Jornalismo cultural, Notícias

Universidades matam milhares de ratos explorados em testes por causa da Covid-19

Milhares de ratos estão sendo mortos por universidades norte-americanas por causa da Covid-19, após pesquisadores alegarem não haver condições de cuidar desses animais devido à necessidade de isolamento social por parte da população.

Explorados pela ciência, os ratos são tratados como “coisas” a serviço dos seres humanos. Eles vivem vidas miseráveis, presos em gaiolas, sendo submetidos a testes que os reduzem a objetos, desprezando sua condição de seres sencientes e sujeitos de direito. Muitos desses testes, inclusive, os adoecem e até matam. No laboratório, eles são vítimas de todo tipo de sofrimento físico e psicológico e, como se não bastasse tamanho terror sofrido por eles em vida, a hora da morte também é cruel. Especialistas explicaram que os ratos são mortos com dióxido de carbono, mas seus pescoços também são quebrados para garantir que morreram de fato.

Crédito: Shutterstock

As mortes desses animais foram reveladas por uma investigação da Science. “Esta é uma situação difícil para todos, e garanto que a decisão de realizar o sacrifício dos animais não foi fácil”, afirmou Peter Smith, diretor associado do Centro de Recursos Animais da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

O procedimento também tem sido adotado por outras universidades norte-americanas. Segundo Eric Hutchinson, diretor de pesquisa de recursos animais da Universidade Johns Hopkins, “é sombrio e triste, mas é algo que precisa ser feito”.

As instituições disseram que os ratos mortos são aqueles que “seriam mortos de qualquer maneira” por não terem nascido com perfil genético necessário para serem explorados no laboratório ou em testes específicos. “Mas, em vez de tomar essa decisão ao longo de 2 a 3 semanas, como os pesquisadores normalmente tomam, estamos pedindo que as tomem em 48 horas”, pontuou Hutchinson.

Já a imunologista da Universidade de Oregon, Isabella Rauch, não teve a opção de matar apenas camundongos que já seriam mortos em outras circunstâncias. Ela foi informada que todos os animais que não fossem essenciais para suas pesquisas deveriam ser mortos.

“Eu estava olhando meus ratinhos um por um e decidindo quem vive e quem morre. Foi muito difícil”, disse Rauch à Science. Ela acredita que sua universidade está no “nível 3 de gravidade” e torce para que não atinja o nível 4. Caso isso aconteça, segundo ela, a colônia deverá ser reduzida a 10% de ratos. “Espero que não cheguemos lá”, comentou.

Hutchinson disse ainda que ele e a Universidade Johns Hopkins não estão obrigando os pesquisadores a matarem os ratos, mas deixou claro que ambos tratam esses animais como seres que devem ter suas vidas tiradas se não forem úteis. “Não temos [o intuito] e não sacrificaremos animais apenas para conservar recursos. Estamos apenas pedindo aos investigadores que reavaliem quais animais eles realmente precisam”, afirmou.

O diretor disse também que os ratos se reproduzem rapidamente e são “usados” – isso é, explorados pela ciência – também de maneira rápida. Segundo ele, essa espécie corresponde a aproximadamente 95% dos animais explorados em laboratório e, por isso, consomem mais tempo e dinheiro dos pesquisadores.

Diante desse cenário, a ONG internacional de defesa animal “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais” (PETA, na sigla em inglês) pronunciou-se, criticando o procedimento adotado pelas universidades, que foi chamado de “matança” pela entidade.

“Por que esses animais, mesmo com os experimentos sendo aprovados pelo órgão de supervisão das escolas, agora são tão facilmente descartados?, questionou Kathy Guillermo, vice-presidente sênior da PETA.

Segundo a Science, a PETA não se pronunciou sobre animais como cães, gatos e macacos sendo mortos. Hutchinson comentou que espera que esses animais não estejam, de fato, perdendo suas vidas.


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“Ovo vegano” será opção em universidades e hospitais dos EUA

Penetração nesses espaços é resultado de uma parceria com a empresa Sodexo, que atende mais de 75 milhões de consumidores por dia


A startup de alimentos JUST anunciou esta semana que seus produtos estarão disponíveis em universidades, hospitais e cafeterias corporativas nos EUA e no Canadá. A penetração do JUST Egg nesses espaços é resultado de uma parceria com a empresa Sodexo, que atende mais de 75 milhões de consumidores por dia.

(Foto: Divulgação/JUST)

O “ovo vegano” fará parte do cardápio desenvolvido pela Sodexo, que visa reduzir em 34% as emissões de carbono até 2025. Em agosto, a empresa incluiu pratos com carne à base de plantas da Impossible Foods no menu de 1,5 mil cafeterias.

“Os consumidores estão procurando produtos à base de plantas que imitam os alimentos que não estão mais comendo ou que estão tentando consumir menos – por qualquer motivo, seja qualidade de vida, bem-estar animal ou sustentabilidade ambiental”, declarou o diretor de desenvolvimento culinário da Sodexo, Rob Morasco.

