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Japão toma medidas para tornar os menus dos restaurantes mais amigáveis aos veganos

Foto: Divulgação
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Neste mês, os legisladores japoneses começarão a discutir propostas sobre diretrizes alimentares para os pratos vegetarianos e veganos servidos em restaurantes procurando suprir a crescente demanda por opções vegetais.

O crescimento do turismo no país trouxe um aumento de visitantes que não comem produtos de origem animal.

As propostas de novas diretrizes alimentares terão como objetivo ajudar os restaurantes a aumentar suas opções de menus sem carne e incluirão o estudo de marcas de certificação para identificar quais itens são vegetarianos e veganos, além de oferecer subsídios para restaurantes vegetarianos e aqueles que apresentam menus sem carne.

As diretrizes devem ser implementadas antes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio no próximo verão, em 2020, quando o Japão espera um fluxo enorme de visitantes para o país.

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Mais da metade das novas startups selecionadas para o programa de incentivo da Pepsi são veganas

Empresas veganas marcam presença entre as escolhidas para o programa | Foto: PepsiCo Ventures
Empresas veganas marcam presença entre as escolhidas para o programa | Foto: PepsiCo Ventures

As dez startups de alimentos e bebidas selecionadas pela PepsiCo para seu programa de aceleração do crescimento. Das dez empresas emergentes escolhidas, seis são veganas ou vegetarianas. As empresas receberão 20 mil dólares em financiamento e participarão de um programa de otimização de negócios com duração de seis meses.

O programa “Nutrition Greenhouse” foi criado para acelerar o crescimento dessas startups e fornecer orientação e mentoria a algumas de suas marcas já existentes, como a Quaker e a Naked. Após a conclusão do programa, uma das startups será premiada com outros 100 mil doláres e terá a oportunidade de uma parceria com a Pepsico.

“A Nutrition Greenhouse foi criada com a intenção de apoiar startups que representam mudanças no futuro”, disse o diretor do grupo PepsiCo Ventures, Daniel Grubbs.

“Estamos muito animados em colaborar, ajudar a crescer e aprender com essas empresas incríveis.”

A lista das dez participantes escolhidas inclui as seguintes empresas veganas e vegetarianas:

Remedy Organics – Produz bebidas veganas feitas com superalimentos, ervas ayurvédicas, plantas, proteínas e probióticos

Iq Bars – meticulosamente formuladas com seis nutrientes funcionais que agem estimulando a energia cognitiva, o desempenho e a saúde.

Rule Breaker Snacks – Oferece petiscos à base de feijão que são veganos, sem transgênicos e isentos de glúten.

Sophie’s Kitchen – Alternativas em frutos do mar veganos, sem glúten, sem soja, com projeto não transgênico e kosher.

Torii Labs – Cria bebidas veganas para equilibrar, construir e iluminar o corpo e a mente.

Yo Fiit – Uma empresa vegana focada em soluções de refeições limpas e inovadoras. A empresa tem uma alternativa de leite feito de grão-de-bico com alto teor de ômega-3 e sem goma, que possui 40 gramas de proteína por embalagem.

Eugene Wang, fundador e CEO da Sophie’s Kitchen, disse: “Acreditamos que há enormes oportunidades para alimentos veganos. Vindo de uma família onde o budismo e a fabricação de alimentos veganos estão profundamente enraizados em nosso DNA, eu sabia que essa era a hora certa para o mundo conhecer e ter acesso a alternativas mais saudáveis e sustentáveis em frutos do mar. Estamos ansiosos para colaborar com os mentores da PepsiCo e aprender estratégias de crescimento para nosso negócio e torná-lo mais bem sucedido não só na América do Norte, como globalmente.

Will Nitze, CEO do IQ Bar comentou: “Nós somos a única barra feita especialmente para o cérebro, a única barra que atinge a perfeita união do trio Keto + Paleo + Vegan, e a única barra que contém o extrato de juba de leão, que estimula o cérebro. Apesar de termos avançado bastante ano passado, podemos adquirir muito conhecimento com o nosso mentor da PepsiCo, especialmente nos campos que envolvem cadeia de suprimentos e operações. ”

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Escolas municipais de SP vão oferecer refeições vegetarianas

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) (Foto: SME/PMSP)

A partir deste ano, as escolas municipais de São Paulo, capital, que preparam mais de dois milhões de refeições diárias, vão contar com um cardápio sustentável e vegetariano que deve ser implementado progressivamente nas unidades de ensino.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). Também conta com a participação da chef de cozinha Bela Gil.

Entre as opções vegetarianas estão bolinhos de ervilha partida, feijão, grão-de-bico e proteína de soja, além do preparo tradicional de proteína de soja e de lentilha. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, essa política pública permite uma alimentação escolar de mais qualidade, variedade e sustentabilidade ambiental.

Fonte: Vegazeta 

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Grupo na internet ajuda a encontrar opções vegetarianas em João Pessoa (PB)

Hambúrguer vegano pode ser encontrado em João Pessoa (Foto: Pedro Guimarães / Arquivo Pessoal)
Hambúrguer vegano pode ser encontrado em João Pessoa (Foto: Pedro Guimarães / Arquivo Pessoal)

Onde tem comida vegana e vegetariana em João Pessoa? Começou como uma pergunta quase retórica e mais de um ano depois se tornou o maior grupo de vegetarianos e veganos da capital paraibana no Facebook. Talina Tavares, criadora do grupo, explica que a iniciativa foi tomada em janeiro de 2015 após uma inquietação pessoal ao se deparar com a dificuldade de encontrar estabelecimentos que atendessem a sua dieta na cidade. Até o início de setembro, o grupo “Onde tem comida vegetariana e vegana em JP?” contava com mais de 3.200 participantes.

