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Casal encontra no mar embalagem de salgadinho vencido há 18 anos

A embalagem, vencida em 2001, estava em uma área na qual o mar se encontra com o mangue, em Cananéia (SP)


Um casal encontrou no mar uma embalagem de salgadinho vencido há 18 anos durante uma viagem à cidade de Cananéia, no litoral de São Paulo.

Foto: Reprodução/Facebook

O professor Paulo Roberto Baldacim Junior, de 24 anos, contou ao G1 nesta terça-feira (19) que fazia uma trilha com a namorada quando encontrou a embalagem, que estava em uma região na qual o mar se encontra com o mangue.

“Estava há uns cinco metros do mar. De início, eu achei incrível, já que adorava esse salgadinho exatamente nessa época, quando eu era criança, mas então me lembrei que isso já faz quase duas décadas e, infelizmente, aquele objeto não tinha se decomposto”, contou.

Para conscientizar as pessoas sobre a destinação correta do lixo, o professor decidiu fazer uma publicação sobre o caso nas redes sociais. O alerta viralizou e foi compartilhado milhares de vezes por internautas.

“Atrás tinha a data de validade, que estava um pouco apagada. Só conseguia ver o dia, o mês, e um pouco da parte inferior da embalagem, o que me fez pensar se era de 2001 ou 2007, porém uma rápida busca na internet me mostrou que aquela embalagem era comum em 2000, e em 2007 já havia mudado o design”, disse.

Na publicação, Junior lembrou que a embalagem deveria estar há praticamente 20 anos no mar. “Por algum motivo – negligência ou esquecimento – a embalagem que fora usada em seu consumo final por menos de dez minutos foi deixada na praia, então engolida pela maré alta e esquecida como uma ruína da civilização ocidental, ruína essa que demorará décadas para degradar (sic)”, escreveu.

Ter encontrado a embalagem, segundo ele, reforça a importância da conscientização sobre preservação ambiental. “Minha namorada tem um projeto incrível sobre produção de bioplástico, o que nos fez ver mais ainda como precisamos de alternativas sustentáveis”, afirmou.

A professora de Química da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Cristiane Sampaio, lembrou que são necessários de 100 a 400 anos para que o plástico se decomponha na natureza.

“Poderíamos encontrar essa mesma embalagem lá daqui 100 anos. Temos também o problema do microplástico, já que esse material vai se ‘quebrando’ no mar, devido ao sal e ao sol, e é ingerido pelo animal”, explicou.

“O plástico é um grande inimigo, causa muito mal à vida. Tanto que há uma estimativa que, se permanecer do jeito que está, vai chegar um tempo em que terá mais lixo no mar do que animais marinhos”, completou.

Responsável por fabricar o salgadinho, a PepsiCo informou que reconhece seu papel na promoção da fabricação, uso e descarte do plástico e que trabalha para tornar esse material sustentável. O objetivo da empresa é tornar todas as suas embalagens recicláveis, compostáveis ou biodegradáveis até 2025. Atualmente, 89% das embalagens da PepsiCo são sustentáveis.


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Vale deu remédio vencido para animais em Brumadinho (MG), diz Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) denunciou que a Vale negligenciou o atendimento aos animais resgatados em Brumadinho (MG), oferecendo medicamentos vencidos a eles. A denúncia foi feita nesta quinta-feira (14) pela coordenadora de Emergências Ambientais do Ibama, Fernanda Pirillo, durante audiência na comissão externa da Câmara de Deputados para apurar as circunstâncias do rompimento da barragem do Córrego do Feijão.

(foto: Gladyston Rodrigues/Estado de Minas)

“Temos feito vistorias diversas nas áreas que a Vale está implementando para o recebimento de animais e temos verificado a validade de medicamentos. Por incrível que pareça, nos primeiros dias, a Vale tinha providenciado medicamentos vencidos”, afirmou. As informações são do portal Correio Braziliense.

De acordo com a coordenadora, vistorias diárias estão sendo feitas por uma equipe do Ibama. “Temos mais de 60 relatórios e estamos com uma média de 20 servidores por dia em campo”, explicou.

O órgão está redirecionando o resgate de animais e tem trabalhado de forma integrada com o Ministério Público e órgãos ambientais estaduais. “Não só dos animais que foram impactados pela lama, como também dos que ficaram presos nas casas e nas instalações que foram abandonadas. E também daqueles que não haviam sido impactados, mas passaram a ser porque costumam buscar água nessas áreas e ficaram atolados”, finalizou.

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