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Mais de cem animais são mortos pelo furacão Dorian em abrigo

O abrigo da Humane Society Bahamas, localizado em Freeport, na ilha de Grand Bahama foi completamente alagado e muitos animais morreram sem ter como se defender da força das águas que invadiram o local


 

Um voluntário resgata cachorro das águas do furacão Dorian | Foto: Ramon Espinosa/AP
Voluntário resgata cachorro das águas do furacão Dorian | Foto: Ramon Espinosa/AP

Construído em uma elevação de 10 pés (cerca de 3 metros) próximo ao Oceano Atlântico em Freeport, o abrigo da ONG Humane Society na ilha de Grand Bahama no arquipélago das Bahamas, parecia um lugar improvável para inundações, mesmo diante do furacão Dorian d categoria 5.

Mas então, de acordo com a diretora executiva do abrigo, Tip Burrows, “a água entrou de uma vez” – resultado de uma tempestade violenta – durante o auge da fúria do foracão na ilha de Grand Bahama.

O primeiro sinal de socorro veio pelo Facebook de um dos trabalhadores do abrigo: “Pedindo ajuda imediata aos socorristas. Por favor, espalhe a notícia. Há 6 pessoas no abrigo em Coral Road que precisam de ajuda imediata, pois estão com águas até o pescoço”

A água subiu tanto que seis funcionários e três cães subiram em um espaço vago no teto por cerca de duas horas antes de poder nadar em segurança enquanto as águas recuavam graças a um sistema de drenagem no abrigo. Mas 113 cães e gatos morreram, disse Burrows. Cerca de 156 cães e gatos, incluindo 26 animais transferidos para o abrigo antes da tempestade, sobreviveram.

A equipe, que ficou sem conseguir contato com Burrows por boa parte da noite, foi pega de surpresa: “Passamos por várias tempestades por lá sem problemas de inundação”, disse Burrows, que estava em casa durante o pior da tempestade. “Então, de repente, a água começou a entrar, eles a descreveram como um rio furioso.”

Alguns dos animais que sobreviveram foram reunidos com suas famílias nos dias seguintes à tempestade. Os demais, incluindo os residentes que vivem no abrigo há mais tempo, não tem mais um lar – e não encontrará um em Grand Bahama. Então, grupos de bem-estar animal começaram a trabalhar para ajuda-los.

“Nosso abrigo não é habitável para humanos ou animais no momento”, disse Burrows. “A necessidade imediata é tirar esses animais da ilha para obter atendimento médico adequado.”

Quando a ajuda vinda de fora começou a chegar nas Bahamas, organizações de bem-estar animal fizeram planos para transportar animais sem-lar para fora de Grand Bahama no início deste fim de semana. Abrigos ao longo da costa da Flórida concordaram em abrigar alguns dos animais.

Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows
Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows

Ric Browde, da ONG Wings of Rescue que usa aviões para realocar animais de abrigos pelos EUA, disse que seu grupo enviará uma equipe avançada às Bahamas nesta semana para analisar a destruição nas ilhas. Os aviões não serão enviados até o final de semana, no mínimo, ele disse.

“Tenho medo do que vamos encontrar por lá”, disse Browde, presidente e CEO da organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia. “Acho que ninguém sabe quantos humanos morreram, sem mencionar quantos cães e gatos morreram e em que situação estão os que sobreviveram”.

Quando Burrows tentou chegar ao abrigo depois que a tempestade passou, ela não conseguiu passar pelos destroços, lama e água com seu jipe. A diretora então, teve que pegar uma carona em um caminhão de lixo.

Quando chegou lá, ela disse, a parte de trás do abrigo parecia um lago, e os veículos que haviam sido deixados no estacionamento estava em estado de perda total. A água batia em sua cintura enquanto ela caminhava até a porta da frente.

Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows
Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows

Dentro do abrigo, a perda dos animais confirmou os temores mais terríveis de Burrows, embora muitos gatos tivessem conseguido escalar até esconderijos acima da linha da água.

“Eu me senti como se tivesse levado um soco no estômago”, disse ela.

Burrows disse que muitos dos cães que morreram eram residentes de longa data do abrigo. Outros foram confiados a eles por tutores de animais que tiveram que evacuar suas casas às pressas ou não puderam cuidar deles durante a tempestade.

“Perdemos alguns cães que vários funcionários, inclusive eu, éramos muitos apegados”, disse ela. “Isso é difícil. Isso é realmente difícil.”

Burrows disse que a Humane Society é o único abrigo de animais em Grand Bahama, que abriga uma população substancial de cães em situação de rua. O abrigo recebe cerca de 1.200 cães por ano.

Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows
Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows

“Eu estava lá quando construímos essa instalação”, disse ela. “Os prédios ainda estão de pé, mas todo o resto está absolutamente arruinado. Perdemos tudo”.

