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Iódice desfila peles de animais no São Paulo Fashion Week

Na 15ª edição da São Paulo Fashion Week, o desfile assinado pelo estilista Valdermar Iódice apresentou peças feitas de couro, seda, lã e peles de coelho.

Desfile da Iódice com peças à base de pele animal. (Foto:Adriana Spaca/Futura)

Com argumentos injustificáveis, o estilista tenta explicar o uso cruel de peles em sua coleção, mesmo estando em um país tropical: “No sul chega a nevar. A mulher do Rio Grande do Sul tem condições de usar um overcoat de pele”.

As peles apareceram em grande quantidade no desfile. Em estolas, casacos, decorando sandálias e até em  vestidos com “franjas”.

Nota da Redação: É impressionante a absoluta falta de consciência de um estilista que assina suas roupas com o sangue de animais cruelmente criados e mortos para servir uma moda fútil e que incentiva o consumismo desenfreado. A violência dessa indústria é patente e o comércio de produtos feitos com peles de animais está em declínio em todo o mundo, pela crescente onda de esclarecimento e consciência de uma imensa parte da sociedade quanto ao sofrimento pelo qual passam os animais, vítimas da vaidade humana. Em pleno século 21, não se justifica matar animais para extrair suas peles, pois a tecnologia que o ser humano foi capaz de alcançar lhe permite hoje fazer produtos sintéticos até mais duráveis do que uma pele verdadeira. Desprovido de ética, o estilista mostra apenas o quão cruel, brega e violenta pode ser sua criação. Enquanto países como a Noruega já baniram o uso de pele em seus desfiles, aqui ainda mostramos nosso atraso ao não reconhecer a atrocidade desnecessária cometida pela indústria de peles.

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