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Métodos de pesca modernos estão levando baleias menores e golfinhos à extinção

Pescador lança uma rede de um barco no Golfo da Guiné | Foto: NATALIJA GORMALOVA/AFP via GETTY IMAGES
Pescador lança uma rede de um barco no Golfo da Guiné | Foto: NATALIJA GORMALOVA/AFP via GETTY IMAGES

Mais de uma dúzia de espécies de pequenas baleias e golfinhos estão sendo levados para o abismo da extinção, segundo um novo estudo. O principal motivo são as redes de pesca modernas, que capturam e matam centenas de milhares de animais todos os anos.

As recentes descobertas são “um bom resumo das ameaças insidiosas que enfrentam populações criticamente ameaçadas de golfinhos e botos em todo o mundo”, diz C. Scott Baker, geneticista da conservação e especialista em cetáceos da Universidade Estadual do Oregon em Newport (EUA), que não participou do estudo.

Pequenos cetáceos como a vaquita e vários golfinhos de rio sobreviveram com sucesso até aqui ao lado de pescadores humanos por milhares de anos em águas costeiras, estuários e rios. Então, após a Segunda Guerra Mundial, os pescadores começaram a substituir suas redes de algodão e cânhamo por redes sintéticas menos caras e mais duráveis.

Essas redes de emalhar não requerem equipamentos caros ou grandes embarcações, tornando-as especialmente atraentes para os pescadores de pequena escala em todo o mundo. Mas os cetáceos (assim como outros mamíferos marinhos e tartarugas marinhas) não podem morder as redes se forem pegos nelas, como poderiam com as redes de algodão.

Os conservacionistas tentam há pelo menos 30 anos desenvolver redes que os animais possam evitar ou escapar facilmente, mas ainda precisam encontrar uma boa solução. Eles também pressionam os governos a aprovar regulamentos estritos e proibições definitivas sobre o uso de redes de emalhar, mas essas leis são tipicamente difíceis de aplicar.

Agora, 13 espécies pequenas de cetáceos estão quase em extinção principalmente por causa dessas redes, relatam biólogos marinhos este mês na pesquisa sobre espécies ameaçadas de extinção. Usando dados coletados pelas autoridades de pesca que registra os tamanhos das populações de cetáceos, tendências e as taxas em que esses animais são capturados em redes destinadas a peixes, a equipe descobriu que o Golfinho do Rio Baiji na China está “quase certamente extinto”, a Vaquita do México, que chega a menos de 19 indivíduos da espécie, está “à beira da extinção”; e as perspectivas de longo prazo para o Golfinho Jubarte da África Ocidental são “sombrias”.

As perspectivas também são ruins para uma subespécie do Golfinho Mui encontrada apenas na costa sudoeste da Ilha Norte da Nova Zelândia, bem como para o Golfinho Jubarte de Taiwan, o Boto de Yangtze, três espécies de golfinhos asiáticos e o Boto do Mar Báltico. Em cada caso, as redes de emalhar eram a maior ameaça.

Muitas dessas espécies estão a ponto de desaparecer completamente a menos que as redes de emalhar sejam eliminadas, diz Robin Baird, biólogo marinho e especialista em cetáceos do Instituto de Pesquisas Cascadia Research Collective, localizado em Olympia, nos EUA, que não participou do estudo.

Mas isso exigirá “coragem política”, enfatiza o biólogo, porque os governos terão que tomar decisões impopulares, como aprovar zonas de conservação onde a pesca seja proibida e impor medidas estritas. Infelizmente, ele diz, neste momento esta é a única maneira de “impedir que essas espécies e populações sejam extintas”.

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Ameaçadas de extinção, vaquitas são vistas com filhotes no México

As vaquitas vivem em uma pequena faixa ao norte do Golfo da Califórnia e são ameaçadas pela pesca


Seis vaquitas foram vistas com filhotes no Golfo da Califórnia, no México, segundo um estudo publicado no Marine Mammal Science. A espécie está criticamente ameaçada de extinção. Estimativas de julho indicavam a presença de apenas 19 desses animais na natureza.

