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PL que aumenta pena para maus-tratos a animais é aprovado no Distrito Federal

Pixabay

Os deputados do Distrito Federal aprovaram na última terça-feira (29) o projeto de lei nº 891/2020, que aumenta a pena para maus-tratos a animais.

De autoria do deputado Eduardo Pedrosa (PTC), a proposta também obriga os agressores de animais a arcar com as despesas do tratamento veterinário realizado após os maus-tratos e proíbe, em caso de violência física, que o infrator tutele outros animais pelo período de três a cinco anos.

O texto foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares, que também aprovaram um projeto de lei que proíbe o uso de coleira de choque em animais. O acessório costuma ser usado para coibir latidos de cães por meio da submissão à dor.

O projeto de lei nº 843/2019, do deputado Daniel Donizet (PL), estabelece multa de R$ 1 mil por animal que for forçado a usar a coleira de choque. O valor pode ser dobrado em caso de reincidência.

Os recursos arrecadados com as multas devem ser destinados a órgãos públicos e entidades que exerçam atividades em prol dos animais abandonados.

Os dois projetos de lei seguem agora para análise do governador Ibaneis Rocha (MDB), que terá que decidir pela sanção ou pelo veto.


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Justiça permite que guarda de cães maltratados no ‘desafio da farinha’ permaneça com tutores

Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) e o Poder Judiciário de Londrina determinaram que a guarda dos cachorros maltratados pelos tutores no “desafio do farinha” permaneça com o casal. Cada um deles foi foi multado em R$ 2 mil – o valor pode ser pago em até cinco parcelas.

Se os empresários Julia Claudenari Oguido e Guto Oguido aceitarem pagar a multa, ficarão livres da acusação criminal por maus-tratos, conforme revelado no domingo (24) pelo delegado Matheus Laiola, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), da Polícia Civil do Paraná.

O caso foi investigado após o casal publicar um vídeo na internet no qual Julia pressiona a cabeça dos cães contra travesseiros repletos do que aparentava ser farinha. Segundo informações do G1, as imagens e um laudo veterinário, que comprova que o ato dos tutores configura maus-tratos, levaram delegados do Paraná e de São Paulo a solicitarem que o casal perdesse a guarda dos animais.

Reprodução/Record TV

Um laudo apresentado pela família, no entanto, mostrou que os cães não tiveram sua saúde afetada. Julia disse ainda que o material usado não era farinha, mas sim talco. Os argumentos foram expostos pela defesa do casal. Ainda assim, a denúncia foi encaminhada ao MP.

Um dos delegados que pediu que o casal perdesse a tutela dos cães, Bruno Lima, da Polícia Civil de São Paulo, lamentou a decisão da Justiça.

“País da impunidade, principalmente quando se trata de maus-tratos aos animais. A justiça não defende os animais, mas não desistiremos jamais”, escreveu.


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PL que proíbe adoção de animais por pessoas atuadas por maus-tratos é aprovado em Araraquara (SP)

Manter animais acorrentados configura maus-tratos (Pixabay/Taken)

Um projeto de lei que proíbe a adoção de animais por pessoas autuadas pelo crime de maus-tratos foi aprovado na última terça-feira (19), em segunda votação, pela Câmara Municipal de Araraquara, no interior de São Paulo.

A medida também impede que animais submetidos à violência pelos tutores voltem para a guarda dessas pessoas. Os autuados por maus-tratos ficam proibidos de adotar animais por cinco anos.

De autoria da vereadora Juliana Damus (PP), o projeto define como maus-tratos a animais toda ação que provoque privação de necessidades básicas ou submeta o animal a sofrimento físico, medo, estresse, angústia, patologia ou morte.

A medida foi elaborada pela parlamentar com o auxílio da Comissão de Proteção Animal da Ordem dos Advogados do Brasil. Com a aprovação em segunda votação, o projeto segue para análise do prefeito Edinho Silva (PT), que deve decidir pela sanção ou pelo veto.