“Na época que virei vegana, eu vivia à base de batata frita, por exemplo. Era só essa a minha opção fora de casa”, comenta. Quase dois anos depois, ela destaca que o espaço na internet ajudou a mostrar aos empresários e demais veganos e vegetarianos que existia uma demanda que não estava sendo atendida. Ajudou do ponto de vista comercial e fortaleceu a ideologia.

Talina Tavares relata que se sentia sozinha, que não tinha dimensão da quantidade de pessoas com a dieta livre de produtos de origem animal em João Pessoa. Para ela, o grupo serviu para dimensionar a comunidade vegana e vegetariana na capital paraibana. “Eu me sentia sozinha nesse sentido e perdida. Por isso resolvi criar o grupo, afim de resolver o meu problema pessoal, compartilhando minha problemática com um grupo de pessoas. Porém, jamais imaginei a proporção que o grupo iria tomar. E que inúmeras pessoas viriam a se tornar veganas, inclusive por causa do grupo”, explica.

Desde a criação do grupo, o cardápio oferecido aos veganos e vegetarianos fora de casa foi diversificado. Hambúrguer, pizza, kibe, coxinhas, pastéis, tortas e até cupcakes livres de qualquer traço de produtos de origem animal passaram a ser oferecidos aos moradores de João Pessoa.

Nicho de mercado

Aproveitando a oportunidade diante da escassez de restaurantes que não contemplassem o público vegano, Pedro Guimarães decidiu se reunir com a amiga de Brasília, Luara Enluara, e abrir o Dhyana Bistrô no Bairro dos Estados, na capital paraibana, um restaurante onde o cardápio é totalmente vegano.

Praticando há seis anos o estilo vegano de vida, ele conta que não ter opções veganas na cidade era um incômodo. “Acho que quando alguma coisa incomoda, o melhor jeito de resolver é ir lá você mesmo fazer, de alguma forma”, destaca. Aberto desde maio, o espaço oferece uma alimentação livre de restrições, como o próprio Pedro alerta.

“Ao contrário do que se pensa, essa alimentação [vegana] é mais includente do que excludente. Pouca gente vai ter qualquer restrição a comer uma batata ou uma alface orgânica. Crustáceo, glúten, lactose, sal em excesso, por outro lado, são coisas que muita gente realmente não pode comer e que você automaticamente elimina da sua preocupação ao se alimentar em lugares que já tem uma preocupação natural com isso. Então, cada vez mais notamos uma procura por uma comida mais saudável, mais natural. Ou mesmo apenas diferente”, avalia.

Acarajé vegano é ofertada via devilery em João Pessoa (Foto: Talina Tavares / Arquivo Pessoal)
Acarajé vegano é ofertada via devilery em João Pessoa (Foto: Talina Tavares / Arquivo Pessoal)

Opções para comer em casa

Além de restaurantes que oferecem um cardápio com opções vegetarianas e veganas, o grupo conta com uma vasta lista de pessoas e grupos que oferecem lanches e refeições de maneira itinerante ou delivery. Talina Tavares ressalta que a partir do grupo, muitas empresas passaram a se preocupar com as opções vegetarianas.

“Depois do grupo eu passei a saber onde comer acarajé vegano ou um hambúrguer de grão de bico. Consigo comer ‘sushi’ vegano. Posso encomendar tortas veganas, chocolates veganos. É só saber procurar e o grupo tem também essa função”, completa a criadora do grupo. Uma lista com as alternativas veganas pode ser conferida na página do grupo.

Mercado ainda pode crescer em João Pessoa

Para além da salada e da batata frita, a oferta de espaços veganos e vegetarianos aumentou em João Pessoa, mas ainda é menor que as vizinhas Recife e Natal, como destaca Talina Tavares. Para ela, Recife é pioneira, com a promoção de festivais veganos e com restaurantes vegetarianos e veganos consolidados. “Se você for em Pipa no Rio Grande do Norte, vai achar mais opções vegetarianas do que João Pessoa, inclusive com explicações no cardápio, fato que geralmente não ocorre aqui. As coisas estão em processo de evolução. Acredito que existam opções, mas podemos melhorar muito nesse sentido. E creio que vamos conseguir”, conclui.

Se ainda existe demanda, a oportunidade remanesce. Pedro Guimarães garante que há mercado para novas opções locais que atendam o público vegano e vegetariano. Ele acredita que o momento é de unir forças para ampliar ainda mais as opções. “Adoraria que tivéssemos 20 restaurantes exclusivamente veganos nessa cidade! Vemos iniciativas começando a embrionar, assim como nós, muita gente que também está indo pra rua vender alimentos alternativos, vegetarianos e veganos em praças, universidades e eventos. Isso é positivo, mas a cidade tem muito potencial pra crescer e a mentalidade precisa ser de colaboração e não de concorrência”, finaliza.

O que são veganos e vegetarianos

Enquanto os vegetarianos consomem eventualmente algum tipo de alimento de origem animal exceto carne, como laticínios e ovos, os veganos excluem da dieta qualquer tipo de comida que não seja vegetal.

