Notícias

‘Era meu sonho’, diz dona de restaurante após o estabelecimento se tornar vegano

Foto: Arquivo Pessoal

Vegetariana há 30 anos, Zelinda Amarante de Lima sempre quis transformar seu restaurante em um estabelecimento vegano. No último dia 1º de junho, o que era apenas um sonho se transformou em realidade. O Picanha’s Grill ganhou a palavra “Veg” em seu nome e, desde então, os moradores de Porto Alegre (RS) passaram a contar com um novo local para consumir deliciosos pratos veganos.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), Zelinda contou que o restaurante sempre ofereceu opções veganas. Isso porque boa parte da família da proprietária do estabelecimento não consome carne. Zelinda tem filhos e netos que são vegetarianos e veganos.

“Meu marido ainda come carne, mas me deu muito apoio. Ele gosta muito da culinária vegana, faz ótimos pratos, é um excelente cozinheiro”, disse Zelinda. Segundo ela, o marido, Evandro Rodrigues dos Santos, que também é dono do estabelecimento, pretende se tornar vegano.

Zelinda revelou que se tornou vegetariana após conhecer, no passado, a filosofia Hare Krishna. Atualmente, repassa aos outros o que aprendeu sobre direitos animais. “Acho que a pessoa realiza o não comer carne. Ela vê que tão importante quanto a vida dela é a vida de qualquer ser vivo. O ruim para mim era trabalhar num restaurante onde se lidava com carne, vendia carne, chorei muitas vezes por causa disso. Hoje, sem forçar nada, tento fazer com que a pessoa entenda que aquele ser merece estar vivo tanto quanto ela. Acho que cada um tem o seu tempo, tu explica, tu fala, mas cada um tem o seu tempo”, afirmou.

Foto: Arquivo Pessoal

Atualmente, o restaurante oferece de seis a oito tipos de saladas, três a quatro tipos de sobremesa e dez pratos quentes. “A gente procura variar sempre os pratos”, explicou Zelinda. Dentre os alimentos servidos na última segunda-feira (8), estão arroz, feijão, almôndegas ao molho branco, seitan (“carne” de glúten) ao molho, mini pastéis de brócolis, pão de alho, hambúrgueres, maionese, pêssego em calda e bolo de laranja com mousse de coco.

“Nossa vontade é abrir uma churrascaria vegana aos sábados. Durante a semana, continuaremos com o buffet e aos sábados teremos a churrascaria, com vários pratos, como seitan assado, na grelha e recheado; pão de alho, abacaxi assado, entreveiro na chapa, glúten acebolado, entre outros”, contou.

Para Zelinda, oferecer pratos veganos aos clientes é o que mais importa. “Tem pessoas que nunca ouviram falar em veganismo. Então, cada lanche que a gente serve que não tem carne é um ganho para a gente”, disse. A transição do restaurante para o veganismo foi realizada aos poucos para que os clientes, acostumados com carne, se adaptassem. E muitos já disseram não sentir falta de ingredientes de origem animal no prato.

Foto: Arquivo Pessoal

“Estamos começando aos poucos. Parte dos clientes afirmou que não sente falta da carne. Mas está sendo aceito aos poucos. O que me incentiva é isso: não estou vendendo carne, então estou ganhando muito mais com isso, porque são uma média de 40 refeições no almoço sem carne, sem nada de origem animal, sem crueldade nenhuma no prato, e isso para mim vale muito, porque era o que eu sonhava. Estou feliz, minha família está feliz e estamos empenhados”, reforçou.

Transformar o restaurante em um estabelecimento vegano é, para Zelinda, uma forma de “levar o veganismo adiante”, atingindo mais pessoas. O público vegano, porém, concentra-se à noite. No almoço, a maior parte das pessoas que consome a comida do restaurante não é vegana. “Durante o dia são pessoas que comem carne e que apreciam minha comida. Poucos veganos almoçam aqui, consomem mais à noite”, explicou. Segundo ela, durante o dia o público do estabelecimento é composto, em maior parte, por funcionários de empresas, por conta da localização do restaurante, que fica em uma região industrial.

A proprietária do Picanha’s Grill Veg reforça que, ao levar refeições livres de ingredientes de origem animal para pessoas que não são veganas, ela tem conseguido fazer com que, em média, 40 pessoas consumam pratos sem carne e derivados no almoço. “Então para gente é um ganho muito grande”, disse.

Foto: Arquivo Pessoal

E a iniciativa rendeu muitos elogios nas redes sociais. Satisfeitos com a nova proposta do restaurante, internautas parabenizaram os proprietários. “Parabéns pela iniciativa, admiro vocês”, disse um usuário do Facebook. “É muito nobre veganizar um restaurante”, afirmou outro. “A mudança que eu quero pro mundo, a mudança que é possível”, escreveu uma terceira pessoa.