Foto: Wikimedia Commons

As vaquitas com seus filhotes foram vistas por biólogos no final de outubro. A existência desses animais prova a resiliência deles, segundo especialistas. “A capacidade de uma pequena população se recuperar após um declínio severo é fortemente influenciada por sua biologia reprodutiva”, escreveram os pesquisadores no artigo. As informações são da revista Galileu.

As vaquitas vivem em uma pequena faixa ao norte do Golfo da Califórnia e são ameaçadas pela pesca, que as coloca em risco apesar dos esforços do governo mexicano para protegê-las. Esses animais acabam morrendo ao ficarem presos a redes de pesca jogadas no mar por pescadores para capturar peixes como o totoaba, que também está ameaçado de extinção.

Em 2017, o governo mexicano e a Fundação Leonardo DiCaprio se uniram para tentar criar um refúgio para a espécie, onde os animais pudessem se reproduzir. Para isso, uma fêmea foi capturada. O plano, no entanto, foi cancelado quando o animal morreu logo após a captura.

Numa tentativa de encontrar formas viáveis de proteger as vaquitas, Lorenzo Rojas-Bracho, um dos autores e chefe do Grupo de Pesquisa em Mamíferos Marinhos da Comissão Nacional Mexicana de Áreas Naturais Protegidas, está trabalhando com sua equipe para desenvolver um projeto de monitoramento da espécie.

“Temos animais que foram capazes de sobreviver todos esses anos, e é importante protegê-los, porque a sobrevivência da vaquita depende dos indivíduos que temos agora”, afirmou Rojas-Bracho, ao San Diego Union-Tribune.


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Unesco lista área de proteção das últimas vaquitas no México

Foto: WAN
Foto: WAN

O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO aprovou uma designação “em perigo” para uma área do México que é o último refúgio remanescente das vaquitas ameaçadas de extinção e do peixe também ameaçado totoaba. Uma equipe internacional de cientistas especialistas concluiu recentemente que apenas 10 vaquitas restaram vivas em 2018.

A designação “em perigo” para as ilhas e áreas protegidas do México e do Golfo e da Califórnia veio em resposta a uma petição de 2015 apresentada pelo Centro de Diversidade Biológica e pelo Animal Welfare Institute. Depois de adiar uma decisão por vários anos, o Comitê do Patrimônio Mundial decidiu listar o local. Para que a área seja removida da lista “em perigo”, o México deve trabalhar com a UNESCO para desenvolver medidas corretivas para salvar a vaquita da extinção. Especialistas afirmam que talvez já seja tarde demais.

“Esta designação é um passo crucial para salvar as últimas vaquita sobreviventes da ameaça que as redes de pesca representam”, disse Alejandro Olivera, representante do Centro no México, que está participando da reunião do Comitê no Azerbaijão, em um comunicado. “A comunidade internacional acaba de enviar uma mensagem clara de que o México deve fazer mais pelas vaquitas, mas a decisão também abre oportunidades para o financiamento de um verdadeiro programa de conservação para evitar a extinção da vaquita. O governo mexicano terá novos incentivos e novos recursos para deter a pesca que está matando o mamífero marinho mais ameaçado do mundo”.

A principal ameaça que a vaquita enfrenta é emaranhamento dos animais em redes de pesca que são colocadas no mar para capturar camarões e várias espécies de peixes, especialmente o totoaba, também ameaçado. As bexigas natatórias do totoaba são exportadas do México para a China e outros países (mesmo com proibição legal) por organizações criminosas, onde são altamente valorizadas por suas chamadas “propriedades medicinais”.

A pesca é extremamente agressiva no norte do Golfo da Califórnia, no México. Entre outubro de 2016 e abril de 2019, organizações de proteção à vida selvagem, o governo mexicano e pescadores locais coletaram cerca de 1.200 redes de pesca do habitat da vaquita. A grande maioria dessas redes, 721, estava ativa e pronta para captura, e não como equipamento fantasma (descartada).

“A decisão do WHC (World Heritage Committee) é um apelo urgente para que o México receba assistência, inclusive financeira, de governos em todo o mundo para evitar que a vaquita se torne outro exemplo de extinção causada pelo homem”, disse Kate O’Connell, consultor de fauna marinha do Instituto de Bem-Estar Animal. “O México deve agir de forma decisiva para acabar com a pesca no habitat da vaquita e um esforço global liderado pelo México, China e Estados Unidos é necessário para erradicar o comércio, já proibido por lei, de partes de totoabas”.