Eliminar o hábito de consumo de alimentos provenientes de animais é uma barreira que pode ser considerada intransponível do ponto de vista cultural, como destaca Pedro Guimarães, um dos donos do Dhyana Bistrô. Mas ele garante que é possível “quebrar o gelo” e começar uma mudança, por mais tímida que seja.

“Uma maneira legal de atrair quem tem curiosidade ou não conhece a proposta é fazer versões veganas de pratos populares, bem conhecidos e aceitos pelo público em geral. Por isso, apostamos inicialmente em burgers artesanais com pão integral artesanal, crepes, pasteis, massas e outros pratos e sobremesas que normalmente não são veganos. Aí, as pessoas entram em contato com essa alimentação diferenciada, mas através de algo a que elas já estão acostumadas”, explica.

O contato direto com as receitas e com as pessoas que praticam o vegetarianismo são o primeiro passo para quebrar alguns mitos. Pedro relata que muita gente acaba revendo os conceitos quando conhece espaços que praticam a alimentação sem origem animal. Ideias de que a alimentação vegeratiana é mais cara ou de que as pessoas ficam com deficiência de vitaminas ou hormônios são alguns dos conceitos que são rebatidos com a vivência nesses espaços, conta Pedro.

Cultura nordestina e especismo

Vinícius Laurindo, mestrando em ética e filosofia pela UFPB e Uni-Vechta em Freiburg na Alemanha, explica que a falta de restaurantes e lanchonetes que ofereçam comidas sem origem animal na Paraíba é reflexo de uma cultura gastronômica brasileira sustentada no conceito do especismo. O termo, cunhado pelo psicólogo britânico Richard Ryder e difundido pelo filósofo australiano Peter Singer, explica que a exploração animal ocorre porque a espécie humana se considera superior às demais e usa o pensamento para dominá-las.

“A falta de estabelecimentos veganos ou vegetarianos em nossa região é, sobretudo, uma questão de adaptação do próprio mercado, já que a grande maioria da população come animais mortos. A cultura judaico-cristã está enraizada em praticamente todo ocidente. Somos educados desde criança a pensar que os animais existem para servir ao homem, e que precisamos comê-los para crescermos saudáveis. Um grande equívoco”, comenta.

Para o pesquisador do Especismo, é preciso que as pessoas busquem a mudança a alimentar por conta própria, uma vez que a indústria alimentícia se encontra em uma zona de conforto. Ele destaca que a mudança de cultura não deve partir das empresas. Para reverter a cultura que perpetua o especismo é preciso que a própria humanidade conheça o conceito.

“O especismo estaria no mesmo patamar do racismo e do sexismo. O especismo está enraizado em nossa cultura, até mesmo em diversos entretenimento, festas regionais, em rodeios, nas caças, nos circos. Um bom começo para que possamos reverter este quadro é através da aceitação de que, assim como nós, os animais também sentem dor e sofrem. Precisamos modificar nossos próprios costumes, e não apenas repensar a nossa relação de exploração que temos com eles. E é aí onde mora o nosso grande desafio, visto que mudar costumes é uma questão complexa e que envolve interesses culturais, políticos e, principalmente, econômicos”, analisou.

Fonte: G1

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Portugal: estamos preparados para cantinas mais vegetarianas?

Estima-se que pelo menos 30 mil portugueses sigam uma dieta vegetariana Nelson Garrido/Arquivo
Estima-se que pelo menos 30 mil portugueses sigam uma dieta vegetariana Nelson Garrido/Arquivo

O sueco David Frenkiel e a dinamarquesa Luise Vindahl tornaram-se famosos com o seu blogue de receitas vegetarianas Green Kitchen Stories e, depois disso, com os livros que incluem muitas dessas receitas. Recentemente estiveram em Portugal para lançar o livro Vegetariano Todos os Dias e uma das coisas que notaram ao passearem pelo país foi a dificuldade em ter uma alimentação vegetariana.

Nos restaurantes, dizem, as opções são escassas. “Não é impossível, mas, sobretudo fora de Lisboa, só encontramos sopa de legumes e salada”, diz David. “E, no entanto, vocês têm produtos extraordinários, de produção local e muito frescos, só que ocupam uma parte muito pequena do prato. A alimentação é muito feita em torno da carne.”

Tal como David e Luise, há um número crescente de portugueses ou estrangeiros que vivem em Portugal e que têm uma alimentação vegetariana. Foi a pensar neles, e na dificuldade de encontrar uma alternativa aos pratos de carne e peixe, que o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) apresentou um projeto de lei — que será debatido nesta quinta-feira na Assembleia da República, com votação prevista para amanhã — para a inclusão de uma opção vegetariana em todas as cantinas públicas, das escolas aos hospitais, passando pelos estabelecimentos prisionais, lares, autarquias e os vários serviços da administração pública.

A seguir ao PAN, também o Bloco de Esquerda avançou com uma proposta no mesmo sentido, assim como Os Verdes — ambas incluídas no debate de hoje. André Silva, o deputado do PAN, disse ao PÚBLICO estar convencido de que a lei reúne “uma quase unanimidade”, podendo apenas levantar-se questões formais como os períodos de transição previstos para as cantinas (60 dias para a entrada em vigor), que está aberto a analisar.

Os três partidos argumentam que há cada vez mais vegetarianos em Portugal — no entanto, o único estudo credível conhecido é de 2007, do Centro Vegetariano, que indica que na altura 30 mil portugueses seguiam esse tipo de dieta. A Associação Vegetariana Portuguesa considera que a tendência é para um aumento, mas não adianta números por ausência de um estudo atualizado.