Ele acrescentou ainda que o “ovo vegano” da JUST é quase indistinguível do seu equivalente real. “Têm gosto de ovo e pode ser preparado como ovo.” Em 2018, a startup vendeu o equivalente a mais de 20 milhões de ovos.

Em setembro de 2019, o CEO Josh Tetrick fechou uma parceria com a rede Walmart nos EUA, garantindo que o “ovo vegano” fosse comercializado em mais de cinco mil lojas da rede. Com um volume cada vez maior de vendas, o produto é apontado como um indicativo do crescente interesse por alternativas aos alimentos de origem animal.

Antes a JUST já havia anunciado as vendas do produto em 2,1 mil lojas da rede norte-americana Kroger.  Baseado principalmente em proteína isolada de feijão mungo e cúrcuma, o “ovo vegano” foi lançado em agosto de 2018 e vem conquistando o mercado pela semelhança em sabor e textura.

O produto tem a mesma quantidade de proteínas de um ovo de galinha, mas não possui colesterol, exige menos de 77% de água no processo de produção e emite 40% menos gases do efeito estufa, segundo a startup.


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Universidade indiana vai servir quase um milhão de refeições veganas por ano no campus

Foto: Universidade Gautam Buddha (GBU)
Foto: Universidade Gautam Buddha (GBU)

A Universidade Gautam Buddha (GBU), com sede no norte da Índia, assinou recentemente um compromisso de parar de servir carne no campus e servir 960 mil refeições veganas por ano. A universidade aderiu ao compromisso da Green Tuesday Initiative (Iniciativa da Terça-Feira Verde), uma campanha organizada pelo grupo vegano Vegan Outreach, baseado no Estados Unidos, para ajudar instituições a adotarem práticas mais favoráveis ao clima e aos animais.

“Assumimos o compromisso da Iniciativa da Terça-feira Verde porque queremos reduzir nosso impacto no meio ambiente”, disse Shri Bachchu Singh, secretário da GBU. “Uma das maneiras mais fáceis de fazer isso é fazer pequenas alterações na comida servida no campus. Esperamos que outras universidades sigam nosso exemplo e se tornem mais ecologicamente corretas. ”

No início deste ano, a ONG Vegan Outreach trabalhou com a Lovely Professional University – uma das maiores universidades particulares da Índia, com mais de 30 mil estudantes – para ajudar a escola a reduzir o uso de laticínios em 14%. Além da universidades Lovely e GBU, dez outras instituições de ensino assumiram o compromisso da Terça-feira Verde.

“De indivíduos a grandes instituições, todos estão começando a fazer a conexão entre criação de animais para consumo e a mudança climática”, disse Aneeha Patwardhan, diretora de programas da ONG Vegan Outreach India. “Aplaudimos essa crescente conscientização e estamos aqui para apoiar qualquer pessoa que queira agir sobre essas questões”.

Fora da Índia, várias das principais universidades se comprometeram a parar de servir carne bovina este ano, incluindo a Universidade de Helsinque e a Universidade de Coimbra – as universidades mais antigas da Finlândia e de Portugal, respectivamente.

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Mais de 10 milhões de animais são mortos em dissecações anualmente

Foto: PETA
Foto: PETA

Apesar dos avanços na tecnologia realizados em todo o mundo com o objetivo de melhorar a formação e o treinamento de médicos, os alunos do ensino fundamental e médio nos EUA ainda são solicitados (e às vezes forçados) a abrir e dissecar animais mortos em laboratórios de dissecação arbitrários e desnecessários.

Na verdade, milhões de animais tais como sapos e peixes – que são retirados de seus lares na natureza – são mortos por esse motivo e com essa finalidade. E esse fato se dá apesar de empresas de simulação de organismo, impressionantes e modernas, como eMind, Froggipedia, MERGE, SynDaver e outras oferecerem opções de alta tecnologia e éticas para substituir o uso de animais.

A ONG PETA, em conjunto com Ash Kalra, membro da Assembléia da Califórnia, mais o Comitê de Médicos para a Medicina Responsável e a Instituição para Compaixão Social na Legislação – recentemente apresentaram uma lei histórica para acabar com a dissecação nas salas de aula do ensino médio e substituí-la por métodos mais modernos e eficazes de ensino com custos menores, mais seguros e que não usam animais.

Educadores, cientistas, médicos, enfermeiros, estudantes, pais e até mesmo um biólogo molecular mostraram seu apoio – junto com mais de 3 mil outros membros da população. O projeto conta com o apoio de grupos progressistas de professores – como o Comitê de Educação Humanitária da Federação dos Professores das Nações Unidas, o Instituto de Educação Humanitária e a Associação Nacional de Médicos Hispânicos que representam mais de 50 mil médicos hispânicos licenciados em todo o país.

