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Sea Shepherd lança navio para interceptar a caça de baleias

Por Raquel Soldera (da Redação)

Em uma campanha de arrecadação de fundos em Hollywood, nos Estados Unidos, na noite do último sábado, 23, a Sea Shepherd Conservation Society anunciou que o navio Ocean Adventurer fará parte da sua frota para a próxima campanha de defesa às baleias no Oceano Antártico 2010-2011, a Operação Conciliação Não.

Navio Ocean Adventurer (Foto: Sea Shepherd)

O navio monocasco estabilizado de 12 anos de idade e 115 metros vai substituir o navio Ady Gil, que o navio baleeiro japonês Shonan Maru 2 deliberadamente abalroou e destruiu em 06 de janeiro deste ano.

Esta será a sétima campanha da Sea Shepherd contra as atividades da frota baleeira japonesa no Oceano Antártico, e espera-se que seja a última temporada. Durante as últimas seis campanhas, a Sea Shepherd salvou a vida de cerca de 2.000 baleias expostas às atividades baleeiras japonesas pelo mundo inteiro.

Na temporada passada, o número de baleias salvas foi maior do que o número de baleias mortas pelos japoneses. Quinhentas e vinte e oito baleias estão vivas, nadando no mar, graças ao trabalho da Sea Shepherd e dos seus colaboradores, que colaboraram para a manutenção dos navios e das tripulações.

Navio Ocean Adventurer fará parte da frota da Sea Shepherd (Foto: Sea Shepherd)

A Sea Shepherd está confiante que a campanha Operação Conciliação Não será a mais eficaz. Os navios Steve Irwin e Bob Barker estão sendo preparados para a campanha. A equipe de voluntários já foi recrutada. O único desafio agora é angariar mais fundos para o Ocean Adventurer.

Com três navios, a tripulação da Sea Shepherd mais uma vez será capaz de monitorar e intervir contra os caçadores de baleia no Oceano Antártico durante toda a temporada.

O objetivo da organização é salvar mais baleias na próxima temporada do que durante a temporada passada, e encerrar a caça de baleias no Oceano Antártico permanentemente.

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Destaques, Notícias

Baleeiro japonês bate novamente em navio da Sea Shepherd

Por Raquel Soldera (da Redação)

Às 12:09, horário da Austrália, o barco da frota japonesa Yushin Maru 3 bateu intencionalmente no navio da Sea Shepherd, Bob Barker, colocando em risco a vida da tripulação. A colisão aconteceu a cerca de 180 milhas do Cabo Darnley, no território antártico australiano.

O navio Bob Barker tinha bloqueado a rampa de lançamento do Nisshin Maru, navio da frota baleeira japonesa, quando a colisão ocorreu. Quatro navios arpão, o Yushin Maru 1, 2 e 3 e o Shonan Maru 2, estavam circulando perto da popa e da proa do navio da Sea Shepherd. O Bob Barker não se moveu de sua posição, e o Yushin Maru 3 intencionalmente bateu no navio da Sea Shepherd, causando um corte profundo no lado do navio.


Danos causados ao navio Bob Barker com a colisão. (Imagem: Sea Shepherd)
Danos causados ao navio Bob Barker com a colisão. (Imagem: Sea Shepherd)


Nenhum membro da tripulação ficou ferido durante a colisão. O Bob Barker continua bloqueando a rampa de lançamento do Nisshin Maru, impedindo a transferência de baleias mortas pelos demais barcos, e impedindo as operações de caça.

Assista ao vídeo do momento da colisão:
httpv://www.youtube.com/watch?v=b57UCDPUElQ&feature=player_embedded

O incidente demonstra uma contínua escalada de violência por parte dos baleeiros japoneses no Santuário de Baleias do Oceano Antártico.

