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Única espécie de urso da América do Sul está ameaçada pela caça

O urso-de-óculos, também conhecido como urso-andino, única espécie de urso nativa da América do Sul, é considerado vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). A caça reduziu a população da espécie a cerca de 13 mil a 18 mil animais, de acordo com uma estimativa de 2017 da IUCN. Em 1996, o número era de 18.250 animais, o que já, na época, já era considerado pouco pela organização, que dizia que “em vista da área ocupada pelos ursos, essa quantidade poderia ser muito maior”. No Peru, a população desse urso, que vive também na Bolívia, no Equador, na Colômbia e na Venezuela, é de cerca de 5 mil animais.

Um dos motivos que leva caçadores a tirar a vida desses animais é o uso do osso do pênis deles em uma bebida peruana batizada de “Sete Raízes”, que traz consigo a falsa promessa de cura da impotência sexual e até mesmo da conquista da força do urso, quando um osso inteiro é consumido.

Urso-de-óculos está ameaçado pela caça (FOTO: KEVIN SCHAFER, MINDEN PICTURES)

Ao portal National Geographic Brasil, uma peruana que comercializa a bebida afirmou que o osso do urso é trazido da floresta em Lamas – uma comunidade indígena na região de San Martín, no Peru. “É preciso atirar bem no coração. Se errar, ele pode atacar, porque é um animal muito forte”, disse ela.

Questionada sobre o risco dos ursos serem caçados até a extinção, a mulher respondeu: “é dinheiro! Nós ganhamos. Os caçadores também ganham. Com esse dinheiro, compram arroz, óleo e açúcar”.

No Peru, desde 1970 a caça aos ursos é proibida. No país, eles são protegidos também por uma lei geral de combate ao tráfico de animais silvestres. A caça e a venda de ursos-de-óculos e de partes de seus corpos é proibida ainda por lei ambientais e florestais de todos os países em que há incidência da espécie. A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens Ameaçadas de Extinção também proíbe a prática.

No Peru, no entanto, a caça de ursos para usos xamânicos é comum. Em mercados de Lima, Chiclayo, Chachapoyas, Tarapoto e Yurimaguas é possível encontrar partes de mais de 20 ursos sendo comercializadas, além da “pasta de urso” – que nada mais é do que a gordura desses animais, comercializada sob o pretexto de aliviar dores e doenças, sem qualquer eficiência comprovada cientificamente.

Há peruanos que matam ursos para se vingar dos animais, já que eles matam bois para comer e entram em milharais. É o que conta Roxana Rojas-Vera Pinto, diretora de conservação da Sociedade Zoológica de Frankfurt.

Ossos penianos de urso-de-óculos (FOTO: EDUARDO FRANCO BERTON)

Segundo a IUCN, além da caça, essa espécie tem sofrido com a perda de habitat e as mudanças climáticas, que tem alterado padrões de vegetação e prejudicado ecossistemas. A diminuição do número de ursos, no entanto, ameaça ainda mais os ecossistemas, já que esses animais os mantém em equilíbrio ao dispersar sementes nas fezes e atuar como polinizadores devido ao transporte de pólen feito através da sua densa pelagem. Além disso, segundo Rojas, preservar o habitat dos ursos-de-óculos nas florestas nubladas ajuda a proteger as bacias fluviais que levam água para as comunidades localizadas rio abaixo.

O dente do urso também é utilizado por mestres xamanicos, que acreditam que ele afasta maus espíritos. Um desses mestres, que vive na cidade de Chiclayo, capital da região de Lambayeque,  contou, em entrevista ao portal National Geographic Brasil, que tem, além dos dentes, quatro peles de urso, uma de onça-parda e outra de onça-pintada.

“Há dez dias, eu estava com cinco garras de urso, mas já vendi. Negocio todos os dias”, relevou o mestre xamanico. No armazém do homem, cada dente de urso-de-óculos é vendido por R$ 60. No local, há à venda também ossos penianos do animal.