Embora o projeto de lei ainda não tenha passado (faltando apenas um voto), esse exemplo serve parar inspirar o mundo todo, sendo um enorme passo à frente para informar o público que a dissecação de animais é cruel, desnecessária e cara – e a luta pelos direitos desses animais à vida é legítima e necessária.

Apesar do discurso de alguns professores aos estudantes, a maioria dos animais usados para dissecação não morre “humanamente”. Uma investigação da PETA em uma empresa fornecedora de amostras biológicas, Bio Corporation, mostrou pombos sendo afogados em caixas e lagostins sendo injetados com látex enquanto ainda estavam vivos.

A dissecação animal não é apenas tão antiquada quanto usar um ábaco para aprender matemática como pode até dissuadir os alunos de praticar ciência. Muitos adultos, médicos entre outros profissionais, e estudantes de hoje em dia, se lembram da época em que foram solicitados a cortar um gato, porco, sapo ou outro animal – o quão incômodo e tóxico o formaldeído (um conhecido agente cancerígeno) cheirava nos corredores e como eles eram muitas vezes intimidados ou provocados por se colocar contra ou argumentar contra a dissecação.

A dissecação não tem lugar na sala de aula moderna – esse método retrógrado deve terminar. Diversos esforços legislativos, doações às escolas para substituí-los e apoio de estudantes que dizem não ao corte de animais mortos estão acontecendo simultaneamente nesse sentido.

Usar animais e tirar suas vidas para uma aula única que a maioria dos alunos sequer leva a sério e considera uma piada deve ser preocupante para pais e educadores que desejam ver padrões elevados de educação e ensino – além do fato desse método ser altamente especista.

Tratar animais sensíveis e inteligentes como sapos, porcos, ratos, tubarões, pombos e outros como se fossem simples ferramentas de sala de aula para serem mortos, cortados e descartados é antiético e ensina aos alunos a lição errada: que aqueles que são diferentes de nós são menos digno de consideração e respeito.

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Coelhos tem as pálpebras costuradas e são infectados com cólera em experimento de universidade

Milhares de coelhos estão sofrendo agressões sem fim em experiências dolorosas nas universidades britânicas todos os dias, denuncia um grupo que luta pelos dos direitos animais.

A ONG Animal Justice Project (AJP) diz que estes experimentos incluem coelhos que são deliberadamente infectados com cólera, tem as pálpebras costuradas e recebem injeções dolorosas diretamente em suas colunas vertebrais.

A AJP afirma que as universidades estão – ano após ano – se tornando cada vez mais reservadas sobre as experiências que realizam com animais, e diz que seus esforços para descobrir quantos coelhos estão sendo submetidos a testes nas universidades britânicas foram frustrados. As instituições estão realizando os experimentos de forma secreta.

Coelhos em experimentos

A ONG entrou em contato com 112 universidades e faculdades neste ano, realizando o pedido dos dados sob a Lei de Liberdade de Informação.

Em 14 de abril, sete universidades não responderam e 33 recusaram-se a fornecer números. Destas últimas, 31 se recusaram a fornecer os números alegando sigilo devido à publicação futura em seus sites, outra citou a pressão do tempo, e outra não deu nenhuma explicação.

Atualmente 70 universidades são conhecidas por usar e manter em cativeiro animais para experimentos, 19 delas responderam falando o número e o tipo de animais usados, e 43 universidades responderam dizendo que não usam animais.

Campanha “Missing”

Como resultado desse sigilo, a organização lançou uma nova campanha – chamada ‘”Missing” (Desaparecidos, na tradução livre) – para esclarecer a verdade sobre as pesquisas com coelhos nas universidades britânicas e pedir o seu fim.

A campanha, que é apoiada pela estrela pop Moby e pela celebridade televisiva, Peter Egan, realizará eventos e protestos em algumas universidades nesta Páscoa

Inaceitável para muitos

“Hoje em dia, com o número crescente de veganos vivendo estilos de vida compassivos, experimentos com animais, como os que descobrimos nas universidades são intragáveis para muitos”, disse Claire Palmer, fundadora do Animal Justice Project, em um comunicado enviado ao Plant Based News. .

“Particularmente quando eles envolvem coelhos, um animal muito querido, que vive como membro da família na casas de diversas pessoas. É perturbador que milhares de coelhos estejam sendo usados em laboratórios do Reino Unido e as universidades simplesmente se recusam a nos dizer o que está acontecendo com eles”, diz a fundadora da ONG.

“A campanha ‘Missing’ do Projeto Justiça Animal joga uma luz sobre o mundo secreto dos experimentos com coelhos nesta Páscoa e pretendemos acabar com eles definitivamente”.

Necessidade de transparência

“Parabéns ao Animal Justice Project, por lançar luz sobre o sofrimento dos coelhos usados em experimentos cruéis nas universidades britânicas”, disse Moby, músico vegano.