Por conta da pandemia de coronavírus, cuidados extras estão sendo tomados pelo restaurante. As mesas foram espaçadas, álcool em gel é oferecido logo na entrada, e a proprietária recomenda que as pessoas retirem a comida no local ou solicitem o serviço de delivery ao invés de consumir no estabelecimento. No entanto, medidas são adotadas para proteger aqueles que optam por comer no restaurante e para preservar a saúde dos funcionários. “Quem almoça aqui, a gente ajuda a pessoa a se servir, oferecemos álcool em gel na porta e máscara para quem chega sem”, explicou. Durante a noite, as vendas são feitas exclusivamente via delivery, sem opção de consumir no local. A chamada tele-entrega também pode ser solicitada durante o dia.

Foto: Arquivo Pessoal

E além de promover a conscientização sobre direitos animais através da alimentação, o Picanha’s Grill Veg também prova que não é verdadeiro o argumento de que ser vegano é caro. Isso porque o restaurante oferece buffet a R$ 13,90 o kg e marmitas a R$ 12. “Envio o cardápio, o cliente escolhe o que gostaria de comer e monto a marmita de acordo com a preferência dele”, explicou Zelinda.

O restaurante está localizado na Avenida Plínio Kroaff, 1893, Sarandi, na Zona Norte de Porto Alegre. Os moradores da cidade podem fazer o pedido via WhatsApp e receber os pratos em casa. O telefone para contato é o 51 99951-5791.

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Destaques, Entrevistas, Notícias

Em meio à queda no consumo de carne, nutricionista dá dicas sobre transição para alimentação vegana

Em meio à pandemia, procura por alimentos de origem vegetal aumentou (pixabay/gavilla)

Há anos, especialistas alertam sobre a relação entre a exploração animal e o surgimento de vírus, que podem levar a pandemias. Esses alertas, porém, se tornaram mais frequentes no momento atual por conta do coronavírus, que já matou mais de 328 mil pessoas no mundo e 18.894 no Brasil.

Além do impacto ambiental sobre os ecossistemas, gerado pela ação humana, a exploração de animais para consumo também abre espaço para os vírus. Ao aglomerar e confinar animais, estressados e muitas vezes doentes, e submeter funcionários de matadouros à aproximação com esses animais, a indústria facilita o contato de pessoas com organismos que podem levar ao adoecimento humano. Como aconteceu em Wuhan, na China, no mercado que comercializa animais vivos e mortos – onde, segundo especialistas, o coronavírus surgiu.

Diante desse cenário, o veganismo se destaca como uma forma de viver que não colabora com o surgimento de vírus letais aos humanos. Fica exposto, então, mais um dos benefícios da dieta vegetariana estrita – aquela que é praticada pelos veganos e exclui todos alimentos de origem animal. Além de não compactuar com o sofrimento animal e a devastação do planeta, o veganismo beneficia a saúde humana não apenas de maneira individual, através do vegano que se torna mais saudável, mas também de maneira global, ao não propiciar o surgimento de pandemias.

Sabendo disso, há quem tenha se interessado mais pelo veganismo. Na Ásia, por exemplo, o consumo de proteínas vegetais aumentou desde o início da pandemia. O mesmo aconteceu nos Estados Unidos. Por conta desse interesse maior do público em geral por produtos veganos, a Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) entrevistou com exclusividade a nutricionista Maitê Ranheiri, que deu dicas para aqueles que pretendem transitar da dieta onívora para a vegetariana estrita. Confira abaixo.

ANDA: A crise do coronavírus levou à redução dos serviços em vários setores e com os matadouros não é diferente. Muitos deles estão com atividades suspensas. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) registrou redução de 16% na intenção de confinamento de bois explorados para consumo no estado e afirmou que os principais fatores responsáveis por isso são o aumento no preço dos insumos e a redução do consumo de carne no mercado doméstico. Essa redução no consumo de produtos de origem animal pode levar as pessoas a se abrirem para uma alimentação baseada em vegetais. Como elaborar essa alimentação de maneira saudável?

Maitê Ranheiri: A alimentação baseada em vegetais ou chamada de plant based tem como objetivo conduzir uma alimentação mais natural e sustentável, excluindo alimentos de origem animal. Acredito que esse tipo de alimentação vêm ao encontro de algumas orientações do Ministério da Saúde, como o Guia Alimentar para População Brasileira, que fala sobre utilizar alimentos in natura ou minimamente processados como a base da nossa alimentação, combinar durante o dia alimentos como: cereais, feijões, raízes, tubérculos, legumes, verduras, frutas, castanhas e água. As recomendações gerais para os vegetarianos é basear a alimentação em alimentos in natura ou minimamente processados e a evitar alimentos ultraprocessados.

Sanduíche saudável e vegano (pixabay/mikefish70)

ANDA: Outro cenário surge na pandemia: além da queda do consumo motivada pela crise, há quem esteja descobrindo a relação entre o surgimento de vírus, como o coronavírus, e a exploração animal – assunto que tem sido exposto por especialistas. Essa descoberta pode levar a um interesse maior pelo veganismo, como forma de combater essa situação, deixando de colaborar com ela. No entanto, muitas pessoas ainda enxergam dificuldades para promover essa mudança de hábitos. Acostumadas a consumir produtos de origem animal, não sabem por onde começar. Que dicas você poderia dar para essas pessoas sobre formas de fazer a transição para uma dieta vegetariana estrita?

