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Estudante de química da UFMT desenvolve maquiagem vegana com ingredientes naturais

Por David Arioch

Sandynara (de jaleco) desenvolveu 15 produtos veganos para maquiagem (Fotos/Acervo: Sandynara Aguiar Gama/Divulgação)

Estudante do curso de química da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Sandynara Aguiar Gama, de 19 anos, desenvolveu recentemente 15 produtos veganos para maquiagem e os apresentou no mês passado na Feira Nacional do Empreendedorismo (FNE), do Centro de Cursos Brasileiros (Cebrac), que teve como tema a sustentabilidade.

Moradora de Várzea Grande, na Região Metropolitana de Cuiabá (MT), Sandynara conta que sua intenção desde o princípio era desenvolver uma linha de maquiagem natural, que não fosse prejudicial à pele e que não contasse com ingredientes de origem animal nem testados em animais.

Com esse objetivo em mente, a estudante de química produziu delineador em creme, batom, batom líquido, protetor labial, base, pó, sombra em pó, sombra em base, blush, esfoliante de café, máscara de aveia, iluminador líquido, gloss, demaquilante bifásico e tônico facial.

Para o desenvolvimento dos produtos que possuem laudos técnicos comprovando que são naturais, Sandynara utilizou ingredientes como argila branca, azeite, beterraba, cacau em pó, farinha de amora, flor de alecrim, óleo de manga e óleo de pequi e óleo de rícino.

Para evitar a oxidação e contaminação, ela também recorreu à vitamina E. A estudante, que investiu cerca de dois mil reais no projeto, agora pensa em transformá-lo em um negócio.

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O desenvolvimento das maquiagens foi supervisionado pela professora e orientadora Kenya Rafaela e os laudos foram assinados pela química Fábia Elaine Ferreira.

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Estudante da UFMT cria aplicativo que ajuda na adoção de animais

Foto: Alair Ribeiro

Em Cuiabá (MT) existem cerca de 15 mil animais sem lar, segundo dados fornecidos pela Diretoria de Bem-Estar Animal. Visando melhorar a vida desses cães e gatos abandonados, o universitário Edurado Yamauchi desenvolveu um aplicativo que ajuda as pessoas a encontrar seus novos companheiros peludos.

Eduardo, de 24 anos, explica que o Adota Aqui foi projetado para que os animais encontrem uma pessoa responsável disposta a dar uma vida melhor para eles. Tanto os que desejam adotar quanto os que querem colocar animais para adoção precisam realizar um cadastro.

“O processo de registro é bem simples. Quando realiza o login no sistema, você pode acessar as opções. Você pode ver os cães disponíveis na cidade, os gatos ou mesmo realizar o cadastro de animais”.

Já o cadastro de cachorros e gatos passa por mais uma averiguação, além de serem informadas suas especificações como tamanho, idade, raça, sexo e até mesmo uma foto de qualidade.

“A partir do momento em que se registra os animais, ele passa por uma avaliação se está adequado, se a foto está clara para ser disponibilizada. Depois de aprovado, ele é disponibilizado para as pessoas que querem adotar”, explica o desenvolvedor.

Depois disso, o processo de adoção pode ter início. O interessado é conectado com a pessoa que registrou o animal e os dois podem conversar para acertar os detalhes da adoção.

O Adota Aqui foi lançado na PlayStore no dia 17 e já possui 872 instalações em todo o Brasil. Os donos de aparelhos com sistema iOS poderão adquirir o aplicativo gratuito em setembro, de acordo com o estudante, que faz Ciências da Computação na UFMT.

Porém, Cuiabá ainda possui poucos usuários em comparação com grandes Capitais, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Na Capital mato-grossense foram cadastrados seis gatos e apenas um cão.

“Eu vejo que o pessoal do Rio de Janeiro e Belo Horizonte está engajando muito mais que o próprio pessoal de Cuiabá. Em Belo Horizonte foram registrados sete cães e dois gatos. Lá no Rio de Janeiro tem três gatos e cinco cães registrados”, afirmou Eduardo.