“A transparência é urgentemente necessária. Precisamos saber a verdade sobre o que é feito aos animais quando as portas do laboratório estão trancadas. É hora de acabar com a crueldade contra os animais”, disse o músico.

Fim dos experimentos com animais

“Meu primeiro relacionamento com outra espécie surgiu como resultado de ser apresentado ao coelho branco em Alice no País das Maravilhas, Brer Rabbit ou Pernalonga”, acrescentou o ativista vegano e ator de Downton Abbey, Peter Egan.

“Coelhos, assim como cães e gatos são parte integrante da minha introdução ao mundo dos animais e meu primeiro compromisso com a compaixão. Sejam brinquedos de coelho ou membros vivos da família. Eles capturam nossos corações e se tivermos sorte, definirão nossa compaixão mais tarde na vida”, diz o ator.

“Não temos com eles uma enorme dívida de gratidão? Eles não merecem mais do que serem usados como espécimes em laboratórios para serem torturados e testados? Peço a estas universidades que tenham compaixão. Lembrem-se do seu primeiro amor. Não usem os coelhos em experimentos de laboratório”.

Pesquisa

Wendy Jarrett, diretora executiva da Understanding Animal Research, negou que as universidades estivessem escondedos dados ou fazendo segredo das experiências com animais, em um comunicado obtido pelo jornal Metro UK.

“Se as alternativas à pesquisa com animais estão disponíveis e foram validadas pelos reguladores, então é ilegal usar um animal e a pesquisa não receberá uma licença do Ministério do Interior”, disse Jarrett.

“Assim, os coelhos são usados apenas para testes de segurança, por exemplo, para verificar se uma vacina não causará febre em bebês e crianças, quando não houver alternativa disponível que animais”.

“É claro que os testes cosméticos com animais foram proibidos no Reino Unido a mais de 20 anos e os testes de produtos domésticos também estão sujeitos a uma política de proibição neste país”.

É assustador notar como a hipocrisia humana delega aos animais o papel de produto para ser usado e descartado conforme sua conveniência e necessidade.

Coelhos são comprovadamente animais sencientes, inteligentes, capazes de sofrer e amar. E ainda assim é possível que humanos, acobertados pela bandeira da “ciência” e do “bem-estar da humanidade” disponham deles para testar respostas à doenças, medicamentos, vacinas e até produtos que alimentam sua vaidade.

Nada, absolutamente nenhuma premissa, justifica o sofrimento de um animal não-humano. Uma vida, uma companheiro de planeta, um irmão com predisposições diversas, mas jamais um ser inferior como a sociedade insiste em proclamar.

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PETA faz petição para acabar com testes em animais na Universidade de Bristol

A PETA lançou a campanha para pedir à Bristol, assim como a outras importantes universidades do Reino Unido, que abandonem a prática após a notícia de que a universidade realizou procedimentos em mais de 26.000 animais em 2017.

Foto: PETA

Experimentos em animais não são apenas cruéis – eles são cientificamente falhos e não preveem efeitos em humanos”, diz a instituição de caridade animal.

Em setembro, foi revelado que dezenas de milhares de animais foram usados para pesquisa na universidade em apenas um ano, incluindo 13.472 ratos, 8.964 peixes-zebra e 101 suínos.

Embora os números sejam menores em comparação a outras universidades de ponta, como Oxford e Edimburgo, ativistas pelos direitos animais fazem campanha para que a prática seja limitada ou interrompida no futuro, em favor de métodos alternativos.

De acordo com o Bristol Post, Julia Baines, consultora de política científica da PETA UK, disse que é alarmante que a maioria dos procedimentos cruéis e experimentais em animais conduzidos na Grã-Bretanha ainda ocorra nas universidades. Mais de 26.000 procedimentos foram realizados em peixes, camundongos, ratos e outros animais somente na Universidade de Bristol em 2017.

“Agora sabemos que os peixes têm personalidades únicas, como os cães e os gatos, que os ratos são ferozes protetores de seus filhotes e usam sons complexos de baixa frequência para se comunicar, além de terem a capacidade de experimentar uma ampla gama de emoções. É antiético sujeitar esses animais sensíveis e inteligentes a vidas miseráveis em laboratórios e procedimentos dolorosos e aterrorizantes.

Foto: Stock image

Instituições líderes estão percebendo que para ficar no topo da classe, elas precisam deixar para trás experiências inúteis em animais e adotar tecnologia superior, como sistemas de testes com células humanas e computadores.

Recentemente, escolas na Índia foram intimadas a substituir a dissecação de animais. Graças a uma denúncia da PETA nos EUA, 129.000 e-mails e uma longa campanha, o financiamento para experimentos cruéis de sepse usando ratos na Universidade de Pittsburgh foi extinto.

“Pedimos à Universidade de Bristol que faça sua parte em 2019 e acabe com os experimentos cruéis em animais e abracem uma pesquisa humanitária e livre de sofrimento.”

