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Pássaro da Amazônia bate recorde mundial como a ave que emite o som mais alto já registrado

Foto: Anselmo d'Affonseca
Foto: Anselmo d’Affonseca

Um pássaro endêmico da Amazônia se tornou o animal que emite o som mais alto já registrado.

O pássaro araponga-da-amazônia (Procnias albus) foi capturado em vídeo produzindo seu zumbido ensurdecedor e mais alto que o som de uma serra elétrica ou os decibéis emitidos em um show de rock.

É um pequeno pássaro branco com bico preto, parece despretensioso e pesa apenas meio quilo (250g), mas emite o monstruoso ruído de 125dB (decibéis) ao procurar por um companheira.

O araponga-da-amazônia foi filmado entre as copas das árvores nas montanhas no norte da floresta amazônica, cantando para uma fêmea para tentar agradá-la e seduzi-la.

Os cientistas que filmaram o pássaro disseram que as fêmeas podem colocar sua audição em risco ao pousarem tão perto dos machos, mas pode valer a pena para que elas possam examinar seu parceiro.

“Tivemos a sorte de ver as fêmeas se juntando aos pássaros do sexo masculino em seus poleiros”, disse o professor Jeff Podos, biólogo da Universidade de Massachusetts.

“Nesses casos, vimos que os machos cantam apenas suas músicas mais altas”.

Foto: Anselmo d'Affonseca
Foto: Anselmo d’Affonseca

“Não apenas isso, eles giram dramaticamente durante essas músicas, de modo que cantam a nota final da música, diretamente tocando nas fêmeas”, disse o biólogo.

O professor Podos confessa ainda que gostaria “muito de saber porque as fêmeas voluntariamente ficam mais próximas dos machos quanto mais alto eles cantam”.

“Talvez elas estejam realmente tentando avaliar os machos de perto, embora correndo o risco de danificar seus aparelhos auditivos”, considera ele.

O pássaro emite uma chamada que soa como uma campainha e, no vídeo, começa com uma nota e depois passa para outra mais alta ainda.

Ele mantém a boca aberta enquanto faz o som e parece estar sentado no ponto mais alto de uma árvore.

Foto: Anselmo d'Affonseca
Foto: Anselmo d’Affonseca

Em comparação com outros animais, o chamado araponga-da-amazônia canta três vezes mais alto que o recorde anterior pertencente ao pássaro criócró ou piha-gritador (Lipaugus vociferans).

O ouvido humano começa a ficar danificado quando ouve sons a partir de 85dB – cerca de 40dB abaixo do choro do pássaro.

Ficar a um metro de distância de uma buzina de carro quando dispara é igual a cerca de 110dB, enquanto uma broca pneumática – ou britadeira – é de 100dB.

Uma serra elétrica tem cerca de 120dB e música rock ao vivo é de 110dB.

Os pesquisadores não sabem como o pássaro consegue fazer um barulho tão alto, mas concordam que é preciso um esforço significativo para tanto.

À medida que o canto fica mais alto, o professor Podos e seus colegas notaram que ele se torna mais curto – potencialmente porque os pássaros ficam sem fôlego enquanto o fazem.

Os arapongas-da-amazônia têm músculos invulgarmente grossos no abdômen e costelas particularmente fortes, o que pode ajudá-los a fazer o barulho alto, disseram os cientistas.

O professor Podos acrescentou: “Não sabemos como os pequenos animais conseguem ficar tão barulhentos. Estamos realmente nos estágios iniciais de compreensão dessa biodiversidade”.

A pesquisa foi publicada na revista Current Biology.


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Empresa chinesa cria aplicativo que identifica cães por seus focinhos

Foto: Megvii
Foto: Megvii

Uma empresa de tecnologia chinesa desenvolveu um programa de software que pode identificar cães pelo nariz com o objetivo de ajudar os tutores a encontrar seus cães perdidos.

Desenvolvido pela Megvii, uma start-up de inteligência artificial (IA) baseada em Pequim, o sistema de reconhecimento de impressão do nariz pode identificar e combinar os cães pelos marcadores únicos em seus focinhos.

Uma vez que os tutores digitalizam o focinho de seus cães de vários ângulos com a câmera em seus smartphones, o software alimentado pela AI localizará e analisará marcadores de distinção para criar um perfil exclusivo do animal doméstico usando uma estrutura de aprendizado complexa.

