo com determinados modelos computadorizados da mudança climática, as temperaturas anuais médias podem crescer em até dois graus, até a metade do século. As folhas que crescem em ar mais quente contêm mais fibras e menos proteínas digestíveis, o que significa que os animais herbívoros que se alimentam preferencialmente de folhas demoram mais tempo para processar o alimento que consomem.

Além disso, as temperaturas mais elevadas podem forçar os animais a passar mais tempo descansando na sombra a fim de evitar superaquecimento. Mudanças como essas podem forçar algumas espécies de gorilas e macacos a passar mais tempo imóveis – tempo que elas poderiam empregar, sob outras circunstâncias, para localizar alimentos, proteger territórios ou manter elos sociais, prevê o estudo.

A inação, combinada a alimentos menos nutritivos, poderia no futuro fazer com que os gorilas das montanhas e os macacos colombianos da África – uma grande família de espécies que inclui macacos coloridos – se extinguirem, prevê o estudo.

“Uma elevação de dois graus na temperatura não é uma ideia extremamente exagerada”, disse Amanda Korstjens, a diretora científica do estudo, antropologista biológica na Universidade de Bournemouth, Reino Unido. “Os animais são capazes de se adaptar… e talvez os primatas encontrem outra forma de lidar com essas mudanças”, ela acrescentou. Mas “minha expectativa é a de que eles já estejam no limite de sua adaptabilidade”.

Herbívoros flexíveis Korstjens e seus colegas compararam modelos climáticos a dados anteriormente publicados sobre o comportamento dos primatas, suas dietas e os tamanhos dos grupos em que eles costumam viver, em diversas áreas do mundo.

Com base nesses dados, a equipe criou mapas mundiais que mostram onde os primatas vivem hoje e também as áreas nas quais a mudança do clima deve causar extinções.

Os dados revelam que a expectativa de temperaturas mais elevadas não deve afetar a maioria dos primatas sul-americanos, que se alimentam de frutas altamente digestíveis. Além disso, os habitats dos primatas sul-americanos são menos fragmentados pela agricultura e pela invasão progressiva de áreas desérticas do que é o caso dos habitats de primatas africanos, disse Korstjens.

Em todo o mundo, os macacos que se alimentam primordialmente de frutas como os babuínos e os vervets (Chlorocebus pygerythrus)- se sairiam melhor. Eles ocupam uma gama de habitats mais ampla que a dos herbívoros especializados em verduras, que estão confinados a uma faixa estreita próxima à linha do Equador, de acordo com o estudo, publicado pela revista Animal Behaviour.

Nem tão estáveis quanto imaginado

Os primatas ameaçados poderiam se adaptar às mudanças causadas pelo aquecimento global por meio de uma mudança de dieta, mas ninguém sabe ao certo se isso aconteceria.

Os macacos colombianos poderiam comer algumas frutas, mas seus estômagos altamente adaptados às folhas das verduras não estariam equipados para uma dieta formada apenas por frutas.

Essas suposições de falta de adaptabilidade podem ser o ponto fraco do novo estudo, de acordo com Colin Chapman, ecologista especializado em primatas na Universidade McGill, de Montreal, que não participou do estudo.”Não está claro até que ponto (os macacos colombianos) seriam flexíveis”, ele disse.

Mas, “caso as suposições se confirmem”, disse Chapman,”isso demonstraria forte potencial de mudança de distribuição e risco de extinção”. Os gorilas das montanhas enfrentam uma dificuldade especialmente séria, ele afirma. Dispõem de acesso limitado a frutas frescas, nos habitats de altitude elevada que ocupam, e estão “instalados nos topos das montanhas, sem alternativas de migração”.

Uma África mais quente também poderia representar ameaça para os esforços de conservação, segundo Chapman. Parques nacionais bem administrados podem ser capazes de impedir a caça clandestina e a exploração madeireira, por exemplo, mas não teriam como se proteger contra uma mudança de temperatura, afirmou o pesquisador.

“Você imagina que conta com um parque nacional perfeitamente estável”, disse, “mas de repente não é tão estável quanto você imagina”.

