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ONG acusa a Grécia de acobertar tratamento cruel contra burros em Santorini

A organização internacional de proteção animal PETA acusou autoridades da Grécia de acobertarem o tratamento cruel ao qual burros são submetidos na ilha de Santorini e de impedir os esforços da entidade para chamar atenção para o sofrimento dos animais.

Foto: Reprodução / CNN

A ilha atrai milhares de turistas por ano. No local, burros e mulas são explorados para o transporte das pessoas. De acordo com a ONG, os animais são forçados a carregar visitantes e bagagens em colinas íngremes. As informações são da Reuters.

Imagens feitas em 2018 mostram animais sendo açoitados com varas e carregando pesos extremos. A PETA acusa as autoridades de barrar sua campanha em ônibus e táxis que expõe um burro exausto ao lado das palavras “Burros sofrem pelos turistas. Não os montem”.

“As autoridades gregas deveriam estar reagindo e impedindo que os burros sejam usados até a exaustão em Santorini, não acobertando a crueldade de forçá-los a carregar cargas pesadas de turistas”, disse Elisa Allen, diretora da Peta, em um comunicado.

Segundo a ONG, cerca de 100 dos 2 mil burros e mulas que vivem na ilha estão sendo explorados em passeios turísticos.

O prefeito de Santorini, Nikos Zorzos, afirmou que as autoridades se importam com o bem-estar dos animais, respeitam as leis gregas de proteção animal e que a municipalidade não tem jurisdição sobre campanhas em ônibus e táxis.


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Vereador quer proibir foie gras em São Paulo

Foie gras é feito com fígado de ganso ou pato. (Foto: Divulgação/ Getty Images)
Foie gras é feito com fígado de ganso ou pato. (Foto: Divulgação/ Getty Images)

Em prol dos animais, um projeto de lei que proíbe a produção e venda de foie gras em São Paulo entrou em tramitação esta semana da Câmara Municipal. A iguaria, que significa “fígado gordo” em francês, é feita do fígado doente de gansos ou patos. Para aumentar a gordura e conseguir a textura amanteigada, os animais passam por um tratamento cruel e são forçados a engordar, com excesso de alimentação e quase nenhuma mobilidade durante a vida.

O autor do projeto é o vereador Laércio Benko, do partido Humanista da Solidariedade (PHS), e vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo. “O Brasil produz muito pouco foie gras, um pouquinho só na região sul, mas temos que fazer a nossa parte, tal qual fez os Estados Unidos na Califórnia, que baniram o consumo deste produto”, justificou ele durante entrevista.

A ideia é inspirada na lei da Califórnia, assinada pelo então governador Arnold Schwarzenegger em 2004, mas que só entrou em vigor em 2012.

Aqui no Brasil, o projeto ainda será votado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito para entrar em vigor. Caso isso aconteça, lojas e restaurantes da capital paulista não poderão mais vender o produto. A multa para quem cometer a infração é de R$ 5 mil.

Fonte: Terra

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Belo Horizonte sanciona lei que proíbe animal em circo

Proprietário do Circo Royter acaricia a elefanta Reina que fica em exibição na cidade até 14 de fevereiro, pois nova legislação não é retroativa. (Imagem: Uai)
Proprietário do Circo Royter acaricia a elefanta Reina que fica em exibição na cidade até 14 de fevereiro, pois nova legislação não é retroativa. (Imagem: Uai)

Belo Horizonte fechou suas portas para circos que se apresentam com animais. O prefeito Marcio Lacerda (PSB) sancionou quinta-feira (21), lei que proíbe a exibição dos bichos em espetáculos circenses. Os ambientalistas bateram palmas. “A capital entrou para o time das cidades que respeitam os animais. Ficaram no passado as cenas de maus-tratos aos elefantes, chimpanzés, girafas e cavalos. Não podíamos mais aceitar esses bichos fora do ambiente deles”, defende o assessor para assuntos da Fauna Urbana da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Franklin Oliveira. Já os circenses… “Não haverá mais circo no Brasil daqui a uns anos. Não há incentivo para a categoria. Só cortam as nossas atrações, como se todo circo maltratasse seus animais”, argumenta o diretor do circo Royter Spetacular, Royter Júnior.