Segundo o capitão e fundador da Sea Shepherd, Paul Watson, “os baleeiros japoneses escaparam ilesos no afundamento do Ady Gil (leia matéria publicada na ANDA aqui) e agora acreditam que podem fazer o que quiserem, e parecem não terem dúvidas em colocar em risco a tripulação da Sea Shepherd. O que nós realmente precisamos é que os governos da Austrália e da Nova Zelândia comecem a aplicar as leis marítimas nestas águas, ou ninguém sabe o que os baleeiros farão em seguida. Cidadãos da Austrália e Nova Zelândia correm risco de morte todos os dias nessas águas”.

A tripulação do Bob Barker percebeu que o Yushin Maru 3 parou de se mover na água logo após o impacto, e parecia estar ficando para trás enquanto o Bob Barker manteve a sua posição sobre a proa do Nisshin Maru. É possível que o Yushin Maru 3 tenha se danificado na colisão.




Baleeiro japonês bate em navio da Sea Shepherd. (Imagem: AP)
Baleeiro japonês bate em navio da Sea Shepherd. (Imagem: AP)



Os últimos acontecimentos da campanha deste ano contra a caça das baleias, promovida pela Sea Shepherd, demonstram que os baleeiros japoneses estão muito mais agressivos do que nos anos anteriores.

Com informações da Sea Shepherd


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Cão é resgatado em bloco de gelo à deriva nas águas do mar Báltico

Um cachorro foi resgatado em um bloco de gelo à deriva em alto-mar, a pelo menos cem quilômetros de distância de casa. O cão estava assustado, molhado e tremendo quando foi retirado do gelo. Ele foi visto pela tripulação de um navio polonês nas águas geladas do mar Báltico.

Foto: Reprodução de vídeo/BBC Brasil
Foto: Reprodução de vídeo/BBC Brasil

Inicialmente, eles pensaram se tratar de uma foca, mas, quando se aproximaram, perceberam tratar-se de um cachorro e começaram a tentar salvá-lo, primeiro com uma rede, depois colocando o cão em um bote inflável.

O cão foi avistado pela primeira vez em um bloco de gelo à deriva ao longo do rio Vistula, na Polônia, mas bombeiros não conseguiram chegar até ele. Quando foi resgatado pela tripulação do navio Baltica, ele já havia flutuado cerca de 24 quilômetros em alto-mar. Ele deverá receber o nome de “sortudo” em polonês.

Agora, o cachorro está se recuperando e, se a tripulação do navio polonês não conseguir localizar os tutores, irá tentar achar um novo lar para ele.

Assista ao vídeo do resgate

Fonte: BBC Brasil

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Para ativista, choque do Ady Gil com baleeiro “não foi um acidente”

Uma ativista húngara que estava presente quando o navio ecologista Ady Gil bateu com um baleeiro japonês na quarta-feira, em águas da Antártida, afirma que “não foi um acidente” e responsabilizou a embarcação japonesa pelo choque.

A ecologista Veronika Kristoff disse hoje ao jornal Népszabadság que o caso também foi documentado por colaboradores do canal Animal Planet, “o que facilitará o esclarecimento dos detalhes do caso”.

O choque ocorreu quando os ecologistas perseguiam a embarcação japonesa para impedir a caça de baleias. A embarcação Ady Gil, da organização ambientalista Sea Shepherd, ficou destroçada e sua tripulação foi resgatada por outro de seus navios, enquanto um dos ecologistas sofreu graves ferimentos, segundo a imprensa.

Desde então baleeiros e ecologistas se acusam mutuamente pelo fato, e o Governo da Nova Zelândia anunciou hoje a abertura de uma investigação. A ecologista húngara ressaltou que o fim da caça das baleias “está nas mãos dos países onde a atividade é realizada”.

Também lembrou que a Austrália e a Nova Zelândia não autorizam a ancoragem de baleeiros japoneses em seus portos, o que os obrigou no passado a dirigirem-se à Indonésia em caso de sofrer uma avaria.

A Comissão Baleeira Internacional condena a atividade dos baleeiros japoneses, que planejam caçar neste ano, com “fins científicos”, 35 exemplares da variedade rorcual aliblanco e 50 baleias de aleta.

Fonte: Último Segundo

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