Autuações por maus-tratos

O Centro de Controle de Zoonoses, órgão da Prefeitura de Araraquara, aplicou 150 multas e autuações a pessoas que praticaram crimes de maus-tratos contra cães e gatos entre maio de 2019 e maio de 2020. Três casos foram encaminhados ao Ministério Público para que os animais não retornassem à tutela daqueles que os maltrataram.

A medida aprovada na Câmara beneficia esses animais maltratados e foi elogiada, em entrevista à CBN Araraquara, pela presidente da ONG SOS Melhor Amigo, Betty Peixoto. Ela lembrou, porém, que é necessário que os agressores de animais sejam identificados e punidos.

Apesar de benéfica, a medida não coloca fim ao abandono e aos maus-tratos. Na opinião de Betty, para que isso ocorra é necessário que a lei que determina a chipagem dos animais, aprovada em 2012, seja cumprida. Através do microchip é possível identificar o animal e punir o tutor que o abandona, por exemplo.

A prefeitura não se posicionou sobre os apontamentos feito pela presidente da entidade.


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Presidente do Ibama flexibiliza lei para legalizar cativeiro de papagaio de ministro do STJ

A medida proíbe o resgate de animais como papagaios que tenham sido mantidos em cativeiro há pelo menos oito anos e que não apresentem sinais de maus-tratos


Um despacho publicado pelo presidente do Ibama, Eduardo Bim, nesta quarta-feira (20), cria um precedente para a legalização do cativeiro de psitacídeos – animais da família dos papagaios, araras-azuis, calopsitas e periquitos. A medida, que beneficia o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Geraldo Og Fernandes, pode dificultar a fiscalização de crimes ambientais.

Reprodução/Pixabay/Schwoaze/Imagem Ilustrativa

O caso teve início em 2008, segundo o jornal Folha de S. Paulo. Na época, a esposa do ministro, Roberta Marques, pediu que a tutela de um papagaio fosse legalizada para que a ave fosse levada para Brasília.

O despacho do presidente do órgão ambiental dá direito à guarda provisória do animal por 180 dias e orienta a Diretoria de Proteção Animal (Dipro) a não resgatar psitacídeos mantidos em cativeiro há pelo menos oito anos e que não apresentem sinais de maus-tratos. A legislação ambiental, no entanto, permite que animais sejam mantidos em cativeiro apenas sob autorização do Ibama e prevê detenção de até um ano aos infratores.

Para justificar seu ato, Bim alega que a reabilitação é mais difícil quando o animal está há muito tempo em cativeiro e cita dados do Ibama que indicam que quase a metade dos espécimes resgatados não volta ao habitat.

Sobre a extensão da tutela de animais para outros casos, o presidente do Ibama afirma que é “anti-isonômico assegurar direitos apenas à parcela da população que logra acesso ao Judiciário, deixando à deriva todos os demais cidadãos que compartilham a mesma situação jurídica por não acessar a via judicial”.

O encaminhamento, após resgate, de psitacídeos para os Centros de Triagem de Animais Silvestres também foi proibido pelo despacho caso o animal esteja a mais de oito anos em cativeiro e não tenha sofrido maus-tratos.


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Lei que pune maus-tratos com perda da guarda do animal é sancionada em Palmas (TO)

A prefeita de Palmas (TO), Cinthia Ribeiro (PSDB), sancionou uma lei que define o que são maus-tratos a animais e pune tal prática com a perda da guarda do animal maltratado. A legislação foi publicada no Diário Oficial de terça-feira (11).

Foto: Pixabay

“Define-se como maus-tratos e crueldade contra animais as ações diretas ou indiretas, capazes de provocar privação das necessidades básicas, sofrimento físico, medo, estresse, angústia, patologias ou morte”, diz o texto da lei. As informações são do G1.

A legislação proíbe: abandono em vias públicas, em residências fechadas ou inabitadas; agressões diretas ou indiretas de qualquer tipo, tais como: espancamento, uso de instrumentos cortantes ou contundentes, uso de substâncias químicas, tóxicas, escaldantes e fogo; privação de alimento ou de alimentação adequada; confinamento, acorrentamento e/ou alojamento inadequado; uso de cadeado para o fechamento da coleira.