Dois cachorros já foram adotados pelo Adota Aqui e mais dois estavam em processo de adoção até essa quinta-feira (23).

Foto: Alair Ribeiro

Superando expectativas

Eduardo não esperava que o Adota Aqui atingisse tantas pessoas e que ganhasse a mídia. Para ele, esse apenas um projeto pessoal.

“De repente começou a bombar, começou a ficar bem popular nas redes sociais. As pessoas começaram a se engajar bastante e acho que ainda tem bastante potencial para atingir”.

O jovem diz estar muito feliz com o aplicativo, mas não pela repercussão e sim por já ter conseguido ajudar a vida de dois cachorros que foram adotados.

“Essa está sendo a minha realização pessoal. E fico feliz que seja uma ideia que as pessoas estão gostando porque a gente precisa disso”, confessa Eduardo.

Ele também acredita que a tecnologia deve ser utilizada para resolver os problemas sociais e tornar a vida dos brasileiros melhor.

“Para mim, a tecnologia tem que ajudar a sociedade. O Brasil é um País com muitos problemas, a tecnologia tem que vir para abraçar esses problemas e ajudar na resolução”, completa.

Amor pelos animais

O jovem conta que sempre foi engajado nas causas dos animais e sempre se preocupou com a questão de cachorros e gatos abandonados nas ruas.

“Vejo que muitas pessoas são muito maldosas, abandonam animais, deixam na rua ou até mesmo não cuidam”.

O estudante também percebeu que havia uma grande demanda pela facilitação do processo de adoção dos animais.

“Eu comecei a observar que alguns amigos queriam adotar e tinham certa dificuldade em conseguir achar animais. Assim como eu via que havia pessoas que tinham alguns filhotes de cães ou gatos e não conseguiam encontrar uma pessoa que realizasse essa adoção”, revela.

Com isso, ele notou que faltava uma plataforma única para agregar e facilitar o processo.

“Não tem uma plataforma que unifica essa parte de adoção. Precisa entrar em Facebook, Instagram ou da maneira convencional que é o boca a boca. Aí por que não desenvolver uma plataforma para gestar todas essas adoções ou encontrar animais que você quer adotar?”

Além disso, Eduardo ainda acredita que pode ajudar a solucionar um problema social que começa a atingir Cuiabá.

“A coisa dos animais abandonados está começando a virar um problema social realmente grande nas capitais. Há muitos animais sem castração, abandonados, que têm uma ninhada e deixam abandonados. Eles crescem, se reproduzem e acabam se tornando um problema público, social”, afirma.

A coordenadora da ONG Organização Protetora dos Animais de Mato Grosso (OPA-MT), Michele Scopel, afirma que o aplicativo auxilia na divulgação dos processos de adoção.

“Seria apenas mais uma ferramenta de divulgação porque já temos tantas redes sociais hoje em dia”, disse.

A OPA possui mais de 125 animais disponíveis em diversos abrigos pelo Município, porém ainda não utilizou a nova plataforma.

Foto: Alair Ribeiro

Preocupações

Por ser seu primeiro aplicativo e ainda estar nas fases iniciais, o jovem programador enfrenta algumas dificuldades tanto no processo de desenvolvimento quanto nas próximas atualizações.

Em dois meses, durante a produção do Adota Aqui, Eduardo precisou lidar com problemas, porém ele levou isso como um processo de aprendizado.

“Fazer um sistema do começo até o fim é um problema. O tempo todo a gente tem desafios, a gente tem problemas, mas a gente é ensinado que com esses problemas é que se aprende”, diz.

Porém ele alerta que sua principal preocupação é de que o aplicativo seja usado por pessoas mal intencionadas para o comércio de cães e gatos.

“Essa é a minha preocupação número um. Tanto que eu deixo até alertando a respeito da própria venda. É estritamente proibido nesse aplicativo realizar a compra e venda de animais. É apenas e exclusivamente para adoção”.