Maitê Ranheiri: Acredito que cada um tem seu tempo, mas sugiro reduzir aos poucos a carne vermelha, depois as carnes brancas, leite e derivados e ovos, substituindo as proteínas animais pelas proteínas vegetais. É importante que procurem um nutricionista capacitado em alimentação vegetariana pra avaliar o que é possível e sustentável para as pessoas.

ANDA: As proteínas ainda são um tabu para muitas pessoas, por conta da falta de informação. Quais são as principais fontes de proteína vegetal que podem ser consumidas por quem gostaria de se tornar vegano?

Maitê Ranheiri: As fontes de proteínas vegetais são todos os tipos de feijões, lentilha, ervilha, grão de bico e alguns tipos de oleaginosas. Importante dizer que temos que ter uma combinação de fontes de proteína vegetal durante o dia para conseguirmos atingir a recomendação de proteína vegetal.

ANDA: Há quem ainda acredite que não é possível se saciar ao fazer uma refeição baseada em vegetais, tampouco dar conta de atividades físicas que exijam mais do corpo humano – embora fisiculturistas veganos provem o contrário. Quais nutrientes presentes na alimentação vegetariana estrita desmentem esse senso comum errôneo?

Maitê Ranheiri: Alguns estudos mostram que não há diferença entre a alimentação vegetariana estrita e onívora quando se compara resistência e força muscular. Um estudo de abril de 2020 sugere que isso aconteça pela maior ingestão de carboidratos da dieta vegetariana, pois promovem um melhor desempenho de resistência pelo maior armazenamento de glicogênio muscular. Tanto para onívoros quanto para veganos, precisamos de energia para realizar as atividades físicas, isso é, consumir alimentos que são fontes de carboidratos, como cereais, tubérculos e raízes. Caso contrário, não teremos energia para realizar essas atividades físicas. E claro, é importante o consumo de proteínas vegetais também para construção do músculo.

Feijões são fontes de proteína vegetal (arielnunezg/pixabay)

ANDA: Uma dieta livre de produtos de origem animal é adequada para todas as idades. É necessário, porém, realizá-la de maneira diferente para cada faixa etária? Um bebê ou criança, por exemplo, deve ter uma alimentação vegana diferente de um adulto?

Maitê Ranheiri: Como toda alimentação, devemos ter um cuidado maior com as crianças pois estas necessitam de nutrientes por estarem em fase de crescimento. Na alimentação vegetariana não é diferente. O ideal sempre é adequar as necessidades de cada pessoa, independentemente da idade, gênero. Precisamos avaliar questões genéticas e estilo de vida também em todas as idades.

ANDA: Estudos comprovam a relação entre doenças, como o câncer, e o consumo de produtos de origem animal. Ao adotar uma dieta vegetariana estrita, a pessoa pode reduzir as chances de desenvolver determinadas doenças e conquistar um estilo de vida mais saudável?

Maitê Ranheiri: Sim, têm muitos estudos comprovando que os vegetarianos estritos que utilizam os padrões da plant-based têm melhor estilo de vida e menor risco de desenvolver doenças por terem maior consumo de vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos com capacidade antioxidante e anti-inflamatória, sendo essa a principal justificativa para os seus efeitos benéficos sobre essas doenças crônicas não transmissíveis.

ANDA: Como nutricionista que presta serviço voltado ao público vegetariano e vegano, você tem observado um aumento na busca pela dieta baseada em vegetais?

Maitê Ranheiri: Tenho observado sim, a procura está cada vez maior. Acredito que o aumento da informação sobre o impacto do consumo de carnes tanto para os animais, para o meio ambiente e pela nossa saúde ajudam as pessoas a se conscientizar sobre isso e acabam pesquisando mais e se interessando pelo assunto, o que é maravilhoso.

ANDA: O Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) autorizou consultas nutricionais online. De que maneira, neste momento de pandemia, essas consultas à distância podem ajudar uma pessoa a mudar sua alimentação, adequando-a ao vegetarianismo estrito?

Maitê Ranheiri: Isso ajuda quem quer mudar a alimentação pois podem não ter acesso presencial a profissionais de saúde que estão capacitados para atender vegetarianos e veganos, o que não é fácil, já que é preciso muito estudo para atender esse público.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Alok revela que está tentando se tornar vegetariano: ‘questão de conscientização’

Reprodução/Instagram/Alok

O DJ Alok usou as redes sociais para anunciar aos seus fãs que está se esforçando para se tornar vegetariano. “Na quarentena está ótimo. Só é um pouco difícil na estrada, mas tenho conseguido nos últimos meses”, contou.

O artista deixou claro que a mudança em seus hábitos alimentares tem relação com o sofrimento animal. Alok não se sente confortável em ser responsável pela exploração e matança de animais inocentes, capazes de sofrer de maneira física e psicológica.

“Para mim foi mais uma questão de conscientização. Não estava conseguindo mais lidar com o fato de ter que matar um animal para me alimentar”, afirmou.