Um porta-voz da Universidade de Bristol disse: “A Universidade de Bristol reconhece que algumas pessoas têm preocupações com o uso de animais em pesquisas. No entanto, também reconhecemos que a pesquisa envolvendo animais é vital para avanços médicos, veterinários e científicos que melhorem a vida de animais e seres humanos.

“Sempre que possível, nossa pesquisa se baseia em modelos de computador, voluntários humanos ou células cultivadas em laboratório. No entanto, esses métodos não são adequados em todos os casos. “É por isso que, quando absolutamente necessário, apoiamos o uso de animais nas pesquisas que incluem: pesquisa cardiovascular e de câncer, pesquisa de doenças associadas à infecção e imunidade, bem como pesquisa veterinária e agrícola”.

“Estamos comprometidos com uma cultura de cuidado onde os animais são tratados com compaixão e respeito. Todas as nossas pesquisas envolvendo animais são revisadas eticamente e cuidadosamente reguladas pelo Ministério do Interior. Todos os nossos cientistas e técnicos que trabalham com animais recebem treinamento especializado para garantir que seu trabalho promova o bem-estar animal e esteja em conformidade com a legislação pertinente”.

“Eles também estão comprometidos com os 3Rs – substituindo animais por alternativas não-animais, reduzindo o número de animais usados e refinando as técnicas que os envolvem animais.”

Testes em instituições de ensino brasileiras

O projeto de lei 706/2012, de autoria do deputado estadual Feliciano Filho, que atingiria diversos cursos na área de saúde, chegou a ser foi aprovado pela Alesp mas foi vetado integralmente pelo ex-governador Geraldo Alckmin.

Três universidades estaduais de São Paulo, a Unesp, Unicamp e USP, pressionaram pelo  pediram o veto integral ao PL 706/2012. O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-SP) também pediu que Alckmin a vetasse o projeto de 2012.

“Embora reconheça os nobres objetivos do legislador, inspirados na incensurável preocupação com o bem-estar animal e a observância de preceitos éticos no seu uso em atividades de ensino e formação profissional, vejo-me compelido a recusar sanção projeto”, disse o governador no texto publicado pelo Diário Oficial do Estado de São Paulo.

O governador ainda alegou que, além de não da competência legislativa estadual, a matéria já estava sendo tratada no âmbito federal por meio da lei 11.794/2008, regulamentada pelo decreto 6.899/2009.

 

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Inglaterra pode estabelecer opções de comida vegana em instituições públicas

O governo da Inglaterra quer garantir o fornecimento de pelo menos uma opção de comida vegana todos os dias, em todas as instituições do setor público.

Muitos hospitais, escolas, universidades, conselhos e prisões não oferecem comida vegana, então os adeptos do país frequentemente sofrem com falta de opções.

A sociedade está alvejando políticos com uma petição pedindo que esta legislação seja posta em prática. Se 100 mil pessoas assinarem a petição, ela será considerada para debate no Parlamento.

“Mais pessoas estão decidindo adotar o estilo, com o número no Reino Unido dobrando duas vezes em quatro anos”, diz a petição.

“As opções baseadas em plantas em todos os menus diários do governo e dos serviços públicos protegem os direitos dos veganos e reconhecem os benefícios dos alimentos à base de plantas para a nossa saúde, o meio ambiente e os animais”.

Ativistas da The Vegan Society dizem que há “potencial para a Inglaterra se tornar o primeiro país da Europa a consagrar o direito à boa qualidade, a preços acessíveis e à base de plantas na lei”.

Opções veganas poderão ser implantadas em instituições públicas na Inglaterra (Foto: Pixabay)

“O governo é responsável por garantir que nosso setor público forneça alimentos veganos no Reino Unido e a legislação proposta ajudaria a cumprir essa obrigação”, disse Louise Davies, chefe de campanhas, políticas e pesquisas da The Vegan Society, em um comunicado.

“Falta provisão para os adeptos ao estilo de vida no setor público, com pacientes hospitalizados e crianças em idade escolar muitas vezes passando fome”.

“Esperamos que os veganos e não-veganos concordem com a importância de nossa petição e se juntem a nós para instar as instituições a fornecerem comida adequada saudável e ecologicamente correta”.

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Professores ensinam nutrição vegana em 11 cursos de Medicina na Índia

O Physicians Committee for Responsible Medicine defende uma alimentação vegana como combate à doenças. (Créditos: Pixabay)

Médicos do grupo Physicians Committee for Responsible Medicine (PCRM), em português, Comitê de Medicina Responsável, estão percorrendo 11 escolas de medicina na Índia. O grupo deve ministrar seminários a respeito das propriedades curativas e preventivas da alimentação vegana. A iniciativa tem como objetivo incentivar o uso de alimentos para ajudar no combate à obesidade, doenças cardíacas e diabetes – que deve atingir 145 milhões de pessoas no país até 2045.