Fonte: Terra

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Viver sem carne – uma escolha saudável para as crianças

O vegetarianismo não é um fenômeno novo. O antigo filósofo e matemático grego Pitágoras e muitos dos seus seguidores abstiveram-se de comer carne e viveram de forma saudável e produtiva. Centenas de anos mais tarde, o movimento vegetariano Norte-Americano iniciou-se como reação a uma crescente industrialização e as mudanças sociais. Foi sobretudo apoiado pela doutrina religiosa da Igreja Cristã Bíblica (Bible Christian Church), que culpava a carne de ter um efeito devastador sobre o desenvolvimento e equilíbrio moral das pessoas. A carne era, ainda, considerada como comida desviante, com efeitos perigosos para a saúde dos seres humanos. Ao longo do tempo, muitos adultos foram escolhendo viver sem carne na sua dieta. No entanto, enquanto uma dieta vegetariana em adultos é largamente aceita como benéfica, uma mesma dieta em crianças causa um certo sentido de privação, não só aos olhos do público em geral, como também por alguns profissionais de medicina.

Assim sendo, se uma dieta vegetariana traz benefícios a um adulto, poderá uma dieta sem carne fornecer todos os nutrientes necessários a uma criança e, mais tarde, a um jovem adolescente, cujo corpo e cérebro se encontra em rápido crescimento? Investigações científicas convencionais confirmam que as crianças podem gozar de uma vida equilibrada em termos nutritivos sem comer carne, uma vez que uma dieta baseada em plantas pode preencher os requisitos de nutrientes considerados necessários a uma boa saúde e desenvolvimento adequado. Organizações de saúde de renome aprovam uma dieta vegetariana equilibrada, tão saudável em termos médicos como uma convencional dieta carnívora para crianças.

Em qualquer fase da sua vida, as crianças têm necessidade de uma dieta bem equilibrada e são especialmente vulneráveis a carências nutricionais. De forma a assegurar um desenvolvimento saudável durante a fase pré-natal, a infância e a adolescência, há determinados nutrientes que devem ser obtidos através da comida. Estes nutrientes, entre outros, proteínas, cálcio, vitaminas e ferro, são necessários ao desenvolvimento do sistema nervoso, cuja falta pode levar a graves falhas das capacidades motoras e cognitivas. O rápido crescimento infantil requer quantidades adicionais de calorias e nutrientes.

Em “Nutritional risks of vegan diets”, Dwyer e Loew sublinham que, para evitar uma má nutrição, as crianças em fase pré-natal, na infância e na adolescência, precisam de “mais nutrientes por quilocaloria de comida ingerida” ou, por outras palavras, de comida altamente nutritiva.

Depois de longos anos de constantes discussões acerca da inferioridade das proteínas vegetais, o “Dietary guidelines” de 2005 da USDA, confirma, explicitamente, a suficiência de uma ingestão adequada de proteínas vegetais.. Se as crianças não receberem proteínas animais através do consumo de ovos e lacticínios, deverão comer uma ampla variedade de legumes, frutos secos, sementes e cereais integrais. Deste modo, os seus corpos receberão proteínas suficientes para produzir, restaurar e sustentar as células.

Em “Vegan children”, C. Coughlin acrescenta que as sementes e os frutos secos não só fornecem as proteínas e minerais necessários às crianças, mas também fornecem a grande quantidade calórica necessária ao seu desenvolvimento.

Embora as plantas disponibilizem as proteínas, elas não podem fornecer a vitamina B12. Sendo um nutriente importantíssimo na constituição do corpo humano, uma deficiência desta vitamina pode causar danos muito graves no sistema nervoso. Uma vez que é somente produzida no sistema digestivo dos animais, as crianças vegetarianas podem obtê-la através do consumo de  suplementos vitamínicos ou comida com adição de vitamina B12, tal como bebidas multi-vitaminadas, que costumam ser do agrado das crianças.

O ferro é outro nutriente indispensável e responsável pelo transporte de oxigênio. Apesar da biodisponibilidade do ferro ser mais alta na carne – o que significa que é mais facilmente absorvido – muitos vegetais são abundantemente ricos em ferro.

N. Barnard e K. Kieswer advertem, no seu trabalho “Vegetarianism, the healthy alternative”, que o consumo de carne vermelha causa, muito facilmente, um excesso de ferro, o que catalisa a configuração de radicais livres. Estes compostos altamente instáveis e reativos podem causar danos celulares, vulgarmente conhecidos como cancro.