Segundo ele, as carnes vegetais recentemente lançadas, que imitam o sabor e a textura de carnes de origem animal, têm auxiliado sua adaptação ao vegetarianismo.

A revelação foi feita no Instagram, rede social na qual o DJ tem 18,1 milhões de seguidores. Formador de opinião, o que Alok diz influencia quem o admira e, por conta disso, a decisão de relatar sua transição para o vegetarianismo é positiva.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Casal de fazendeiros americanos abandona a criação de galinhas e passa a cultivar cogumelos

Foto: VegNews/Reprodução
Foto: VegNews/Reprodução

O casal de fazendeiro Jennifer e Rodney Barrett, agricultores do Arkansas (EUA), começaram recentemente a fazer a transição de suas fazendas de criação de frango e vacas para uma fazenda vegana de cogumelos depois de aprender sobre os benefícios de um estilo de vida baseado em vegetais.

Em 2011, o casal iniciou uma mudança de comportamento com o objetivo de melhorar sua saúde depois que Rodney foi diagnosticado com colite ulcerativa, e Jennifer sofria de artrite, depressão, obesidade e hipertensão.

Como parte de sua jornada, o casal aderiu a um programa de alimentação baseada em vegetais de três semanas. “Quando o programa foi concluído, senti-me como uma pessoa totalmente nova”, disse Jennifer. “Minha mente estava tão nítida e clara. Além disso, eu estava dormindo como um bebê. Eu tinha muita vitalidade, energia e alegria. Nós dois fizemos. Foi revolucionário, mas ao mesmo tempo surgiram milhões de perguntas na minha cabeça”.

À medida que aprendiam mais sobre o estilo de vida vegano, começaram a questionar seus últimos 18 anos trabalhando com criação de animais onde esses seres especiais e sencientes eram mortos para comidos. “Era tão frustrante saber que todo esse sofrimento, mortes e decadência – essa situação de holocausto – era tão desnecessária, mas ainda assim existia”, disse Jennifer.

“Comecei a ver as galinhas de maneira diferente. Eu nunca realmente olhei para eles como indivíduos antes, mas meu coração começou a doer de verdade quanto mais eu via seu terror e sofrimento. De repente, eu as vi como pássaros, não como produtos.

O casal cancelou seu contrato de produção de aves para consumo e parou de criar e vender bois e vacas, e iniciou a transição para a produção de cogumelos com a ajuda da ex-pecuarista Renee King-Sonnen, do Programa de Advocacy da Rancher’s – que oferece apoio e soluções inovadoras para os fazendeiros que estão abandonando a agropecuária.

Site reúne relatos de ex-fazendeiros que se tornaram ativistas veganos

Uma organização criou um site para que experiências de antigos fazendeiros de todo o mundo que reconheceram a crueldade cometida contra animais explorados para consumo humano e agora são ativistas veganos fossem publicados.

A iniciativa da organização Free From Harm de publicar perfis dos ex-fazendeiros foi uma maneira de expor a realidade das fazendas de criação, muitas vezes veladas pelos interesses das grandes indústrias de carnes e laticínios.

Foto: Pixabay)
Foto: Pixabay)

Os criadores de animais são pessoas que veem diariamente com seus próprios olhos o que acontece com os animais criados para consumo de ovos, carne e laticínios. Essas experiências na agricultura animal transformaram muitos deles em defensores dedicados dos animais e os estimularam a adotar uma dieta totalmente vegana.

Como exemplo, Bob Comis relatou que transformou sua fazenda de porcos e ovelhas em uma fazenda de vegetais veganos. Howard Lyman também decidiu que o vasto terreno onde ele e seus familiares criavam gado para carne e laticínios seria muito melhor usado como um santuário de vida selvagem.

Estes são apenas dois exemplos das muitas transformações incríveis da vida real, disponíveis no siteda Free From Harm.

Além de lutarem pelo bem da justiça aos animais, essas pessoas lutam também para o bem das pessoas e do planeta. A agricultura animal é responsável por uma imensa quantidade de poluição, perda de habitat e destruição ambiental. O desmantelamento desta indústria será fundamental para garantir um mundo habitável para as gerações futuras.

​Read More
Notícias

Nove bilhões de animais são mortos por ano pela indústria de carne na União Europeia

Os políticos da União Europeia estão na mira de eleitores, ativistas, ambientalistas e da população em geral, para que ajudem os fazendeiros que vivem da criação de animais em larga escala (agropecuária industrial) a fazer a transição para a agricultura de cultivo de legumes, verduras, e frutas a fim de impulsionar a tendência crescente da alimentação baseada em vegetais que vem se consolidando cada vez mais.

Em um evento ocorrido esta semana no parlamento europeu, organizado pela Humane Society International, fazendeiros, ecologistas e acadêmicos concordaram que há uma necessidade urgente da União Europeia apoiar essa transição ajudando os fazendeiros a se adaptarem e aproveitarem a oportunidade econômica que a mudança na alimentação dos consumidores (queda no consumo de carne, laticínios e ovos) vem causando.