Há uma coisa boa, no entanto: “Ter tantos animais ainda vivos é um milagre”.

E pelo menos um dos tutores que deixou o cachorro aos cuidados do abrigo se reuniu com seu animal doméstico.

JoNique Sarah postou uma foto sua e de seu cachorro, Blaze, no Facebook. O cão da raça pit bull cinza, foi fotografado com a boca aberta como se estivesse sorrindo, e ele parece tão feliz quanto a tutora.

“Pessoas de todo o mundo rezaram para que encontrássemos Blaze e depois de caminhar por águas que batiam na altura da nossa cintura até a Humane Society e procurar em todos os cômodos, Lalique e Shaylah encontraram nosso bebê !!! A experiência foi tão dolorosa para o pessoal do abrigo, é uma benção que ele tenha sobrevivido”, escreveu ela no Facebook.

Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows
Abrigo Humane Society Bahamas | Foto: Tip Burrows

Uma arrecadação de fundos on-line para o abrigo conseguiu cerca de 62.700 dólares.

A Wings of Rescue usará Fort Lauderdale como base para seus voos e transportará ajuda humanitária para pessoas e animais domésticos enquanto estiver transportando animais para fora da ilha. Browde disse que sua organização provavelmente usaria a Flórida como uma parada de referência para os animais e os enviaria para seus novos abrigos a partir desse local.

Ele está profundamente preocupado com o fato de os animais terem sido expostos à leptospirose, uma doença bacteriana disseminada pelo contato com a água contaminada.

Os animais também podem precisar de vacinas.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) exige que os animais trazidos ao país para venda ou adoção estejam em boa saúde e sejam vacinados contra raiva, cinomose, hepatite, leptospirose, parvo vírus e vírus para influenza. Esses animais não podem vir para os EUA sem um certificado de saúde e um certificado de vacinação contra raiva emitidos por um veterinário do país de exportação ou uma licença de importação emitida pelo governo federal.

Satélite mostra o antes e o depois da passagem do furacão Dorian nas Bahamas | Foto: Divulgação
Satélite mostra o antes e o depois da passagem do furacão Dorian nas Bahamas | Foto: Divulgação

“Esperamos muito em breve anunciar como vamos trazer esses animais domésicos”, disse Browde. “Temos que vacinar todos eles antes que eles entrem no país.”

Mas o USDA está trabalhando em conjunto com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças e outras entidades para facilitar a realocação de animais das Bahamas para os EUA.

“Estamos trabalhando todos juntos para facilitar o movimento de animais para fora ilha”, disse o porta-voz do USDA, Andre Bell.

Se o governo das Bahamas solicitar assistência, o Serviço de Animais do Condado de Miami-Dade estarão prontos para ajudar também, disse um porta-voz. O condado pode realocar animais desabrigados com voluntários em lares temporários, colocá-los para adoção localmente ou ajudar a transportar os animais para outros abrigos e organizações de resgate na Flórida e em outros estados.

“Continuamos em contato próximo com o Centro de Operações de Emergência do Condado, que coordena o plano geral de apoio às Bahamas”, disse o porta-voz Erik Hofmeyer em comunicado. “O Condado de Miami-Dade forneceria serviços de emergência para animais se solicitado pelo governo das Bahamas.”

Uma porta-voz da Humane Society do Condado de Broward disse também que eles estão “definitivamente receptivos para ajudar da maneira que puderem”.

Foto: Ramon Espinosa/AP
Foto: Ramon Espinosa/AP

Jacquelyn Petrone, fundadora e diretora executiva da HALO Rescue, um abrigo com sede no Arizona, disse que seu grupo já garantiu aviões fretados que estão à disposição para ajudar a trazer os animais assim que receberem autorização das autoridades das Bahamas para desembarcar no aeroporto em Freeport.

“O aeroporto de Freeport ainda não está disponível, e é por lá que precisamos pousar os aviões”, disse Petrone. “Então, agora estamos tentando conseguir barcos.”

Embora grande parte do foco da ajuda esteja na Humane Society de Grand Bahama, Browde disse que a Wings of Rescue provavelmente também voará para Nassau (ilha das Bahamas) para avaliar as necessidades de lá, especialmente quando se trata de animais em situação de rua.

Uma mulher na capital das Bahamas virou notícia por ter abrigado 97 cães em situação de rua para sua casa na intenção de abrigá-los durante a tempestade, sendo que 79 deles em seu quarto principal.

Graciela “Chella” Phillips, que dirige o grupo de resgate de animais Voiceless Dogs de Nassau, Bahamas, está hospedando e alimentando cães abandonados em seu abrigo há cerca de quatro anos. Ela disse que sua organização está tentando aumentar a conscientização sobre a situação dos cães em situação de rua em Nassau desde que ela começou a alimentá-los nas ruas há 14 anos.