Foto: Megvii
Foto: Megvii

Semelhante às impressões digitais humanas, cada impressão do nariz do cão é única e permanece inalterada durante a vida do animal.

Utilizando tecnologia avançada de processamento de imagens para melhorar as informações de impressão do nariz, o sistema percebe as pequenas diferenças das impressões nasais de diferentes cães e é capaz de confirmar a identificação.

A tecnologia é projetada para cobrir dois cenários, ou seja, 1 vs 1 – Comparação – “É o mesmo cachorro?” e 1 vs N – Busca – “Qual impressão do nariz pertence a este cão?”.

Foto: Megvii
Foto: Megvii

O software tem uma taxa de precisão de 95% no primeiro cenário, disse Megvii ao Daily Mail, acrescentando que a equipe demorou apenas um ano para desenvolver o software.

Além de ajudar os tutores a localizar seus companheiros de quatro patas, a tecnologia, que também é considerada mais barata e menos invasiva do que implantes de chips, também ajuda as autoridades urbanas a administrar melhor os animais domésticos, refrear os ataques dos cães e identificar cães em perigo, e infrações cotidianas, incluindo andar com um cachorro sem coleira ou deixar de limpar os cocôs de seus animais domésticos.

Um dos desafios que os desenvolvedores encontraram foi coletar dados de boa qualidade, já que os cães raramente ficam parados para tirar fotos, o que leva ângulos visuais de baixa qualidade ou impressões do nariz de baixa definição, disse Megvii.

Foto: Megvii
Foto: Megvii

Além disso, embora cada cão tenha um nariz único, as diferenças podem ser mínimas, exigindo a necessidade de um modelo de algoritmo altamente acurado e preciso, disse a empresa, acrescentando que planeja expandir essa tecnologia para identificar outros tipos de animais domésticos.

Muitos canis ao redor do mundo já começaram a registrar impressões de nariz para cães perdidos, com o método mais comum sendo cobrir seu focinho com tinta e pressioná-lo contra o papel.

O número de tutores de animais na China tem aumentado nos últimos anos devido ao rápido desenvolvimento econômico do país e ao aumento da renda disponível.

As áreas urbanas do país abrigam mais de 91 milhões de cães e gatos, de acordo com um relatório da indústria de 2018, citado pelo China Daily.

Foto: Megvii
Foto: Megvii

Múltiplas cidades do país implementaram novas regras e políticas de manutenção de cães em uma tentativa de melhorar a segurança pública e aliviar as tensões entre aqueles que mantêm animais domésticos e aqueles que não.

Os chineses ainda estão aprendendo a apreciar os cães como companheiros de vida – vivam eles na companhia de cães ou não. Ao mesmo tempo, muitas pessoas desconhecem a responsabilidade que vem com um cachorro.

Algumas das reclamações mais frequentes contra cães domésticos na China são que eles são barulhentos, atacam pessoas e seus guardiães não limpam a sujeira deles.

A cidade de Jinan, no leste da China, lançou em 2017 um sistema de pontuação de 12 pontos dedicado aos tutores de cachorros para garantir que seus animais se comportem bem em público.

Espera-se que os residentes de Jinan sempre mantenham seus cães na coleira, carreguem sua licença e evitem que os animais latam excessivamente; ou pontos seriam retirados da sua “conta canina”.

Uma vez que um tutor perde todos os 12 pontos, a autoridade tem o direito de detê-lo e enviar o agressor para uma aula para aprender como se tornar um bom tutor de animal.

Em novembro, uma nova política para proibir os tutores de animais domésticos na cidade de Wenshan de passear com seus cães das 7h às 22h provocou protestos em todo o país.

O governo da cidade do sul da China alegou que a regra poderia melhorar as condições de vida de seus moradores e manter a segurança pública.

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Porquinha resgatada ganha seu primeiro cobertor e não se separa mais dele

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary
Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Anna, uma porquinha de 11 anos – havia sido comprada como animal doméstico por uma família quando era bebê e depois deixada para trás quando a mesma família se mudou – ela foi encontrada em uma propriedade abandonada em Ontário, Canadá, em um estado lastimável.