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Que menus nas escolas?

Se a lei for aprovada, as escolas estarão entre os principais clientes dos novos menus vegetarianos. Como é que se adequa uma dieta vegetariana a crianças de diferentes idades e com diferentes necessidades? O Programa para a Promoção da Alimentação Saudável da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgou, em Abril, um documento intitulado Alimentação Vegetariana em Idade Escolar, que enumera aquelas que devem ser algumas das preocupações essenciais.

Não basta retirar a carne, o peixe e outros produtos de origem animal para se ter uma dieta vegetariana equilibrada. Um exemplo: “Através da conjugação de cereais e leguminosas conseguimos obter uma proteína mais completa porque aproveitamos os aminoácidos dentro dos grupos de alimentos”, explica ao PÚBLICO a nutricionista Sandra Gomes Silva, uma das autoras do relatório. “Por outro lado, a ingestão de alimentos ricos em vitamina C ajuda à absorção do ferro noutros alimentos. Se comermos laranja ou kiwi com cereais integrais na mesma refeição, isso vai ajudar à absorção do ferro presente nestes.”

Precisamente porque tudo isto exige algum conhecimento técnico, Sandra Gomes Silva defende que a introdução de opções vegetarianas nas cantinas públicas deve ser acompanhada por um nutricionista “com o treino necessário”, ou seja, com algum conhecimento mais profundo sobre as características da alimentação à base de vegetais e produtos não animais.

Acredita, contudo, que não haverá custos adicionais. “Na confecção não é necessário material diferente e, quanto aos ingredientes, a comida vegetariana pode até ser mais barata que a convencional se se usarem os legumes locais e da estação. Portugal tem imensa oferta de hortícolas e é pena que isso ainda não se reflita na oferta que existe na restauração.”

Os três projetos de lei apresentados sublinham a importância dos técnicos responsáveis estarem “sensibilizados, formados e capacitados para a elaboração de capitações, fichas técnicas e ementas” (PAN). O Bloco e Os Verdes referem um “período de formação dos trabalhadores e adaptação das cantinas” para que as opções sejam “nutricionalmente equilibradas”.

André Silva diz também que as refeições vegetarianas têm “tendencialmente um custo menor”. Pode, admite, levantar-se a questão de, inicialmente, não se poder prever quantas pessoas farão essa opção, mas isso poderá ser resolvido com “um sistema de senhas adquiridas previamente”. Relativamente à formação de técnicos, considera que serão “custos residuais” que se integram na formação permanente.

Comida sem sabor

Nas suas consultas, Sandra Gomes Silva acompanha muitas pessoas que seguem ou querem começar a seguir este tipo de dieta. “Um dos erros mais frequentes”, diz, “é a utilização em excesso das alternativas vegetais que existem à venda nas lojas, geralmente pré-confeccionadas e muito processadas, como os hambúrgueres, salsichas ou croquetes. Estes não devem ser usados todos os dias.”

Outro problema é cair-se numa alimentação pouco variada. “Como a pessoa não está familiarizada com os produtos, pode recorrer a refeições mais ricas em gordura que não lhe dão todos os nutrientes necessários.” Considera, por isso, que quem iniciar uma dieta vegetariana “deve ter acompanhamento do nutricionista e do médico e fazer análises regulamente”.

O relatório da DGS centrado nas crianças e jovens é muito claro ao afirmar que “uma dieta vegetariana pode satisfazer as necessidades nutricionais das crianças e adolescentes, desde que bem planeada e que contemple uma variedade de alimentos”. Mas sublinha também que, apesar de esta ser uma dieta com menos colesterol e ácidos gordos saturados e por aí mais saudável do que outras, “há alguns nutrientes que não estão suficientemente presentes na generalidade das dietas vegetarianas, o que justifica a utilização de alimentos fortificados ou suplementos alimentares.”

Mafalda Pinto Leite, que tirou o curso de Terapeuta de Nutrição no Institute of Integrative Nutrition em Nova Iorque e acaba de publicar o livro de receitas Cozinha Saudável, conta que quando era adolescente levava injecções de vitamina B12 — um suplemento indispensável numa dieta vegetariana. “Depois comecei a mandar vir a vitamina B12 em pó”, explica.

Quando a mais velha dos seus quatro filhos nasceu, começou logo a dar-lhe uma alimentação vegana (que exclui todos os alimentos de origem animal, enquanto a vegetariana pode incluir ovos e lacticínios no caso de ser ovolactovegetariana). “Mas é preciso ter o conhecimento necessário para saber, por exemplo, que é essencial dar a uma criança vitamina B12 e que esta pode ser obtida através de levedura nutricional enriquecida, que era uma coisa que não se encontrava em Portugal. Sem isso, as crianças podem ter déficit de atenção ou começar a sentir-se mais cansadas.”

Mafalda considera, no entanto, que o grande problema é a qualidade dos menus vegetarianos na maioria das escolas. “Os meus filhos andam em escolas diferentes e, sendo públicas ou privadas, a oferta é má, uns dias são pizzas, nos outros gelados. Se eu fizer uma comida vegetariana boa, bem temperada, eles comem e gostam. Mas nas escolas a comida não tem sabor e é muito mais fácil escolher uma pizza do que uma salada com mau aspecto.”

