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Dois homens são filmados surfando nas costas de tubarão-baleia ameaçado de extinção

Foto:@CEN
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Os dois homens, que se acredita serem um turista e um guia turístico, posaram orgulhosamente para fotos enquanto estavam em pé sobre as costas de um tubarão-baleia em um feriado o México.

O animal, que é uma espécie protegida, é inofensivo para os seres humanos e se alimentam de plâncton.

As fotos foram tiradas perto das ilhas Isla Holbox ou Mujeres, no Mar do Caribe, que pertencem ao estado de Quintana Roo, no sudeste mexicano.

Os tubarões-baleia, que normalmente atingem mais de 40 pés de comprimento, são espécies protegidas no México.

Foto:@CEN
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Fotos dos homens andando em cima do mamífero provocaram indignação e revolta nas mídias sociais.

“O operador da excursão e o turista que subiu naquele pobre animal deveriam ser punidos”, disse um usuário.

Outra pessoa disse: “São pessoas incivilizadas que eu condeno da maneira mais forte.”

Um comentário dizia: “O operador da excursão e o turista que subiu naquele pobre animal deveriam ser punidos”.

A Comissão Regional da Península de Yucatán, que supervisiona esta área costeira, disse que está investigando a “autenticidade” das imagens.

A comissão questionou se as fotos foram tiradas na região por causa do tipo de corda usada.

No entanto, o World Wildlife Fund já está trabalhando com a comunidade de Isla Holbox, onde as fotos podem ter sido tiradas, devido às preocupações com as viagens de observação de baleias.

O WWF disse: “Infelizmente, alguns guias estavam permitindo que os turistas montassem nos tubarões, e a WWF foi convidada a ajudar a desenvolver um código de conduta para a nova indústria.

Foto:@CEN
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“Junto com seus parceiros, o WWF negociou com as partes envolvidas para estabelecer regulamentos que ajudassem a tornar o turismo lucrativo sem prejudicar os animais”.

Os tubarões-baleia são uma espécie em extinção porque são caçados pelo óleo de seus fígados que são usados para impermeabilizar barcos.

Em 2016, haviam pouco mais de 7 mil desses animais no oceano. O maior tubarão-baleia já mediu 61 metros de comprimento e eles são as maiores espécies de peixes.

Foto: Getty Images
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Destaques

Guia turístico afunda filhote de elefante no mar para turistas tirarem fotos

Foto: Viral Press
Foto: Viral Press

A exploração dos elefantes pela indústria de turismo nos países em que a espécie habita é notória e vergonhosa. Abusos de toda espécie são noticiados diariamente com animais tendo que fazer truques para plateias, pintar quadros com a tromba, dançar e até dirigir quadrículos.

O último ato de violência contra os elefantes, movido pela indústria do turismo, foi protagonizado por um guia turístico foi filmado afundando um bebê elefante no mar para que uma turista que também estava na praia pudesse tirar fotos do animal.

O mahout (nome dado aos manipuladores de elefante) arrastou o filhote para o oceano em Phuket, no sul da Tailândia, em 14 de maio, após os dois turistas pagarem por passeios ao lado dos animais, elefantes são explorados.

Um homem é visto no vídeo, tirando selfies enquanto estava sentado em cima de um elefante adulto que estava ao fundo com água até os joelhos no mar.

Uma mulher usando um biquíni branco – que provavelmente estava de férias – tirou fotos do bebê elefante preso pelo guia no mar.

O elefante bebê parecia nervoso e desconfortável na água, mas o mahout colocou as mãos no pescoço do elefante e o empurrou de volta para o mar, prendendo-o.

Quando o filhote acenou com a tromba em aparente desconforto, o mahout colocou a mão na cabeça do animal enquanto continuava a prendê-lo na água.

Foto: Viral Press
Foto: Viral Press

O comportamento cruel praticado conta o filhote era uma tentativa de manter o elefante imóvel para que o turista pudesse tirar uma foto dele no mar, segundo informações do Daily Mail.

