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Elefanta Bambi supera traumas e explora santuário: ‘curiosa e corajosa’

Elefanta Bambi tomando um banho refrescante (Foto: SEB)

Os maus-tratos que marcaram a vida da elefanta Bambi ficaram no passado. Aos poucos, os traumas gerados pelo sofrimento vivido durante décadas de exploração para entretenimento humano também estão sendo superados. No Santuário de Elefantes Brasil (SEB), Bambi já deixou a área de tratamento, onde foi colocada após chegar ao local no final de setembro, e passou a explorar o vasto território, repleto de vegetação.

“Bambi continua veloz, curiosa e corajosa de diversas maneiras”, informou o SEB. Os funcionários do santuário abriram o portão entre os recintos 1 e 5 e dirigiram um quadriciclo para incentivá-la a segui-los. Funcionou.

“Ela disparou atrás de nós da mesma forma que disparou para fora da caixa quando chegou há uma semana. Bambi geralmente fica animada quando ouve o quadriciclo. Ela gosta de comida e é muito motivada por comida. Não demorou muito para perceber que o quadriciclo significa lanches ou refeições, então ela vem rapidamente quando ouve o quadriciclo. Frequentemente, brincamos que os elefantes reagem ao quadriciclo como as crianças reagem ao ouvir o caminhão de sorvete. Neste vídeo, o Bambi está em pleno modo ‘caminhão de sorvete'”, escreveu o SEB.

No santuário, Bambi desfruta da liberdade que lhe foi roubada no passado. Com cerca de 58 anos de idade, a elefanta foi explorada pela indústria circense por quase toda a vida e passou pelo Zoológico de Leme antes de ser transferida, em 2014, para Ribeirão Preto, onde vivia em condições degradantes até ser transferida, no dia 26 de setembro, para o SEB.

“Colocamos feno e lanches em alguns locais para ela, mas na maioria das vezes estamos dando a ela tempo e espaço para explorar independentemente. Agora que ela está em um recinto maior, não sabemos o que ela está fazendo a cada segundo do dia, e isso faz parte da liberdade dada aos elefantes. Nós as acompanhamos, Bambi particularmente com mais frequência, já que tudo é tão novo, mas para que ela ganhe confiança, ela tem que fazer algumas coisas por conta própria. Ela desfrutou de um banho no bebedouro e depois caminhou ao redor do lago para explorar”, contou o santuário.

De acordo com a instituição, uma região próxima ao lago que parece ser o local preferido dos outros elefantes do santuário foi descoberta por Bambi e se tornou o espaço predileto dela também. “É um bom local sombreado com muitas árvores e arbustos menores. Assim como Lady, Bambi parece gostar de ficar no meio dos arbustos, e é onde ela passa uma boa parte da manhã”, disse.

Lady em primeiro plano, observando Bambi ao fundo (Foto: SEB)

Por conta do calor escaldante, os elefantes do SEB têm passado o dia dormindo e tomando banho. De noite, ficam mais ativos devido à queda na temperatura. Com a chegada de Bambi, o restante dos animais têm se adaptado a ela e vice-versa.

“Ontem pela manhã [quinta-feira, 1º de outubro], depois de passar um dia e meio com Rana e Mara, Maia voltou ao recinto 5, perto da cerca em comum com o recinto 1. Bambi passou grande parte do dia no recinto 1. As duas passaram muito tempo próximas, mas não observamos nenhum tipo de toque. Elas parecem visivelmente interessadas uma na outra”, escreveu o santuário.

“Lady ainda está observando Bambi através da cerca. As duas não parecem estar tão visivelmente interessadas uma na outra quanto Bambi e Maia. No entanto, sabemos que Lady está intrigada com a nova chegada, porque a observamos indo embora e depois voltando para conferir Bambi. Ela mantém uma distância “tipica de Lady”, e periodicamente cochila à sombra entre os intervalos de observação de Bambi. Bambi parece contente em assistir Lady de longe”, completou.

 

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Cadela resgatada de “fábrica de filhotes” supera traumas com terapia comportamental

Coconut no local onde foi resgatada | Foto: Reprodução

A equipe da American Society for the Prevention of Cruelty to Animals – ASPCA (Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade com os Animais, tradução livre), realizou um enorme resgate. Cerca de 150 filhotes, lotavam galpões, e ficavam a mercê da fome e da sujeira. O local estava coberto de lama e fezes.

De acordo com as informações da ASPCA, os filhotes foram resgatados e foram cuidados, para que após recuperados fossem e encaminhados para adoção, o que ocorreu com boa parte deles, mas alguns ainda sofriam com os traumas do cativeiro.

