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Vitória histórica para os elefantes em conferência internacional de proteção à vida selvagem

Ramadiba no zoológico de Johannesburg | Foto: Sarah Koning
Ramadiba no zoológico de Johannesburg | Foto: Sarah Koning

Uma votação na 18ª reunião da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas em favor da limitação do comércio internacional de animais vai mudar a regulamentação atual que permite que quatro países da África Austral – Zimbábue, Namíbia, Botswana e África do Sul – vendam seus elefantes a zoológicos e parques de vida selvagem em outros continentes.

Estes locais são finalmente considerados inadequados e inaceitáveis, graças aos quarenta e seis países que votaram a favor da decisão.

Juntos, os quatro abrigam quase metade dos elefantes africanos do mundo e têm menos restrições comerciais do que as nações onde os paquidermes estão sob grave ameaça. O Zimbábue enviou dúzias de elefantes pequenos para a China nos últimos anos e disse em junho que está aberto para vender sua vida selvagem a quem quiser.

A diretora e bióloga de elefantes da Humane Society International (HSI) África, Audrey Delsink, estive presente na conferência e reiterou que a exportação de elefantes selvagens vivos, animais que já não prosperam em cativeiro, “não serve para fins de conservação e é combatida por numerosos biólogos especialistas em elefantes”.

“A captura de filhotes de elefantes é horrivelmente cruel e traumática para as mães, seus filhos e seus rebanhos que são deixados para trás. Os bebês sofrem danos físicos e psicológicos quando tomados de suas mães. Os zoológicos e outras instalações em cativeiro forçam esses filhotes a viver em um ambiente não natural e insalubre que não atende às suas complexas necessidades”, explicou Delsink.

Os elefantes em Botswana e no Zimbábue, no entanto, tinham uma anotação específica que permitia ao comércio “destinos apropriados e aceitáveis”, explicou a HSI.

Botsuana e Zimbábue dizem ter elefantes demais e querem que Cites relaxe algumas de suas regras, incluindo uma moratória sobre as vendas de marfim, que será discutida na convenção ainda esta semana. Os países abrigam as duas maiores populações de elefantes do mundo, com mais de 200 mil vivendo nas duas nações no total.

Somente nos últimos sete anos, o Zimbábue capturou e exportou mais de 100 filhotes de elefantes, muitos dos quais morreram posteriormente devido a traumas e abusos.

A HSI, juntamente com a African Elephant Coalition, formada por 32 países membros que garantem o bem-estar dos elefantes e a proteção do comércio de marfim, saudaram a decisão da CITES.

A 18ª Conferência da CITES está sendo realizada em Genebra, na Suíça, de 17 a 28 de agosto.

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Cachorrinha é abandonada após quebrar a perna

Foto: MSPCA
Foto: MSPCA

Criadores de animais nada mais são que exploradores de animais que os comercializam como se fossem produtos e tiram vantagem de seus atributos naturais, precificando-os e reproduzindo-os como mercadorias.

Tahani, uma cachorrinha sem raça definida mistura de lulu da pomerânia com husky siberiano de apenas 3 meses, nasceu de um desses criadores ambiciosos e estava prestes a ser vendida quando de alguma forma ela quebrou a perna. A lesão foi bastante severa e, quando o criador percebeu que não seria mais capaz de vender o filhote, Tahani foi entregue ao centro de adoção da MSPCA em Boston.

A partir do momento em que chegou ao abrigo, todos ficaram impressionados com a beleza do filhote. Um cão nascido dessas duas raças é uma mistura bastante rara de se encontrar, e apesar de Tahani estar com muita dor, ela ficou olhando para todos os seus novos amigos com seus grandes olhos azuis, tão grata a todos por ajudá-la.

Foto: MSPCA
Foto: MSPCA

“Ela estava em excelente estado, exceto pela fratura na perna, que era uma fratura séria e provavelmente causou muita dor ao animal no momento em que ocorreu, então a equipe veterinária do abrigo a colocou imediatamente em analgésicos intravenosos antes de avaliar se ela precisava de cirurgia para ajudar na recuperação da fratura, ou se ela se curaria por conta própria, a cachorrinha precisaria usar uma tala por várias semanas”, disse Rob Halpin, diretor de relações públicas da MSPCA, ao The Dodo.

Depois de fazer alguns raios-x, foi determinado que a pequena Tahani não precisava de cirurgia, desde que os veterinários pudessem colocar uma tala em sua perna, monitorá-la de perto e controlar sua dor. Ela passa por troca de curativos, bandagens e avaliações toda semana, e está se curando muito bem até agora, para a alegria de todos que a conhecem.

Apesar de tudo o que ela está passando, Tahani permaneceu doce e brincalhona, e a agitada cadelinha mal parece notar que está usando uma tala.