Após vários anos de forte oposição a uma designação “em perigo” (o que significaria mais proteção para a espécie), as autoridades mexicanas que participaram da reunião do Comitê aceitaram a classificação. Os 21 membros do Comitê do Patrimônio Mundial reconheceram que, com tão poucas vaquitas remanescentes e um histórico pobre do México aplicando seus regulamentos para salvar a vaquita e do totoaba, a designação era necessária, segundo informações do site World Animal News.

“A pesca no norte do Golfo da Califórnia está empurrando a vaquita para o penhasco da extinção”, disse Zak Smith, advogado sênior do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. “Trabalhando com o Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, a nova administração mexicana agora tem uma pequena janela de oportunidade para mudar de rumo e tomar as ações ousadas porém necessárias para salvar a espécie nos próximos seis meses”.

A decisão do Comitê da Unesco abre a possibilidade de apoio adicional para salvar a vaquita. A região pode ser removida da Lista do Patrimônio Mundial com a classificação de “em perigo” se a vaquita não estiver mais sob ameaça. Por outro lado, a extinção da vaquita poderia levar o Comitê do Patrimônio Mundial a considerar a exclusão da propriedade da Lista do Patrimônio Mundial. O México deve evitar esse resultado a todo custo.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

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Jornalismo cultural, Notícias

Cirva denuncia que é possível que existam apenas 10 vaquitas no mundo

Também conhecida como boto-do-pacífico, a vaquita é uma espécie endêmica do Golfo da Califórnia, no Noroeste do México (Foto: Greenpeace/Marcelo Otero)

De acordo com um relatório publicado este mês pelo Comitê Internacional para a Recuperação da Vaquita (Cirva), é possível que existam apenas 10 vaquitas no mundo, animal considerado o menor cetáceo do mundo.

Também conhecida como boto-do-pacífico, a vaquita é uma espécie endêmica do Golfo da Califórnia, no Noroeste do México, e tem um metro e meio e pesa cerca de 50 quilos. E a má notícia é que ela pode ser extinta antes de 2022.

A maior causa do risco de extinção do cetáceo é a pesca ilegal no Golfo da Califórnia, onde as vaquitas sempre foram visadas porque suas bexigas natatórias têm alto valor comercial na China.

Em reação à situação, o diretor Richard Ladkani e o ator e produtor Leonardo DiCaprio uniram forças para produzir o documentário “Vaquita – Sea of Ghosts”, que foi aclamado no Sundance Film Festival, em Park City, Utah, no mês passado.

O documentário que discute a pesca ilegal e as tentativas e meios de salvar a vaquita conta com a participação do ex-presidente mexicano Enrique Peña Nieto e da organização Sea Shepherd. “Vaquita – Sea of Ghosts” é uma continuação do documentário indicado ao Oscar “The Ivory Game”, de 2016, que aborda o comércio ilegal de marfim. Ainda não há previsão de quando o documentário vai ser disponibilizado ao público.

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Jornalismo cultural

Documentário produzido por DiCaprio sobre espécie ameaçada de extinção é aclamado no Sundance

Tudo indica que não restam mais do que 30 desses animais que podem desaparecer até 2022 (Acervo: Daily Express)

No domingo, o documentário “Vaquita – Sea of Ghosts” foi aclamado no Sundance Film Festival em Park City, Utah. O filme, dirigido por Richard Ladkani e produzido por Leonardo DiCaprio, apresenta a realidade da vaquita, um cetáceo de um metro e meio e pesando cerca de 50 quilos que está ameaçado de extinção.

Tudo indica que não restam mais do que 30 desses animais que podem desaparecer até 2022. A maior causa do risco de extinção do pequeno cetáceo é a pesca ilegal no Golfo da Califórnia, onde as vaquitas sempre foram visadas porque suas bexigas natatórias têm alto valor comercial na China.

O documentário que discute a pesca ilegal e as tentativas e meios de salvar a vaquita, também conhecida como boto-do-pacífico, conta com a participação do ex-presidente Enrique Peña Nieto e da organização Sea Shepherd. “Vaquita – Sea of Ghosts” é uma continuação do documentário indicado ao Oscar “The Ivory Game”, de 2016, que aborda o comércio ilegal de marfim.