É o que aconteceu com a cadelinha Coconut, que sofreu inúmeros abusos de humanos e desenvolveu um trauma devido a experiência horrível que viveu. Neste caso, a equipe da ASPCA transferiu-a para um Centro de Reabilitação Comportamental, para que ela realizasse uma terapia comportamental e vencesse os traumas que desenvolveu.

Coconut com medo da presença humana | Foto: Reprodução

Coconut desenvolveu medo e ansiedade a qualquer proximidade de humanos, ou seja, toda vez que qualquer pessoa quisesse contato com ela, a pobre cadelinha chorava de medo e se recolhia em um canto, conforme mostra as imagens gravadas pela equipe do Centro de Reabilitação Comportamental.

Após inúmeros dias de cuidado e terapia no CRC, Coconut já estava muito bem e a o programa de reabilitação comportamental foi fundamental para que ela pudesse finalmente conviver com as pessoas.

Coconut e sua tutora após tratamento com terapia comportamental | Foto: Reprodução

Com a reabilitação Coconut foi adotada e está completamente feliz em seu novo lar. O que demonstra o quão importante a reabilitação comportamental pode ser para animais vítimas de abuso.


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Cachorro que temia o contato humano supera traumas após ser resgatado

Reprodução/YouTube/DogRescue

Um cachorro abandonado que trazia consigo inúmeros traumas teve sua vida transformada nos Estados Unidos. Resgatado por um grupo de proteção animal, ele havia sido descartado por seu antigo tutor e temia o contato humano.

Assustado, o filhote chorava desesperadamente enquanto os voluntários tentavam resgatá-lo. O medo de reviver os maus-tratos do passado o deixava desconfortável na presença daquelas pessoas que, mais tarde, ele descobriria que só queriam ajudá-lo.

Mas ninguém nunca havia o ajudado antes. Ele só conhecia o lado mais nefasto do ser humano e tinha se acostumado com ele. Por isso, levou tempo até o pequeno cão se livrar de seus traumas.

Encaminhado a um abrigo de proteção animal, o cachorro ganhou uma nova vida e, com ela, um novo nome: Dymka. Os cuidados que passou a receber, no entanto, ainda não eram suficientes para convencê-lo de que tudo estava bem. Toda vez que uma pessoa tentava tocá-lo, ele se encolhia e chegava até a urinar de pavor.

Reprodução/YouTube/DogRescue

Seus problemas de saúde foram rapidamente curados. A dor da alma, porém, levou mais tempo. Entretanto, pouco a pouco Dymka foi se soltando e recuperando sua confiança nos humanos. Seu primeiro passo foi sair do canto do canil e abanar timidamente seu rabo.

Com o passar dos dias, ele finalmente aceitou, sem medo, o carinho de uma voluntária do abrigo. Por fim, com seus traumas curados, ele foi apresentado a outros cachorros e pôde viver a vida que sempre mereceu, livre de inseguranças.


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Cão resgatado se recupera de traumas ao receber oportunidade de ser amado

Reprodução/Sidewalk Specials

Alex só conhecia o sofrimento. Para ele, não existia nada além da vida na rua, lutando para sobreviver, vivendo em meio ao lixo na cidade de Groendal, na África do Sul. Mas os voluntários da Sidewalk Specials o provaram o contrário.

Em um resgate difícil, o cão foi retirado do lixo e levado ao veterinário. Em um primeiro momento, ele relutou bastante, se jogou no chão e se debateu. Ninguém se aproximava dele para oferecer nada senão violência e desprezo, por isso ele temia os humanos.

Aquele grupo de pessoas, porém, queria ajudá-lo e estava disposto a provar para ele que ainda existem bons humanos, nos quais ele pode confiar. E foi assim que, através do amor e de cuidados veterinários, que Alex se recuperou física e emocionalmente.

Reprodução/Sidewalk Specials

Na clínica, ele recebeu tratamento para sarna e carrapatos, além de ter sido alimentado. Aos poucos, seu pelo começou a crescer e logo ele se transformou em um novo cão.

“Nós o colocamos em um lar adotivo amoroso e compreensivo, onde ele aprendeu que nem todos os seres humanos são ruins”, escreveu Jessica Rose, da Sidewalk Specials, em entrevista ao portal Reshareworthy.

A chance que ele recebeu fez dele um novo cão. Transformado, hoje ele esbanja saúde e recebe todo o amor que sempre mereceu.


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Cadela que sentia medo de humanos se recupera de traumas após ser adotada

Hope For Paws

Uma cadela que vivia em situação de abandono em Los Angeles, nos Estados Unidos, teve sua vida transformada através da adoção. Não se sabe o que ela passou antes de ser resgatada, mas seu comportamento não deixava dúvidas: traumas a atormentavam, fazendo-a fugir sempre que um humano se aproximava.