“Estes eu escondi”, afirmou ao se referir aos ossos penianos. “Não podemos expô-los. Do contrário, o pessoal da florestal aparece, já tive problemas com eles”, completou. A Agência Florestal e de Fauna Silvestre do Peru administra a fauna silvestre e as florestas nacionais e apreende produtos provenientes de animais silvestres, que foi o que ocorreu com o mestre xamanico. O problema a que ele se refere, ainda segundo ele, foi resolvido “fazendo um acordo diretamente com o oficial”.

Espécie é considerada vulnerável (FOTO: PETE OXFORD, MINDEN PICTURES/NAT GEO IMAGE COLLECTION)

O mestre disse que raspa os ossos até que se transformem em farinha e os coloca na bebida Sete Raízes, que é comercializada, em uma garrafa, por cerca de R$ 580.

Em Moshoqueque, um mercado em Chiclayo, uma mulher comercializa a gordura pura do urso-de-óculos. Segundo ela, a gordura é retirada da pele do animal com uma faca e colocada em uma panela. Após ser derretido, o produto é vendido em uma garrafa plástica de meio litro.

“O caçador nos traz o urso inteiro e selecionamos as partes que queremos comprar”, contou a vendedora, que vende também, por R$ 3 mil, um pênis de urso desidratado que ela afirma ter tirado do animal por conta própria.

Um dos produtos vendidos era etiquetado com o nome Vergel S.A. Não há, no entanto, nenhum registro nesse nome na Superintendência Nacional de Aduanas e Administração Tributária (Sunat), órgão responsável por arrecadar impostos e identificar contrabandos e evasão fiscal.

Judith Figueroa, ecologista de fauna silvestre da Associação Peruana de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade, realizou uma investigação sobre esses produtos entre 2002 e 2007, mas não teve sucesso. “Das 16 diferentes apresentações observadas de bálsamos de urso, 81,2% não tinham registro ou eram falsas de acordo com a Superintendência Nacional de Administração Tributária”, disse. Segundo a pesquisadora, “é provável que a Sunat não tinha conhecimento das vendas de bálsamos de urso feitas por pessoas físicas ou jurídicas.’’

Os produtos costumam ser vendidos com diversos rótulos, segundo Figueroa. Muitos deles têm imagens de ursos-polares, ursos-pardos, ursos-negros-norte-americanos e pandas, mas os vendedores garantem que o produto é feito a partir da gordura do urso-de-óculos. Os rótulos falsos provavelmente tem o objetivo de enganar as autoridades.

Tráfico oculto

Sam Shanee, diretor da Neotropical Primate Conservation (Conservação de Primatas Neotropicais), organização do Reino Unido, com filiais regionais no Peru e na Colômbia, que trabalha em prol do combate ao tráfico de animais silvestres na América do Sul, explica que “o tráfico de animais silvestres está mais oculto – não é mais tão aberto, mas ainda persiste” no Peru, país que aumentou de R$ 700 para R$ 6 mil a multa para a caça, o armazenamento, a coleta e a venda de quaisquer produtos e derivados de animais silvestres e que estabelece, através do código penal, pena de prisão de até cinco anos para crimes contra animais silvestres.

Antes, o comércio era feito livremente. Hoje, segundo Shanee, são usados códigos como coloca um papagaio em frente à loja para indicar que lá tem produtos derivados de animais silvestres à venda. Segundo ele, se o consumidor pedir, os vendedores “trazem macacos, aves, bichos-preguiças ou tudo que você desejar, praticamente como uma encomenda”.

“A polícia ecológica, as autoridades ambientais regionais e os promotores públicos têm que trabalhar em conjunto para realizar operações. Por isso, é muito difícil a atuação de todos e esse é um grande ponto fraco”, disse.

Segundo Yuri Beraún, especialista de manejo da fauna silvestre do Ministério do Meio Ambiente, “as instituições responsáveis por aplicar a lei possuem dificuldades técnicas e operacionais, pois não dispõem de equipamentos para transportar os animais que resgate” e a rotatividade das equipes responsáveis por aplicar a lei é elevada.