“As pessoas com quem ela vivia colocaram a casa em um leilão online”, disse Carla Reilly Moore, fundadora do Santuário de Fazendas Happy Tails em Kingston, Ontário, ao The Dodo. “Eles não levaram Anna e não disseram a ninguém que havia um animal na propriedade. Quando o novo dono foi para a propriedade, mais de duas semanas já haviam se passado”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary
Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Por mais de duas semanas, a porquinha já negligenciada ficou sem comida ou água até que funcionários de uma empresa de sucata, enviada para limpar a propriedade, encontraram Anna encolhida e assustada em um galpão abandonado.

“Eles entraram em contato com o ONG de resgate OSPCA, mas eles não vieram por mais de três dias”, disse Moore. “Enquanto isso, o funcionário da empresa de sucata e sua namorada deram comida e água a Anna. A OSPCA disse que, se eles não tivessem feito isso, Anna teria morrido na primeira noite, de tão próxima da morte que a porquinha estava”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary
Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Quando Anna chegou ao santuário, ela ainda estava com medo e com dor. Os cascos das patas da porquinha estavam tão crescidos que ela não conseguia ficar de pé sem gritar. Era difícil imaginar que ela alguma vez deixaria alguém se aproximar dela novamente.

Mas Anna surpreendeu a todos. Desde que foi acolhida pelo santuário recebeu amor e conforto, Anna melhorou, física e emocionalmente.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary
Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Acontece que Anna adora ser mimada”, disse Moore. “Eu sento com ela pelo menos duas vezes por dia e falo com ela e canto para ela. Ela realmente gosta da música ‘You Are My Sunshine!'”

A porquinha também está inspirando os outros. “Anna tocou a vida de tantas pessoas, e uma dessas pessoas é Jeni”, disse Moore. Jeni vinha acompanhando o progresso de Anna e estava tão inspirada pela resistência da porca que decidiu fazer algo especial e exclusivo para ela.

“Ela tricotou um cobertor feito à mão. Enrolou-o e colocou uma bela nota dizendo que era do Papai Noel”, disse Moore. “Anna adorou o presente! Ela adora se aconchegar sob seu cobertor em seu cantinho, sob seu novíssimo aquecedor radiante, e que cantem e acariciem ela”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary
Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Anna também está se abrindo para outros porcos no santuário. “Ontem à noite, quando fui ver as duas outras porquinhas mais velhas, elas estavam em sua barraca com ela”, disse Moore. “Ela está começando a fazer amigos e já fica mais confortável saindo para a área principal do celeiro.”

Mas há algo um pouco agridoce sobre todo esse progresso positivo. “Ver ela gostar do amor que está recebendo é uma faca de dois gumes. É difícil imaginar o que ela deve ter sentido ao ser negligenciada por 11 anos sem amor”, acrescentou Moore.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary
Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Ainda assim, Anna parece feliz em olhar para frente, em vez de para trás.

“Agora ela grunhe alegremente quando me viu”, disse Moore. “Depois da refeição ela se acostumou a se aconchegar ao meu lado enquanto eu a esfrego e coço atrás das orelhas dela e canto para ela. Ela é um verdadeiro testemunho de resiliência, e todo dia me mostra que não importa o quão difícil as coisas possam ser, tudo pode ser superado com um pouco de tempo e amor”.

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Dedicação aos animais faz veterinária criar estrutura única em Jaraguá do Sul (SC)

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Logo à primeira vista, a veterinária Daniela Brecht de Freitas, de 44 anos, é uma daquelas pessoas que transmitem uma tranquilidade imensa. De fala calma e andar sereno, a profissional transita pelos corredores do Hospital Veterinário Amizade com a segurança de quem se sente em casa – ali dentro, cada espaço representa uma conquista, e cada paciente um novo amigo.

Quando chegou à Jaraguá do Sul, há 10 anos, a veterinária nunca imaginou que se tornaria proprietária do primeiro hospital veterinário da região. Como a maioria dos profissionais em início de carreira, ela começou a trajetória em uma salinha pequena, nos fundos de uma propriedade no bairro Amizade. Com o apoio da família, reuniu os recursos necessários para investir no básico: um estetoscópio, uma mesa de atendimento e alguns panfletos para divulgar o trabalho.

Aos finais de semana, ela e o marido, Eduardo, rodavam as redondezas fazendo propaganda de porta em porta. Afinal, ninguém confia em quem não conhece, pensava ela. A tática deu certo e logo o espaço ficou pequeno para tantos amigos de quatro patas. “Comecei a sentir a necessidade de ter uma estrutura mais planejada, pensada especialmente para receber os bichinhos. Decidi reinvestir tudo o que ganhava em equipamento, treinamento e propaganda. Isso ajudou a clínica a ganhar corpo”, relembra Daniela.