James Loomis, médico que compõe o Barnard Medical Center, que pertence ao PCRM, acredita que uma alimentação baseada em plantas deve ser tratada como a principal tática de defesa contra a epidemia de diabetes e doenças de coração na Índia. “É essencial que a próxima geração de médicos da Índia e do mundo todo seja treinada para compartilhar essa mensagem, que salva vidas, com seus pacientes”, defende o médico.

O programa é apoiado também pela atriz indiana Mallika Sherawat, que segue uma dieta vegana. O rosto da mulher aparece em outdoors por toda Mumbai, a maior cidade do país, promovendo uma alimentação livre de crueldade animal como opção para saúde. O doutor Zeeshan Ali, membro do PCRM, concorda com a mensagem da atriz. “A boa notícia é que centenas de estudantes de medicina por todo o país agora estão aptos para prescrevê-la [uma dieta baseada em plantas]”, afirma.

Em 2016, o Physicians Committee for Responsible Medicine inaugurou o Barnard Medical Center, em Washington, DC. A instalação médica segue uma dieta completamente vegana. Ela surgiu com o propósito de promover a alimentação baseada em plantas como tratamento e prevenção de doenças.

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Porcos eram explorados em testes na Universidade do Tennessee, mas agora a universidade aboliu a prática cruel (Foto: Charlie Riedel/AP File)
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Universidade do Tennessee (EUA) abandona testes em porcos vivos

A Faculdade de Medicina da Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, anunciou que não utilizará mais animais vivos para testes. Anteriormente, a instituição realizava cirurgias em animais vivos, especialmente porcos, para treinar situações médicas de emergência. Os procedimentos cruéis faziam com que, em seguida, os animais fossem mortos.

A conscientização crescente sobre bem-estar animal chegou à universidade após ativistas protestarem contra a prática desses testes cruéis, pedindo à universidade que modernize os testes de laboratório e cesse o uso de animais.

O Comitê de Médicos pela Medicina Responsável(PCMR), organização conhecida por seus esforços em promover práticas médicas livres de crueldade, aplaudiu a decisão e manifestou-se à mídia local WDEF, dizendo que 94% dos atuais programas de treinamento em residências médicas de emergência não usam mais animais vivos.

Porcos eram explorados em testes na Universidade do Tennessee, mas agora a universidade aboliu a prática cruel (Foto: Charlie Riedel/AP File)
Porcos eram explorados em testes na Universidade do Tennessee, mas agora a universidade aboliu a prática cruel (Foto: Charlie Riedel/AP File)

O comitê também deu destaque para a Universidade Vanderbilt, a única no Tennessee que ainda não alterou suas práticas de treinamento com animais para alternativas mais éticas.

No ano passado, a organização fez campanha contra o uso de porcos vivos em treinamentos emergenciais de médicos emergencial nos EUA. Outras organizações também estão trabalhando para eliminar essa prática ultrapassada, como o National Health Institute (Instituto Nacional de Saúde), que introduziu um roteiro para acabar com testes em animais.

Esforços contínuos

Apesar da mobilização de grupos de direitos animais e que prezam por técnicas mais éticas de aprendizado e pesquisa, as práticas alternativas aos testes com animais ainda não são amplamente utilizadas. Além disso, ainda há a falta de transparência de algumas instituições diante de relatórios e números de animais explorados em laboratórios.

Embora esta prática cruel seja aceita em muitos laboratórios, o teste em animais não reproduz perfeitamente uma resposta humana exata, de acordo com um estudo recente. Organizações como a PCRM estão trabalhando para encontrar soluções mais humanas e livres de crueldade animal.

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Universidade da Indiana está sendo denunciada pela morte de centenas de animais em apenas uma semana (Foto: Robert F. Bukaty, AP)
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Ativistas criticam universidade pela morte de 116 animais em uma semana

A Escola de Medicina da Universidade de Indiana (UI), nos Estados Unidos, está sendo denunciada por ativistas após negligência e maus-tratos com animais em laboratórios.

O grupo de defesa de direitos animais Stop Animal Explostion NOW! (SAEN) está solicitando uma investigação independente e a demissão de todo o pessoal responsável por incidentes que resultaram nas mortes de 116 ratos e camundongos.

O SAEN diz que 17 relatórios de não conformidade foram apresentados pela UI. Violações envolveram uso de equipamentos defeituosos que causaram inundações nas gaiolas onde os animais eram mantidos presos.

Funcionários que se esqueceram de alimentar ratos e submeteram animais a desnecessários, dolorosos e estressantes. Todas essas violações resultaram na morte de vários animais.

Por meio de pedidos de registros públicos, foram encontradas 17 cartas da universidade enviadas ao Instituto Nacional dos Institutos de Saúde de Bem-Estar de Animais de Laboratório, documentando a não conformidade por um período inferior a dois anos.