Ela bate a foto do elefante bebê e em seguida, vira a câmera em direção ao seu parceiro, que está montando o outro elefante, porém adulto.

A cena provocou revolta dos defensores dos direitos animais que afirmaram que além de ser uma violência levar os elefantes contra a vontade para o mar também danificou os recifes de corais na área.

Thammarat Suwannaposri do Spotlight Phuket disse: “Os elefantes eram parte da atração turística organizada por um restaurante próximo e eles não pediram permissão para fazê-lo”.

“A praia é muito rochosa, mas está cheia de antigos recifes de coral, cuja retirada não foi autorizada de acordo com a lei. Mas eles trouxeram um profissional para escavar e limpar a área, para que esses elefantes pudessem entrar na água e posar para fotos com os turistas”.

“O que eles fizeram foi considerado ilegal e deveriam ser punidos por destruir o meio ambiente e abusar dos animais”.

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Notícias

Imagens fortes: vídeo mostra caça de onças no Pantanal

As imagens mostram a caça clandestina em fazenda como atração turística

O vídeo que faz parte do inquérito instaurado pela Polícia Federal para investigar a caça clandestina de onças no Pantanal de Mato Grosso do Sul revela como era a ação de caçadores durante a matança dos animais. Segundo a PF, o vídeo foi enviado por um estrangeiro que teve acesso às imagens. O áudio é original do material enviado. A prática estava sendo vendida para outros países como uma atração turística.

(Alerta: o vídeo contém cenas fortes)


Onça sendo atingida por caçador. Foto: Reprodução/ EPTV

Filmado em inglês como um vídeo-documentário de aproximadamente 20 minutos, as imagens contrastam o cenário de belezas naturais do Pantanal com cenas chocantes de matanças de onças pardas e pintadas feita por caçadores brasileiros e estrangeiros.

Em um dos trechos do vídeo aparecem caçadores com vestimentas camufladas (iguais as fardas do exército), armados com espingardas e carabinas. Em uma das cenas mais fortes, o caçador aponta a arma para o animal que está no alto de uma árvore e atira. Ferida, a onça despenca da árvore.

Já em outro trecho do vídeo a prática se repete, mas desta vez com uma onça pintada. O animal está em cima da árvore, quando é atingindo pelo tiro de um dos caçadores.

O vídeo foi o estopim para o início das investigações que resultaram na operação Jaguar II, feita pela PF em conjunto com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama/MS). Na tarde desta quinta-feira (5), policiais federais e agentes do Ibama apreenderam peles e partes de animais abatidos além de armas e munições na Fazenda Santa Sofia, localizada no município de Aquidauana, a 130 quilômetros de Campo Grande (MS).

Em entrevista ao G1, a proprietária da fazenda, Beatriz Rondon, confirmou a apreensão de armamentos, munições, peles e crânios de animais feita pela Polícia Federal em sua propriedade na tarde de quinta. No entanto a fazendeira não quis dar maiores esclarecimentos.

Versão da fazendeira

O advogado de Beatriz, René Siufi, informou que as peles, crânios e galhadas de animais que foram apreendidos na propriedade são antigos, de caças que aconteceram há aproximadamente 40 anos. Ele informou ainda que todo o armamento aprendido na fazenda está em situação legal.

“Todas as armas e munições que estavam na propriedade são legalizadas e possuem cadastro no Exército porque a Beatriz é uma colecionadora de armas”, explicou o advogado.

Siufi afirmou, ainda, que a Beatriz nunca permitiu caças em sua propriedade e lembrou que ela faz parte da Organização Não-Governamental (ONG) Sodepan, fundada por proprietários rurais, ambientalistas, pesquisadores e empresários do setor turístico.

A fazenda Santa Sofia é considerada uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e faz parte da Associação de Proprietários de Reservas Particulares de Mato Grosso do Sul (REPAMS), apoiada por diversas instituições ambientais como a WWF-Brasil.

Fonte: EPTV

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