Os animais devem, segundo a lei, ficar em ambientes limpos, com incidência de sol, luz, sombra e ventilação e com tamanho adequado às necessidades e ao porte deles. Os tutores devem também fornecer alimento e água limpa aos animais, além de atendimento veterinário.

A nova norma determina que animais maltratados devem ser resgatado pela Prefeitura Municipal ou por ONGs de proteção animal.

A administração municipal foi questionada sobre como cumprirá a lei, já que não há estrutura no município para abrigar animais e o Centro de Controle de Zoonozes recebe apenas animais doentes.

A prefeitura alegou que “a Lei sobre a proibição da prática de maus-tratos e crueldades contra animais é considerada um avanço para a gestão pública municipal, pois a partir da legalidade sobre o ato, a Prefeitura de Palmas vai buscar parcerias, apoios e convênios para melhor se estruturar e atender esta pauta” e disse que a legislação será regulamentada e instrumentos para permitir que ela seja executada serão criados.

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Cidade quer proibir que moradores tutelem gatos na Nova Zelândia

Os cidadãos do município de Omaui, localizado no extremo sul da Nova Zelândia, estão debatendo um assunto polêmico que pode resultar no estabelecimento de um plano para ‘banir’ os gatos da região nos próximos anos.

(Foto: Divulgação)

A medida causou revolta entre os amantes e tutores de gatos. De acordo com a prefeitura, o projeto tem intuito de preservar a existência de animais nativos. A ideia é castrar e cadastrar os gatos com microchip para monitorá-los. Além disso, os tutores dos animais não vão poder ter novos gatinhos em suas casas.

Aparentemente a proposta não é exclusividade de Omaui. Auckland, uma das principais cidades do país, já adotou planos de controle de gatos. Os animais encontrados em reservas ambientais sem microchip, são sacrificados. A crueldade é justificada com o argumento de que eles poderiam se tornar predadores das espécies naturais do país.

As medidas vão contra a história do país. Os primeiros gatos chegaram na Nova Zelândia no século 19. Ao longo das décadas, a espécie aumentou e vem ameaçando a existência de alguns animais. Pesquisadores dizem que o pássaro Lyall foi extinto por conta da atividade predatória de gatos selvagens.

Nota da Redação: a ANDA é veementemente contra a medida que pretende proibir tutores de adotar novos gatos e também é contrária à qualquer ação voltada para o sacrifício de gatos selvagens. Como defensora dos direitos animais, a ANDA entende que os gatos domésticos devem ser mantidos em casa, sem acesso à rua, o que garantirá proteção a eles e às espécies que habitam a natureza. Quanto aos selvagens, o entendimento do portal é de que o ser humano não pode, em hipótese alguma, interferir de forma negativa no meio ambiente, especialmente quando a ação dele colabora para que animais sejam mortos, como tem sido feito em Auckland com os gatos encontrados sem microchip em reservas ambientais.

Fonte: Hypeness

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Antes de morrer, dona de casa pede que cuidem de 30 cães e 15 gatos

Ilustração | Pixabay

Dona Maria, como ficou conhecida a dona de casa Benedita Ribeiro de Moraes, 77 anos, faleceu na madrugada do último domingo e deixou mais de 30 cachorros e pelo menos 15 gatos sem cuidados na casa mais que precária onde morava, no bairro Montanhão, em São Bernardo. Agora, família e protetoras buscam doar os animais até dia 15 de setembro, quando serão recolhidos pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de São Bernardo.

A matilha de Dona Maria foi se formando ao longo dos anos porque a senhora se apiedava dos animais que era abandonados à beira da estrada em frente à sua casa. Começou a alimentá-los e foram ficando e tendo filhotes. Atualmente, uma cadelinha acabou de dar cria e outra espera mais alguns cachorrinhos.

Mas a idosa já vivia em um barraco precário, o que não melhorou pela presença de tantos animais. No último fim de semana, Benedita foi internada com água nos pulmões e não resistiu. “Fui vê-la internada, ela sabia que não ia voltar para casa e só pediu uma coisa: que a gente continuasse a cuidar dos animais”, conta a costureira Leda Rejane Medeiros do Nascimento, 47, auto proclamada protetora dos animais que vinha ajudando a idosa há quase um ano.