Líquido laranja amarronzado é vendido como gordura de uso-de-óculos (FOTO: EDUARDO FRANCO BERTON)

Para compensar falhas na legislação, Shanee criou, em 2014, o projeto Denuncia Fauna, por meio do qual a população faz denúncias anônimas de tráfico de animais. As denúncias são recebidas pela Neotropical Primate Conservation, que alerta as autoridades. A organização já esteve envolvida no resgate de sete ursos vivos que eram mantidos em cativeio.

Entretanto, das 175 denúncias apresentadas entre 2014 e 2016, 74% não resultaram em punição e 26% resultaram no resgate de um animal. De todas elas, apenas 3% geraram investigações e aproximadamente 15 estavam relacionadas ao urso-de-óculos. Esses animais, porém, não constaram em nenhuma das 619 ações criminais sobre animais silvestres ajuizadas no Peru desde 2010, conforme dados do Ministério da Justiça.

O presidente do Instituto de Defesa Legal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Henry Carhuatocto, acredita que, “como estratégia em litígios referentes a assuntos ambientais, devem ser punidos não apenas aqueles que matam os ursos, mas também aqueles que alimentam a demanda por seus produtos. Assim, fechamos o ciclo”.

Segundo ele, faltam juízes voltados para a área ambiental no Peru. “Acho que o copo está meio cheio. O que nos faltam são juízes especializados em assuntos ambientais. A única região que possui um foro ambiental é Madre de Dios e não é permitido levar para a prisão alguém que cometa um crime de tráfico de animais silvestres em outra região”, contou.

A necessidade é confirmada por Flor María Vega, coordenadora nacional do Ministério Público Especializado em Assuntos Ambientais do Peru (Fema, na sigla em espanhol). “Consideramos importante que juízes e promotores públicos adquiram conhecimento especializado no manejo da fauna silvestre para entenderem a importância de sua conservação e unificarem critérios que garantam justiça ambiental em crimes de tráfico de animais silvestres”, disse.

De acordo com Vegas, o Fema não dispõe de recursos para monitorar mercados que comercializam produtos derivados de animais silvestres e para fazer buscas e apreensões.

“O número de funcionários especializados nesse trabalho é insuficiente, considerando a burocracia de cada gabinete. Assim, podemos presumir que a iniciativa do governo peruano para pôr em prática a convenção Cites e coibir o tráfico ilegal de animais silvestres não está funcionando completamente”, afirmou Vegas, que considera que o Ministério do Meio Ambiente deveria destinar verbas para o Fema – o que não é feito atualmente.

Segundo Beraún, do Ministério do Meio Ambiente, a Estratégia Nacional para Redução do Tráfico Ilegal da Fauna Silvestre do Peru conseguiu avançar na identificação das principais rotas de tráfico de produtos derivados dos ursos-de-óculos. De acordo com ele, o próximo passo “é conduzir ações de inteligência e punir não apenas o consumidor final, mas aquele que provoca o maior dano: o intermediário.”


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Ursos de óculos são descobertos em parque ecológico do Peru

A descoberta de uma colônia de ursos de óculos em um parque arqueológico e ecológico do norte do Peru abriu novas perspectivas para conhecer o comportamento desta enigmática espécie, considerada em perigo de extinção.

“Antes se pensava que os ursos estavam apenas em áreas protegidas, mas graças a esta pesquisa descobrimos que estes animais descem até 200 m para se alimentar das florestas de sapoti que crescem nas partes baixas”, afirmou à agência Efe o pesquisador de campo José Vallejos.

Foto: Silvio Tanaka/ Wikimedia

Os ursos de óculos são uma espécie de mamíferos carnívoros da família dos ursídeos, os únicos de sua espécie na América do Sul. De coloração negra ou café, com manchas brancas nos olhos, costumam medir entre 1,3 m e 1,9 m, e pesar entre 80 e 125 kg.