Universidade da Indiana está sendo denunciada pela morte de centenas de animais em apenas uma semana (Foto: Robert F. Bukaty, AP)
Universidade da Indiana está sendo denunciada pela morte de centenas de animais em apenas uma semana (Foto: Robert F. Bukaty, AP)

Michael Budkie, diretor executivo da SAEN, disse em comunicado que o número de mortes é significativamente maior do que o que ele viu em outras instituições. “Se não se podemos confiar em instituições como a Universidade de Indiana para realizar cuidados básicos, por que deveríamos acreditar que elas podem fazer ciência básica?”, Michael disse.

O SAEN encaminhou uma carta para a Escola de Medicina da Universidade de Indiana no início desta semana comentando sobre as violações. Budkie também contestou que a divulgação da universidade, que divulgou uma declaração dizendo que mantém os mais altos padrões profissionais no cuidado e tratamento de animais.

“Todos os incidentes citados, que envolveram camundongos e ratos, foram auto-relatados, demonstrando que a universidade é diligente em monitorar e tomar medidas corretivas quando necessário”, segundo o comunicado da UI. “Em cada caso, os registros foram aprovados e aceitos pelo Escritório de Bem-Estar Animal de Laboratório“.

Em resposta, Budkie argumentou que “não considera o Escritório de Bem-Estar Animal de Laboratório uma agência reguladora”, e que gostaria de ver uma investigação independente que envolve especialistas na área que não são afiliados à universidade, bem como indivíduos da comunidade de direitos animais.

Reprodução | Internet

Recorrência

Esta não é a primeira vez que SAEN critica a Universidade de Indiana pelo tratamento negligente de animais de laboratório. Em 2015, o grupo apresentou reclamações ao Departamento de Agricultura dos EUA sobre o tratamento de suínos. Naquela época, um porta-voz da universidade disse que dois incidentes envolveram documentação inadequada e um envolveu um tubo de irrigação para um porco que ficou desconectado.

Tais violações de políticas foram mencionadas ao Escritório de Bem-Estar Animal de Laboratório, e o caso foi arquivado como não problemático, comprovando o argumento de Budkie de que a agência reguladora dos abusos em laboratórios não deve ser uma agência parceira da universidade.

Nota de redação: testes com animais em laboratórios são uma prática desumana, cruel e desnecessária, e não devem ser aceitos ou normalizados em hipótese nenhuma. Independente se há animais sendo mortos ou não em práticas laboratoriais, em cativeiro e sendo explorados em experimentos não é onde deveriam estar, e sim livres, na natureza, longe de quaisquer explorações, abusos e maus-tratos. Atualmente, inúmeras alternativas já existem para substituir os animais como cobaias de testes em laboratório, e nos centros acadêmicos deveria prevalecer não somente a ética como também a busca por métodos substitutivos, investindo em uma ciência mais ética, mais moderna e onde as práticas de tortura animal sejam extintas.

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CPI dos Maus-Tratos de Animais pede investigação em universidades

A CPI de Maus-Tratos de Animais, conduzida pelo deputado estadual Feliciano Filho (PRP), encerrou os trabalhos e pediu uma investigação na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), na USP e na Unesp.

(Foto: Divulgação / Revista Galileu)

A Unicamp explicou que, caso seja necessário, dará todas as informações ao Ministério Público, como já deu à CPI.
De acordo com o relatório final da CPI, foram ouvidas as três universidades estaduais, USP, Unicamp e Unesp, que se opuseram ao PL 706/2012, conhecido como Lei Anticobaias.

“Todas as três instituições mencionaram procedimentos que ainda são feitos com cobaias em cursos de graduação, mas que já possuem métodos substitutivos”, afirmou o deputado.

A Unicamp explicou que usa métodos alternativos em praticamente todos os cursos, e somente onde ainda não é regulamentado, ou que envolva risco de morte, é que cobaias são utilizadas.

“É importante a CPI? Claro que sim. A Unicamp sabe da importância. Temos a primeira comissão de ética constituída em todo o Brasil. A Unicamp sempre seguiu a lei que ele cita. O que explicamos na CPI que possuímos métodos substitutivos para quase todos os procedimentos. O único que ainda usa cobaia é o curso de medicina, no quarto e sexto ano, que são procedimentos que envolvem risco de morte. Para estes métodos, não existem métodos substitutos para gente adotar”, afirmou Wagner José Fávaro, professor com pós-doutorado pelo Instituto de Biologia e presidente do Conselho de Ética.

O relatório ainda cita o artigo 32, da lei federal 9.605, que determina que o uso de animais vivos, havendo métodos alternativos, ainda que para fins didáticos ou de pesquisa, é crime. Portanto, as universidades precisam abandonar o uso de cobaias no setor de ensino.

“O exemplo dele citado para a faculdade do ABC é conhecido pela gente, e sei que se trata de um grande trabalho. O que há lá é um projeto para fazer um substitutivo, mas ainda não é validado pelas sociedades médicas, como o Conselho Federal de Medicina. Portanto, ainda não podemos usá-lo na Unicamp”, contou o professor.