Durante os últimos dias, Leda, assim como outras que ajudavam Dona Maria, vem mobilizando as pessoas pelas redes sociais em busca de pessoas dispostas a adotar cães e gatos ou ao menos lares temporários para eles. Mas a tarefa não é fácil. “Nem todos (animais) podemos colocar para doação. Alguns estão doentes, precisam de tratamento, outros são muito velhos e as pessoas normalmente não adotam. E aqueles aptos a adoção têm que ser castrados antes e isso demora um pouco”, afirma Leda. Os cães estão sendo castrados e vacinados contra raiva pelo CCZ de São Bernardo, gratuitamente.

Por enquanto, Leda, um dos três filhos adotivos de dona Maria, Luís Carlos Cunha, 57, e sua mulher conseguem alimentar os animais por meio de doações, mas nem sempre é o bastante. “Um moço doou 450 quilos de ração, que não duraram três meses. Quase 40 cachorros, nem tem como. Recentemente comprei 13 pacotes de ração, R$ 45 cada”, conta Leda. “Eles precisam de um lugar melhor. Eram a vida da minha mãe”, diz Cunha.

Fonte: Diário do Grande ABC

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PL proíbe autor de maus-tratos de tutelar animais durante cinco anos

Um projeto de lei, de autoria do deputado Márcio Fernandes (MDB), quer proibir que pessoas responsáveis por maus-tratos tenham a guarda de animais durante um período de cinco anos no estado do Mato Grosso do Sul.

(Foto: Divulgação / Imagem Ilustrativa)

O objetivo da proposta é impedir que crimes contra animais sejam novamente cometidos. A matéria será analisada por comissões da Assembléia. “Considerando notícias de maus-tratos e abandonos, nada mais justo do que repreender a conduta de agressores”, explicou Fernandes, que também é médico veterinário.

Cinco anos após a ocorrência de maus-tratos, o responsável pelo crime terá autorização para tutelar outro animal. Caso ele o maltrate, um novo prazo será iniciado. As informações são do portal Aquidauana News.

O deputado quer ainda, com o projeto, impedir que animais vítimas de maus-tratos voltem a ser tutelados por quem os maltratou. “É dever do Estado zelar pelo bem-estar animal, impedindo que maltratados voltem à pessoa causadora das agressões”, disse o parlamentar. O deputado lembrou o caso de uma cadela espancada pelo tutor em São Paulo, em 2015, que mesmo após um vídeo comprovar o crime, o agressor solicitou a guarda do animal.

Após passar pelas comissões da Assembléia, a proposta será votada em plenário pelos deputados. Se for aprovada, será analisada pelo governador do estado do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), que irá decidir pela sanção ou pelo veto.

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Juíza solta cão durante julgamento para descobrir quem é seu tutor

A decisão sobre a quem pertencia a tutela de um cão foi parar na justiça nos Estados Unidos. Um homem afirmava que ele era o tutor do poodle, que havia sido vendido sem a sua permissão, enquanto a mulher dizia que havia comprado o cachorro de forma legal. O caso fez parte do programa de televisão “Judge Judy”, da famosa juíza Judy Sheindlin.

Juíza se guiou pela reação do cão para dar veredito (Foto: Reprodução/YouTube)

Durante o julgamento, a mulher apresentou documentos que comprovavam que ela havia levado Baby Boy, como é chamado o cão, ao veterinário. O homem, entretanto, na ausência de provas, utilizava de argumentos sentimentais.

Para chegar a uma decisão, a juíza optou por trazer o cachorro até a sala de audiência. Ao ser colocado no chão, Baby Boy imediatamente correu em direção ao rapaz, pulando e pedindo carinho. Foi então que ficou clara a quem pertencia a tutela do cão.

As decisões tomadas no programa apresentado pela juíza aposentada da vara de família de Manhattan (EUA) não são consideradas oficiais. No entanto, os participantes assinam um termo se comprometendo a acatar o que for decidido por Judy.