Foto: MSPCA
Foto: MSPCA

“Para ela, a vida é uma aventura e Tahani não permite que a natureza lenta e desajeitada de seu andar (temporário) a incomode”, disse Halpin. “Ela é uma cachorrinha muito feliz.”

Atualmente, Tahani está em um lar temporário concedido por um dos funcionários do centro de adoção, mas ela ainda visita todos os seus novos amigos do abrigo com frequência por causa de seus exames médicos, e conquista seus corações um pouco mais mais a cada visita. Ela é tão corajosa e cheia de vida, e não é difícil ver que cachorra maravilhosa ela será para a família de muita sorte que a adotá-la.

Foto: MSPCA
Foto: MSPCA

“Ela é um filhote apenas, então ela adora brincar e explorar tudo e ela absolutamente ama ganhar atenção”, disse Halpin. “Ela vai buscar amor e carinho de todos que ela conhece e é provável que seja encontrada aninhada no ombro de alguém que a pegou no colo e decidiu nunca colocá-la no chão porque ela é uma campeã mundial em amar carinhos”.

Foto: MSPCA
Foto: MSPCA

Como Tahani está indo muito bem em seu caminho para a recuperação, o abrigo já publicou um post sobre ela, incentivando as pessoas a se candidatarem a adotá-la – e a adorável cachorrinha já recebeu mais de 100 pedidos.

Todos estão tão felizes que ela terá um lar e uma família especial em breve, porque depois de tudo o que ela passou, ela mais do que merece.

Foto: MSPCA
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Zimbábue anuncia que venderá elefantes

Foto: Ray in Manila/Flickr
Foto: Ray in Manila/Flickr

O Zimbábue (África) planeja vender elefantes para Angola e está se preparado para transportar animais selvagens para qualquer outro país interessado nos animais, já que a nação do sul da África esta determinada a reduzir sua população de elefantes justificando a ação covarde pelo crescente conflito entre pessoas e animais selvagens.

Conflito esse gerado pela ocupação humana em habitats naturalmente ocupados pelos paquidermes há anos.

“Não temos um mercado predeterminado para as vendas de elefantes, estamos abertos a todos que querem nossa vida selvagem”, disse a ministra do Turismo, Prisca Mupfumira, em uma entrevista durante uma cúpula da vida selvagem em Victoria Falls.

“O principal problema são as minas terrestres em Angola, por isso estamos a tentar ajudá-las com um fundo para lidar com elas antes de enviarmos os animais.” Milhões de minas terrestres foram usadas na guerra civil de 27 anos que terminou em 2002 e muitas ainda a ser limpos.

Líderes dos quatro países da África Austral que abrigam mais da metade dos elefantes africanos do mundo se reuniram no Zimbábue na terça-feira última para discutir uma política de gestão comum e reiterar pedidos à Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) para relaxar algumas de suas regras, incluindo uma moratória sobre as vendas de marfim, segundo informações da Bloomberg.

Os quatro países – Zimbábue, Zâmbia, Namíbia e Botsuana – uniram forças no começo deste ano para pressionar a CITES antes de uma conferência global marcada para agosto. Eles afirmam que devem ser livres para decidir como lidar com sua vida selvagem, e a renda das vendas de estoques de marfim pode ser usada para conservação.

Botsuana diz que tem muitos elefantes, enquanto Mupfumira disse que o Zimbábue tem um “excesso” de 30 mil dos animais.

O presidente da Namíbia, Hage Geingob, e Edgar Lungu, da Zâmbia, disseram aos delegados na cúpula que os direitos das comunidades que vivem entre elefantes estão sendo negligenciados e que deve haver um “novo acordo” com a CITES que lhes permita se beneficiar da vida selvagem.

O presidente Mokgweetsi Masisi, de Botswana, que supervisionou o levantamento da proibição da caça em maio para permitir que os moradores atirassem em alguns elefantes caso destruíssem as plantações, fez comentários semelhantes.

O Zimbábue já vendeu vários elefantes africanos para a China nos últimos anos. A nação da África Ocidental da Gâmbia, que não tem paquidermes, também manifestou interesse, disse Mupfumira.

“Eles disseram vir e nos ensinar e nos enviar know-how técnico”, disse ela. “Devemos permitir a livre circulação e também devemos decidir – é nosso próprio recurso”.

Com afirmações que reduzem os animais a produtos para serem comercializados conforme a vontade humana, líderes das nações preseteadas com esses belos animais, posicionam-se no sentido de precificá-los e decidir sobre seus destino e bem-estar.

Ocupando seus habitats e pressionando-os a viver em espaços cada vez menores, esses animais seguem relega à vontade humana que na maioria das vezes visa apenas o lucro ao decidir sobre seus destinos.

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Homem é preso ao tentar vender cão sequestrado, em Criciúma (SC)

Divulgação
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Um homem de 35 anos foi preso pela Polícia Militar, por volta das 19 horas dessa quinta-feira (3), por receptação de um cão.
Conforme as informações da Central Regional de Emergências, as guarnições foram acionadas por uma mulher que teve seu cão doméstico sequestrado, no dia 31 de outubro.