Um importante relatório da Fundação Rise advertiu recentemente que a produção de carne e laticínios da Europa deve ser reduzida pela metade até 2050, como exemplo de atitude responsável a ser tomada, dada sua contribuição significativa para a degradação ambiental do planeta, com as emissões de gases de efeito estufa e a perda de biodiversidade.

Atualmente, a UE cria 9 bilhões de animais para alimentação por ano – com mais de 360 milhões desses animais gastando toda ou parte de suas vidas em sistemas intensivos de criação em cativeiros – e, globalmente, estima-se que 82 bilhões de animais sofram por causa da alimentação humana.

Dr. Marco Springmann, da Universidade de Oxford, e Dra. Helen Harwatt, da Universidade de Harvard, participaram do simpósio realizado em Bruxelas, realizado pelo ecologista e especialista em transição, Alan Watson Featherstone, e pelo agricultor sueco Adam Arnesson, que esta fazendo a transição de sua fazenda de criação de porcos para agricultura de cultivo de aveia para uma empresa de leite vegetal.

Os incentivos políticos também foram tratados na primeira exibição pública na Europa do curta-metragem premiado BAFTA 2019, “73 Cows”(73 vacas, na tradução livre), sobre os fazendeiros britânicos Jay e Katja Wilde que mandaram todo o seu rebanho para um santuário e mudaram seu negócio para o cultivo de colheitas de legumes e vegetais.

Foto: 73 Cows/Divulgação
Foto: 73 Cows/Divulgação

“Os consumidores europeus estão mais conscientes do que nunca das questões relacionadas ao bem-estar animal e aos impactos ambientais da produção de carne, laticínios e ovos. O nível atual de produção de carne de origem animal é simplesmente insustentável, e o crescimento contínuo das alternativas à base de vegetais é inevitável”, disse Alexandra Clark, consultora de política alimentar da HSI/Europa, em um comunicado.

“O momento oferece aos fazendeiros de criação europeus uma oportunidade única de atender a essa demanda variável, fazendo a transição da criação animal industrial para a produção de culturas de vegetais e frutas. Com a atual reforma da política agrícola da UE, os deputados têm uma clara oportunidade de ajudar os fazendeiros na direção dessa transição, deslocando os subsídios da produção animal industrial, para apoiar os fazendeiros a mudar para frutas, legumes, cereais e leguminosas que estão crescendo em demanda para um público cada vez mais consciente e compassivo”, disse Clark.

A UE está atualmente reformando sua política agrícola, com uma votação crucial planejada na Comissão de Agricultura para o início de abril. A Dra. Helen Harwatt, da Universidade de Harvard, acredita que esta é uma grande oportunidade para os políticos assumirem a liderança em em relação as mudanças necessárias para migrar da criação animal para o plantio e cultivo vegetal.

A Dra. Harwatt disse: “Reaproveitar porções de terras utilizadas na agropecuária para remover o dióxido de carbono da atmosfera será crucial para limitar o aquecimento a 1,5°C. Por sua vez, a restauração desta terra ao seu habitat natural abrirá as portas para a reintrodução de espécies animais, o que ajudaria a combater a crise da vida selvagem. Mudanças da criação de animais para consumo para cultivo de colheitas são essenciais e os políticos devem garantir que medidas de apoio sejam implementadas para ajudar os fazendeiros a fazerem essa transição inevitável”.

O agricultor sueco Adam Arnesson mudou sua criação de animais pela carne para o cultivo de várias culturas para consumo humano, incluindo aveia para a produção de leite. Ao fazer isso, ele dobrou o número de pessoas que sua produção alimenta anualmente e reduziu pela metade o impacto climático de seu negócio por caloria.

Os fazendeiros Jay e Katja Wilde, que estrelam o curta-metragem “73 cows” de Alex Lockwood, expressam seu desejo de que os deputados europeus compreendam que a pressão e o medo que muitos fazendeiros sentem pelo futuro poderiam ser aliviados se houvesse apoio para que eles pudessem mudar com segurança e pelo bem do planeta.

Ao falar no evento da exibição do curta “73 cows”, no parlamento europeu, Jay Wilde disse: “Estamos entusiasmados com o fato do nosso filme ter chegado ao parlamento europeu, onde esperamos que inspire os políticos a votarem num futuro melhor tanto para os fazendeiros como para os animais. Dando nossas vacas para um santuário para viver em um refúgio seguro foi a melhor decisão de nossas vidas, tornou-se a única decisão certa quando enviá-las para o matadouro não era mais algo que eu poderia fazer e viver com isso. Mas tem sido uma jornada muito assustadora também porque você está entrando em território desconhecido.

“Essa mudança não é apenas uma escolha pessoal, é necessário proteger o meio ambiente, então, se houvesse apoio financeiro e prático para ajudar os fazendeiros como eu a plantar pelo planeta, isso tornaria a vida muito mais fácil”, disse ele.

A eurodeputada finlandesa Sirpa Pietikäinen disse que “se todos mudassem a sua alimentação para uma dieta a base de vegetais, isso seria benéfico para a saúde pública, o bem-estar dos animais, a biodiversidade e o clima”.