Até mesmo Toi Crawford, que dava água e comida para a cadela todos os dias, não conseguia chegar perto dela. No entanto, ele sabia que alimentá-la não bastava, ela precisava ser resgatada. Para isso, ele acionou a Hope For Paws, ONG de proteção animal.

Da raça chihuahua, a pequena e frágil cadela foi resgatada pela equipe da entidade, que teve bastante trabalho para conseguir pegá-la. Ela ainda não sabia, mas teria sua vida completamente transformada. O medo, o trauma e o sofrimento ficariam no passado.

Hope For Paws

No momento do resgate, a cadela estava em um local próximo a uma rodovia. A área, no entanto, era cercada, o que a mantinha segura. A grande extensão territorial, porém, dificultava o trabalho da entidade.

Eldad Hagar, que participou do resgate, afirmou ao portal Reshareworthy que a cadela “tinha tanto medo de humanos e ela não permitia que ninguém se aproximasse”. Para conseguir pegá-la, uma rede teve que ser lançada sobre ela. Imobilizada, a cadela foi retirada do local e levada para uma clínica veterinária, onde foi submetida a exames e tomou banho.

Após o resgate, uma nova vida se iniciou para a cadela: nova casa, nova família e um novo nome. Barbie, como passou a ser chamada, deixou os traumas no passado e renasceu.


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Mulher supera fobia de cães ao adotar cachorro que tinha medo de humanos

Reprodução/Instagram/@ketophori

Uma mulher que tinha fobia de cães superou seu trauma e adotou um cachorro que tinha medo de humanos. Juntos, eles passaram a escrever uma nova história em suas vidas.

A professora Teresa Hwang, de 51 anos, foi mordida duas vezes por cachorros e, por conta disso, ficou traumatizada. Mas Boo mudou totalmente a sua vida e ela fez o mesmo pelo cão.

O animal vivia em um abrigo no Canadá. Assustado, ele tinha medo de humanos e de barulhos desconhecidos. O início da convivência entre os dois não foi fácil, mas com o tempo um conquistou a confiança do outro.

“Eu digo às pessoas que ele é como o filho que eu nunca tive”, afirmou a professora, em entrevista ao portal Bored Panda.

Apesar de ainda ter receio de cães desconhecidos, ela já não tem a fobia de antes. Com Boo, ela conheceu o amor que só um animal é capaz de dar e se transformou.

“Superamos nossos medos juntos. Nós nos curamos. Nós mostramos que o amor é maior que o medo”, concluiu.


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Leão que seria morto em caça ao troféu é resgatado por ativistas e enviado a santuário

Foto: Lord Ashcroft
Foto: Lord Ashcroft

Quando foi resgatado, Simba estava maltratado, desnutrido, drogado e claramente tinha sido vítima de abuso. O leão estava destinado a se tornar o troféu de algum caçador em uma “caça enlatada”: aquela em que o leão é baleado em um espaço propositalmente pequeno e fechado, onde não tem chances de escapar.

O leão maltratado foi salvo da morte certa quando vagava em uma área de caça na beira do deserto de Kalahari, na África do Sul.

Simba foi resgatado pela equipe de investigação disfarçada da ONG Lord Ashcroft, criada pelo político e filantropo Michael Ashcroft, que é formada por ex-agentes das Forças Especiais, e especialistas no resgate de animais selvagens.

O animal havia sido criado por uma das várias fazendas de reprodução de leões em cativeiro, prática cada vez mais comum na África. Essa indústria envolve milhares de leões criados artificialmente que acabam sendo mortos pelo comércio de ossos, principalmente para o mercado do Extremo Oriente, ou como troféus de caça, geralmente para o mercado dos EUA e da Europa.

Um leão macho adulto com uma juba grande pode ser vendido por mais de 40 mil libras (cerca de 200 mil reais).

Semana passada, o leão foi finalmente transferido definitivamente para um local secreto na África do Sul, depois de passar um tempo em alojamentos temporários. Agora ele tem um novo lar, espaçoso e permanente, segundo informações do Daily Mail.

Acredita-se que o leão tenha cerca de 11 anos e agora finalmente viverá em paz e segurança pelo resto de seus dias.

Segundo a ONG, o paradeiro de sua nova casa deve permanecer em segredo porque, mesmo agora, aqueles que participam do desprezível setor de criação de leões podem tentar prejudicá-lo ou matá-lo.