A ideia do hospital surgiu alguns anos depois, e tinha como objetivo principal a criação deu um centro cirúrgico bem preparado para tratar diversos animais. Até então, poucas clínicas da cidade possuíam estrutura para a realização de exames mais complexos ou tratamentos avançados. “Encontramos um terreno e começamos a desenhar o projeto. Foi um ano de planejamento e quase dois anos enfrentando a burocracia da Prefeitura, até que a obra teve início em 2014”, conta Daniela.

Durante o percurso, a empresária precisou enfrentar outros contratempos. “Um mês depois de a obra começar, tivemos uma enchente muito grande na cidade e o terreno onde estava a fundação da obra alagou totalmente. Foi um momento difícil, as vezes parece que as barreiras são muitas. Mas seguimos adiante. A obra ficou parada um mês e, depois disso, resolvemos readequar o projeto e aumentar toda a fundação. Pelo menos hoje sabemos que não há risco nenhum de sermos afetados desta forma de novo”, relata a veterinária.

Planejamento e dedicação levam negócios adiante

Depois de um ano e meio, o hospital finalmente ficou pronto. A estrutura de 415 metros quadrados foi oficialmente inaugurada em agosto de 2015, e conta com quatro consultórios, três centros cirúrgicos, sala de diagnósticos e espaços de tratamento, além de estacionamento e área de lazer para os animais. A demanda acompanhou o crescimento do hospital, que hoje conta com uma equipe de 20 funcionários (11 deles veterinários) e realiza em média dois mil atendimentos por mês.

“Eu tinha medo no começo, por que sei que quando aumenta o negócio, aumenta o risco. Mas sempre pensei que não podemos nos limitar pelo risco. O que é preciso é investir em muito planejamento, sempre pensando em ir além, sem medo de ter ideias ousadas”, afirma a veterinária, enquanto anda pelos corredores. Pelo caminho está Cissi, a gatinha abandonada que virou “xodó” do hospital e um exemplo da diferença que o cuidado faz na vida de um animal.

“É uma atividade abençoada e que sou muito feliz por exercer. As pessoas percebem quando o profissional ama os animais, e parte deste trabalho é ter a sensibilidade de entender o perfil de cada pessoa e de cada animalzinho. Todos gostam de saber que o seu amigo está bem cuidado”, diz a veterinária.

É este pensamento que motiva Daniela a ir cada vez mais longe. Pouco mais de um ano após a inauguração do hospital, a veterinária já está trabalhando em um projeto de ampliação que irá dobrar a área da estrutura e a capacidade de atendimento da equipe. “Em alguns dias, quase não damos conta de atender à demanda”, comenta.

Para o futuro, Daniela planeja três novas alas no hospital: a primeira delas, com início previsto para o ano que vem, terá uma sala de eventos para palestras técnicas, novos consultórios e um laboratório. A segunda estrutura será destinada para os exames de raio-x e servirá também de ponto de apoio para os profissionais que ficam de plantão. Já a terceira será dedicada aos exames de tomografia e tratamentos com acupuntura.

“Eu sinto que o negócio nunca pode parar. Tenho que sonhar com esta estrutura para que um dia eu possa tirá-la do papel. Há dez anos eu nem imaginava ter metade dos equipamentos que temos aqui. No final, o cliente sempre percebe, por meio das atitudes da equipe, o amor que é dedicado naquela atividade”, acredita Daniela.

Fonte: OCP Online

 

 

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Gato com três pernas e menina com um braço desenvolvem uma amizade única e especial

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/WKBK
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Leah Parnitzke, de cinco anos, saiu da organização Ten Lives Club entusiasmada para ficar com seu novo melhor amigo: “Nemo” ou, como ela o chama, “Goldfish”.

Goldfish e Leah rapidamente desenvolveram um vínculo único e uma conexão extremamente especial. “Nemo teve sua perna amputada e Leah também não tem um braço, então eles formam uma boa dupla”, disse Stephanie Stamoolis, que trabalha no site da Ten Lives Club, que promove a adoção de gatos sem fins lucrativos.

Há apenas um mês, Goldfish foi um dos dois gatos atropelados levados para a Ten Lives Club. Segundo Stamoolis, Nemo estava com a perna da frente muito ferida e precisava ser amputado.