​Read More
Notícias

Campanha que incentiva a adoção do veganismo no mês de janeiro será expandida para diversos países

A Veganuary, uma instituição de caridade que incentiva as pessoas a tornarem-se veganas no mês de janeiro, anunciou que expandirá seu programa para diversos países. Desde seu lançamento, em 2014, a campanha já teve mais de 250 mil de participantes, e a maioria dos envolvidos eram principalmente dos Estados Unidos e Reino Unido.

A campanha Veganuary, que incentiva as pessoas a tornarem-se veganas no mês de janeiro, anunciou que expandirá seu programa para diversos países.
Foto: Reprodução

A ação tem o objetivo de impulsionar o alcance da campanha e inspirar mais consumidores ao redor do mundo e irá concentrar-se especialmente em países como o Brasil, a Índia e a China, onde o consumo de carne tende a ser maior.

“Uma filosofia de vida vegana é algo que todos devem ter a oportunidade de experimentar e se beneficiar”, disse o co-fundador do Veganuary, Matthew Glover, em um vídeo da campanha.

Para auxiliar no crescimento, a instituição lançou uma campanha de crowdfunding para arrecadar cerca de 15 mil libras (R$ 74 mil). Com o dinheiro, contratará novos funcionários e criará sites personalizados para cada país, que serão apresentados em vários idiomas e oferecerão receitas específicas da região.

“Queremos abraçar as diferenças culturais e garantir que estamos falando com as pessoas de maneira que as atinja. O que funciona bem na Austrália pode não funcionar tão bem em Portugal, e vice-versa ”, disse a página de crowdfunding.

A Veganuary foi fundada no Reino Unido, mas alinhando-se com seus planos de expansão, a marca está contratando um chefe de campanha na América do Norte, devido à grande parcela da população dos Estados Unidos e Canadá que está aderindo ao veganismo.

A instituição tem obtido sucesso crescente desde o seu lançamento, com as campanhas sendo cada vez maiores e melhores com o passar dos anos.

Este ano, o número de participantes cresceu 183% em comparação com 2017, com um impressionante número de 168.542 pessoas oficialmente prometendo se tornar veganas em janeiro.

Uma pesquisa revelou que 62% dos participantes do Veganuary se mantiveram veganos após o fim do mês e 99% dos envolvidos o recomendariam para outras pessoas.

A saúde, o meio ambiente e o bem-estar animal são os três principais impulsionadores para as pessoas que optam por se tornar veganas, sendo os animais a motivação mais popular, com 43% dos participantes do programa considerando este o principal motivo para abandonar o consumo de carne, laticínios e ovos.

​Read More
Notícias

Piloto Lewis Hamilton afirma estar em transição para o veganismo

Três vezes campeão mundial da Fórmula 1 e atual líder do campeonato, o piloto Lewis Hamilton afirmou, na última quinta-feira (14), estar no caminho para o veganismo. A razão para a transição, segundo ele, é o amor pelos animais e a preocupação com o planeta e com a própria saúde.

O piloto disse estar no caminho para o veganismo (Foto: Mark Thompson/Getty Images)

O piloto publicou no Instagram, no modo ‘stories’, uma imagem por meio da qual conta aos seus seguidores que irá assistir o documentário What The Health, que aborda as consequências do consumo de produtos de origem animal na saúde humana. “Eu estou em uma missão para me tornar vegano. Pessoas, crueldade com os animais, aquecimento global e nossa própria saúde estão em jogo”, disse.

Ele explicou que resolveu tornar público seu desejo de se tornar vegano para gerar conscientização. “Ao deixar as pessoas que estão me seguindo sabendo, talvez eu possa encorajar algumas pessoas a fazer o mesmo”, afirmou.

Hamilton demonstrou estar bem informado quanto à relação do veganismo com uma vida mais saudável e declarou que estar livre de determinadas doenças causadas pelos produtos de origem animal é um dos objetivos dele. “Eu não quero em 10 ou 20 anos ter diabetes ou problemas cardíacos que estiveram na minha família, câncer que também esteve na minha família. Eu não quero pegar nada disso”, garantiu.

Na imagem, Hamilton diz que irá assistir o documentário e que está em uma missão para se tornar vegano (Foto: Divulgação)

O britânico contou, segundo informações do site Auto Racing, que já conhecia muitas pessoas que optaram pelo veganismo e falou sobre a experiência que teve ao comer apenas alimentos veganos recentemente. “Na verdade, ingeri comida baseada em plantas nos últimos dois dias e foi incrível. Até agora, não sinto que estou perdendo”, comentou.

O piloto da Mercedes disse aos jornalistas antes do GP de Cingapura que, no momento, está parando com o consumo de peixes. “É algo que eu estou buscando de qualquer maneira. Parei de comer carne vermelha há dois anos. Este ano eu parei de comer frango e, em seguida, meio que voltei para isso e agora parei novamente. Então, agora estou cortando peixes”, concluiu.
​Read More
Notícias

Documentário “What the Health” incentiva o veganismo

Os cineastas que promoveram o filme, os mesmos do documentário “Cowspiracy: o Segredo da Sustentabilidade”, levantam a discussão sobre a correlação entre saúde e a ingestão de produtos de origem animal.