“Sou apenas uma amante dos animais”, disse ela.

Ela arrecada dinheiro online todos os meses para pagar as despesas do abrigo. Este mês, depois que seus esforços para salvar tantos cães foram publicados, ela superou em muito sua meta de 20 mil dólares. Até a quinta-feira, ela tinha arrecadado 248.618 dólares.

“Cães estão se afogando. As pessoas estão desaparecidas”, disse Phillips. “Temos que agradecer por estar vivos.”

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O campeão para geração de energia limpa ameaça a preservação do maior felino das américas

Foto: Divulgação

No interior da Bahia, próximo ao local onde o Rio São Francisco foi barrado para a construção da hidrelétrica de Sobradinho, existe um santuário de conservação da Caatinga. O Boqueirão da Onça é uma região de mais de um milhão de hectares de vegetação nativa bem conservada, com poucos povoados humanos e uma biodiversidade muito grande para os padrões do semi-árido brasileiro. Há registros da existência da arara-azul-de-lear, uma espécie classificada como Vulnerável e, em 2006, descobriu-se que a área possui uma das poucas populações de onça ainda existentes da Caatinga. A onça é classificada como Criticamente em Perigo no bioma. Além disso, o Boqueirão possui as duas maiores cavernas da América Latina. Todas essas características fizeram com que a região fosse considerada prioritária para a conservação no Brasil.

Ambientalistas reivindicam a criação de uma unidade de conservação no local, e um projeto para transformar o Boqueirão em Parque Nacional existe desde 2002. No entanto, enquanto o projeto não anda, pesquisadores temem que esse santuário de conservação possa estar ameaçado, ironicamente, por outro campeão ambiental: a energia dos ventos. As usinas eólicas não lançam gases poluentes que causam o aquecimento global. Mas a sua construção também causa impacto – usa-se concreto, ferro, e muitas vezes é preciso derrubar a mata nativa para erguer as torres. Acontece que ao mesmo tempo que o Boqueirão da Onça é uma área prioritária para a conservação, é também uma das regiões com maior potencial de geração de energia pelo vento do Brasil.

Segundo Angela Kuczach, pesquisadora da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem, a instalação desses projetos eólicos não está sendo feita da forma adequada na região, o que coloca em risco não só onças e araras, como também a população local. “Ninguém é contra energia eólica. É energia limpa, não gera gases de efeito estufa. O problema é a forma que está sendo feito”, diz.

A pesquisadora voltou recentemente de uma viagem no local e encontrou um cenário preocupante. Estradas enormes foram abertas para transportar as torres, derrubando a mata nativa. Ainda não se sabe se a região suporta a construção dessas torres – a Caatinga é um bioma muito frágil, e qualquer mudança pode comprometer não apenas a biodiversidade como também a agricultura de subsistência da população. Mais preocupante ainda é a questão da água. Em uma região de pouca incidência de chuvas, a população local, que já conta com poucos recursos, vive com menos de 450 litros de água por família por semana. A construção das torres eólicas, no entanto, consome cerca de 150 mil litros de água. “Não existe uma avaliação sobre o quanto está sendo retirado de água da região. Não se sabe se essa água vai afetar as nascentes do Boqueirão da Onça, que abastecem toda a população do entorno, além da fauna e flora”, diz Angela.

A tese de que os parques eólicos estão sendo construídos sem o devido estudo de impacto ambiental é refutada pela Abeeólica, a associação das empresas do setor. Segundo Elbia Melo, presidente da associação, todos os empreendimentos passam por estudos ambientais antes mesmo de participar dos leilões do Ministério de Minas e Energia. “A empresa só consegue a licença depois de fazer um estudo muito apurado. O órgão licenciador não permite que parques eólicos sejam licenciados sem esse estudo”, diz.

A desconfiança de ambientalistas é de que esses estudos foram feitos às pressas, já que a expansão das eólicas acontece com muita rapidez. O primeiro leilão de energia eólica do governo federal foi feito em 2009. Em menos de dois anos, mais de 50 torres foram erguidas em toda a Bahia. O Plano Decenal de Expansão de Energia, da EPE, mostra que a região de Boqueirão da Onça é um dos principais focos de eólicas no Estado. Já foram instalados 48 MW em Sobradinho, 86 MW em Sento Sé e 180 MW em Casa Nova. A expecativa é que, em 2016, o Nordeste tenha mais de 450 projetos em funcionamento, com 12 mil MW de potência instalada.

“Essas empresas de energia eólica são importantes, geram energia limpa, trazem recursos para uma das regiões mais pobres do país. Nós só queremos que esses projetos sejam feitos do jeito certo”, diz Angela. Para ela, a única forma de conciliar esse rápido crescimento das eólicas na região é transformar o Boqueirão da Onça em uma unidade de conservação o mais rápido possível. “O parque tem que ser decretado rápido, com 600 mil hectares no mínimo, para suportar a população das onças. Isso garantiria a conservação do local”, diz Angela. Segundo ela, se a área da unidade de conservação for muito pequena, a fauna teria dificuldades para encontrar água e comida, e a região poderia se transformar em uma floresta vazia.