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Área de proteção das vaquitas é ampliada no Golfo da Califórnia

A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Semarnat), publicou no Diário Oficial da Federação dos EUA o acordo que estabelece a ampliação da área de refúgio para as vaquitas no alto Golfo da Califórnia.

A tentativa fracassada de retirar os animais de seu habitat e levá-las para um cativeiro temporário resultou na morte de um integrante adulto da espécie no final do ano passado.

Desta forna, a área de proteção cresceu 577.85 km², ultrapassando 263.85 km², estabelecido ao decreto de 8 de setembro de 2005, a 841 km².

(Foto: Kids Biology)

Em seus argumentos, a Semarnat estabelece que esta decisão foi tomada por decisão do Comitê Internacional de Recuperação para a Vaquita (CIRVA) depois de analisar os resultados do programa de monitoramento acústico que se expandiu a 87 áreas em 2017, para respaldar o projeto conhecido como VaquitaCPR (Conservação, Proteção e Recuperação), que detectou os animais em áreas de refugio e algumas áreas adjacentes fora da região protegida.

O que o estudo de observação das vaquitas demonstra que a distribuição desses animais não se limita a área de reserva da biosfera do Alto Golfo da Califórnia e do rio Colorado e a área de refúgio para a proteção dos animais, sem que exceda a tais limites, o que resulta na necessidade de ampliar a zona de habitação para a proteção desta espécie marinha que vive tanto na região protegida, quanto fora dela”, ressalta o acordo.

Em um comunicado de imprensa, a Semarnat destacou que continuará com o programa de monitoramento acústico para possibilitar a estimativa da tendência populacional quanto à eficácia das medidas de conservação atuais e futuras, assim como continuar com a eliminação de caçadores na região das vaquitas, centrando-se na área de maior risco durante a temporada de nascimento das tatoabas, peixes em extinção caçados para que as bexigas sejam comercializadas pelo tráfico de animais na China.

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Violação de lei ambiental realizada por governo Trump ameaça vaquitas marinhas

Organizações de defesa dos direitos animais entraram com uma segunda ação contra a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em busca do cumprimento da Lei de Proteção aos Animais Marinhos para proibir a importação de camarões mexicanos, em um esforço para salvar a vaquita. Uma espécie criticamente ameaçada de extinção.

O Instituto de Bem-Estar Animal, o Centro de Diversidade Biológica e o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais entraram com uma ação no Tribunal Internacional de Comércio dos Estados Unidos em 21 de março, exigindo uma resposta imediata a uma petição legal de urgência apresentada em maio de 2017. A petição convocava o governo dos EUA a proibir a importação de frutos do mar do México pescados por redes no habitat da vaquita no alto golfo da Califórnia.

Os cientistas estimam que menos de 30 integrantes da espécie ainda estão vivos, e redes de pesca que são usadas principalmente para caçar camarões podem prender as vaquitas e fazer com que elas se afoguem.

“Os cientistas prenunciam que a vaquita será extinta em breve, possivelmente até no próximo ano, se as práticas de pesca no México permanecerem inalteradas. Uma proibição dos EUA às importações mexicanas de camarão e frutos do mar do alto golfo da Califórnia colocaria pressão direta no país para banir totalmente as redes de pesca nas águas destes animais”, declararam as organizações de direitos animais em um comunicado à imprensa.

As vaquitas correm o grave risco de serem extintas.
Vaquitas são animais gravemente ameaçados de extinção. (Foto: WWF Singapura)

Um projeto para resgatar os botos sobreviventes e colocá-los em um santuário protegido foi encerrado em dezembro depois que duas vaquitas acabaram ficando extremamente estressadas no cativeiro. Logo depois, os grupos de direitos animais abriram um primeiro processo contra o governo Trump em 21 de dezembro, pedindo uma resposta a uma petição apresentada à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).

Em um novo processo, os grupos de conservação apelaram para o Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, que tem competência em questões relacionadas ao comércio internacional e à lei alfandegária. O processo argumenta que sob o Artigo de Proteção Para Animais Marinhos dos EUA, o governo americano é obrigado a proibir as importações de frutos do mar de pescadores estrangeiros que matam animais marinhos “a uma taxa acima dos padrões do país.” Os grupos afirmam que a mortalidade média anual de 50% da população de vaquita excede os padrões dos EUA.

