Jornalismo cultural, Notícias

Futuro da carne pode ser longe dos animais

O mercado global de alternativas à carne está passando pelo seu melhor momento desde que produtos não animais ganharam mais visibilidade nos últimos anos


O mercado global de alternativas à carne está passando pelo seu melhor momento desde que produtos não animais ganharam mais visibilidade nos últimos anos. No Brasil, a partir de 2018 esse mercado passou a ganhar mais holofotes e por motivos diversos associados à oferta de produtos veganos, que cresceu 677% em quatro anos, motivada por mudanças parciais ou viscerais de hábitos de consumo.

Carne de micoproteína (fungo) desenvolvida pela Quorn no Reino Unido e que imita a carne de frango (Foto: Reprodução/Vegazeta)

Proteínas não animais estão se tornando mais bem aceitas

Hoje, diferente de anos atrás, alimentos de origem vegetal e de outras fontes não animais também são mais bem aceitos e reconhecidos como boas fontes de proteínas, o que derruba mitos sobre a tão vaticinada suposta necessidade de proteínas de origem animal, e contribui com a popularização das alternativas à carne.

Além disso, diversidade e disponibilidade favorecem um novo olhar do consumidor, que se hoje ainda não tem acesso à parte desses produtos, já entende que essa deve ser uma nova barreira a ser derrubada pelo mercado se a intenção é ampliar a circulação e consumo desses alimentos que, com base na realidade atual, já devem movimentar o equivalente a mais de 41 bilhões de reais até 2026, com taxa de crescimento anual composta de pelo menos 7,8%, segundo a empresa de pesquisa global de mercado Allied Market Research.

Barateamento de custos e mapeamento genético

Nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e em alguns outros países da Europa, onde o acesso a esses produtos é mais facilitado, essa já é uma preocupação. Então não há outro caminho que não seja o barateamento dos custos de produção, caso o fabricante tenha dificuldade em reduzir o preço de seus produtos – sejam destinados ao food service ou varejo.

Uma possibilidade já praticada por startups internacionais do ramo alimentício tem sido substituir um ou outro ingrediente mais caro por outro equivalente ou semelhante (em vários casos, a identificação tem sido feita por mapeamento genético) em relação aos valores nutricionais, mas que seja mais barato e, de preferência, cultivado localmente ou pelo menos na região de desenvolvimento do produto – beneficiando outros produtores ligados à economia local e limítrofe.

Importância em oferecer produtos de qualidade

Ademais, quando esses alimentos não animais têm qualidade, o que também significa bons valores nutricionais, trazem o adicional da associação com ganho em saúde e qualidade de vida, o que passa a ser um novo estímulo ao consumidor que, hoje, diferente de 10 ou 20 anos atrás, está se tornando mais consciente da importância de melhores escolhas alimentares, que por extensão beneficiam não apenas nós mesmos, mas também os animais e o planeta.

Conforme esses produtos ganham atenção e caem no gosto do público, suprime-se cada vez mais a crença da suposta importância dos alimentos de origem animal, e assim mais pessoas deixam de ver esses alimentos com os mesmos olhos de anos atrás.

Considerando as boas previsões de crescimento, isso tende a ser determinante também na redução de ofertas de produtos animais enquanto os não animais conquistam cada vez mais espaço. Em síntese, se o consumidor e o mercado colaborarem, o futuro da carne pode ser longe dos animais.


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Notícias

Jon Stewart, ex-apresentador do The Daily Show, adota veganismo

BRAD BARKET / GETTY IMAGES

O ex-apresentador do “The Daily Show” Jon Stewart, se tornou vegano, e sua esposa, Tracey Stewart, é grande responsável por isso, devido ao seu grande afeto por animais.

Em uma entrevista dada ao Rip Esselstyn, o apresentador disse que já era vegetariano em  2015, quando deixou de apresentar o programa.

Segundo informações do site Livekindly, ainda na festa de encerramento do programa, Stewart comeu a única opção disponível para seu cardápio: um sanduíche de pêra escalfada e manteiga de amêndoa.

Ainda segundo informações do site desta quarta-feira (22), Stewart era lento para mudar e se tornar vegano, mas Tracey sempre teve grande influência positiva sobre ele e, além disso, o ex-apresentador relatou que depois que começou a comer alimentos à base de vegetais, começou a se sentir mais disposto e energizado. “Ela sempre foi uma vanguarda de mudanças positivas”, declara ele falando da amada.