Simba foi descrito como um animal “profundamente traumatizado” imediatamente após seu resgate. No entanto, ele deve agora viver por mais dez anos, possivelmente mais, e, com esperança, o tempo será um grande curador de suas feridas emocionais e físicas.

Foto: Lord Ashcroft
Foto: Lord Ashcroft

Um de seus novos cuidadores, que pediu para não ser identificado, disse ao Daily Mail: “Ele é um verdadeiro cavalheiro. Mesmo nas poucas semanas em que ele esteve conosco, houve uma enorme diferença em seu comportamento”.

“Quando ele chegou, vivia escondendo-se e rosnando. Agora, pouco a pouco, ele está mais confiante e nos permite estar a 30 pés (cerca de 9 metros) dele”.

“O melhor é que os leões perdoam e se atrevem a confiar novamente e a amar incondicionalmente. É nesse ponto que os humanos tem muito a aprender com os animais”, diz o cuidador.

“A criação de leões, por outro lado, expõe o lado mais sombrio da humanidade: essa atividade cruel é puramente ligada ao ego humano, dinheiro, ambição e ganância”.

Simba agora vive sozinho em um recinto cercado de dois acres e meio onde ele é alimentado e pode circular livremente. Ele tem uma área elevada, um platô, onde pode tomar sol, mas também tem a sombra das árvores para descansar. Alguns doadores anônimos fizeram uma doação substancial para garantir que Simba seja bem cuidado pelo resto de sua vida.

Momento em que o britânico Miles Wakefield atira em Simba com um dardo tranquilizante em um recinto cercado | Foto: Lord Ashcroft
Momento em que o britânico Miles Wakefield atira em Simba com um dardo tranquilizante em um recinto cercado | Foto: Lord Ashcroft

Apesar dos anos de abuso e da recente provação enfrentada, Simba recebeu um atestado de saúde emitido por um veterinário. Mesmo antes do resgate, Simba já havia sido baleado duas vezes por um morador da região que queria “ter o prazer de acertar o animal” com dardos tranquilizantes.

O britânico, Miles Wakefield, pagou milhares de libras pela “oportunidade”, que a equipe da ONG disfarçada filmou, para poder junto balear o leão junto com seus cúmplices. Os caçadores foram mostrados rindo e fazendo piadas, enquanto Simba cambaleava após ser ferido com os dardos e drogado.

Com a repercussão do caso, Wakefield disse na época que foi enganado e acreditava estar participando de uma “operação legal para realocar um leão no interesse da saúde do animal”, acrescentando que nunca havia participado de uma caçada ao leão e que não tinha “absolutamente nenhum interesse em fazê-lo”.

Quando o leão estava semiconsciente, seus agressores posavam para fotos manipulando-o, mantendo a cabeça do animal erguida, em uma pose que os caçadores chamavam de “o tiro mortal”.

Simba teve sorte de escapar ao destino que seus algozes planejavam para ele – muitos não partilham do mesmo final feliz. Agora ele se tornou um símbolo da campanha em que a ONG e outras instituições de caridade, organizações e indivíduos criaram para lutar contra a criação de leões.

Miles Wakefield com Simba drogado | Foto: Lord Ashcroft
Miles Wakefield com Simba drogado | Foto: Lord Ashcroft

Simba é um dos 12 mil leões que as estimativas apontam como animais criados em cativeiro mantidos nas mais de 200 fazendas e complexos na África do Sul.

Ele fez parte de uma indústria cruel, abusiva e mal regulamentada. Incrivelmente, agora existem quase quatro vezes mais leões criados em cativeiro no país do que leões selvagens.

A indústria de criação de leões, unicamente baseada em dinheiro, coloca as fortunas que os caçadores pagam para matar esses animais indefesos, nas mãos de um pequeno número de “empresários” que criam leões em cativeiro e organizam as “caçadas enlatadas”.

Isso significa que os benefícios econômicos para o estado, a sociedade em geral e a conservação são insignificantes.

Simba em seu novo lar | Foto: Lord Ashcroft
Simba em seu novo lar | Foto: Lord Ashcroft

Howard Jones, executivo-chefe da Born Free Foundation, organização internacional de defesa de animais selvagens que busca acabar com a criação de leões e a caça enlatada, disse ao Daily Mail: “Esta é uma indústria brutal e desprezível que esconde o que está fazendo”.

O ativista pediu ao governo da África do Sul que seja honesto e transparente: “Por que as autoridades do pais estão vinculadas a uma indústria corrupta e cruel?”

As autoridades sul-africanas recusaram um convite para uma reunião com o patrono da ONG, Michael Ashcroft, mas o político e filantropo afirma que esta fazendo lobby junto ao governo britânico para que o Reino Unido acabe com sua cumplicidade com essa indústria bárbara.