O estudante pretende criar um sistema para que os usuários denunciem a venda na plataforma. Ele diz ainda que vai implantar uma inteligência artificial que vai fiscalizar o comportamento inadequado e banir essas pessoas.

“Pretendo ainda melhorar bastante em relação a isso. Nas próximas atualizações terá uma prevenção, um sistema de reporte contra um usuário que está realizando a venda de animais”, revela o programador.

A OPA também possui a mesma preocupação. A ONG alerta que as pessoas estão em busca de animais que sejam esteticamente bonitos, de raça, com muito pelo, que sejam miniaturas ou gigantes.

“O grande problema não são os veículos de divulgação, mas as pessoas que querem adotar, elas exigem demais. Tem que dar chance para os outros animais porque eles transmitem amor igual aos outros”, explica Michele.

Proteção aos animais

Em 2017 a Prefeitura aprovou uma lei que prevê a criação de um disque denúncia contra maus-tratos de cães e gatos e da Diretoria de Bem-Estar Animal.

O projeto ainda determinou que os animais abandonados ou vítimas de maus-tratos e atropelamentos sejam resgatados e encaminhados para abrigos ou entidades conveniadas e devem, ainda, passar por tratamento médico.

A adoção também faz parte da lei. Os adotantes devem assinar um termo de responsabilidade e receberão visitas de autoridades que irão verificar a qualidade de vida do animal.

Aqueles que descumprirem a lei poderão ser multados em até R$ 200 mil.

Só em julho, duas leis que contribuem para a proteção de animais foram aprovadas em Cuiabá e Mato Grosso.

No dia 11, a Assembleia Legislativa aprovou um projeto que proíbe o extermínio de cães e gatos para fins de controle populacional.

A lei também determina que Estado e Municípios promovam a identificação desses animais com microchips implantados na pele para identificá-los, relacioná-los com seu responsável e armazenar dados sobre a saúde deles.

Já no dia 28, a Câmara de Cuiabá promulgou a lei que prevê a castração de cães e gatos abandonados, abrigados em lares humildes ou resgatados por protetores independentes e de ongs cadastradas na Prefeitura.

A lei também obriga o Município a ampliar o Centro de Zoonoses além de construir uma policlínica animal.

Fonte: MídiaNews

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Voluntários realizam campanha de reciclagem para ajudar gatos abandonados

Reprodução

Voluntários de um grupo de proteção animal estão recolhendo frascos de desodorante spray para custear as despesas do projeto Lunnar, que ampara animais em situação de abandono que vivem no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O kg das embalagens é vendido por aproximadamente R$4,00 e todo dinheiro é revertido para suprir os gastos do projeto. Adriano Real, voluntário do Lunnar, afirma que muitas pessoas estão se solidarizando com a campanha.

“Pagam pouco, então resolvi pedir ajuda para alguns amigos. Enviei o pedido de ajuda para alguns grupos, vazou na internet e viralizou. Me joguei na causa, recebo muitas mensagens de pessoas querendo ajudar”, disse em entrevista ao G1.

Adriano explica que a ação teve início após a chacina de gatos que foram mortos por envenenamentos na universidade. “Algumas alunas reuniram protetores em um grupo de aplicativos. Fizemos alguns protestos e socorremos os animais envenenados. Gastamos muito e as dívidas acumularam. Agora, estamos tentando pagar”, contou.

Além do projeto de reciclagem o grupo também mantém um bazar e aceita doações de roupas e calçados.

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Professora gasta até R$ 6 mil com ração para gatos abandonados

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

A professora Marlene Gonçalves, de 49 anos e pouco mais de um metro de altura, desfila seus cabelos brancos e brilhantes pelo saguão do Instituto de Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). São 8h da manhã quando o primeiro felino aparece. Os gatos se escondem nos bueiros e escombros do bloco e são acordados pelo barulho do carrinho de ração da professora atravessando o caminho.

