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Evento fantasia cavalos para transformá-los em unicórnios

No intuito de atrair crianças (e ganhar dinheiro às custas dos animais) com uma experiência “única e mágica”, um empresário inglês criou uma turnê (Unicorn Land) da Unicorn Dream, que viaja com cavalos fantasiados unicórnios, pintando suas crinas de várias cores e colocando um “corno” em suas testas.

A aberração em forma de evento passa a mensagem que as criaturas míticas são reais e de uma só vez consegue explorar e abusar de animais e passar a mensagem errada às crianças: de que animais são brinquedos e podem ser “usados” como quiserem.

Crianças e pais são convidados a participar da oportunidade especial de conhecer unicórnios coloridos da “vida real” – mas nem todos estão felizes com isso. A Unicorn Land oferece aos visitantes a oportunidade de tocar, dar um passeio e tirar fotos com as criaturas míticas por um preço entre 48 e 168 dólares.

Muitos pais indiferentes ao nem-estar animal disseram que “mal podem esperar” para a turnê com os animais chegar em sua cidade, porém outros mais conscientes e compassivos afirmaram que isso é “cruel” e “humilhante”: pintar a crina de um cavalo e prender um cone em sua cabeça vendendo-os como produtos.

Um usuário do Facebook escreveu: “Isso é terrível”, enquanto outro os chamava de “pobres criaturas “. Uma pessoa insistiu: “Os cavalos não deveriam ser usados para entretenimento”. Outro escreveu: “48 dólares por uma hora não é um dia fora”. os unicórnios são criaturas míticas (não existem), mantenham-nos assim, parem de brincar com cavalos e enganar as pessoas.

Outros ainda zombaram da ideia dos “unicórnios reais” e disseram: “Bem, eles não são reais, não é mesmo? O que eu vejo são cavalos com casquinhas de sorvete na cabeça [sic]”. Mas o CEO da Unicorn Dream, Stafford Carrington, disse ao jornal Metro que os “unicórnios” são “muito bem cuidados” por seu tutor que tem 10 anos de experiência na execução de tais eventos.

Ele alegou que a tintura de cabelo é orgânica e não causa prejuízo à saúde sos animais, além de ser facilmente lavada, e seus unicórnios não são “diferentes dos cavalos de adestramento ou dos saltadores”. Carrington disse ao Metro: “Sua segurança e seu bem-estar são fundamentais para nós. Os unicórnios parecem amar a atenção que recebem, eles são muito felizes”.

Iludido pelo que quer ver, talvez por uma ambição cega, esse empresário fecha os olhos para o fato de que os animais estão ali de forma forçada, tintas e chifres artificiais são antinaturais e esses cavalos nasceram para ser livres e não escravizados por interesses humanos ambiciosos e fúteis.

A organização que atua pelos direitos animais, PETA, disse ao Metro que fantasiar animais envia a mensagem errada para as crianças e os cavalos podem ser “facilmente assustados” em um ambiente de festa.

A diretora da instituição, Elisa Allen, disse: “Embora isso não seja a pior coisa que as pessoas estão fazendo com os animais, eventos com unicórnios ensinam as crianças a ver cavalos como brinquedos ou objetos de festa, em vez de animais inteligentes e complexos que devem ser apreciados por sua beleza natural”

A PETA orienta os pais a optarem por atividades livres de animais – como um castelo inflável ou pintura facial para as crianças.

Carrington tenta se defender dizendo que eles só permitem grupos de até três crianças por animal e que os eventos são pré-agendados para dar aos animais um descanso adequado entre eles.

Os organizadores da turnê dizem que distribuem 500 ingressos gratuitos para crianças com doenças terminais e realiza eventos sem fins lucrativos com instituições de caridade para levar os “unicórnios” a hospitais e escolas.

A turnê da Unicorn Land vai passar por várias cidades britânicas, vendendo a imagem de unicórnios falsos s diversas família, explorando seus corpos e ganhando dinheiro em cima dos animais.

O empresário finaliza se defendendo: “Eu não entendo porque as pessoas ficam com tanta raiva. Nós fizemos isso porque nós realmente queríamos ver as crianças sorrirem”.

Há muitas maneiras de se fazer uma criança sorrir, entre elas ensinar aos pequenos o valor e o respeito a cada vida que habita o planeta. Assim como os humanos, os animais são capazes de sentir, amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor. Eles não são inferiores ao ser humano como o especismo quer fazer a sociedade crer. Eles são iguais.

E iguais merecedores do mesmo respeito, dignidade e amor que crinas pintadas e chifres de plásticos, para servir de enfeite de foto e engodo mítico, os privam totalmente.