Em um recente discurso da rainha, o governo britânico anunciou sua intenção de proibir a importação de troféus de caça de espécies ameaçadas para o Reino Unido. Os Estados Unidos e o Reino Unido são os dois maiores importadores mundiais de troféus de caça.

A África do Sul, por outro lado, anunciou recentemente que os leões agora são um dos 33 animais selvagens que serão classificados no futuro como “animais de fazenda”, dessa forma haverá menos restrições legais à sua proteção e bem-estar.

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Santuário na Jordânia acolhe animais vítimas de trauma das guerras da região

Simba e Asal (ao fundo) | Foto: Santuário Al Ma'wa
Simba e Asal (ao fundo) | Foto: Santuário Al Ma’wa

Hamzeh começou a construir uma nova vida para si no norte da Jordânia dois anos depois de fugir de sua terra natal devastada pela guerra na Síria.

Como muitos dos 1,2 milhão de sírios que buscaram refúgio na Jordânia desde 2012, Hamzeh recebeu abrigo e se adaptou a um novo clima e culinária. Ele desfrutou da hospitalidade dos jordanianos, que doaram alimentos e brinquedos e até fizeram dezenas de amigos jordanianos.

Mas uma coisa diferencia Hamzeh das centenas de milhares de sírios que agora chamam o Jordânia de lar: Hamzeh é um leão.

Na Reserva de Vida Selvagem de Al Ma’wa, a 48 km a noroeste de Amã, a Jordânia e os defensores da vida selvagem estão proporcionando um lar e uma nova esperança para as vítimas esquecidas das guerras da região: a vida selvagem ameaçada de extinção.

Numa colina repleta de carvalhos e pinheiros, com vista para os olivais e pomares de maçã de Jerash, leões, tigres e ursos convivem em harmonia. Os grandes animais, alguns deles estão a milhares de quilômetros dos seus habitats naturais, revelam rapidamente que estas florestas antigas populares entre os caminhantes e para os piqueniques de sexta-feira são a sua casa.

Sukkar | Foto: Santuário Al Ma'wa
Sukkar | Foto: Santuário Al Ma’wa

O santuário, que resgata, reabilita e abriga a vida selvagem vítima das guerras da região, é uma iniciativa conjunta da Fundação Princesa Alia, uma ONG de conservação e desenvolvimento fundada por um membro da família real hachemita, e da Four Paws, uma organização internacional sediada em Viena. Voltada para o bem-estar animal.

Desde 2016, a equipe do Al Ma’wa tem curado e reabilitando 26 animais resgatados de zoológicos locais, contrabandistas e vizinhos dilacerados pela guerra da Jordânia: leões de Aleppo, na Síria; um urso de Mosul, no Iraque; e filhotes de leão de Gaza.

Animais domésticos

Em um lote de 250 acres doados pelo Ministério da Agricultura jordaniano, o Al Ma’wa construiu habitats espaçosos para os grandes felinos e ursos, permitindo que eles andassem livremente pela primeira vez em suas vidas.

A ideia da reserva veio em 2011, quando a Fundação Princesa Alia procurou encontrar um lar para os imenso número de membros da vida selvagem resgatados, particularmente Balou, um urso pardo retirado de um zoológico privado mal administrado em Amã.

A localização do santuário é conveniente. A Jordânia está no coração das rotas de contrabando de animais silvestres, através das quais animais exóticos do norte da África, criadores ou zoológicos privados são vendidos a indivíduos ricos da vizinha Arábia Saudita que estão procurando por um animal de estimação.

Sukkar aproveitando o sol | Foto: Santuário Al Ma'wa
Sukkar aproveitando o sol | Foto: Santuário Al Ma’wa

As autoridades jordanianas já haviam capturado filhotes de tigres escondidos em caixas de sapato sob o banco do motorista de um carro que ia para a Arábia Saudita, pítons escondidas em malas e indivíduos postando filhotes de leão à venda no Facebook.

Mas com a violência contínua na Síria, no Iraque e em Gaza deixando centenas de animais de zoológicos sem alimentação, doentes e abandonados, o Al Ma’wa também decidiu resgatar animais, tornando-se o primeiro campo de refugiados de animais da região.

Traumas Psicológicos

Uma vez que a Four Paws resgata os animais necessitados das zonas de conflito e os transporta para a Jordânia, sua saúde geralmente está em uma condição crítica: leões e ursos com marcas de queimaduras e cicatrizes em seus rostos; corpos absurdamente magros e judiados, com as costelas salientes sob a pele flácida; bochechas e olhos afundados em seus crânios.