Reprodução/WKBK
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Depois de conhecê-lo, Leah sabia que aquele gato era o que ela levaria para casa. “Imediatamente, Nemo e Leah ficaram muito próximos e era muito aparente que eles se amavam”, contou Stamoolis.

Leah e sua família dirigiram mais de uma hora para levar o gatinho para seu novo lar. Um final feliz para Goldfish, Leah e para a Ten Lives Club, que ajudou mais de 1600 gatos em 2015, de acordo com o portal WKBW.

“Sempre que um gato sai daqui e é adotado, ficamos extasiados. Evidentemente, este era um caso muito especial, então ficamos todos muito felizes por eles terem encontrado um ao outro”, concluiu. Stamoolis.

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Conheça a história de Gigi, a arara que virou notícia em todo o mundo

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Um veterinário, dois tratadores, dois estagiários e oito estudantes voluntários. É com esse quadro de funcionários que, em um ano e três meses em seu novo lugar de funcionamento, o Centro de Pesquisa e Triagem de Animais Selvagens (CEPTAS) de Cubatão, o único do litoral do Estado de São Paulo, registrou mais de 900 ocorrências. E dos cerca de 100 animais que atualmente recebem tratamento no local, uma ave em especial chama tanta atenção que virou destaque em todo o mundo.

A arara Gigi, levada ao centro em novembro de 2015 após ser encontrada com as patas amarradas e o bico quebrado, em Praia Grande, recebeu, em janeiro deste ano, algo inédito até então para a família dos psitacídeos: uma prótese em titânio. Depois de apenas alguns dias de estranhamento, ela se adaptou à nova parte do corpo e, hoje, come alimentos sólidos e até escala usando o novo bico como um terceiro apoio.

No entanto, mesmo com a fauna bela e extensa que habita todo o país – e que deveria ser motivo de orgulho para todos os brasileiros -, o avanço da medicina veterinária e histórias como a de Gigi, que colocam a nação como referência no tratamento e recuperação animal, ainda falta muito para que o Dia Nacional dos Animais, celebrado nesta segunda-feira (14), seja realmente uma data em que os defensores dos animais possam comemorar as conquistas e avanços da causa.

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Única
Quando Gigi chegou no Centro de Pesquisa e Triagem de Animais Selvagens (Ceptas), localizado dentro do Parque Cotia-Pará, em Cubatão, e mantido em conjunto pela Prefeitura do município e o Unimonte, os funcionários e estagiários logo perceberam que não se tratava de qualquer caso.

“Ela estava muito magra, com lesões na pata, possivelmente de fratura que o tutor não cuidou, o que caracteriza maus-tratos, e essa deformidade no bico. Não sabemos se ela nasceu assim ou se foi um ferimento não cuidado”, explica o veterinário responsável pelo centro, Nereston Josias de Camargo.

O também biólogo conta que, como as lesões na pata já não eram recuperáveis, os primeiros cuidados oferecidos a Gigi foram alimentá-la. “Fazer com que ela ganhasse peso, através dessa alimentação, em que a gente dava papinha duas vezes por dia e oferecia frutas na mão. Com isso, ela ficou preparada para a cirurgia”.

A operação a que Nereston se refere ficou conhecida em todo o mundo. Depois de um tucano e uma gansa, foi a vez de Gigi receber uma prótese de bico. Também feita em uma impressora 3D, a nova parte do corpo da ave teve como diferencial o titânio e o procedimento virou notícia em vários cantos do mundo.

“Esse procedimento já correu o mundo inteiro, principalmente pelo sucesso do pós-operatório”, comemora Nereston. “Ela ficou uns três dias com dor e continuamos alimentando-a com papinha. Sentia dificuldade, porque era um negócio novo para ela. A partir do quatro dia, ela já começou a comer sementes e usar o bico como terceiro apoio para poder escalar, uma característica dos psitacídeos. Hoje ela já está completamente adaptada à prótese”.

Gigi terá, agora, uma vida comum. De quebra, ela ainda se tornou a única de sua espécie no mundo a ter detalhes brilhantes no bico, que, na verdade, são parafusos que prendem a prótese. “Ela tem um bom tempo pela frente. O intuito foi de dar uma condição de vida melhor para ela, o mais próximo de um animal que tem um bico normal”, afirma, orgulhoso. A ave já se comporta como outra qualquer de sua espécie, conta. “Ela até tenta se defender com o bico quando se aproxima de outros animais. Adquirir o comportamento da espécie é uma característica bem legal de adaptação”.