“Há dois dias roubaram uma casinha deles que ficava ali”, lamenta Marlene apontando para um canto do bloco onde ficava a residência de um dos quase 30 gatos alimentados por ela no Instituto de Linguagem (IL) e no Instituo de Educação (IE) da UFMT. A casinha roubada é uma das cinco compradas com o dinheiro do seu décimo terceiro salário.

Marlene é só mais um dos funcionários da universidade que alimentam os animais no campus. Em cada bloco, há pelo o menos um servidor ou professor que se encarrega de ajudar os animais a sobreviverem. A caridade, no entanto, é o que incentiva as pessoas a continuarem abandonando animais no local.

O amor e o dilema da pequena professora com os gatos começaram em 1992, quando um desconhecido abandonou “Chatram” na porta de sua casa, no bairro Tijucal. Chatram foi adotado, castrado e protegido por sua nova tutora. Depois de adotar o primeiro, os outros logo vieram. De tempos em tempos, a professora acordava e ouvia um miado na porta. Era um novo morador. A coisa se repetiu até que a pedagoga fez as contas: vivia com 27 gatos dentro de casa e nenhum humano.

“Um vizinho me aconselhou a colocar um recado na porta e eu coloquei, era um aviso dizendo para não abandonarem mais os gatos lá e foi só assim que as pessoas pararam. Eu via o animal sendo jogado na porta de casa e não conseguia simplesmente fingir que não tinha visto”, explica ela.

As placas ou os “recados” são também a forma como Marlene se defende dos ladrões de ração que atuam no campus. Em um cantinho da parede no gramado da entrada do bloco, a professora fixou uma folha A4, onde se lê a mensagem “Não faça mais isso, se não vou denunciar”. A precaução é necessária, uma vez que o custo para alimentar os gatos na universidade é alto. Somando os gatos que tem em casa com os que cuida na universidade, a docente gasta até R$ 6 mil por mês com os animais.

Além de alimentar, Marlene também leva ao veterinário. O “Júnior” – um gato tigrado espertalhão que vive em uma das rampas do IE – já foi castrado por ela. A vontade de cuidar dos animais é tão grande que a professora joga na loteria sempre que pode, a ideia é comprar uma chácara e levar todos eles para viverem melhor no local.

“Eu penso em levar alguns para casa, mas lá em casa já tem muito gato. A gente sabe que o certo era que não tivesse gato na UFMT, não adianta extirpar os animais porque sempre vai ter gente abandonando mais e mais gatos aqui”, conta ela enquanto se agacha entre os corrimãos, oferecendo mais um punhado de ração para o “Leãozinho”, um ruivo que mora em um dos estacionamentos da universidade.

Leãozinho, Júnior e o falecido Chatram (in memorian) são exceções na criativa onomástica da pedagoga. Na hora de dar nomes, as paixões se misturam e ela traz referências do futebol para criar as identidades dos seus animais, dando aos bichanos nomes como “Robinho”, “Ramires” e “Diego”, os dois primeiros crescidos durante a Copa do Mundo de 2014.

A paixão pelo Vasco da Gama, seu clube do coração, fez com que ela desse o nome de “Edmundo” a um dos seus animais mais queridinhos. O atacante felino teve depois o nome reduzido para “Ed”, com o qual assistiu e comemorou junto a sua tutora o triunfo do Vascão sobre o Palmeiras, em 1997.

As casinhas dos gatos compradas pela professora são um conforto a mais oferecido por ela aos bichanos (Foto: Rogério Florentino)

O medo e os riscos à saúde

A discussão em torno dos gatos que moram no campus perpassa quase sempre pelo problema da saúde. A doutora em sociologia que dá aulas no curso de veterinária da universidade, Juliana Abonizio, realizou uma pesquisa junto aos seus alunos e constatou que apesar das pessoas temerem os felinos por conta dos riscos de doença, 100% dos entrevistados relatou não conhecer ninguém que tenha adoecido em por conta dos contato com os felinos.