Os especialistas em saúde de Al Ma’wa fornecem aos animais resgatados vitaminas e dietas especiais fortalecedoras, frutas e até mesmo arroz e macarrão para restaurá-los fisicamente.

Mas mais do que simplesmente fornecer cuidados médicos e comida, a equipe de Al Ma’wa ajuda os animais a se curarem dos traumas da guerra.

Simba, Nina and Asal | Foto: Santuário Al Ma'wa
Simba, Nina and Asal | Foto: Santuário Al Ma’wa

“Nosso cuidado é baseado em uma abordagem particular: como podemos fazer com que os animais esqueçam o que eles passaram?”, Diz Saif al-Rawashdeh, tratador e supervisor de animais em Al Ma’wa.

Durante semanas após sua chegada, dizem os funcionários, os animais resgatados exibem um comportamento “agressivo”, gritando e uivando constantemente, ou jogando seus corpos contra os portões em protesto.

E há outro comportamento induzido por trauma que dura ainda mais tempo.

Quando ouviam o barulho de aviões passando no céu, os ursos e leões de Aleppo corriam para se esconder e passavam horas em seus abrigos noturnos, tremendo de medo, pavor causado pela destruição provocada pelos aviões de guerra e barris de bombas do presidente Bashar al-Assad.

É um trauma compartilhado por centenas, se não milhares, de crianças sírias que, de acordo com os defensores dos refugiados e professores de escolas jordanianas, sofrem episódios de estresse pós-traumático semelhantes nos aviões por vários meses depois de chegarem à Jordânia.

Aprendendo a esquecer

O som do motor de um carro e a aproximação de um veículo também faziam com que os animais corressem assustados ou se tornassem agressivos, revivendo o trauma dos caminhões das milícias ou contrabandistas de vida selvagem. A presença de um estranho já era o suficiente para fazer com que os animais corressem.

A fim de que os animais fossem acostumados aos veículos do santuário entregando alimentos para suas refeições, o pessoal reserva se aproximava lentamente dos habitats em seus caminhões, estacionando em distâncias progressivamente mais curtas – 50 metros, 40, 30, 20, 10 – até que os animais descobriram que os caminhões não eram uma ameaça, mas um sinal de que uma refeição estava chegando.

Lula comendo frutas | Foto: Santuário Al Ma'wa
Lula comendo frutas | Foto: Santuário Al Ma’wa

Outro componente-chave para sua reabilitação é uma mistura de aromas agradáveis, mas incomuns, espalhados por seus seus habitats, como canela e vários perfumes, mantendo seus sentidos olfativos atentos e uma série de novos jogos e brinquedos para manter suas mentes ativas.

“Toda vez que damos a eles brinquedos, espalhamos perfumes, estimulamos atividades e jogos, suas mentes estão ocupadas e isso os ajuda a esquecer”, diz al-Rawashdeh.

Aberto ao público, o Al Ma’wa recebe até mil visitantes em visitas guiadas por semana, incluindo dezenas de crianças em idade escolar em viagens de campo.

Este verão, a reserva vai abrir um centro de educação para ensinar aos visitantes a importância de cuidar da vida selvagem e da natureza, além de um restaurante e pousadas com vista para os habitats para os hóspedes que desejam passar a noite.

Tash e Sky | Foto: Santuário Al Ma'wa
Tash e Sky | Foto: Santuário Al Ma’wa

Há muitos sinais de que, após dois anos, os hóspedes do Al Ma’wa estão se sentindo em casa – e não temem mais a presença de seres humanos.

Loz, um urso negro asiático brincalhão resgatado de Aleppo em 2017, entra e sai da sua sala de estar, jogando um jogo de “esconde-esconde” com o Sr. al-Rawashdeh e um repórter, abrindo a boca num gesto que só podia ser descrito como um sorriso travesso.

Tendo terminado o almoço, Halab, uma leoa da Síria, rola de costas, deitada de barriga para cima no sol a poucos centímetros do portão para um cochilo pós-refeição – como um gatinho pedindo para ser acariciado.

Max, outro leão, caminha em direção à beirada do portão e, de frente para o repórter, calmamente se senta sem um som, atento e curioso.

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Desconfiança, fuga e mordidas revelam traumas psicológicos em cães abandonados

Foto: Pixabay

Adriana Pelege viveu sozinha com Willy, um lhasa apso, por sete anos. Um dia, chegando do trabalho em uma noite chuvosa, se deparou com uma cadelinha abandonada e que recebia de um vizinho um caixote de papelão para servir de abrigo. Ela se recorda com detalhes da situação: “Quando subi a escada do meu prédio, a Nina sentia muito medo e estava com o rostinho machucado. Fui dar banho, o rabinho ficava entre as pernas. Tadinha, estava assustada”.