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Pônei explorado como ‘unicórnio’ em festa desmaia três vezes durante evento

Fotos publicadas no Facebook da norte-americana Sarah Vowell Hewson chamaram a atenção para um problema muito comum, mas pouco abordado pelas pessoas: as “festas de unicórnio”, cada vez mais populares nos EUA.

A princípio, pode soar como algo inofensivo. Pôneis fantasiados de unicórnio, soltos em um campo enquanto crianças interagem, acariciam e brincam com eles. Mas as imagens de Hewson ofereceram um outro ponto de vista sobre o evento, que aconteceu em Littleton, no estado do Colorado.

Pônei não aguenta e desmaia três vezes durante festa (Reprodução)

Os animais eram mantidos diretamente sob o sol quente,e não descansavam durante o dia inteiro. Sempre havia uma longa fila e os donos de empresas, de acordo com a própria moça, “optavam pelo lucro em vez dos cavalos”. Ao que tudo indica, eles também não tiveram acesso à água até às 16h30, quando alguém exigiu que fosse oferecida a eles.

Em determinado ponto da festa, um dos animais – um filhote de apenas seis semanas de vida – desmaiou por causa do calor excessivo, bem na frente da multidão de crianças. A situação se repetiu por mais duas vezes, mas os responsáveis disseram que aquilo era “normal” e ninguém deveria se preocupar.

Sarah fala que também ficou horrorizada porque as crianças receberam pincéis e tintas, e podiam fazer desenhos e pinturas nos animais. “Assistir as crianças desenharem nos pôneis – bem, pode ter havido uma época anos atrás em que eu teria pensado: eu não amo isso, mas eu acho que isso não machuca o cavalo se as crianças forem monitoradas e não sejam muito rudes, e se a tinta não for feita de algo realmente prejudicial”, escreveu Hewson. “Mas agora, vendo cada animal como um indivíduo que enfrenta todos os tipos de opressão que nos dão licença para fazer coisas horríveis com eles, eu odeio toda essa objetificação”, completou.

Reprodução | One Green Planet

Como imaginado por Sarah, enquanto ela tirava fotos e perguntava sobre a condição dos animais, os proprietários da companhia de eventos não se mostravam preocupados com os pôneis.

O que irritou profundamente todos eles foi o fato de ter alguém se intrometendo nos negócios. Tanto que, de acordo com o relato, eles disseram em certa altura que, caso ela não parasse de fotografar e questionar tanto, eles iriam acusá-la de obstrução de negócios.

Casos como esse mostram que qualquer tipo de exploração de animais para entretenimento, mesmo que a princípio vistos como inofensivos, podem causar muitos danos aos animais – chegando, em casos extremos, até mesmo à morte.

Pôneis não são unicórnios, muitos menos são objetos ou brinquedos para crianças. Eles devem ser tratados com respeito e cuidado – assim como qualquer outra espécie.

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Grupo teatral Unicórnio apresenta peça sobre o extermínio dos animais e do meio ambiente

Neste fim de semana, sábado (10) e domingo (11), o grupo teatral Unicórnio, em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), apresenta a peça infantil A onça pintada põe as patas na estrada, às 16h, no Teatro Aracy Balabanian do Centro Cultural José Octávio Guizzo.

Imagem: Reprodução/Portal MS
Imagem: Reprodução/Portal MS

A peça mostra a importância da preservação do meio ambiente contando a história da Onça-pintada, que cansada de ser perseguida pelos caçadores, decide viajar um pouco para conhecer outros lugares. Para esta aventura convida o “seo” Macaco, que fica logo entusiasmado com a ideia. Os decididos viajantes chegam perto da cidade, e o Macaco convence “dona” Onça a dar um passeio por lá. Inicia-se assim uma grande confusão, quando eles se deparam com alguns personagens, como o bêbado, o policial, vendedores de animais e motoristas malucos.

A peça já ganhou os prêmios de melhor figurino, cenário, atriz e direção no Festival “Meio Ambiente em Cena”, promovido pela Planurb e Prefeitura Municipal de Campo Grande. Participou também do XXII Festival Sul-Mato-Grossense de Teatro, onde levou os prêmios de melhor texto original, iluminação e sonoplastia.

Com texto e direção de Jair de Oliveira, o espetáculo tem no elenco Amélia Rocha, Tonny di Paula, Erion Samúdio e o próprio Jair.

Ingressos a R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia) para crianças até 12 anos, estudantes, doadores de sangue e idosos (acima de 60 anos), com a apresentação de carteirinha. Mais informações pelo telefone 3317-1792 de terça a sábado das 8h às 22h e domingo das 14h às 19h.

Fonte: Portal MS

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