Juliana demonstra que esse “medo” dos animais tem muito mais a ver com as relações mediadas pela história de vida de cada pessoa. E que os gatos ocupam um lugar no imaginário da população que pode ser nocivo para um e prejudicial para outros. A opinião é compartilhada por Marlene que diz nunca ter contraído nenhuma doença, a despeito de seus 27 bichanos residenciais e outros 30 alimentados na UFMT.

No caso da toxoplasmose, por exemplo, os veterinários explicam que a doença só é contraída quando é ingerida grande quantidade de fezes de gatos. O mais comum é contrair a doença comendo vegetais mal lavados ou carne mal cozida. Além disso, ela não é transmitida pela urina do gato, como muitos acreditam.

“Os esforços de extermínio dos animais abandonados se embasam fortemente nesse tipo de questão. Isso ajuda a apaziguar a consciência dos envolvidos, pois cria uma justificativa racional para matar os animais. Essa argumentação justifica o extermínio e ajuda a esconder um grande nó dessa questão: Esses animais tem consciência, subjetividade e tanto direito e interesse à vida quanto nós.”, alerta a pesquisadora Eveline Teixeira Baptistella que já estudou a relação entre homens e animais em ambientes públicos.

Pobres, porém livres

Em Cuiabá, os gatos abandonados sobrevivem essencialmente em espaços públicos. Eles se protegem em locais em que almas caridosas oferecem ao menos um pouco de carinho. Além da UFMT, os felinos também estão presentes no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Por lá, a superpopulação de gatos fez o desembargador Orlando Perri, então presidente do Tribunal em 2013, baixar uma norma que proibia os servidores do judiciário de alimentar os animais.

A portaria 554/2013 visava cortar o mal pela pata: interromper os cuidados para que com isso as pessoas se sentissem menos mobilizadas a abandonarem os animais no local. O problema é que a regra não surtiu efeito no afeto dos trabalhadores e muitos continuaram a alimentar os gatos mesmo que anônima e irregularmente.

Essa proibição, segundo Eveline, é culpa de uma visão ultrapassada que enxerga os animais como “máquinas em busca de alimento”. Para a pesquisadora, essas soluções “mágicas” tendem sempre ao fracasso porque a questão só é resolvida por uma mudança social e pela adoção de políticas públicas de bem-estar animal.

“A UFMT é muito grande, não tem um sistema de câmeras eficiente e seria impossível ter guardas para policiarem todos os locais em todos os momentos. Assim, é muito fácil pegar uma ninhada de gatos e abandonar em pontos isolados. A pessoa sabe que não será descoberta nem penalizada pelo ato”, explica ela.

Castração silenciosa

O número de gatos na UFMT é, no mínimo, exorbitante. Segundo a professora de veterinária e integrante de uma comissão que estuda o problema, Adriana Borsa, a população é de cerca de 1000 animais. Ou seja, a população de gatos representa 13% da população de alunos, que é de 7.365 estudantes.

Para evitar que os animais continuem a se proliferar o departamento de veterinária castra “silenciosamente” os animais. A universidade não mantém campanhas de castração dos felinos do campus por medo de que as pessoas continuem abandonando seus animais com a justificativa de que lá além de serem alimentados também serão castrados e terão atendimento veterinário.

Essa “castração silenciosa” é feita justamente com o auxílio das pessoas que alimentam os animais. São elas que encaminham os gatos até o Hospital Veterinário. Os animais mais antigos, gordos e corpulentos são os primeiros beneficiários dessa ação caridosa.

“Não divulgamos essa castração porque nós sabemos que isso vai continuar incentivando as pessoas a abandonarem seus animais. Por isso nós estamos estudando uma maneira de solucionar o problema, tentar impedir ou dificultar que as pessoas abandonem os gatos na universidade, só castrar ou eliminar os animais não adianta, eles continuam abandonando” explica professora.

