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Ativistas russos se unem para fiscalizar caça e exportação de baleias

Caçadores russos motivados pela oportunidade de obter lucros capturam e comercializam dúzias de baleias para a China todos os anos. Como essa prática é ilegal no país, eles têm camuflado o negócio, retirando as baleias de seus habitats naturais sob o disfarce de “fins científicos e educacionais”. O que comprova que a fiscalização é branda, e as várias brechas deixadas pelo governo têm sido muito bem aproveitadas pelos criminosos.

Nos últimos cinco anos, estima-se que pelo menos 15 orcas e mais de 200 baleias-beluga foram capturadas na Rússia e vendidas para os oceanários chineses que as utilizam para entretenimento humano. Em contrapartida, não há dados que comprovem pesquisas significativas sendo conduzidas sobre cetáceos – para justificar a retirada dos animais para “fins educacionais”.

Reprodução | One Green Planet

No mês passado, o Gabinete do Procurador-Geral da Federação Russa lançou uma investigação criminal sobre as operações responsáveis por capturar ilegalmente sete orcas de águas russas e vendê-las a parques marinhos na China. Mesmo assim, o governo russo ainda está dando novas permissões para captura e planeja permitir que um total de 26 orcas e 225 belugas sejam retiradas do mar nos próximos dois anos.

Atualmente, não há dados oficiais sobre o número de baleias selvagens que vivem em águas russas. Isso torna a prática de capturar esses animais aquáticos e colocá-los em cativeiro ainda mais irresponsável, pois poderia muito bem dizimar suas populações e levar à sua extinção no futuro próximo.

Reprodução | One Green Planet

Determinado a pôr um fim a essa prática imprudente e desnecessária, uma equipe de voluntários altruístas da organização russa Ocean Friends assumiu a missão de monitorar os navios de caça às baleias para que eles possam descobrir quantas das criaturas estão sendo capturadas e tentar intervir. Ao longo do caminho, a equipe tem tirado fotos e filmagens e as compartilha nas mídias sociais para conscientizar o público sobre a captura sem sentido de orcas, belugas e outras baleias.

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Maior exportadora de ovelhas vivas da Austrália perde licença após a morte de 2.500 animais

A maior empresa exportadora de ovelhas vivas da Austrália, Emanuel Exports, teve a sua licença retirada permanentemente pelo Departamento Federal de Agricultura depois que imagens revelaram cenas de maus-tratos, negligência e morte de animais que estavam a bordo de um navio em direção ao Oriente Médio.

Reprodução | Daily Mail

As ovelhas podem ser vistas em um ambiente extremamente apertado e sujo, sem que tenham espaço para se locomover. As condições insalubres e desconfortáveis ofereciam perigos para a saúde física e também mental dos animais. Após observar as imagens, o departamento australiano afirmou que a ação “é do interesse da indústria”.

A Emanuel Exports não foi pega completamente de surpresa pela decisão. Em junho deste mesmo ano, ela teve a licença suspensa após revelações de milhares de mortes de animais em condições sufocantes. A decisão de cancelar de maneira permanente as exportações surgiu depois de o governo ter conduzido “uma investigação completa” e mostrado “um processo de causa”, informou o departamento em um comunicado na terça-feira.

Reprodução | Daily Mail

“O departamento tomou essa decisão de acordo com os requisitos da Lei da Indústria de Carne e Pecuária de 1997, e tomou medidas contra essa empresa no melhor interesse da indústria e para a proteção dos altos padrões de bem-estar e saúde dos animais da Austrália”, a declaração disse.

De acordo com os oficiais, é de responsabilidade de cada exportador cumprir os requisitos legais que regem a exportação de gado, incluindo fornecer informações precisas ao regulador. A falha em fazê-lo prejudica o regime legislativo. “O cancelamento de licença é um passo sério. O departamento está certo de que esta seja a resposta mais apropriada”.

A declaração também disse que o Departamento de Agricultura está implementando uma série de mudanças para melhorar a sustentabilidade do comércio, com “melhores resultados de bem-estar animal”.

Reprodução | Daily Mail
Reprodução | Daily Mail

As mudanças incluem recomendações de uma revisão das condições para a exportação de ovinos para o Oriente Médio durante o verão no hemisfério norte. As imagens surgiram em abril, mostrando as condições chocantes em um navio Emanuel Exports. Mais de 1300 ovelhas morreram em dois dias durante uma intensa onda de calor no Golfo Pérsico.

