Partes de animais como garras e uma cabeça de um tigre eram comercializadas pelo vendedor de 'antiguidades' (Foto: Divulgação/WAN)
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Vendedor de antiguidades é multado por vender partes de tigres e leopardos na Escócia

O vendedor de antiguidades e “consultor de conservação”, Richard Wales, foi multado na última quinta-feira na Escócia por colocar à venda pela internet partes de animais, como uma cabeça de um tigre e outras partes de espécies de animais ameaçados.

Richard Wales foi multado na Escócia por crime contra espécies ameaçadas (Foto: Divulgação/WAN)
Richard Wales foi multado na Escócia por crime contra espécies ameaçadas (Foto: Divulgação/WAN)

De acordo com a Polícia da Escócia, Wales gerenciava um negócio na internet, com o nome de The Explorers Study (Estudo dos Exploradores, em tradução literal), onde mantinha um comércio de venda e compra de antiguidades. Porém, entre as ‘antiguidades’, existiam vários produtos derivados de animais.

O caso é decorrente de uma denúncia de 2015, quando a polícia checou a residência de Wales com um inspetor da Wildlife Animal & Plant Health Agency. Foi constatada a tentativa de vender vários itens macabros e decorrentes de exploração animal, como uma cabeça de tigre que foi encontrada pendurada na parede de sua casa.

Garras de animais ameaçados de extinção, como tigres e leopardos, também foram encontradas e confiscadas pelas autoridades, que submeteram as garras para análise de evidências.

Partes de animais como garras e uma cabeça de um tigre eram comercializadas pelo vendedor de 'antiguidades' (Foto: Divulgação/WAN)
Partes de animais como garras e uma cabeça de um tigre eram comercializadas pelo vendedor de ‘antiguidades’ (Foto: Divulgação/WAN)

A mais alta categoria de proteção sob o Regulamento sobre o Controlo do Comércio de Espécies Ameaçadas de Extinção (1997) é dada a espécies que são consideradas ameaçadas de extinção devido ao comércio – e tanto o tigre quanto o leopardo se enquadram nessa categoria.

Conforme informações do World Animal News, o coordenador da polícia da Escócia para a vida selvagem, o sargento detetive Andy Mavin, reforçou o comprometimento de investigação em crimes contra espécies ameaçadas. “Estamos comprometidos [nesse caso] como parte da campanha mundial para combater o comércio ilegal de animais selvagens. No entanto, esses tipos de inquéritos podem ser complexos e demorados, por isso a assistência prestada pelos nossos parceiros é muito valorizada”, cita Mavin, reforçando auxílio dos órgãos de inspeção, proteção e análise que contribuíram para a punição contra o comerciante de ‘antiguidades’.

“Esta é a segunda condenação este ano na Escócia por delitos sob os Regulamentos do Controle do Comércio de Espécies Ameaçadas de Extinção (1997) e nós continuaremos a investigar os incidentes para reforçar esses regulamentos sempre que apropriado”, disse o sargento Mavin.

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Vendedor mata cadela a facadas em Córrego Danta (MG)

Um vendedor de abacaxis de 45 anos foi preso na tarde de sexta-feira (15) em Bambuí (MG) suspeito de matar uma cadela de cinco anos a facadas durante a manhã em Córrego Danta.

Segundo a Polícia Militar (PM), ele confessou o crime e alegou que praticou a agressão em legítima defesa. A proprietária, Irani Rocha, afirma que Teka, como a cadela era chamada, não atacou o desconhecido.

O animal vira-lata chegou a ser socorrido por um veterinário, mas não resistiu. O laudo emitido por um médico veterinário afirma que a morte de Teka foi causada por “perfuração por objeto cortante”.

A PM informou que o homem vendia frutas na Rua Martins Pereira, no Bairro Rosário, quando usou uma faca para agredir o animal. “Ele alega que cometeu a agressão para se defender, pois a cadela o tinha atacado”, disse Irani.

Quando a PM foi chamada para atender à ocorrência, o suspeito já não estava mais no local. Um sargento que estava à paisana chegou a Bambuí, a 33 quilômetros de Córrego Danta, onde viu, em um quiosque, um homem com as mesmas caracteristicas do suspeito. O policial abordou o homem, que confessou ter esfaqueado a cadela para se defender de um ataque.

Com ele foi apreendida a faca que teria sido usada para matar o animal. A PM acredita que seja o mesmo instrumento que o homem usava para cortar o abacaxi que vende.

Crime chocou família

A tutora da cadela disse à reportagem que foi surpreendida pelos latidos do animal. “Eu estava limpando o quintal da minha casa quando ouvi o latido dela, vindo da rua. Corri até o portão, onde a encontrei ferida”, relatou.

Segundo ela, a cadela não atacou o vendedor de abacaxis. “Ela estava deitada na calçada e deve ter se assustado quando ele se aproximou do portão gritando sobre o abacaxi. Pode ser que a cachorrinha tenha latido para ele, mas ela nunca atacava ninguém, pois era muito dócil, pequena e indefesa. Nada justifica o que ele fez”, afirmou.

Irani, que adotou oito cães, também afirma que, quando viu a cadela ferida, tentou conversar com o homem. “Ele me disse que a tinha machucado mesmo. Quando eu falei que iria chamar a polícia, disse que não tinha medo da polícia'”, contou.

Ainda segundo a PM, o suspeito já tinha antecedente por maus-tratos. Ele foi levado para a delegacia de Luz, onde foi ouvido e liberdo. De acordo com o delegado Jacob Pinheiro, foi aberto inquérito para apurar o ocorrido. Ele vai responder em liberdade.

Pelos maus-tratos, o homem pode cumprir detenção de três a um ano e pagar multa. A pena é aumentada de um sexto a um terço se ocorre morte do animal, conforme explicou o delegado.

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Fonte: G1

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