A proposta de criação do Parque Nacional do Boqueirão da Onça existe desde 2002. O projeto inicial previa a criação de uma unidade de conservação com mais de um milhão de hectares. A proposta não andou, e só foi retomada em 2008, quando foram feitas consultas públicas com a população local.

No projeto atual, o parque nacional foi substituído por um mosaico com três unidades de conservação que somam cerca de 850 mil hectares. Desses, apenas 320 mil hectares continuam com a proteção integral. 106 mil hectares foram definidos como monumento natural, onde estão as cavernas, e 423 mil foram definidos como Área de Proteção Ambiental (APA). Essa classificação permite a manutenção de atividades produtivas. Segundo o ICMBio, a mudança foi feita para evitar conflitos com a população e permitir a existência de atividade econômica – incluindo as usinas eólicas – na região. O instituto promete encaminhar o projeto ao Ministério do Meio Ambiente no final de março. A partir de então, caberá ao ministério decidir enviar o parque ao gabinete da presidente Dilma Rousseff. É importante que o parque saia do papel, porque o Brasil precisa da energia dos ventos, mas não pode deixar de conservar suas cavernas, onças e araras.

Fonte: Época

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Milhares de aves confinadas em granja morrem após tempestade

(da Redação)

Ventos de mais de 70 quilômetros por hora derrubaram, na tarde de segunda-feira (31), um galpão de 1,2 mil metros onde eram mantidas confinadas cerca de 15 mil aves, em Descalvado, região central do estado de São Paulo.

Segundo informações do jornal EPTV, o bairro Santa Cruz foi o mais atingido pela tempestade. Algumas das aves do galpão estão vivas no meio dos escombros, mas a maioria morreu.

Os ventos também derrubaram um depósito e abriram uma clareira no meio da mata nativa, onde também tinha eucaliptos centenários.

Nota da Redação: Sob a óptica da exploração a que eram submetidos, esses pobres animais condenados a passar as suas vidas confinados para o consumo humano tiveram seu sofrimento abreviado por uma inesperada tempestade. Não que desejassem a morte, mas suas vidas já lhe haviam sido cruelmente tomadas pela ganância e crueldade humanas. Nosso luto é por cada vida reduzida ao sofrimento, por cada chance de liberdade violentamente arrancada. O mais triste é também constatar que os mesmos humanos responsáveis pelo trágico destino dado a esses animais não lamentam a morte desses seres, mas sim o lucro que deixaram de ter por conta deste incidente.

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Alguns insetos escolhem o vento ideal para voar, diz estudo

Para um inseto que voa alto, a migração por longas distâncias aparentemente deveria ser fácil. O animal simplesmente sobe até a altitude em que encontra ventos – de 150 a 750 metros – e se deixa carregar na direção em que eles  estejam soprando.

Pelo menos era isso que muitos cientistas presumiam. Mas um estudo conduzido no Reino Unido mostra que algumas mariposas e outros insetos de voo alto são ativos, e não passivos, em seu percurso de migração. Não voam em qualquer vento, e optam por ventos de cauda e alta velocidade, que em geral tomam a direção norte ou sul, a depender da época do ano, e ajustam sua trajetória, quando necessário, para compensar os desvios.

Jason Chapman, da Rothamsted Research, de Harpenden, Inglaterra, e seus colegas usaram um radar vertical de feixe estreito para determinar a direção de insetos individuais em voo de migração de e para o sul da Europa. Obtiveram dados sobre mais de 100 mil insetos, ao longo de oito anos.

“O que o nosso radar nos revela é que, quando os ventos sopram em direção sazonalmente favorável, as mariposas os aproveitam em grandes números”, disse Chapman, diretor científico de um estudo cujos resultados foram descritos em artigo publicado na revista Science. “Mas na noite seguinte, se o vento não for o certo, não vemos quaisquer insetos de partida”.

Como as mariposas detectam o vento é um mistério, disse Chapman, mas provavelmente empregam um mecanismo visual para determinar a direção. E devem dispor de uma espécie de bússola interna, bem como de um senso hereditário de direção.

Chapman disse que os dados demonstravam que, quando a direção do vento estava bem perto do norte ou sul, os insetos o acompanhavam, atingindo velocidades de até 90 km/h. Mas se o vento se desviasse desses eixos por mais de 20 graus, os insetos alteravam a direção de seu deslocamento. “Eles chegam a um meio-termo”, disse. “Não podem perder velocidade demais, mas tentam se manter o mais próximos possível do sul ou norte puro”.

Fonte: Terra

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