O oficial de navegação do navio disse ao programa 60 Minutes da Nine Network que a tripulação desmaiou enquanto as ovelhas, incapazes de deixar o barco, estavam sendo essencialmente “colocadas em um forno”. Membros da tripulação foram vistos jogando carcaças do barco para o mar, enquanto outros lutam por comida ou desmoronam e morrem na imundície abaixo do convés.

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Bois exportados do Brasil para a Turquia caem de navio que os transportava

Bois transportados do Brasil para a Turquia pelo navio Zein I caíram ao mar na chegada ao país de destino. De acordo com informações do jornal turco Haberler, alguns animais se jogaram do navio no momento em que seriam retirados da embarcação.

O navio saiu do porto de Vila do Conde, no Pará, e realizou uma viagem, longa e exaustiva para os animais, que são mantidos em condições insalubres dentro da embarcação, até o porto de Bandirma, na Turquia.

Reprodução | Globo Rural | Imagem Ilustrativa

Dois rebocadores foram utilizados para retirar os bois da água. Um dos animais, no entanto, conseguiu fugir, mas foi encontrado em um vilarejo do distrito de Bakilesir, após nadar durante cinco horas. O boi, que não pôde escapar da morte cruel que o espera em um matadouro, foi recapturado.

Boi pula de navio no Brasil
A queda de bois ao mar que ocorreu na Turquia é mais um indicativo do quão cruel é a exportação de animais vivos. E esse não foi o primeiro episódio do tipo, já que casos semelhantes já foram registrados em outros locais. No Brasil, um boi se tornou um símbolo de resistência e de luta contra os embarques de animais vivos em navios com destino ao exterior após cair no mar em São Sebastião, no litoral de São Paulo.

Na madrugada de 14 de junho, uma das mais frias do ano, o animal pulou do navio Aldelta, que estava atracado no porto de São Sebastião, durante operação de embarque de 5 mil animais. Após nadar por quase 10 km, ele foi avistado por uma pequena embarcação. Laçado, o boi foi levado para a Praia das Cigarras. Mas o que poderia ser uma esperança de liberdade logo se transformou num novo pesadelo. Isso porque, após ser içado pelas patas, como se fosse um mero objeto, o animal foi colocado em um caminhão e, depois de ser examinado por um veterinário, foi forçado a retornar ao navio.

Crueldade intrínseca à exportação de animais
Um parecer técnico emitido pela médica veterinária Magda Regina, após vistoria realizada em fevereiro no navio NADA, atracado no porto de Santos com mais de 27 mil bois embarcados, comprovou os extremos maus-tratos impostos aos animais, que já haviam sido denunciados por ativistas. O laudo – com destaque para as páginas 25, 26, 31, 33, 35 e 36 – tem 47 fotos que expõe a condição de insalubridade vivida pelos bois, repletos de fezes e urina e mantidos em ambientes superlotados (confira o documento na íntegra clicando aqui).

“Com base nos fatos relatados, observados mediante entrada e inspeção das instalações de embarcação marítima voltada para confinamento e transporte de animais por longas distâncias para recria, engorda e abate no exterior, opino que são abundantes os indicativos que comprovam maus-tratos e violação explícita da dignidade animal, além de ultrapassar critérios de razoabilidade elementar as cinco liberdades garantidoras do bem-estar animal. Tenho entendido, portanto, de que a prática de transporte marítimo de animais por longas distâncias está intrínseca e inerentemente relacionada à causação de crueldade, sofrimento, dor, indignidade e corrupção do bem-estar animal sob diversas formas”, diz o laudo produzido pela médica veterinária.

A veterinária australiana Lynn Simpson, que por 10 anos viajou dentro de navios-boiadeiros e que participou de uma audiência pública sobre exportação de animais vivos na Assembleia Legislativa de São Paulo em maio deste ano, também confirmou os maus-tratos inerentes ao transporte de animais feito por navios.

“É comum ver os animais com as línguas de fora, tentando respirar sem conseguir, já ficando azuis com a falta de oxigênio. O aumento da taxa de respiração aumenta os níveis de CO2 e amônia no ar e piora ainda mais a situação. Animais mais fortes sobem em cima dos mais fracos, em busca de ar, esmagando-os. Alguns caem já espumando pelo nariz. Quando tentamos puxar os animais mortos, as pernas se soltam facilmente e vemos os músculos já sem cor, a gordura translúcida – sinais indicativos de cozimento. Os bois são cozidos vivos”, contou a médica.

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Manifestantes bloqueiam caminhão que transportava ovelhas destinadas à exportação

Uma centena de manifestantes defensores dos direitos animais bloqueou um caminhão cheio de ovelhas no Porto de Ramsgate, no condado de Kent, Inglaterra. Eles disseram que os animais, que seriam enviados para a França, estavam destinados a serem mortos para o festival muçulmano Eid al-Adha, que é celebrado em agosto.