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Classificada como sub-adulta em uma escala de filhote, juvenil, sub-adulto e adulto, Gigi tem em torno de 5 anos. Como a espécie pode chegar a até 50 em cativeiro, ela tem muito pela frente, e pode até encontrar um companheiro no futuro, uma vez que conhecer o seu destino. “Possivelmente, vai encontrar um par e se reproduzir. Em mais uns três meses ela deve receber alta clínica e vamos atrás, junto com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, para ela ser encaminhada”. Zoológico, santuário e mantenedor conservacionista são as opções.

Gigi, a propósito, foi o nome dado à arara pela policial ambiental que a levou ao Ceptas. “Geralmente, se é um animal que vai ficar pouco tempo, procuramos não dar nomes, justamente para não nos apegarmos”, conta. Com a arara que conquistou a todos do centro, porém, foi diferente, e os funcionários já preparam o coração para o momento do adeus. A sensação de dever cumprido e felicidade, porém, suplanta a saudade. “A gente sabe que uma vai, mas vai chegar outro animal. Não ocupa totalmente aquele espaço, mas assim seguimos a vida profissional de veterinário”.

“Os vingadores”
Os responsáveis por desenvolver e realizar a cirurgia em Gigi se autodenominam “os vigadores”, um grupo que reúne “vários especialistas que se juntaram para salvar animais e criaram uma ferramenta poderosa para a medicina veterinária”.

É o que diz um dos integrantes do grupo, o 3D designer Cicero André da Costa Moraes. O encarregado de projetar a prótese do bico em computação gráfica diz que tanta repercussão foi uma surpresa.

“A gente imaginava que ia ter repercussão mais aqui no Brasil e que, eventualmente, chegaria fora. Mas foi o contrário. Quando eu postei a foto da minha fan-page da cirurgia, eu compartilhei. A CBS, TV americana, entrou em contato e a primeira matéria que saiu foi deles. Saiu em 26 idiomas até agora. Foi o primeiro bico impresso em metal para uma ave a nível mundial, e causou um certo furor”, conta.

Isso quando o nome do grupo “os vingadores” sequer existia e tampouco havia o objetivo de ajudar animais. “Em 2012, eu comecei a me envolver num projeto com um especialista em odontologia legal, o doutor Paulo Miamoto. Começamos a desenvolver ferramentas para fazer reconstrução facial forense. Ele eventualmente dava aulas na USP, e em umas delas conheceu o Roberto Fecchio, veterinário, que perguntou se a gente poderia utilizar a computação gráfica para recuperar aves que tinham perdido o bico”.

Uma vez definido o foco e recrutados os médicos veterinários Roberto Fecchio, de Santos, Rodrigo Rabello e Matheus Rabello, de Brasília, e Sergio Camargo, de São Paulo, faltavam recursos para dar início ao ambicioso projeto. “Começamos em 2013, mas não tínhamos know-how e impressora 3D. Em 2015, o doutor Miamoto comprou a impressora, e a partir daí começamos a fazer o teste com o jabuti”.

Passo a passo do implante:

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Falta investimento
Ainda que a história de Gigi tenha colocado o Brasil como centro de atenções, o país ainda sofre com a falta de recursos para a causa animal. É o que diz o biólogo e veterinário responsável pelo Ceptas, Nereston Josias de Camargo. “Falta vontade dos governos e das instituições particulares”, resume.

Ele, que trabalha no único Ceptas do litoral do Estado, sonha com outras universidades e municípios investindo em centros de recuperação e triagem de animais. “Imagina se todas as faculdades de veterinária do País, que são várias, montassem um Ceptas? Seria ideal se cada Estado e cada município tivesse uma renda separada para isso. O de Cubatão poderia ser só para aves, o de Guarujá só para pequenos mamíferos, e por aí vai. Seriam mais centros, mais vagas e daria para trabalhar melhor”.

Futuro
A falta de investimento na área não deve desanimar quem sonha em cursar medicina veterinária, afirma Nereston. De fato, a boa vontade e o sonho da nova geração são necessários para que a profissão continue a vencer os desafios diários. No áudio abaixo, ele dá um recado para quem pensa em seguir carreira como médico veterinário.

 

Fonte: A Tribuna

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