Cartaz do documentário What the Health
O documentário tem influenciado diversas pessoas a mudarem sua alimentação para o veganismo (Foto: What the Health)

Diversas reportagens locais têm abordado como o documentário está inspirando as pessoas a se tornarem veganas.

E o resultado já está sendo sentido nos restaurantes da cidade. Segundo os donos dos estabelecimentos, muitas pessoas têm ido buscar uma refeição baseada no documentário “What the Health“.

“Eu recebi um novo casal no jantar na semana passada que estava fazendo uma transição para uma dieta vegana após assistirem o documentário ‘What the Health’. Eu acho que [o filme] causou um impacto na sociedade, e definitivamente está trazendo novos clientes para o nosso restaurante”, afirma Sara Tormelin, dona do restaurante Spiral Diner & Bakery.

“É loucura que eu tenha ouvido falar tanto sobre esse documentário em tão pouco tempo”, comenta Troy Gardner, dono do restaurante V-Eats Modern Vegan, em entrevista ao Plant Based News. Gardner conta que já conheceu cinco pessoas que decidiram fazer a transição para o veganismo após assistirem o filme.

 

​Read More
Notícias

Cleo Pires declara que se sente mais feliz por estar se tornando vegetariana

Uma nova consciência mudou a rotina de Cleo Pires: sustentabilidade. Há poucos meses a atriz começou sua transição para a dieta vegetariana e agora começou a construir uma casa inteiramente sustentável. A atriz mudou o seu modo de encarar as coisas quando percebeu que amava muito os seus cachorros e, por eles, começou a assistir documentários sobre a crueldade contra os bois. Após esses filmes, Cleo começou a ver um “bicho morto” toda vez que colocava um pedaço de bife em seu prato.

O iG acompanhou com exclusividade a atriz em uma sessão de fotos para a ONG AMPARA Animal, em parceria com a TV Bicho, na qual Cleo foi fotografada por Jacques Dequeker com um gato preto, o charmoso Fufu.

Cleo Pires com o gato preto Fufu - Foto: André Giorgi

Antes das fotos com o animal, o maquiador cuidou do visual de Cleo. Em pouco tempo a beleza da atriz estava ressaltada com o contorno em seus olhos e com os acessórios escolhidos a dedo pela equipe de produção. Enquanto o estúdio ficava pronto, Cleo se familiarizou com o animal que seria o seu parceiro nos cliques e também se divertiu com um cachorro que estava por lá só a passeio.

Cleo mostrou intimidade tanto com o gato, quanto com o cachorro e contou que está gostando dessa nova dieta. “Estou começando a ser vegana, estou gostando muito. Foi uma consequência muito natural na minha vida”, contou ao iG.

Confira o bate-papo com Cleo Pires sobre animais, comida e sustentabilidade.

iG: Como você decidiu virar vegetariana?

Cleo Pires: Tenho cinco cachorros e quando você tem um animal, começa a questionar muita coisa. Comecei a ver vários filmes sobre veganismo e comecei a ficar com muito nojo de tudo. Eu já comia produtos orgânicos, mas por ignorância achava que seria impossível substituir a carne.

iG: Seu corpo está se adaptando à nova dieta?

Cleo Pires: Meu organismo está superbem. Ainda estou passando pelo processo de desintoxicação. Mas meu sono, meu intestino, o meu comportamento durante o dia, isso tudo está muito melhor. Me sinto mais feliz depois que virei vegetariana.

iG: Muitas pessoas sentem dificuldade ao tentar parar de comer carne. Como você conseguiu superar esse passo?

Cleo Pires: Sempre comi muita carne. Mas nessa busca de mudar de vida, fui assistindo filmes que falam sobre a alimentação dos bois, sobre a crueldade com eles. Depois vi filmes sobre a alimentação vegana e as pesquisas que provam por a + b como a alimentação baseada em animais faz mal. Elas causam diabetes, colesterol e muitas outras doenças. Comecei a ficar com nojo de carne. Eu olhava um bife e imaginava um bicho morto. Eu não tinha alternativa, achava que só a carne podia sustentar. Mas então comecei a passar com a nutricionista Andrea Santa Rosa e ela me ensinou alimentos alternativos que dão sustância. Ela está me ajudando muito nesse processo.

iG: Você parou de vez com as carnes e derivados de leite? Está virando vegan?

Cleo Pires: Não como mais nenhum tipo de carne, peixe é bem raramente. Leite e derivados também é muito raramente que eu como. Estou começando a ser vegana, estou gostando muito. Foi uma consequência muito natural na minha vida e o nosso paladar vai mudando conforme o tempo.

iG: Como é a sua convivência com os seus animais?