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*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Público PT

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Petição pede inclusão de opções vegetarianas em cantinas públicas

Recolhidas cerca de 15.000 assinaturas que pedem resposta a uma necessidade que o país precisa acompanhar

Divulgação
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Deu hoje entrada na Assembleia da Republica uma petição pela inclusão de opções vegetarianas nas escolas, universidades e hospitais portugueses. Das cerca de 15.000 assinaturas recolhidas, foram validadas e hoje entregues cerca de 12.000, que representam a vontade de muitos portugueses que, por opção ou necessidade, motivados por aspectos éticos, ecológicos ou de saúde, seguem regimes de alimentação que diferem da norma, nomeadamente uma alimentação ovo-lacto-vegetariana ou estritamente vegetal (vegetariana).

Esta é uma iniciativa que surgiu em Fevereiro de 2015, pela mão de Nuno Alvim, vegano e membro da Associação Vegetariana Portuguesa (AVP), após constatar, pela experiência pessoal e pelo diálogo com várias pessoas, a necessidade de mobilizar o público para esta causa, com o objetivo de sensibilizar a casa da democracia portuguesa para a real necessidade de tantos cidadãos.

Tal como a AVP, também o PAN – Pessoas – Animais – Natureza, tem sentido esta necessidade e por isso deu entrada na Assembleia da República, no final de Janeiro, de um projeto de lei pela inclusão de opção vegetariana em todas as cantinas públicas que pretende, precisamente dar resposta a uma evidência que o país precisa acompanhar. Em 2007 existiam em Portugal cerca de 30.000 vegetarianos, segundo a Associação Vegetariana Portuguesa. O aumento do número de pessoas a seguir este tipo de dieta, tem vindo a aumentar de ano para ano pelas mais diversas razões. Esta medida inclui uma função pedagógica, contempla motivos ambientais; motivos de saúde mas também impede a discriminação das pessoas que já seguem esta dieta mas que dificilmente conseguem fazer uma refeição fora das suas casas.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: PAN

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Escolas terão cantinas vegetarianas

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

A partir deste ano, a Superbom, empresa já conhecida pelo pioneirismo na fabricação de alimentos saudáveis, estará presente também nas escolas por meio da SuperVeg, nome da franquia de cantinas com alimentos 100% vegetarianos que serão implantadas em ao menos 450 instituições de ensino nos próximos três anos. A primeira a receber o modelo será o Colégio Adventista Milton Afonso, em Brasília, já no mês de abril.

Para se aproximar do público infantil diante da preocupação com a alimentação dos brasileiros, os produtos são desenvolvidos com exclusividade por chefes de cozinha e nutricionistas, garantindo uma apresentação atrativa do produto aliada a uma rica tabela nutricional.

Em seus diferenciais, o modelo SuperVeg permite o controle dos pais sobre a alimentação dos filhos. “Nossa proposta é que o pai tenha ciência de tudo o que é servido na cantina do colégio onde seu filho estuda, que o mesmo tenha conhecimento da tabela nutricional de cada lanche, bem como os ingredientes que foram utilizados para produzí-lo. E se o filho for intolerante a algum alimento como glúten ou lactose, o pai pode sinalizar no perfil Web do filho, e a criança não consegue comprar o produto com seu cartão de débito”, esclarece David Oliveira, gerente de marketing da Superbom.

O plano é que a franquia também ofereça diversas iniciativas educacionais sobre alimentação sustentável e preservação.

Fonte: Notícias Adventistas

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Vegetarianas criam cozinha do tema e investem em pratos artesanais que dão água na boca

(Foto: Divulgação/Carol Alencar)
(Foto: Divulgação/Carol Alencar)

Diferente de como pensam, a turma dos vegetarianos não optou em não consumir carne apenas por modismo. Além de ter inúmeros alimentos que substituem a proteína, o conceito de comer melhor e de maneira saudável é um dos objetivos principais de quem faz esta escolha.

Para as amigas e sócias Stephani Guerra, 27 anos e Isadora Mayrink, 24 anos, a coisa é muito mais embaixo. Ambas são vegetarianas há mais de cinco anos e, toda vez que iam em algum lugar para comer, sentiam-se violadas.

“Hoje não mais, mas antigamente, quando a vida saudável não estava tão na moda assim, a gente comida arroz, vinagrete, mandioca e shoyu para dar um gostinho no churrasco; ou comia sempre a chipa na padaria e, quando ia em restaurante, investia nas saladas”, brincam.

Pensando nisso, as duas criaram a Flor do Mato Cozinha Vegetariana que, diferente da moda, investem num cardápio vegano e com alimentos mais naturais possíveis, ou seja, sem ser industrializado. Vale lembrar que a Flor do Mato saiu de um coletivo de pessoas que pensavam e eram adeptas a culinária. Atualmente, ela se restringiu apenas a cozinha das duas amigas.

“Temos uma filosofia de vida, que é comer de maneira mais saudável, respeitando aquilo que consumimos e principalmente, uma preocupação com o valor nutricional do prato; penso que quanto menos você consumir e produzir carne, melhor para o corpo, pra alma e pra mente”, diz Isa, que é mineira.

Para conhecimento, o vegano é aquele que opta em não consumir absolutamente nada de derivado animal. Não come nem ovos, leite de vaca, queijos e nem manteiga. Não precisa dizer que a pessoa vegana também não come carne e, segundo as empresárias, dá para viver assim.

“Tudo que vendemos é 100% vegetal. Nossa comida é artesanal, feita na nossa casa e tudo passa pelas nossas mãos; os alimentos usados na nossa comida são naturais e substituímos por outros que muitas vezes, sai mais em conta do que alguns alimentos vendidos no mercado e priorizamos a qualidade da alimentação saudável, sem corantes, conservantes e com o mínimo de produtos industrializados possível”, argumenta Stephani, que é paulista.