A guarda de Baby Boy foi recuperada pelo seu antigo tutor. O vídeo postado no YouTube sobre o caso, que pode ser visto abaixo, em inglês, já possui mais de 5 milhões de visualizações.

Nota da Redação: considerando que o cachorro que virou alvo de uma decisão judicial foi comprado, é preciso reafirmar a necessidade de por um fim à venda de animais. Além de existirem muitos cães e gatos abandonados ou em ONGs à procura de um lar, a comercialização de animais é uma prática cruel que, muitas vezes, os explora sem descanso até que fiquem doentes e os mantém presos em gaiolas, vivendo de forma miserável. É preciso olhar para os animais e enxergá-los como vidas, não como meras mercadorias exploradas em nome do lucro.

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Lei que proíbe guarda de pit bulls entra em vigor em Montreal

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

One Last Chance Rescue
Foto: One Last Chance Rescue

O Tribunal de Apelação de Quebec, no Canadá, indeferiu uma liminar que restringe certas partes do regulamento de controle de animais de Montreal.

Isso significa que os pit bulls em Montreal devem ser amordaçados, colocados em uma trela curta e só poderão ser cuidados por um adulto. Além disso, os tutores têm até o final deste mês para registrar os pit bulls na cidade.

A batalha judicial começou em setembro quando a cidade de Montreal alterou sua lei municipal de controle de animais para, entre outras medidas, restringir pit bulls e outros cães considerados perigosos.

A nova lei permite que os pit bulls existentes permaneçam em Montreal desde que sejam registrados até 31 de dezembro, mas os pit bulls que chegaram após 27 de setembro são proibidos na região.

A SPCA Montreal emitiu uma declaração dizendo que continuará a lutar contra a lei municipal. “Embora a luta não tenha terminado, estamos extremamente decepcionados com a decisão de hoje e particularmente preocupados por não poder continuar à procura de casas adotivas em Montreal para todos os nossos cães sadios”, escreveu Alanna Devine, da SPCA.

O conselheiro de Project Montreal, Sterling Downey, que constantemente manifestou sua oposição à lei municipal, não ficou consternado com a decisão do tribunal. “O julgamento feito hoje não faz nada para mudar o fato de que a lei de controle de animais da cidade é inaplicável e não fará nada para reduzir o número de mordidas”, disse.

Os defensores da lei disse que o objetivo é reduzir a gravidade das mordidas por cães.

A SPCA tem contestado a lei no tribunal e como um primeiro passo pediu, e foi atendida, uma injunção para  parar as previsões específicas do estatuto sobre pit bulls. Porém, Montreal contestou a liminar e o Tribunal de Apelações concordou que a liminar não era necessária.

Em sua decisão, os juízes François Pelletier, Manon Savard e Jean-François Emond examinaram as razões fornecidas pela equipe jurídica da SPCA  para justificar a suspensão imediata do estatuto.

A organização de proteção animal argumentou que a cidade de Montreal não tinha o poder legal de regular animais, que a proibição de novos pit bulls violava a Lei de Bem-estar Animal de Quebec e que a definição de pit bull era vaga e violava a Carta de Direitos e Liberdades.

Porém, os juízes do Tribunal de Apelação determinaram que o Tribunal Inferior cometeu um erro ao concordar com a SPCA em várias questões, informou a CTV News.

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Pit bulls são vítimas da ignorância e proibidos em cidade canadense

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/WorldAnimalNews
Reprodução/WorldAnimalNews

A cidade de Montreal, no Canadá, irá proibir a guarda de pit bulls. Uma lei recém-anunciada permitirá que os tutores dos cães da raça mantenham seus companheiros desde que passem por uma verificação de antecedentes criminais. Este absurdo é mais uma demonstração do preconceito enfrentado pelos cães.

Os cães devem estar sempre com uma coleira curta, de no máximo 1,25 metros, exceto quando estiverem em área delimitadas por cercas com pelo menos dois metros de altura. Os tutores também devem colocar uma focinheira nos pit bulls que estiverem ao ar livre.

A lei estabelece que todos os cães da cidade sejam microchipados e esterilizados até 2019. O prefeito Denis Coderre alegou que os novos regulamentos foram projetados para garantir a segurança do público e ao mesmo tempo respeitar os direitos de cães e tutores “que se comportam bem”.