O relatório será enviado ao Procurador Geral da Justiça, para que as devidas providências sejam tomadas, uma vez que essas universidades e outras que recebem verba pública para a manutenção de biotérios a custo bem mais elevado que o investimento em métodos alternativos.

Nota da Redação: a ANDA repudia a exploração de animais para experimentos e reforça que tais testes são extremamente cruéis e anti-éticos e relembra que não há qualquer justificativa que possa ser usada como argumento para manutenção dessas práticas, uma vez que os animais devem ter o direito à integridade física e à vida respeitados e, portanto, não devem, em hipótese alguma, ser submetidos a experimentos que lhes causem dor, sofrimento e que lhes tirem a vida.

Fonte: A Cidade On

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Protestos no Reino Unido denunciam falta de transparência de universidades que realizam testes em animais (Foto: AJP)
Notícias

Ativistas criticam falta de transparência de universidades sobre testes em animais

Ativistas em defesa dos direitos animais foram às ruas de Nottingham, no Reino Unido, para protestar contra a falta de transparência em relação aos testes em animais que, infelizmente, ainda são realizados nas maiores universidades de todo o mundo.

A marcha – que anualmente é a maior demonstração de anti-vivissecção no Reino Unido – foi coordenada pela Nottingham Animal Rights em conjunto com Animal Justice Project (AJP), um grupo internacional que faz campanhas contra os testes em animais e outras indústrias de exploração animal.

Protestos no Reino Unido denunciam falta de transparência de universidades que realizam testes em animais (Foto: AJP)
Protestos no Reino Unido denunciam falta de transparência de universidades que realizam testes em animais (Foto: AJP)

O Animal Justice Project marcou também o dia em que o protesto aconteceu, sendo dia 24 de abril, o Dia Mundial dos Animais em Laboratórios. O protesto divulgou descobertas de uma investigação sobre experimentação animal nas universidades, apontando que as principais instituições que ainda realizam testes em animais se recusam a divulgar informações básicas sobre o ocorrido nos seus laboratórios de pesquisa.

Questionando a grande quantidade de animais ainda utilizados e explorados em testes científicos, os ativistas também colocaram em dúvida a credibilidade do rigor científico da experimentação animal.

Além disso, as principais universidades não estão fornecendo ao público do Reino Unido o acesso a informações importantes por meio da Lei de Liberdade de Informação (Freedom of Information Act – FOI) 2000 e da Lei de Liberdade de Informação (Escócia) de 2002.

Números chocantes

A Universidade de Oxford é a instituição que mais realiza testes em animais em todo o Reino Unido. Só no ano passado, quase 240 mil, incluindo mais de 229 mil ratos e sete macacos. Outros 54 macacos permanecem alojados nos laboratórios de Oxford.

Já a segunda maior usuária de animais para testes, a Universidade de Edimburgo, explorou maiss de 225 mil animais em 2017 para fins científicos de forma cruel. A University College London (UCL) utilizou 203 mil animais em testes em 2016 e os números de 2017 não foram divulgados.

A crítica principal vai para o fato de que essas universidades são signatárias da Concordata de Abertura em Pesquisa Animal, que é um “compromisso de ser mais aberto sobre o uso de animais em pesquisa científica, médica e veterinária no Reino Unido”, e mesmo assim não cumpriram com a transparência prometida.

Cerca de 800 pessoas questionaram instituições que realizam testes em animais no quesito falta de transparência (Foto: AJP)
Cerca de 800 pessoas questionaram instituições que realizam testes em animais no quesito falta de transparência (Foto: AJP)

Alternativas e opinião pública

Instituições que ainda realizam testes em animais e que perpetuam com esse tipo de pesquisa que explora animais parecem ignorar o fato de que inúmeras descobertas estão possibilitando alternativas para pesquisas científicas.

Um software que imita células humanas já está em desenvolvimento, assim como já foram reconhecidas pesquisas e descobertas que substituem o uso de animais em testes de laboratórios.

Além do mais, a opinião pública, quando ciente dos males aos animais utilizados em testes científicos, geralmente se manifesta contra essa forma de exploração. Muitos países já aboliram os testes científicos em animais para a indústria cosmética, e o fim dos testes de forma geral está sendo discutido em vários lugares do mundo.

Escândalo

De acordo com o Plant Based News, a fundadora do Animal Justice Project, Claire Palmer, afirmou: “Aqui estamos, em 2018, após o Dia Mundial dos Animais em Laboratórios – um dia instituído em 1979 para acabar com o sofrimento dos animais nos laboratórios – e temos os maiores usuários de animais no Reino Unido ocultando dados de experimentos com animais.

“Os Atos de Liberdade de Informação não conseguem garantir que o público receba as informações que merecem; e as universidades fazem acusações e desculpas ultrajantes a respeito de por que o público não deve saber o que acontece com os animais dentro dos laboratórios por seus funcionários e pesquisadores. Este escândalo público precisa ser exposto.”

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