Cardápio Variado

Com a hashtag ‘feito com as mãos’ e ‘feito com amor’, elas publicam diariamente as produções artesanais que fazem e, diga-se de passagem, dão água na boca. O bolo de festa é 100% vegetal, não leva leite e nem ovos na massa e é coberto por cacau com morangos. Outra novidade que as meninas fazem, está no bombom de ahimsa, feito a base de amendoim, linhaça, aveia, cacau e melado, tem de ameixa e castanha-do-pará também.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Segundo Isa, o bombom ahimsa é de origem africana e foi desenvolvido para acabar com a desnutrição da África. Já para salgar o paladar, o carro chefe da Flor do Mato é o pão desqueijo, que assim como o pão de queijo, é redondinho só que feito de mandioca e também, a variedade das tortas e empadas, que são recheadas com antepasto de berinjela, palmito, abóbora entre outros.

Além de fazerem encomendas, com dois dias de antecedência – vide cardápios na página da Flor do Mato no Facebook, Isa e Stephani abriram outro leque da sua cozinha. A partir deste ano, começaram a atender eventos, coffee breaks, almoços, aniversários infantis e já tem até um casamento agendado.

“Por incrível que pareça nossa clientela não é vegetariana; a maioria das pessoas que nos procuram, são pessoas que optam por se alimentar bem; dia desses fizemos um coffee break num escritório de advocacia, que alegou que todos lá estariam de dieta [risos], ou seja, estão comendo de maneira saudável e para nós, isso é uma vitória da culinária saudável”, explica Stephani.

Sobre as opções do vegetarianismo, diferente de como foi imposto, amplia-se o horizonte e não se limita. “Hoje temos uma maior quantidade de adeptos, não é tão visto como um tabu e diferente de como pensam, a visão de quem segue a risca, a alimentação vegetariana, vegana ou até a ovolactovegetariana é bem mais ampla; as pessoas estão focadas em uma qualidade de alimentar-se; isso independe da faixa etária, acredito que o amadurecimento vem da informação”, complementa Isa.

Fonte: Midiamax

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Site reúne dicas de viagens e pacotes turísticos para vegetarianos e veganos

Por Alex Avancini (da Redação)

vegan4you3Quando veganos e veganas decidem viajar surgem logo algumas preocupações: como escolher o melhor lugar para comer, as melhores lojas para comprar ou os melhores hotéis para se hospedar. A dificuldade em encontrar estabelecimentos alinhados com as escolhas éticas do veganismo durante uma viagem ainda é grande nos dias atuais, mesmo com o movimento apresentando constante crescimento no mercado.

Pensando nisso o casal de veganos Elton Bastos e Juliana Molina fundaram a Vegan 4 You, uma agência de viagens que oferece pacotes especiais para quem escolheu viajar com a consciência tranquila em relação aos animais.

Com o serviço o casal pretende apresentar uma ferramenta de consulta para que as pessoas possam encontrar informações para um dia-a-dia vegano sem dificuldades, além de experiências de viagens, bons restaurantes e ONGs para visitar. Tudo fruto de anos de experiência do casal.

Pacote de viagens com escolhas veganas para o Chile - Foto: Vegan4You
Pacote de viagens com escolhas veganas para o Chile – Foto: Vegan4You

Ir para o Chile com reservas nos melhores restaurantes vegetarianos de Santiago ou para Argentina já com todas as dicas veganas da região de Buenos Aires são apenas duas das facilidades propostas. A agência também oferece pacotes para um cruzeiro vegano.

“A ideia de criar uma agência com pacotes de viagens para veganos surgiu em um momento de transição da nossa família do vegetarianismo para o veganismo. Percebemos a dificuldade que tínhamos em encontrar locais que vendiam produtos totalmente isentos de origem animal e junto a isso vimos também um mercado em ascensão, devido à conscientização da importância dos direitos animais. Tudo isso junto com a nossa paixão pela culinária e vontade de viajar fizeram com que nascesse a Vegan 4 you”, comenta Juliana Molina uma das idealizadoras do projeto.

“Pesquisamos muito sobre veganismo antes de mudarmos nossa opção, mas podemos confessar que muitas informações ainda são difíceis de encontrar. Ainda os sites, blogs e outros canais que falam sobre veganismo são divulgados em sua maioria no mundo vegano. Tentamos levar a mensagem para um público curioso e interessado em saber mais sobre o assunto, como e onde encontrar uma comida, cosmético, bebida ou destino ‘cruelty free’ para o maior número de pessoas”, diz a empresária.

A agênia inclui pacote de viagens para Cruzeiros veganos - Foto: Vegan4You
A agência inclui pacote de viagens para Cruzeiros veganos – Foto: Vegan4You

O número de estabelecimentos alinhados com o ideal vegano cresce cada vez mais não só no Brasil mas em todo o mundo. Esses números mostram uma maior consciência em relação ao ato político que é participar de uma cadeia de consumo. Escolher onde investir pode salvar ou perpetuar a exploração dos animais. O público interessado em opções que levam em consideração a filosofia de vida com base em tratamentos dignos aos não humanos cresce e junto a isso cresce o número de empresas que oferecem condições condizentes com estas escolhas.