Consequentemente, se as crianças vegetarianas retiram a sua quantidade necessária de ferro das plantas de folha verde, frutas, legumes e leguminosas (grão, feijão, etc), os seus corpos demoram mais tempo a absorver o ferro das plantas mas, ao mesmo tempo, reduz a sobrecarga de ferro e o risco de cancro. Contudo, como a anemia por falta de ferro é o problema de saúde mais comum em bebês e crianças nos E.U.A., vegetarianos ou carnívoros, Dwyer e Loew propõem que se tenha um cuidado especial com a ingestão de ferro por parte de bebês e crianças pequenas e, se necessário, fornecer-lhes suplementos de ferro ou comida fortificada com adição de ferro.

Em alternativa, as crianças podem aumentar a sua absorção de ferro com bebidas ricas em vitamina C, ou alimentos como suco de laranja, melancia ou pimentão-doce (paprika).
Em contraste com as deficiências de ferro, as deficiências em cálcio são muito pouco prováveis em crianças vegetarianas. Uma grande variedade de alimentos como brócolis, sementes de girassol, vegetais de folha verde, frutas e feijões, fornecem perfeitamente este mineral, de acordo com M. Wisely em “Raising a vegan child”. Isto significa que as crianças com uma dieta à base de plantas recebem cálcio suficiente para o desenvolvimento de ossos e dentes fortes. Maurer acrescenta que os vegetarianos têm reservas de cálcio superiores às dos carnívoros, devido à falta ou diminuição das quantidades de proteínas animais .

Uma vez que o cálcio é responsável pelo regulamento da tensão arterial e pelos movimentos musculares, uma disponibilidade aumentada de cálcio parece melhorar a saúde de uma criança tanto num futuro próximo como distante.

Já que é evidente que uma dieta vegetariana equilibrada fornece todos os nutrientes necessários a uma criança, põe-se uma outra questão: Poderá uma dieta sem carne funcionar como fator preventivo e/ou paliativo em doenças? Poderá a exclusão de carne levar à diminuição de doenças graves?

Um número substancial de investigações científicas demonstra, sem sombras de dúvida, a ação preventiva de uma dieta baseada em alimentos vegetais. Por outro lado, é um fato bastante conhecido de que as grandes quantidades de gordura, gordura saturada e colesterol da carne e produtos lácteos estão associadas ao aumento de doenças coronárias, cancro, obesidade, acidentes cardio-vasculares, e diabetes tipo 2. A sobrecarga de proteína animal pode, também, levar à osteoporose e à insuficiência renal (falha dos rins), em contraste com as proteínas vegetais, que diminuem o risco de perda de densidade óssea, conservando melhor o cálcio nos ossos. Dwyer e Loew chamam a atenção para a correlação existente entre a quantidade de proteína animal ingerida na infância e a densidade óssea que se tem décadas depois.

Tendo 65% da população norte-americana problemas de excesso de peso ou obesidade, as crianças sofrem com a gordura, o que leva à obesidade, diabetes, ataques cardíacos e insuficiência renal. Dietas vegetarianas com grandes quantidades de fibra e hidratos de carbono parecem contribuir para uma diminuição de peso, por conservarem menos de 50% das chamadas calorias gordas, não tendo as crianças que passar por curas de fome intermináveis e diminuindo o risco de diabetes tipo 2 e hipertensão . As dietas à base de plantas também impedem que as crianças apanhem infecções por carne contaminada como a BSE/Doença de Creutzfeldt-Jacob, salmonela, ou infecções do cólon pela bactéria escherichia coli, (e. coli – responsável por algumas formas de gastroenterite), que podem provocar infecções muito graves ou mesmo fatais. Além disso, as crianças que comem carne adquirem resistência aos fármacos devido ao excesso de antibióticos aplicados aos animais criados para abate. Acrescenta-se o fato de haver cada vez mais estudos que demonstram a contribuição de uma dieta vegetariana na prevenção de alguns tipos de cancro, revelando números de taxas de mortalidade até 76% mais baixos do que a restante população. Estas estatísticas impressionantes estão associadas a uma dieta sem carne, mas também à ingestão de antioxidantes obtidos através dos alimentos vegetais, que previnem ou reduzem a formação de radicais livres. Isto significa que as crianças que tenham uma dieta à base de plantas reduzem enormemente o risco de virem a sofrer de cancro.