“Os Estados Unidos é um dos principais importadores de animais marinhos caçados no alto golfo da Califórnia. Proibir importações de frutos do mar pescados com redes no habitat destes animais removeria um incentivo para o uso contínuo deste equipamento de pesca destrutivo na região. O mercado de frutos do mar dos EUA não deve estar contribuindo para a extinção de uma espécie”, disse Susan Millward, diretora do Instituto de Bem-Estar Animal, em um comunicado à imprensa.

O Instituto Nacional de Pescas é um grupo comercial que representa a indústria de frutos do mar dos EUA, e se opõe à proibição das importações mexicanas de frutos do mar e declarou que seus membros estão trabalhando para encorajar o México a aceitar a proibição de barcos de qualquer tamanho no golfo da Califórnia. “Esta é uma zona de proteção, a lei também inclui aqueles que tentarem interagir com o animal”, afirmou o porta-voz Gavin Gibbons.

No entanto, o México não implementou efetivamente sua proibição contra pescas realizadas no habitat da vaquita, segundo as organizações em defesa dos direitos animais.

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Vaquitas estão sendo gravemente extintas. Atualmente só existem apenas 12 integrantes da espécie rara.
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Extinção: há apenas 12 vaquitas em todo o mundo

Ameaçadas de extinção, as vaquitas são animais marinhos que estão correndo o sério risco de desaparecer, atualmente só existem 12 indivíduos . No ano anterior, 18 animais da espécie não foram mais encontrados. A maior causa das mortes são as redes de pesca descartadas nos oceanos.

A vaquita é uma espécie golfinho pequena e rara que vive no Mar de Cortez no alto golfo da Califórnia, nos Estados Unidos e próximo ao México. Este também é o animal marinho mais ameaçado do mundo. No ano passado, os especialistas determinaram que existiam apenas 30 vaquitas. Agora, pesquisadores afirmam que há apenas uma dúzia de integrantes restantes em todo o planeta.

Vaquitas estão sendo gravemente extintas. Atualmente só existem apenas 12 integrantes da espécie rara.
Vaquitas estão correndo um grave risco de extinção. (Foto: La Vanguardia)

De acordo com Andrea Crosta, diretora da organização de direitos animais “Elephant Action League“, em tradução livre “Liga de Ação para Elefantes”, os pesquisadores estão utilizando boias sônicas para contá-las por intermédio de equalização, mas os números agora são muito baixos.

A principal causa das mortes destes animais são as redes de pesca descartadas por pescadores no oceanos, o que agrava ainda mais a poluição dos mares. As vaquitas se enrolam nessas redes e tragicamente, acabam morrendo. No ano passado, o presidente do México estabeleceu uma proibição permanente contra a utilização das redes de pesca na tentativa de salvar a espécie. No entanto, os pescadores continuaram a usar esses equipamento ilegalmente na tentativa de caçar uma espécie de peixe chamado totoaba, cuja bexiga pode ser vendida na China até quatro mil e quinhentos dólares por quilo para uso em medicina tradicional.

Em outubro do ano anterior, um grupo de cientistas lançou um programa chamado VaquitaCPR, na tentativa desesperada de salvar a vaquita. O objetivo do programa – que fez parceria com vários zoológicos e aquários, como o SeaWorld – era resgatar os animais sobreviventes e mantê-los em santuários aquáticos até que fosse seguro devolve-los para a natureza. No entanto, o programa falhou imediatamente, pois a primeira vaquita fêmea que resgataram tornou-se tão estressada que acabou morrendo. O VaquitaCPR encerrou essa atividade pouco tempo depois.

Uma vaquita fêmea foi resgata pelo VaquitaCPR, porém não resistiu a tanto estresse.
Uma vaquita fêmea foi resgata pelo VaquitaCPR e acabou morrendo de estresse. (Foto: Facebook/Dina N Warren)

Além disso, a Sea Shepherd Global, em tradução livre “Pastor Global do Mar”, é uma organização que trabalha para proteger animais marinhos, e não estava envolvida com o projeto VaquitaCPR, porém também não desistiu da espécie. O grupo está trabalhando com o governo mexicano para monitorar o Mar de Cortez para interromper as atividades de caça. “Enquanto existir uma vaquita no Mar de Cortez, a organização terá navios e tripulação lá para protegê-los”, afirmou Paul Watson, fundador da Sea Shepherd Global, ao site The Dodo. “Se não for nos últimos quatro anos de esforço por nossos membros dedicados, eu acredito que a vaquita agora estaria extinta. Confiscamos mais de 15 mil metros de redes ilegalmente estabelecidas”, finalizou Watson.