Para mais informações:

Site: http://www.vegan4you.com.br
E-mail: vegan4you@hotmail.com
Telefone: (11) 96732 1295

 

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Notícias

Ipanema Plaza acrescenta opções vegetarianas a seu cardápio no Rio de Janeiro

Foto: Divulgação/Internet
Foto: Divulgação/Internet

Atento à opções e restrições alimentares de seus clientes, o Ipanema Plaza, empreendimento instalado no Rio de Janeiro, acrescentou opções puramente vegetarianas ao cardápio do de seu restaurante, o Restaurante Opium.

Entre as novas alternativas da carta, as principais opções são o Talharim de arroz vegetariano com broto de feijão, castanha de caju, coentro e molho de cogumelos e o Phat Ma Maung Him Ma Pan, que leva shitake com legumes refogados em molho de castanhas de caju torradas com abacaxi.

As novidades lembram características da culinária tailandesa num cardápio criado pelo chef Mario Sergio e pela nutricionista Fabiana Ribeiro, que ficou incumbida de acrescentar ingredientes para complementar os grupos alimentares necessários aos pratos.

Fonte: Hôtelier News

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Desobediência Vegana

“Não sou vegetariana”, “Não sou feminista” e outros botões de desculpa automática a serem apertados

“Prostitutas Bruxas e Donas de Casa”, livro de Ezio Flávio Bazzo.

Gosto de escrever sobre o cotidiano, pois é justamente ali que percebemos como as pessoas são movidas por mecanismos inconscientes e preconceitos, muito mais do que elas imaginam, ou querem.

Sobre a posse da presidenta Dilma Roussef tive que ouvir todo tipo de asneiras preconceituosas, desculpas, como o comentário “não concordo que tenha que haver mais mulheres no poder, pois o sexo não define a capacidade de alguém”. Sim! Concordamos que o bom e o mau profissional existe em todos os sexos, raças etc.  mas, se é a capacidade e o talento o que contam, por que ainda é tão difícil aceitar que as mulheres entrem no poder? Por que ainda é possível que cidades onde a maioria sejam mulheres seus eleitores votem em homens corruptos? Por que tais mulheres começam sempre seu discurso desqualificador com a frase: “Não sou feminista”?

Porque quando pessoas assumem atitudes abertamente, elas incomodam as restantes que nada mais fazem do que absorver o comportamento dos outros. Quando alguém diz: sou vegetariano, sou vegano, sou gay, sou feminista, esse alguém está tomando posição. Se você não é nada disso, respeite os que assumem suas posições, e não me venha se desculpar, pois ser feminista ou não não é pecado mortal. Uma feminista não é uma “solteirona”, nem tem doença grave. Ela é uma mulher comum, ou homem, que possui um posicionamento na sociedade. Parece que se toda feminista “odeia” os homens, as não feministas os colocam em pedestais, ou ficam o tempo todo se desculpando com a afirmação “Não sou feminista”. Como se, não dizendo tal frase, corresse o risco de ser confundida com tais mulheres, que no imaginário popular, quem nunca leu uma linha sobre o assunto as acha mulheres sozinhas “sem homem”, tristes etc. (Um detalhe: quase toda feminista que conheço é uma mulher bem resolvida e por vezes muito bem acompanhada, ao passo que já vi um número bastante grande de mulheres preconceituosas, que por medo ainda estão naquela de arrumar traste para se incomodar.)

Esse tipo de imaginário foi muito bem reforçado e devidamente incentivado lá naquela época em que as mudanças femininas começaram a despontar. E até hoje vem controlando de maneira efetiva a mentalidade dos mais desavisados, dos misóginos e dos preconceituosos. O medo de ficar sozinha e o medo de não ser aceita são bem percebidos na atitude de dizer a qualquer custo: não se preocupem, não sou vegetariana, não estou fazendo apologia ao feminismo. Esperam um suspiro de alívio do seu grupo social. Ah bom! Quando não somos, não somos e pronto. Não há a necessidade de negar a todo custo algo que não nos incomoda, não é mesmo? Alguém já comparou o feminismo a um machismo ao contrário. Mas muito diferente desse preconceito milenar, o feminismo surgiu como uma atitude de protesto. E todos nós sabemos que a opressão sempre gera uma resposta. Hoje o feminismo é mais voltado a garantir que direitos conquistados permaneçam. Muitas feministas trabalham pelos direitos humanos, e não necessariamente ficam gritando “sou feminista” ou menos ainda queimando sutiãs, como o senso comum costuma atribuir. Aliás, toda feminista é muito politizada e os melhores artigos sobre política que já li vieram de mãos de feministas jovens, que escrevem para vários países.

O fato é que as mulheres reforçam o machismo na medida em que veem na outra a sua própria insegurança. Não confiam em profissionais mulheres, não confiam em si mesmas. Isso se reflete no comportamento infantil, na pouca habilidade com as finanças e em outros setores onde as mulheres ainda obedecem a padrões esperados pelos homens. É por isso que os salários continuam baixos, o assédio sexual e o abuso de crianças (sim, tem relação), continuam em alta. O silêncio das mulheres é ruim para elas e para os outros.

“O professor Luis Felipe Miguel, do Instituto de Ciência política da UNB, não acredita que Dilma sozinha consiga revogar o caráter sexista da política (45 deputadas na câmara, no senado 12 e nos Estados 2). ‘Quando a mulher aparece, ainda soa como se estivesse fora do seu lugar, a esfera doméstica’ disse ele no Seminário Mulher e Mídia. O Consórcio Bertha Lutz monitorou a cobertura jornalística em 14 Estados no período eleitoral. De 3.372 reportagens, 1,6 mil falavam sobre aborto e, na maioria dos casos, com viés preconceituoso. ‘Apenas 7% das notícias fizeram menção às políticas públicas relacionadas à mulher’, comentou Jacira Melo, mestra em ciências da comunicação.” (trecho da revista Claudia do mês de janeiro de 2011).