Cleo Pires: Depois que eu conheci a ONG minha consciência mudou muito em relação aos animais. Foi então que adotei a fêmea. A gente pegou a Chica e ela já se adaptou com os outros animais e está tudo em paz. Os cachorros maiores ficam mais do lado de fora da casa, mas a gente tem um contato muito próximo com eles. Quando vamos viajar, ficamos morrendo de saudade.

iG: Você já tinha pensado em adotar um cachorro que precisasse de um lar?

Cleo Pires: Sempre tive vontade de adotar uma criança, nunca tinha pensado em adotar um cachorro. Aí conversei com as meninas do Ampara e minha consciência mudou muito. Estabilizar os animais que vivem em condições precárias e me envolver com essas causas foi um amadurecimento pessoal muito grande. Agora eu busco ter atitudes mais sustentáveis em tudo o que eu faço.

G: O contato com a natureza sempre foi presente em sua vida?

Cleo Pires: Quando eu era criança, morava no Recreio dos Bandeirantes (Rio de Janeiro) e tinha uma convivência muito saudável com a natureza. Minha mãe se casou com o Orlando (Morais) quando eu era pequena e, como ele é de Goiás, acostumamos a nadar nos rios e a brincar com os animais. Então sempre tive muito contato com a natureza.

iG: Como surgiu a ideia de construir uma casa inteiramente sustentável?

Cleo Pires: Tudo isso é para gente ter um impacto ambiental menor no planeta. Precisamos emitir menos CO². Mas o mais importante, o que me faz querer ser sustentável, é o processo de aprendizado. Sei que posso ter conforto e viver com luxo sem esgotar os recursos naturais. Quando fazemos algo de bom para o planeta, fazemos para o ser humano.

iG: E quais os detalhes importantes na construção para você conseguir esse menor impacto no planeta?

Cleo Pires: A gente ainda está nos primeiros passos da casa, ainda nem começamos a subir. Contratamos um consultor ambiental, mas quero que ela seja inteiramente sustentável, em todos os detalhes. Ela vai ter teto com placa solar, captação de chuva, reuso de água, ventilação cruzada, cimento ecológico. Ainda não me familiarizei muito com o assunto porque está no começo. Quando a obra começar a evoluir, vou ficar mais por dentro do assunto.

iG: O que você acha sobre o uso de casacos de pele?

Cleo Pires: Eu tenho casaco de pele, mas quero fazer uma pilha e botar fogo. Eu tinha uma ignorância sobre esse assunto, não fazia parte da minha vida. Mas a convivência com os cachorros me fez ver que não faz sentido gostar deles e usar pele.

iG: A sua atuação em Araguaia ajudou nesse seu despertar para a sustentabilidade?

Cleo Pires: Eu já era muito ligada à natureza e atuar em Araguaia veio ao encontro do que eu precisava. Percebi que com a novela eu poderia mostrar ao Brasil que o Centro-Oeste é muito rico. Você se depara com boto nadando na sua frente, jacaré no meio do mato. Mas como eu ia muito para Goiás quando era mais nova, já estava bastante familiarizada com aquela natureza.

iG: O que significa na sua vida fazer parte de um calendário em prol dos animais?

Cleo Pires: Fazer parte de um calendário que vai trazer suporte financeiro, não só para cuidar de cachorro, mas para ajudar a transformar a consciência das pessoas é bom. Chega a ser um ato egoísta (risos). Não só vou ajudar, mas me faz muito bem fazer parte disso. Estou muito feliz em poder ajudar as meninas.

iG: Você posou com um gato preto. O que você pensa a respeito do preconceito das pessoas com esses animais?

Cleo Pires: Amo gato preto, acho que eles são atraentes. Não sabia que existia preconceito em torno desses animais. Estou descobrindo através das meninas. Esse problema é cultural, uma superstição e esses assuntos não são abordados da maneira como merecem. Precisamos entender que existe esse preconceito com animais e é necessário conscientizar as pessoas.

Cleo Pires brincou com um cachorro antes de começar o ensaio (Foto: André Giorgi )

iG: Como uma pessoa ligada à natureza, prefere morar no campo ou na cidade?

Cleo Pires: Gosto tanto do campo, quanto da cidade. Não consigo escolher um entre os dois. A fauna e a flora são muito ricas, elas me acalmam. Mas também gosto muito da tecnologia, do movimento da cidade. Gosto de poder escolher e alterno entre os dois.

iG: Quais os animais silvestres você mais gosta?

Cleo Pires: Gosto muito da cobra e do tigre. A cobra porque tem uma coisa surpreendente, como ela ataca, como se movimenta, se camufla. A cara dela também é linda. Sinto que tem uma coisa de força e proteção. É a mesma coisa com o tigre. Eles são fortes e eu os adoro.

iG: Para finalizar o nosso bate-papo, o que você acha sobre pessoas que têm animais silvestres em casa?

Cleo Pires: Eu entendo essa vontade de ter animal silvestre em casa, mas eles perdem muito da natureza deles. Se você gosta deles, vai para o meio da selva, aprenda a lidar com eles. Ter esses animais em casa é muito egoísmo. Eles precisam ficar no ambiente deles.

Com informações do IG

​Read More