Redes removidas do oceanos pelo grupo Sea Shepherd no Mar de Cortez, no México.
Redes confiscadas pelo governo mexicano e coletadas pela equipe do Sea Shepherd. (Foto: Carolina A Castro/Sea Shepherd)

Assim como a vaquita, outras espécies também estão criticamente ameaçadas de extinção e, na maioria dos casos, este triste acontecimento é causado pelas ações humanas. Todos os anos centenas de animais morrem por causa da falta de conscientização com o meio ambiente. Animais como a vaquita são um exemplo lamentável de maus-tratos não somente com a natureza que existe ao nosso redor, mas também a imensa natureza que há em todo o planeta Terra.

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Montagem com Leonardo DiCaprio e vaquita ameaçada
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Leonardo DiCaprio e governo do México lutam para salvar vaquitas ameaçadas

O acordo estabelece uma proibição temporária referente ao uso de redes de emalhar no habitat de vaquitas foi negociado e assinado pelo presidente do México, Enrique Pena Nieto, pelo ator premiado e ávido ativista Leonardo DiCaprio e pelo bilionário Carlos Slim.

Montagem com Leonardo DiCaprio e vaquita ameaçada
Foto: The Independent, Reddit

“Esta ação é um passo crítico para assegurar que o Golfo da Califórnia continue vibrante e produtivo, especialmente para espécies como a vaquita criticamente ameaçada”, disse DiCaprio à Associated Press.

Usadas principalmente para capturar totoaba, um grande peixe cuja bexiga é considerada uma iguaria na China, essas monstruosas redes também têm, infelizmente, assassinado vaquitas há anos. Isso mostra a extrema crueldade da pesca que tem exterminado cada vez mais animais marinhos.

O World Wildlife Fund (WWF), que criou uma petição que obteve assinaturas de 200 mil de seus apoiadores, esteve entre os que pediram a urgência dessas medidas para impedir a extinção das vaquitas. Outras organizações como a Sea Shepherd também apoiaram formalmente a iniciativa, de acordo com o World Animal News.

A descoberta de uma vaquita morta em perigo no Golfo do México no final de abril marcou a quarta morte da espécie neste ano. Este é um número surpreendente, já que os cientistas estimaram em fevereiro que havia apenas 30 vaquitas ainda existentes.

De acordo com o WWF, o acordo foi um passo significativo e necessário para garantir um futuro próspero para as vaquitas criticamente ameaçadas, assim como para as pessoas e os animais selvagens do Alto Golfo da Califórnia, no México.

O WWF também pede que qualquer esforço futuro de construir um santuário para as vaquitas restantes seja explicitamente vinculado a um plano para devolvê-las à natureza quando for seguro.

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O drama dos botos: enredamentos em redes de pesca deixam espécie à beira da extinção

 Por Laura Dourado/ Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: National Geographic
Foto: National Geographic

Um estudo da Conservation Biology divulgou uma estatística mostrando que apesar dos esforços para combater o declínio da população dos botos vaquitas, o mamífero mais ameaçado a nível mundial, uma rede recém-criada de detectores acústicos confirmou que há um alarmante declínio de 34% ao ano dessa espécie que é parente dos golfinhos.

A vaquita se tornou uma espécie em risco devido a sua captura acidental nas pescas do Totoaba, um peixe muito procurado por sua bexiga, que é considerada valiosa na China. “Estamos testemunhando o fim de uma espécie se a pesca continuar”, disse Armando Jaramillo-Legorreta, do Departamento de Meio Ambiente e Recursos Naturais do México. Legorreta também é o autor principal de uma pesquisa que descreve a disposição acústica e suas descobertas: “a matriz acústica é uma poderosa e nova ferramenta que nos ajuda a ver para onde essa população está se encaminhando ao ouvir as vozes das vaquitas”.