A lei foi publicada quinta-feira no Diário Oficial do Município (DOM) e já está em vigor. Os circos que insistirem na estadia na capital terão cancelamento da licença de funcionamento e pagarão multa de R$ 5 mil. “Independentemente das condições físicas dos animais exibidos em circos, a história de treinamentos e da captura envolve muita violência e tratamento cruel, além do descumprimento de tratados internacionais como a Convenção Internacional sobre o Comércio da Flora e Fauna Selvagens”, relata Franklin Oliveira.

Outras capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, já têm leis similares. Em Minas Gerais, a proposta vai além de Belo Horizonte: Juiz de Fora, Montes Claros, Lagoa Santa e outras também lutam contra os maus-tratos de animais. “Nos circos, eles são privados da liberdade natural, vivendo em espaços minúsculos e muitas vezes insalubres. Muitos apresentam transtornos neurológicos com manifestação de movimentos repetitivos e olhar profundo”, conta Franklin. Ele diz ainda que a próxima batalha é contra os rodeios. “É um absurdo. As pessoas se divertem com os movimentos agressivos dos animais sem saber que são submetidos a choques e chicotadas para fazer aquilo. Infelizmente, o lobby de produtores de rodeio é maior e fica mais difícil barrá-los.”

No picadeiro, a elefanta Reina faz a festa da criançada. Ela é do time de artistas do Royter Spetacular, provavelmente o último circo a se apresentar legalmente com animais na capital. “Fico muito triste de ser a última vez que venho aqui. Tenho um filho mineiro, que nasceu aqui, aumentando minha ligação com a cidade. Não concordo com a lei. Em vez dela, deveriam fiscalizar os circos para punir quem maltrata os animais. O elefante faz parte do espetáculo e encanta as crianças. Visitamos lugares em que aos baixinhos nunca tinham visto um bicho tão grande. Reina é bem cuidada, dócil e já nasceu no cativeiro. Nem sobreviveria fora”, justifica Júnior.

O circo montou sua lona na Avenida Abílio Machado, no Bairro Alípio de Melo, na Região Noroeste, no início do ano, e tem licenciamento para ficar na cidade até 14 de fevereiro. Como a lei não é retroativa, o circo poderá exibir a elefanta Reina até sua última apresentação. “Temos outros artistas palhaços, trapezistas, equilibristas… A defesa dos contra animais é valorizar esses trabalhos. O circo tem que ter isso mesmo. Mas deve também alegrar as crianças com os animais. Aliás, sem animais só o Cirque du Soleil, que conta com mil benefícios do governo canadense. Aqui no Brasil, circo sem animal, fecha. Isso já ocorreu com vários”, relata Royter Júnior.

Fonte: Uai

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Roger Moore é premiado por campanha contra consumo de foie gras

Roger Moore, que já foi James Bond no cinema, foi saudado como Pessoa do Ano 2009 pela unidade britânica do grupo Peta (Pessoas em Favor do Tratamento Ético aos Animais) por sua campanha contra o consumo de foie gras.

O ator de 82 anos uniu-se à campanha há três anos, quando foi narrador de um documentário do Peta mostrando o tratamento cruel dado às aves usadas na produção de foie gras. Segundo o grupo, a produção do foie gras é proibida na Grã-Bretanha. O Peta disse que o vídeo já foi visto mais de 300 mil vezes em seu site.

Roger Moore também escreveu a parlamentares britânicos para pedir ajuda para tirar o foie gras das prateleiras dos supermercados, escreveu colunas sobre a questão em jornais e revistas nacionais e cunhou a frase “a tortura em uma lata”.

Célebre produto da cozinha francesa, o foie gras é feito com fígados de patos ou gansos que, normalmente, são alimentados à força com mingau de milho. O Peta diz que as aves passam a vida “com medo e estresse constantes” devido à prática e que muitas não conseguem se mexer devido aos fígados doentes.

“Fico profundamente comovido e empolgado por ter sido nomeado Pessoa do Ano na Grã-Bretanha pelo Peta”, disse Moore em comunicado. “A primeira vez em que vi as imagens filmadas pelo grupo sobre a produção do foie gras, três anos atrás, me senti obrigado a fazer alguma coisa para ajudar a acabar com essa iguaria cruel”.

Fonte: O Globo

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