No seu livro “Vegetarians and Vegans in America today”, K. e M. Iacobbo documentam, ainda, efeitos paliativos ou a reversão de efeitos em certas doenças crônicas, após iniciarem dietas vegetarianas . Crianças com esclerose múltipla e diabetes tipo 2 podem abrandar a progressão da doença ou mesmo melhorar a sua condição médica com uma dieta pobre em gorduras baseada em produtos de plantas.

Uma dieta sem carne não só produz efeitos na condição física e no bem-estar da criança, mas também tem impacto no desenvolvimento psicológico, social, intelectual e espiritual da pessoa.

Enquanto que os adultos se tornam vegetarianos por razões de saúde, as crianças e adolescentes parecem preocupar-se mais com os direitos dos animais e com o bem estar deles. Preocupam-se também com os efeitos sobre o ambiente e com a fome a nível mundial. Tudo isto se junta ao pensamento de viver em uníssono com a natureza, o que, por sua vez, gera crianças mais graciosas e menos agressivas . Esta paz e harmonia com o mundo dá à criança vegetariana um sentimento positivo acerca de si mesma e contribui para uma abordagem holística. Os Iacobbos chamam a isto o “poder positivo transformador” da dieta vegetariana no corpo e na alma, não só tornando possível que os seres humanos vivam uma vida compassiva, mas também permitindo-lhes grandes feitos em termos de performance e endurance em atletismo . Crianças ou adolescentes que pretendam seguir uma carreira em atletismo só tem a beneficiar-se com uma dieta vegetariana seguida desde a primeira infância.

Provas científicas têm demonstrado que uma dieta vegetariana baseada em frutas frescas, vegetais e cereais integrais, cobre perfeitamente todas as necessidades nutricionais das crianças. As crianças vegetarianas podem obter as quantidades adequadas de proteínas essenciais, vitaminas e minerais através do consumo de produtos de plantas . Se os pais tiverem o cuidado de lhes oferecer uma dieta vegetariana bem planeada, com as quantidades adequadas de nutrientes, as crianças podem gozar de uma vida equilibrada e saudável. As dietas à base de plantas também dão boa saúde por conterem menos gordura saturada e colesterol e mais fibra e antioxidantes do que as dietas à base de carne. Ao ingerirem fibra e antioxidantes quando comem frutos, vegetais, cereais integrais e grãos, as crianças reduzem os riscos de certas doenças e condições degenerativas e, ainda mais, as crianças vegetarianas têm a oportunidade de atingir níveis superiores desportivos.
O seu compromisso ético para com os animais e o ambiente não só beneficia toda a humanidade como a eles mesmos.

Fontes:
– Barnard, Neal and Kristine Kieswer, “Vegetarianism: The Healthy Alternative.” Food For Thought. Ed. Steve F. Sapontzis. Amherst, New York: Prometheus Books, 2004. 46-56.
– Coughlin, Carol M., “Vegan Children.” Vegetarian Nutrition. Gale Group. 30 Mar. 2007.
-Dwyer, Johanna T. and Franklin M. Loew. “Nutritional Risks of Vegan Diets.” Food For Thought.Ed. Steve F. Sapontzis. Amherst, New York: Prometheus Books, 2004. 57-67.
– Iacobbo, Karen and Michael. Vegetarians and Vegans in America Today. Westport: Praeger Publishers, 2006.
– Maurer, Donna. Vegetarianism: Movement or Moment. Philadelphia: Temple Univ. Press, 2002.
– Sapontzis, Steve F., ed. Food for Thought. Amherst, New York: Prometheus Books, 2004.
– Wilson, Melanie. “Raising a Vegetarian Child.” La Leche League International July–August 2000. Gale Group. 30 Mar. 2007 .

Referências:
SCHALLER, Monica, Meatless, a healthy choice for children. (Tradução de Sónia Cruz)


Fonte
: Centro Vegetariano

Autor: Sonia Cruz

Artigo adaptado por: Simone Nardi

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