“Júnior” é um dos gatos queridinhos que foram nomeados pela professora. Junta-se a ele o alaranjado “Leãozinho”. (Foto: Rogério Florentino)

Paralelamente a isso, a UFMT ainda realiza campanhas publicitárias para inibir o abandono. Placas espalhadas nas proximidades das guaritas mostram imagens de um gatinho amarelo, cujo olhar parece pedir para que não seja deixado no campus. O “modelo” da campanha pode ser facilmente confundido com qualquer filhotinho dormindo em algum gramado da universidade, já sem o lar que o expulsou.

Fonte: Olhar Direto

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Gatos “adotam” campus da UFMT como moradia após abandono

Foto: Alecy Alves/DC
Foto: Alecy Alves/DC

A superpopulação de gatos que “adotou” o campus da UFMT de Cuiabá como moradia se tornou um problema administrativo para a instituição.

A estimativa da Reitoria é de que mil felinos, a maioria abandonados e descendentes dos abandonados, moram nos corredores, calçadas, pátios e outros setores da universidade. A instituição ainda não sabe o que fazer com os que já estão lá, tampouco como evitar a entrada de novos animais.

Em diversos blocos (como são denominadas as divisões de ensino e de gestão), os gatos podem ser vistos em abrigos instalados especificamente para eles, em forma de casinha de madeira, por exemplo. Há, também, recipientes próprios para armazenar alimentos e água espalhados em diferentes pontos.

Há algumas semanas, a UFMT instalou placas e avisos sobre as implicações legais do abandono de animais. Um alerta chama a atenção no bloco da Faculdade de Direito, na entrada do setor onde está sediado o Juizado Especial, órgão do Judiciário Estadual(TJMT).

O aviso apela às pessoas que são contra alimentar os gatos para que ajudem a identificar quem os abandona. Assim, os que cometem maus-tratos contra os animais podem ser denunciados e responsabilizados criminalmente.

O vice-reitor, professor João Carlos de Sousa Maia, explicou que muitas pessoas vão ao campus de carro levando gatos em caixas para abandonar no local. E que para boa parte dos animais são essas mesmas pessoas que garantem o alimento.

O vice-reitor diz que o abandono e a oferta de alimentação não apropriada, em condições inadequadas de higiene, causam uma série de problemas e colocam em riscos a saúde dos animais e das pessoas.

Até pouco tempo, segundo o professor João Carlos, as pessoas iam até lá levando alimentados comuns aos humanos, como arroz, feijão e carne. Agora, observa, os gatos passaram a ser alimentados com ração. Nas duas situações, lembra, os alimentos apodrecem, criam fungos e bactérias.

Além disso, destaca ele, há registros de gatos mortos por atropelamento nas ruas internas do campus. O vice-reitor observa que o comportamento daqueles que abandonam os animais trazidos de suas casas ou mesmo encontrados nas ruas indica uma visão da universidade como uma “casa pública de recuperação de animais”.

Na tentativa de mudar essa situação, a UFMT criou uma comissão para discutir a adotar medidas legais. O vice-reitor, que coordena o grupo, lembra que além da UFMT outras instituições fazem parte desse trabalho, entre elas a Associação de Proteção dos Animais(AVA).

Inicialmente, diz, estão levando para todos os blocos a campanha de conscientização. Nessa etapa, detalha, estão criando equipes de voluntários, especialmente com alunos do curso de Medicina Veterinárias, para atuar como observadores do abandono e das condições dos animais.

Mas outras propostas estão em discussão, entre as quais, informa, cadastrar os felinos, tratar aqueles que possam estar doentes e depois promover campanhas de adoção com feiras de exposições outras formas.

Castrá-los também é uma possibilidade, mas isso, conforme o vice-reitor, passará por uma discussão do ponto de vista legal.

Gatos no TJMT – O Tribunal de Justiça do Estado viveu situação similar até o início deste ano. Com uma superpopulação de gato, o órgão acabou no centro de uma polêmica sobre o tratamento dispensado aos pequenos felinos. Depois de proibir os funcionários de alimentá-los, o que gerou críticas, o TJMT decidiu por tratá-los, castrá-los e dispô-los à adoção.

Fonte: Diário de Cuiabá

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