Na mesma reportagem, é destacado que a maioria dos votos para Dilma veio dos homens. Nenhuma novidade, num mundo onde as mulheres são desunidas e cavam suas próprias armadilhas. O pertencer à esfera doméstica já foi tema de um artigo muito interessante do site Labris, onde a pesquisadora cita exemplos de que a mulher quando anda na rua é tratada como prostituta. Ouve todo tipo de desaforo, piadas, troças. E consequentemente não é levada a sério em outras esferas. Todo mundo já ouviu o comentário sobre a roupa da deputada, o cabelo dela, ou que fulana não é boa política, é patricinha etc. De homens não se comenta este tipo de coisa. Não tenho o nome da pesquisadora, pois o site foi reformulado e li o artigo há alguns anos.

Quem já não foi tomar uma cerveja sozinha e teve que ouvir algum comentário, como se, por estar ali, a mulher está disponível. Mulher sozinha na cabeça de alguns significa que ela está com problemas ou que está disponível. Há gente que não suporta imaginar que alguém possa estar sozinha por que quer apenas.

Enquanto se setoriza a mulher a determinados ambientes, da mesma forma se coisificam os animais. A galinha é para comer, o cachorro para brincar, a vaca serve para tudo. E tudo isso tem ligações profundas e inconscientes, que precisam de esclarecimento e inteligência para que a mudança continue. Minhas esperanças e meus parabéns à nova presidenta do Brasil.

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Destaques, Notícias

Estudantes reivindicam opções vegetarianas em campus universitário, nos Estados Unidos

Por Karina Ramos (da Redação)

A estudante do segundo ano de Zoologia da HSU (Universidade Estadual de Humboldt, na Califórnia, EUA), Jenna Savage, quer transformar o mundo em um lugar de mais compaixão e amor pelos animais.

Jenna e sua irmã, Mary Sue Savage, organizam juntas no campus o clube AWARE. Apesar de ser o primeiro ano de Jenna como coorganizadora do clube, ela já se sente feliz com o progresso que vem observando.

O AWARE (Trabalhando Sempre pelos Direitos Animais e Igualdade) organiza eventos, distribui panfletos, organiza piqueniques veganos e mantém reuniões periódicas. O objetivo, segundo Mary Savage, é ampliar a consciência sobre como os animais são tratados na sociedade e promover a igualdade e a não violência.

“Tem sido ótimo trabalhar com tantos estudantes solidários e dedicados e com membros da comunidade para transformar a HSU em um local mais receptivo para vegetarianos e veganos, assim como um local mais solidário com os animais”, disse Mary.

Neste ano, o AWARE se dedicou a fazer da HSU um lugar mais adequado para vegetarianos e veganos comerem. Eles trabalharam com Ron Rudebock, do serviço de refeições da universidade, para implementar mais opções vegetarianas e veganas nos refeitórios.

Opções vegetarianas nos refeitórios da HSU
Opções vegetarianas nos refeitórios da HSU

“Tem sido um prazer trabalhar com Ron”, declarou Mary. “Ele tem sido muito aberto a ouvir nossas sugestões e tem trabalhado muito para tornar os locais de alimentação do campus mais receptivos para vegetarianos e veganos.”

Alguns refeitórios, como o J e o Depot, já adicionaram mais opções. Há delícias veganas e tofu disponíveis, e uma grande variedade de sanduíches no almoço.

“Tofurkey” (uma opção vegetariana à base de tofu que substitui o peru no dia de Ação de Graças) e molhos veganos foram servidos na comemoração de Ação de Graças. O website do serviço de refeições agora coloca rótulos que identificam claramente as opções veganas, o que mostra que os esforços do AWARE compensam.

O estudante da HSU, Nathaniel Grey, especialista em biologia molecular, ainda acha que as opções são razoáveis. “Não é difícil encontrá-las, mas eles poderiam pedir um pouco de ajuda. O frustrante é que, para comer uma salada decente, você tem que ir até o J, e o J não é financeiramente acessível aos estudantes que não possuem um plano de refeições. Sei que é difícil acomodar as preferências alimentares de todos, e a universidade está fazendo o melhor que pode”.

Em breve, as opções serão melhores, graças ao trabalho do AWARE. “Nunca passei fome lá”, disse Nathaniel. “Mesmo que ainda não seja o ideal, há opções.”

No início do mês, o serviço de refeições da HSU fez uma parceria com o AWARE para dar amostras gratuitas de comida vegetariana para os alunos no J. O objetivo era ver qual seria a aceitação dos estudantes e  as opções preferidas.

O serviço de refeições forneceu 5 produtos diferentes, incluindo taquitos veganos, ravioli de abóbora, salsicha de soja e cachorro-quente vegetariano. Os estudantes fizeram comentários muito positivos, demonstrando um forte interesse por mais opções vegetarianas e veganas. “A HSU foi indicada para a eleição da universidade mais receptiva aos vegetarianos”, disse Mary. “Embora a HSU não tenha ficado entre os 10 primeiros, estamos confiantes que no próximo ano subiremos de posição na lista, à medida que mais opções vegetarianas sejam incluídas.”

Fonte: Animal Concerns

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