“Na Carta de Direitos e Liberdades, a segurança é também é um direito, por isso estamos trabalhando para garantir a segurança do nosso povo”, disse ele.

Já os serviços de proteção animal alertaram as autoridades que seria quase impossível impor estas restrições que não interferem na segurança pública. Além disso, especialistas declararam que a proibição da guarda dos cães com base na verificação de antecedentes criminais dos tutores é ilegal.

Reprodução/WorldAnimalNews
Reprodução/WorldAnimalNews

A menos que uma solicitação seja feita para tutorar um pit bull sob uma licença especial até o dia 31 de dezembro deste ano, será ilegal tutorar terriers americanos Staffordshire, terriers bull Staffordshire, terriers pit bull americanos e qualquer descendente de alguma destas raças ou um cão com características físicas semelhantes a elas.

As pessoas que se aplicarem para as licenças de guarda devem apresentar comprovante de que não possuem registo criminal, de que o cão foi esterilizado, microchipado e vacinado contra a raiva.

Alanna Devine, diretora de defesa animal da Sociedade para Prevenção da Crueldade Contra Animais (SPCA) de Montreal, disse que a nova lei pode fazer com que muitos cães sejam colocados  em abrigos sem qualquer justificativa válida. Ela enfatizou que vários estudos mostram que não há qualquer correlação entre certas raças de cães e agressividade.

“Quem vai decidir quais cães serão proibidos e como isto será decidido? Não faço ideia”, completou ela.

O não cumprimento das novas regras podem resultar na revogação da licença de guarda e na morte induzida dos cães. Se houver qualquer indício de que o cão pode matar alguém ou outro animal, o pit bull será considerado perigoso e terá a morte induzida.

Segundo o World Animal News, a lei estabelece que os tutores devem esterilizar e colocar microchip nos cães até 31 de dezembro de 2019. Aqueles que não cumprirem os regulamentos receberão multas que podem variar de US$ 300 a US$ 750 caso a infração seja relacionada à “segurança pública”.

Nota da Redação: Há muitos anos, os pit bulls são tratados injustamente pela sociedade que associa erroneamente estes cães à agressividade. Os pit bulls são como todos os outros cães e quando recebem amor, demonstram companheirismo e ternura. Este preconceito causa um grande sofrimento aos animais que são vítimas de maus-tratos, abandonados e têm a morte induzida.  Lamentavelmente, esta lei agrava ainda mais este cenário que pune os animais injustamente.

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“Defesa do animal” realiza mutirão de conscientização sobre tutela responsável em União da Vitória (PR)

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Dos dias seis a treze de Junho, a Prefeitura de União da Vitória, por meio do Setor de Defesa Animal vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, realizou o mutirão de conscientização sobre “Tutela Responsável” nos Bairros Limeira, Rio D’Areia, Loteamento União e Loteamento Mazurechen.

O mutirão contou com a participação de seis estudantes de Medicina Veterinária da Unidade de Ensino Superior Vale do Iguaçu, por meio do estágio referente à bolsa do ISS, todos sob supervisão do Médico Veterinário do setor de Defesa Animal.

Os membros do projeto realizaram a distribuição de folhetos explicativos referentes à importância da guarda animal, fizeram o levantamento do números de animais em cada bairro, explicaram e orientaram a população sobre a importância de efetuar a castração e vacinação em cada animal.

No total foram averiguados 741 cães e 183 gatos, em 790 famílias visitadas.

Dois animais foram diagnosticados com tumor de mama e encaminhados para cirurgia e tratamento, os mesmos já estão com seus devidos donos.

Os animais que apresentavam sintomas de sarna foram tratados no local, e casos de maus-tratos receberam notificações e serão averiguados no período de uma semana.

A Defesa Animal agradece aos estagiários participantes e à todas as famílias que cooperaram com o mutirão. “Contamos sempre com a ajuda e conscientização de cada pessoa para dar continuidade em nosso trabalho, e progredir em projetos como este”.

Fonte: O Iguassú

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