A pesquisa no norte peruano começou há cinco anos, dirigida pela bióloga canadense Robyn Appleton e uma equipe de três pesquisadores de campo peruanos, em coordenação com o museu arqueológico de Sicán. Eles conseguiram identificar 37 ursos de óculos com o uso de câmeras, armadilhas não-letais e observações.

O estudo pretende documentar os comportamentos, o uso sazonal de habitats, a alimentação, a disposição de fontes de água e a criação dos filhotes, para aplicar novas medidas que assegurem a proteção da espécie. Uma destas medidas foi a criação, em 28 de abril de 2010, do parque arqueológico e ecológico do Batán Grande, ordenada pelo município distrital de Pitipo, na região nortista de Lambayeque.

Além disso, em 2008, a organização “Spectacled Bear Conservation”, da qual fazem parte os pesquisadores, construiu uma cerca de 10 km para proteger a região do estudo, com placas que informavam sobre a proibição de caçar animais em perigo de extinção. É possível que estas medidas tenham contribuído para a reprodução da espécie, já que de acordo com Vallejos, recentemente foram descobertas três ursas com seus filhotes em cavernas.

“Estamos tomando nota dos tempos que passam fora e dentro das cavernas e as atividades que mães e filhos desenvolvem. O mais importante de tudo é que isto está sendo feito em estado silvestre”, destacou. De acordo com Vallejos, o estudo procura “determinar, em estado natural, o comportamento, a sobrevivência e reprodução dos ursos de óculos a fim de reproduzi-lo em outras áreas do país para conhecer a quantidade de animais que existem”.

No entanto, ainda há muito a descobrir, já que os analistas estão tentando conhecer a distribuição dos ursos no espaço colocando colares de localização com GPS em quatro deles. “Com esta medida podemos saber os pontos que os animais percorrem”, explicou Vallejos. O investigador esclareceu que ainda estão longe de cumprir seu objetivo, já que pretendem colocar estes colares “em dez ou 12 ursos, entre fêmeas e machos, para obter uma informação mais específica do comportamento destes animais”.

De acordo com as pesquisas, os principais fatores que influenciam na redução da população dos ursos são a caça e a propagação de cultivos agrícolas mediante a poda do sapoti, um elemento fundamental para a sobrevivência desta espécie, A organização “Spectacled Bear Conservation” tem como objetivo a longo prazo desenvolver um programa de oficinas e outras atividades que promovam a preservação do meio ambiente entre os habitantes locais.

Fonte: Terra

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Projeto de lei colombiano pretende colocar na prisão quem maltratar o urso andino

Por Raquel Soldera (da Redação)

O Congresso da Colômbia vai discutir um projeto de lei que pretende condenar a até três anos de prisão, além de multas de até 500 milhões de pesos (cerca de 280 mil dólares), aqueles que caçarem ou submeterem a tratamento cruel os ursos-de-óculos, também conhecidos como ursos andinos.

Segundo informações divulgadas no jornal El Tiempo, o senador Camilo Sanchez, com o apoio da Rede Nacional de Proteção Animal e Ambiental (Redpaa), acaba de propor um projeto de lei que visa levar à prisão pessoas que maltratem este mamífero, ou estejam envolvidas em atos cruéis contra ele. Além de serem condenadas a uma pena entre um e três anos de prisão, também teriam que pagar uma multa que varia de 100 a 500 milhões de pesos (cerca de 56 mil a 280 mil dólares). A ideia é acabar com a caça dos ursos desta espécie, que muitas vezes são atacados por camponeses quando entram em suas fazendas.