A vizinhança contou à Adriana que o animal havia sido abandonado pela tutora dentro de uma sacola. Ela acredita que Nina sofreu maus tratos. “Acho que ela foi judiada sim. Quando saio com para passear, mesmo aqueles que querem fazer carinho, ela foge, fica acuada”, relata. O adestrador comportamentalista Thiago Barbieri, fundador da Cãocentrado, explica que esse comportamento é típico dos cães que são maltratados. “Quando o cão chega na nova família, vai apresentar todos esses comportamentos. Dará sinais corporais indicando se está estressado, com medo, ansioso com a aproximação. E aí o ser humano não tem um conhecimento claro desses sinais corporais que os cães emitem naturalmente”, analisa.

Mas será que os comportamentos dos cães que são acolhidos podem revelar detalhes a respeito dos maus-tratos? Adriana Pelege percebeu uma espécie de ‘padrão do medo’ de Nina. “Com homens ela tinha mais medo. Uma vez um senhor veio arrumar a energia aqui de casa e ela tremia. Só agora, depois de um ano, a Nina começou a ficar mais à vontade. Até com meu irmão, quando me visitava, tinha medo. Mas agora está bem”, conta.

Nina foi resgatada da rua e agora vive feliz com a doninha, Adriana Pelege. Foto: Adriana Pelege

O adestrador Thiago Barbieri dá mais exemplos: “Você vai tentar se aproximar da comida do cão, ele vai rosnar. Você tenta mexer com ele enquanto está com o brinquedo, vai tentar te morder. São alguns dos sinais de cães que já tiveram algum tipo de trauma e que a gente identifica”.

A psicóloga Carolina Jardim, fundadora da Turma do Focinho, avalia que os cães que são abandonados, tanto os que estão em abrigo quanto aqueles que são resgatados diretamente das ruas, apresentam problemas psíquicos. “Ele não é só um cão que apanha, não tem comida, mas um cão que não tem suas necessidades mentais atingidas. Não está emocionalmente bem. Ele pode desenvolver uma série de problemas como ansiedade generalizada, ansiedade de separação, comportamentos compulsivos, agressividade, comportamentos fóbicos”, avalia.

Ao mesmo tempo em que estava acuada quando foi salva, Nina dava demonstrações de gratidão à Adriana: “Quando a resgatei, fui colocar a comida e ela ficava lambendo a minha mão como se dissesse ‘obrigada por ter me tirado da rua’. O tempo todo lambendo minha mão! Contei isso para a veterinária, que ficou com os olhos cheios de lágrimas”, se emociona ao recordar daquele dia.

Carolina Jardim, especialista em Comportamento Animal, aconselha os novos donos do animal a construírem uma comunicação positiva com o animal. “É preciso garantir que cada situação que ele passe seja extremamente positiva, que traga segurança, confiança, para que emita comportamentos desejados. A ponte para a relação dele com o ambiente é o ser humano e essa conexão”, enfatiza

Ao resgatar Nina da rua, Adriana Pelege não só deu amor e carinho, como uma irmã para o lhasa apso. “Agora ela está bem, sendo amada. Está feliz e sendo uma super companheira para o Willy, que ficava muito sozinho”.

Adriana Pelege critica aqueles que não têm paciência com o cachorro que acolheu: “Tem muita gente que adota, acha que é um objeto e simplesmente joga na rua. É muito triste. Esquece que eles têm coração, têm sentimentos. As pessoas deveriam se conscientizar. Se não gostam, não peguem um cachorro”, conclui.

Nina e Willy vivem em harmonia e dividem até o sofá da sala. Foto: Adriana Pelege

Separamos algumas dicas iniciais para quem pretende ou acabou de acolher um cachorrinho:

– Levar o cão ao veterinário e realizar todos os exames clínicos para avaliar ferimentos;

– Colocar em dia a vacinação;

– Não punir um comportamento ruim do cão com palmadas e sim recompensá-lo quando fizer algo bom;

– Dar carinhos e petiscos sempre que o animal atender pelo nome, se sentar, tocar o focinho na mão do dono, resgatando a sensação de confiança;

– Estimular comportamentos naturais do cão, como cavar, caçar o alimento através de ‘gincanas’ ou brinquedos alimentadores;

– Passear com o cão com equipamento adequado;

– E, acima de tudo, dar muito amor, carinho e atenção ao animal.

Fonte: Estadão

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Você é o Repórter

Vítima de negligência, cão busca família adotiva em Minas Gerais

Crispim Zuim
crispim@oloboalfa.com.br

Cão foi encontrado arrastando corrente
Cão permanece em lar temporário

Após ter sofrido acorrentado e depois fugido para as ruas sem rumo, um cão chamado Bob que não deixava qualquer humano chegar perto, ganhou uma nova chance de ser feliz.