Uma centena de manifestantes defensores dos direitos animais bloqueou um caminhão cheio de ovelhas destinadas à exportação em porto na Inglaterra.
Foto: Triangle News

Yvonne Birchall, da Kent Action Against Live Exports (KAALE), disse: “Encontramos ovelhas aflitas e sem espaço suficiente. Em um dos três caminhões transportadores, vários animais tossiam muito. Um termômetro no local onde as ovelhas estavam marcava 31.5 graus às 7 da manhã.”

Birchall disse que os caminhões “apenas começaram” a transportar esses animais para lugares como o norte da África, a Turquia e o Oriente Médio para o Eid. “É um festival muçulmano de sacrifício. Não é permitido neste país, mas eles podem levá-los para outros países ou continentes”, continuou Yvonne.

A UE proibiu a exportação de animais vivos, porém, uma vez que a empresa possui uma licença de exportação, as ovelhas são consideradas mercadorias.

“Em 1995, quando comecei, 30 caminhões traziam animais todos os dias para ser exportados. No ano passado, no total, apenas 34 caminhões passaram por Ramsgate. É melhor, mas ainda não é suficiente”, acrescentou Birchall.

A candidata do Partido Trabalhista ao Parlamento, Rebecca Gordon-Nesbitt, que estava no protesto, disse: “Pessoalmente e politicamente me oponho à prática”.

“O transporte de animais vivos para serem mortos é completamente repreensível em ambas as extremidades da equação. Não sabemos qual será o destino desses animais e durante o verão há uma preocupação maior sobre a hidratação em intervalos regulares”.

Havia três caminhões de três andares, cheios de ovelhas em todos os níveis. A polícia local confirmou que ninguém foi preso.

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Ativistas expõem crueldade em matadouros turcos

Foto: Captura do vídeo

Imagens inéditas divulgadas recentemente nas redes sociais revelaram o destino cruel que aguardava os bois vivos que saíram de Santos em direção à Turquia.

No vídeo, publicado no Facebook, ativistas registraram detalhes do matadouro e dos assassinatos em massa.

Os animais que foram submetidos a uma longa viagem até o país euro-asiático, eram mantidos em situações extremamente estressantes. Confinados em baias superlotadas e extremamente sujas dentro dos navios, os bois vivos sairão do porto brasileiro para encontrarem uma morte cruel.

Ativistas se infiltraram em um matadouro turco para expor o destino de bois exportados vivos para países de tradição islâmica.

Com vestimentas muçulmanas eles acessaram um local restrito do frigorífico na Turquia.

Foto: Captura do vídeo

Sob a justificativa religiosa do Halal, os bois, além de transportados vivos em condições insalubres,  foram submetidos a uma longa e sanguinária morte.

Foto: Captura do vídeo
Foto: Captura do vídeo

O ritual halal é um assassinato que segue os preceitos do islamismo e das normas ditadas pelo Alcorão Sagrado. Segundo os religiosos, os animais têm que ser mortos com um corte em movimento de meia-lua no pescoço enquanto ainda estão conscientes.

De acordo com as imagens filmadas, os bois sofrem e sangram por vários minutos antes morrer.

Foto: Captura do vídeo

No Brasil, ONG em defesa dos direitos animais, como a ANDA, denunciaram o transporte cruel e o extermínio destas vidas.

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Austrália interrompe exportações de bois para Indonésia

Por Lobo Pasolini (da Redação)

Foto: Reuters

Oito dias após o horror dos bovinos sendo torturados na Indonésia aparecer na televisão australiana, a campanha para pôr fim a exportação de animais para aquele país anunciou que o governo Gillard concordou em suspender os carregamentos de bovinos.

A ONG Animals Australia disse que o público ficou tão chocado com as imagens e como fato de que a indústria era conivente com a tortura que o consumo de carne naquele país caiu entre 10 e 15 por cento.

A organização reiterou que apenas uma proibição da exportação de animais para todos os países poderia garantir que tais imagens não se repetissem e prometeu continuar batalhando para que esse aspecto particularmente cruel da exploração de animais cesse o quanto antes.

Nota da Redação: Apesar da ‘boa notícia’, fica a pergunta: serão os bovinos australianos substituídos por outros, que encontrarão o mesmo fim aterrorizante nas mãos de sádicos? Infelizmente o Brasil tem ambições de aumentar a exportação de bois para países islâmicos e devemos nos expressar contra isso porque senão animais brasileiros qualquer hora estarão sendo levados até a Indonésia. Para a Turquia e o Oriente Médio eles já estão indo.

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