Stewart disse que percebeu uma diferença na forma como ele se sente hoje: “Emocionalmente e fisicamente mais profundo” , consigo mesmo, com a natureza e com os animais.


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tijela com vários vegetais coloridos
Notícias

Na Inglaterra, quase 200 escolas passam a adotar refeições vegetarianas estritas

Projeto pretende reduzir pela metade a incidência de carbono na cidade até 2025


tijela com vários vegetais coloridos
Free-Photos/Pixabay

No dia 14 de janeiro as escolas primárias de Leeds, na Inglaterra, começaram a adotar um novo cardápio – incluindo vegetais nas refeições – com a intenção de reduzir os efeitos da crise climática.

A sugestão da mudança do cardápio faz parte de uma das iniciativas anunciadas pelo Conselho da Cidade de Leeds, com o intuito de reduzir pelo menos pela metade a incidência de carbono até 2025.

Ainda de acordo com a publicação do site Plant Based News, com a nova proposta, mais de 180 escolas não terão suas refeições baseadas em carne, durante dois dias na semana, sendo assim, em um dia será oferecida a opção de refeição vegetariana e em outro, a opção vegana.

“Os alunos de Leeds estão testando novos menus de jantar escolar ecológicos em um projeto liderado por Catering Leeds (restaurante especializado em alimentos vegetais)”, diz relator do Conselho.

Além disso, outras iniciativas sustentáveis também serão promovidas pelo Conselho, como o uso de painéis solares nas casas do Conselho e projetos de reciclagem para as crianças, bem como a conscientização a respeito do desperdício de alimentos.


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Jornalismo cultural

Pecuária é responsável por 94% do desmatamento da bacia da Grande Barreira de Coral


Análise de dados espaciais do The Wilderness Society também apontam que a produção da carne de bois e vacas é a principal impulsionadora do desmatamento no país


Por Giovanna de Castro


IMAGEM COM BOIS E VACAS DE COR MARROM E BRANCA EM UM CENÁRIO SECO, COM POUCAS ÁRVORES E CHÃO DE TERRA
Foto: The Guardian

Em agosto de 2019, o grupo de defesa ambiental The Wilderness Society (TWS), realizou uma pesquisa e analisou os dados espaciais para identificar quais setores estariam causando mais desmatamento na Austrália.

Segundo o jornal britânico The Guardian, foi constatado que mais de 90% da limpeza de terras nas bacias hidrográficas do Great Barrier Reef, durante um período de cinco anos, foi atribuída à indústria de carne de bois e vacas.

Para chegar a conclusão, a equipe analisou relatórios entre 2013 e 2018, totalizando mais de 1,6 milhão de hectares desmatados no estado de Queensland,  com isso,  constatou também,  que 73% da derrubada em todo o estado ocorreu com a produção da carne dos animais.

Sendo assim, o maior dano ambiental foi associado à bacia hidrográfica Great Barrier Reef, maior sistema de recife de corais do mundo. Segundo as pesquisas, a área foi comprometida anualmente com 94% da produção de carne de bois e vacas durante os cinco anos de análise no local.

Na sequência de maiores usos da terra ligados ao desmatamento foram respectivamente: ovelhas; culturas; uso múltiplo misto; indústrias extrativas e de mineração e habitação rural.

“Essas descobertas nos ajudam a identificar exatamente o que está motivando a crise do desmatamento na Austrália e a carne de animais é o número um nessa lista”, relata Jessica Panegyres, ativista nacional da natureza do TWS. O grupo ambiental também conta que a pesquisa foi bastante importante para identificar como os setores individuais estavam contribuindo e assim, focalizar as ações nos ambientes mais emergentes.

Apesar dos grandes danos, Panegyres também aponta que a indústria australiana se mostra interessada e posicionada com relação aos casos e que pretende fazer a transição para produtos livres de desmatamento, modificando então, para uma base mais sustentável. Dessa forma, o Quadro Australiano de Sustentabilidade da Carne Bovina, criado pelos industriais, acompanha o desempenho dos produtores em várias áreas, principalmente com relação a gestão ambiental, que envolve práticas de gestão da terra e vegetação, bem como as mudanças climáticas e minimização de resíduos. Ainda em maio do ano passado, o governo de Queensland introduziu novas leis destinadas a reduzir a taxa de desmatamento do estado.


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