Quando foi encontrado, estava arrastando uma corrente de 3 metros e rosnava para todos. A responsável pelo seu resgate só conseguiu tirá-lo das ruas com a ajuda da corrente e mesmo assim levou 3 mordidas do cão.

O cão aparentemente que tinha sofrido maus-tratos e carregava traumas, foi internado e passou por exames. Apenas 2 dias depois, já estava acomodado em uma casinha, castrado e usando uma roupa cirúrgica. Durante a sua reabilitação na Clínica teve início o seu processo de socialização.

Cão foi encontrado arrastando corrente
Cão permanece em lar temporário

Aos poucos o cão voltou a brincar e aceitar carinho e desde então vive em um lar temporário a espera de uma adoção definitiva.

Quem puder adotá-lo precisa se dedicar totalmente, dar companhia e de preferência ser responsável por outro cão doméstico, para ajudar a socializá-lo. Entrar em contato através do e-mail: crispim@oloboalfa.com.br.

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Notícias

Cadela assustada tenta fugir de abrigo e fica presa

Reprodução

A cadela Pearl, da raça chihuahua, foi resgatada das ruas e passou a viver em um abrigo para animais nos Estados Unidos. No entanto, ao chegar no local, os funcionários do espaço perceberam que ela tinha medo de pessoas e se assustava com muita facilidade.

Para tentar socializar o animal, os profissionais do abrigo começaram um trabalho com petiscos. Por isso, todo funcionário que passava pela gaiola em que ela vivia deveria lhe dar um pedaço de petisco para que ela começasse a associar a presença de pessoas a coisas boas.

A ideia deu certo e a cadela começou a se sentir mais confiante. Prova disso foi que um funcionário flagrou a cadela tentando escapar do abrigo. Ainda não se sabe como, mas a pequena Pearl conseguiu escalar a grade da gaiola. O problema é que ela chegou no topo e ficou presa, uma vez que não conseguia sair de lá.

Reprodução

Os voluntários do local notaram que esse comportamento significava que ela já estava pronta para deixar o abrigo porque, antes disso acontecer, ela vivia quieta e com medo. Enquanto ela espera pela adoção, Pearl está vivendo em um lar temporário. Assim, ela tem mais atenção e conforto, o que deve contribuir ainda mais para o seu desenvolvimento.

Fonte: Pet Cidade

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Notícias

Após traumas, orangotango órfã busca conforto abraçando o próprio corpo

Undated handout photo issued by International Animal Rescue of baby orang-utan Joss who constantly wrapped her arms around her body because she missed her mother but has been rescued by a British animal charity in Borneo. PRESS ASSOCIATION Photo. Issue date: Wednesday January 20, 2016. The ape also threw herself onto the floor repeatedly and banged her head against a wall in further signs of her psychological trauma. See PA story ANIMALS Orangutan. Photo credit should read: International Animal Rescue/PA Wire NOTE TO EDITORS: This handout photo may only be used in for editorial reporting purposes for the contemporaneous illustration of events, things or the people in the image or facts mentioned in the caption. Reuse of the picture may require further permission from the copyright holder.
Divulgação

A ONG International Animal Rescue (IAR), divulgou um vídeo que mostra as consequências do aprisionamento de Joss, uma orangotango órfã que foi mantida ilegalmente como animal doméstico por quase dois anos.

Segundo a ONG, durante o tempo que viveu em uma casa em Ketapang, Bornéu na Ásia, Joss desenvolveu comportamentos anormais em busca do conforto e do contato físico que receberia da mãe. Ela passou a abraçar o próprio corpo e começou a agredir-se, batendo a cabeça na parede.

“Sua vida, até agora, deve ter sido muito traumática e estressante para ela se comportar dessa maneira”, explica o veterinário Jaclyn Eng, um dos responsáveis pela orangotango. “Animais costumam desenvolver esse tipo de comportamento como um jeito de lidar com uma situação difícil”, acrescenta ele.

No vídeo, Joss fica abraçada ao próprio corpo durante um bom tempo e chega a jogar-se contra a parede. “Nunca vimos um filhote orangotango fazendo coisas assim. É extremamente angustiante de assistir porque reflete os traumas mentais e emocionais que a pequena Joss está sofrendo”, completa Eng.

Os veterinários da IAR afirmam que estão prestando os cuidados necessários para Joss, mas ainda não sabem se ela irá se recuperar totalmente algum dia.

Fonte: Rede TV

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