Ela soube que o animal estava à venda num grupo do Whatsapp por R$500. Então, pediu que um amigo iniciasse uma negociação e combinou de encontrar o vendedor no estacionamento de um supermercado, no bairro Pinheirinho.

Os militares estavam de prontidão e abordaram o acusado, que estava com o cão da raça Pug, que foi reconhecido pela vítima. Com isso, o criminoso recebeu voz de prisão e foi conduzido à Central de Plantão Policial para a lavratura do flagrante.

Fonte: Difusora

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Mulher tenta vender sagui em feira livre em São Vicente (SP)

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Um sagui de dois meses, da espécie tufo-branco, foi encontrando dentro de uma caixa de leite em uma feira livre em São Vicente. O fato ocorreu há quase um mês e, desde então, o animal segue em tratamento.

Segundo informações de testemunhas, o sagui seria vendido no local, mas foi abandonado porque a pessoa que estava com ele se assustou ao ver uma viatura da Polícia Militar.

Uma mulher que passava pelo local achou a atitude suspeita e decidiu verificar o que tinha na caixa. A Polícia Ambiental foi avisada e encaminhou o animal para o CEPTAS-Unimonte, em Cubatão.

Apelidado de Klebinho , o sagui está em tratamento e recuperação desde o dia 22 de junho. De acordo com o veterinário Nereston Camargo, por ser muito novinho, ele sentiu muito a falta da mãe.

“Temos um outro animal macho da mesma espécie que o acabou adotando. Esse contato fez com que o filhote se sentisse mais confortável.

Ainda segundo Camargo, essa espécie é muito encontrada na região da Bahia e, por isso, não é possível soltar esses animais aqui na região. “Vamos precisar encontrar algum cativeiro apropriado onde eles fiquem”.

Carmargo também alerta que quem costuma praticar este tipo tráfico acaba dopando o animal, o que dá a impressão de que ele é calmo e dócil. “Na verdade, o animal é calmo, mas, por ser tratado de uma forma equivocada, muitas vezes acaba ficando agressivo”.

Adoção
No Brasil, apenas duas espécies de pequenos primatas podem ser comercializadas com autorização do Ibama: o sagui e o macaco-prego. Ambas só podem ser vendidas por locais credenciados e compradas por pessoas que atendam às condições de moradia. Além disso, eles devem conter um microchip de identificação, nota fiscal e ficha de espécie.

Fonte: A Tribuna

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Casal é detido após tentar vender saguis pela internet em Itaquaquecetuba (SP)

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O Centro de Recuperação de Animais Silvestres do Parque Ecológico Tietê recebe nesta sexta-feira (6) dois saguis-de-tufo-branco resgatados em Itaquaquecetuba. Eles estavam sendo vendidos ilegalmente por meio de anúncios em um grupo no Facebook, segundo a polícia. Os animais foram resgatados em uma operação da Delegacia de Investigação de Infrações e Crimes contra o Meio Ambiente de Mogi das Cruzes na quinta-feira (5).

O presidente da ONG Projeto Adote Suzano (PAS), Lisandro Frederico, contou que uma voluntária da ONG fez o contato com o casal de Itaquaquecetuba que anunciava os animais na rede social. “Ela acertou a compra dos saguis por R$ 450, dando um nome fictício e usando um celular frio. Na hora de buscar os animais, acionamos os policiais da Delegacia de Crimes contra o Meio Ambiente. Eles encontraram com o casal, resgataram os animais e levaram os infratores para a delegacia em Mogi”, explicou Frederico.

De acordo com as informações da delegacia, o casal foi enquadrado no artigo 29 da Lei Ambiental 9605/98 por matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória sem a devida permissão. A pena para esse tipo de crime varia de seis meses a 1 ano e multa.

Na delegacia, o casal prestou depoimento, assinou um termo circunstanciado e aguardará o processo em liberdade.

Risco para fauna
O veterinário Jefferson Renan de Araújo Leite alerta que além do risco dos animais que são comercializados ilegalmente, muitas vezes em condições péssimas, a fauna local também sofre com esse tipo de ação.

O veterinário destacou que muita gente que compra animais silvestres acaba soltando-os em áreas de mata tempos depois. “Na Serra do Itapety, por exemplo, temos o sagui-da-serra-escuro que está em risco de extinção. E caminhando pela serra já observei outras espécies de sagui, como essa apreendida na quinta-feira. Esse sagui-de-tufo-branco é originário do Nordeste, o mais perto da gente é a Bahia.

E ao se misturaram na nossa fauna com os nossos saguis tiram deles o pouco território que resta. Outra consequência é que o cruzamento das duas espécies pode dar origem a uma espécie híbrida, acelerando assim a extinção do sagui-da-serra-escuro”, explicou o veterinário.

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Fonte: G1

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