Um artigo complementar publicado na Conservation Letters usa tanto as pesquisas acústicas como visuais para mostrar que em 2015 apenas restam cerca de 60 vaquitas. “A ciência revelando o declínio dessa população foi a chave para movimentar as ações de emergência do governo”, disse Rafael Pacchiano, secretário do Departamento de Meio Ambiente e Recursos Naturais do México.

Esse novo estudo de acústica descobriu que devido a retomada da pesca ilegal de totoabas a população de vaquitas está diminuindo muito mais rapidamente. Um quilo das bexigas dos totoabas vale atualmente US$ 5 mil, chegando até a US$ 100 mil no mercado negro chinês, de acordo com a Environmental Investigations Agency.

O governo do México já lançou várias campanhas para salvar a vaquita. “Monitoramentos em longo prazo como esse são tão eficientes quanto um check-up anual”, de acordo com Barbara Taylor, bióloga do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) e coautora do estudo acústico. “Nesse caso o monitoramento expôs o grau chocante de pesca  que está rapidamente levando as vaquitas para a extinção. A ciência está nos mostrando a urgência da situação”, acrescentou.

Com várias redes de pesca de totoabas sendo encontradas e removidas nos últimos meses, especialistas marinhos esperam uma estimativa mais positiva e abundante ao usar o monitoramento acústico. “A ciência pode ter dado para as vaquitas um tempo precioso ajudando em proteções extras, mas nós agora estamos a ponto de perder a espécie completamente”, disse Cisco Werner, diretor do Centro de Ciências de Pesca do NOAA, segundo o Nature World News.

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Comércio chinês deixa peixes e botos à beira da extinção

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Independent
Reprodução/Independent

Elas têm sido dizimadas  pois se alimentam  de totoabas, – apelidadas de “cocaína aquática” por seu alto preço no mercado asiático – e capturadas em redes usadas para pesca.

Embora os preços de totoabas tenham diminuído nos últimos anos, as bexigas  dos animais ainda são vendidas por mais de US$ 50 mil no mercado negro chinês.

Totoabas e vaquitas são encontradas apenas no Mar Cortez do México e ambas estão criticamente ameaçadas, sendo que há apenas 60 vaquitas na natureza.

Reprodução/Independent
Reprodução/Todd Pusser

Os peixes totoaba são muito procurados porque os chineses acreditam que eles trazem benefícios à saúde e contêm propriedades afrodisíacas.

A Agência de Investigações Ambiental (EIA) alerta para um “comércio flutuante” na China e que não há  “nenhuma tentativa de erradicar a prática”, apesar de repetidas críticas de ativistas pelos direitos animais.

A responsável pelas campanhas da EIA Clare Perry disse que o governo chinês precisa reconhecer o seu papel vital em conservar as espécies ameaçadas.

“O comércio está ocorrendo abertamente de totoabas na China apesar de ser ilegal. Internamente, o país deve acabar com o comércio, mas também é fundamental que as pessoas sejam sensibilizadas sobre este assunto para salvar as espécies”,  disse ela ao Independent.

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México proíbe utilização de redes de pesca para salvar vaquitas ameaçadas

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Thomas Jefferson/WWF
Foto: Thomas Jefferson/WWF

Com apenas cerca de 60 indivíduos restantes de sua população, a vaquita é o menor e mais gravemente ameaçado cetáceo do mundo.

Por isso, nesta semana, o governo mexicano anunciou uma proibição de redes de emalhar, utilizada para a pesca, no habitat das vaquitas, em uma tentativa de salvar esses mamíferos da extinção, informa o World Animal News.

Esta proibição permanente ocorre após uma suspensão temporária de dois anos de redes de emalhar introduzida pelo presidente mexicano em 2015. Frequentemente, as vaquitas ficam presas nas redes e se afogam.

A população de vaquitas caiu drasticamente nas últimas décadas. Estimativas de CIRVA (Comitê Internacional para a Recuperação de Vaquitas) indicam que havia mais de 500 vaquitas em 1997, mas apenas cerca de 100 em 2014, um declínio chocante de 92%.

Até o final de 2015, pesquisas revelaram que havia apenas cerca de 60 vaquitas na natureza. Três delas morreram presas em redes em março deste ano.

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