Urso-de-óculos, ou urso andino (Foto: AnimaNaturalis)

Segundo especialistas da organização Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (Wild Life Conservation Society), os ursos não se conectam com a civilização por instinto, ou porque querem atacar o homem, eles o fazem como uma reação à pressão que os seres humanos têm exercido sobre eles. Os agricultores, para aumentarem o espaço de cultivo ou para extrair madeira, invadiram áreas da região selvagem em que os ursos andinos vivem. Os mamíferos, submetidos a espaços cada vez menores, não têm outra escolha a não ser procurar comida e invadir os mesmos terrenos que antes dominavam, mas onde agora encontram pasto. Assim, iniciam um conflito com os habitantes das zonas rurais, que termina com a caça e a morte de dezenas de animais.

De acordo com o Livro Vermelho dos mamíferos na Colômbia e com a União Internacional para a Conservação da Natureza, no país existe menos de um terço dos ursos que havia há 30 anos. Eles desapareceram das áreas de montanha, como a Macarena, onde foram deslocados por grupos armados e o seu habitat foi destruído pelo cultivo de coca.

Os ursos são fundamentais para a preservação da floresta. Lá, eles comem quiches, pujas e outras espécies de flora. E no instante em que as rasgam ou mordem, espalham as sementes de onde nascerão mais plantas que sustentam a vida nestes ecossistemas, que contribuem para o fornecimento de água limpa.

“Assim como a China passou a cuidar do urso panda e a Austrália se empenha pela preservação do coala, a Colômbia não pode deixar de proteger o urso andino”, disse o senador Camilo Sanchez.

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Brasileiros fazem mapa mundial para conservação de animais carnívoros

Das nove subespécies de tigres conhecidas, três foram extintas no final do século 20. (Foto: Divulgação/E. A. Kuttapan)
Das nove subespécies de tigres conhecidas, três foram extintas no final do século 20. (Foto: Divulgação/E. A. Kuttapan)

Em um esforço que envolveu quatro universidades (UFG, UnB, UFRJ e Unicamp), pesquisadores brasileiros montaram um mapa com as áreas de melhor custo-benefício para conservação de animais carnívoros no mundo. O trabalho foi publicado nesta quinta-feira (27) na revista científica online “PLoS One”.

O objetivo dos pesquisadores era não apenas indicar onde estão as regiões que concentram as espécies de carnívoros com maior risco de extinção, mas também aquelas que são boas opções de investimento econômico.

Reprodução: G1
Reprodução: G1

“São áreas que vão trazer um melhor retorno para a conservação por serem menos dispendiosas economicamente e ao mesmo tempo concentrarem espécies muito vulneráveis”, afirma Rafael Loyola, coordenador do laboratório de ecologia aplicada e conservação, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás.

“Para grandes ONGs internacionais, esse tipo de análise é fundamental”, afirma Loyola. “ Ela indica, em uma escala global, onde há melhores oportunidades de conservação. Isso é crucial pois o orçamento destinado para essa finalidade é definido em escala mundial”, explica.

Ameaçado de extinção, o guepardo é protegido por lei na África. (Foto: Divulgação/Steve Turner )
Ameaçado de extinção, o guepardo é protegido por lei na África. (Foto: Divulgação/Steve Turner )

Brasil

Os carnívoros são o topo da cadeia alimentar e muitos deles são animais de grande porte. Sua extinção afeta todo o ecossistema, explica o pesquisador. Entre as espécies mais ameaçadas estão o tigre, o urso-de-óculos e os brasileiros ariranha, onça-pintada e lobo-guará – os três típicos do Cerrado.

“O estudo foi feito em uma escala global e ainda assim o Cerrado foi indicado como uma área-chave para a conservação”, afirma Loyola.

A ariranha é um dos mamíferos mais ameaçados da América do Sul. (Foto: Divulgação/Sylvain Cordier)
A ariranha é um dos mamíferos mais ameaçados da América do Sul. (Foto: Divulgação/Sylvain Cordier)

“É uma área muito importante para o planeta e ainda é uma opção relativamente barata para o investimento seguro em conservação, que vem sendo contínuamente desmatado e degradado em função da expansão agrícola e pecuária”, diz o pesquisador.

Fonte: G1

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