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Cidades do litoral de SP arrecadam doações para vítimas animais de Mariana (MG)

(Foto: Imagens Google)
(Foto: Imagens Google)

Os moradores da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, podem ajudar os animais vítimas do rompimento de duas barragens no Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG).

A Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida) está recebendo doações para os animais vítimas da queda da barragem. Quem puder, deve levar rações (cães e gatos), toalhas e vermífugos à coordenadoria, Fundo Social e ONG Defesa da Vida Animal. O Fundo Social de Santos encaminhará as doações até sexta (13).

Confira os pontos de arrecadação

Santos

Fundo Social de Solidariedade de Santos- Avenida Conselheiro Nébias, 388
8h às 18h
Codevida- Av. Nossa Senhora de Fátima, 375
8h às 16h

ONG Defesa da Vida Animal- R. Almirante Tamandaré, 136, Macuco
9h às 12h

Fonte: G1

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Milhares de animais marinhos estão morrendo em rio da Louisiana

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Foto: Billy Nungesser/WWL

O que você vê na foto acima não é uma estrada rural. É o canal de rios da Louisiana; sua superfície está completamente coberta de seres marinhos mortos – peixes, caranguejos, siris, arraias e enguias. A afiliada da CBS de Nova Orleans, WWL-TV, reportou que até uma baleia foi encontrada morta na área. Um trecho costeiro da Louisiana também foi duramente atingindo pelo derrame de óleo no Golfo.

Mortes de peixes são extremamente comuns ao longo da Costa do Golfo, particularmente durante o verão norte-americano na área do Mississippi, região deste massacre. A área é minada com zonas mortas – faixas do rio em que uma súbita queda nos níveis de oxigênio causa morte de milhares de animais. Nessa situação, a grande afetada é uma única espécie de peixe, não a diversidade envolvida nessas últimas mortes.

E é aí que reside a preocupação dos moradores do Golfo, que suspeitam de que seja um efeito colateral do derrame catastrófico de óleo da BP.

Foto: Billy Nungesser/WWL

O presidente da Plaquemines, Parish Billy Nungesser, soou o alarme recentemente, distribuindo fotos na mídia local. Nungesser disse que não está sendo feito nenhum teste para determinar como o derrame de óleo pode ser responsável pelas mortes, mas ele requisitou a oficiais do Louisiana Department of Wildlife and Fisheries, o Environmental Protection Agency e a National Oceanic and Atmospheric Asministration para investigarem.

“Não podemos continuar a ver essas mortes”, Nungesser disse num depoimento. “Precisamos de testes adicionais para descobrir por que esses animais estão morrendo tanto. Se é pelo nível de oxigênio, precisamos descobrir o que ocasiona as quedas.”

Zonas mortas são particularmente comuns no oceano. Mas nessa área da Louisiana são causadas pela agricultura da região que joga sedimentos na água, o que faz nascerem organismos como o plâncton que acabam com o oxigênio da água.

Muitos cientistas temem que um influxo de micróbios comedores de óleo leve à formação de mais zonas mortas na região do Golfo, já que tais seres usam quantidades muito altas de oxigênio para consumir as partículas de óleo.

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Cientistas encontram ‘nuvem’ de óleo de 35 km perto do Golfo

Uma nuvem invisível de 35 km de petróleo está se movendo sob a superfície do Golfo do México, onde provavelmente ficará por meses ou anos, informam cientistas nesta quinta-feira, 19, ao apresentar a primeira evidência conclusiva da presença de uma pluma de óleo causada pelo vazamento da BP.

A parte mais preocupante da descoberta é o ritmo lento com que o óleo está se dispersando nas águas frias, com temperatura inferior a 5º C. Isso  faz com que a pluma seja uma ameaça duradoura, mas oculta, para a vida marinha, escrevem especialistas na revista Science.

No início do mês, autoridades federais declararam que o óleo derramado pelo desastre da BP havia “ido embora”, e ele realmente foi, no sentido de que não é mais possível vê-lo. Mas os ingredientes químicos do petróleo persistem, a mais de um quilômetro abaixo da superfície, determinaram os pesquisadores.

E o óleo submerso está se degradando com apenas 10% da velocidade com que ele se decomporia na superfície.

O pesquisador Monty Graham, que não tomou parte no estudo publicado na Science, disse que os autores do artigo falam que a nuvem submarina de óleo pode durar meses. “Mas mais provavelmente poderemos rastrear essa coisa por anos”, afirmou.

O pesquisador da Universidade da Flórida Ian MacDonald, testemunhando perante o Congresso, disse que a “assinatura” do gás e o petróleo “será detectável no ambiente marinho pelo resto da minha vida”.

As gotículas de óleo que formam a nuvem são inodoras e pequenas demais para serem vistas. Uma pessoa, nadando através da pluma, não perceberia nada.

“Não há evidência visível de petróleo nas amostras; elas parecem água limpa”, disse o principal autor do estudo, Richard Camilli.

Os pesquisadores usaram instrumentos complexos – incluindo um espectrômetro de massa submarino – para detectar os sinais químicos do óleo que vazou do poço da BP após a explosão de 20 de abril. O equipamento foi levado ao fundo do mar por dispositivos submersíveis.

Com mais de 57.000 medições, os cientistas mapearam uma grande pluma no fim de junho. Os componentes do petróleo foram detectados num fluxo que mede mais de 1.500 metros de largura e mais de 200 metros de alto a baixo.

O petróleo está a uma profundidade que varia de 900 a 1.200 metros abaixo da superfície, fora do ambiente frequentado por como o atum. Mas isso não o torna inofensivo: é nas profundezas que vivem os pequenos peixes e crustáceos, e uma das maiores migrações do mundo envolve pequenos peixes que vão das profundezas à superfície, levando nutrientes para outras espécies e para os mamíferos marinhos.

Essas pequenas criaturas podem ser prejudicadas ao passar pelo óleo, disse Larry McKinney, diretor do centro de pesquisas de Golfo do México da Universidade Texas A&M.

Com informações do Estadão

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Óleo no Golfo

O vídeo que retrata uma hemorragia cinzenta propõe com texto e imagens uma reflexão sobre a tragédia ambiental ocorrida no Golfo do México, em função do derramamento de óleo pela empresa BP. Milhares de animais morreram e ainda sofrem com a ganância humana e o desrespeito à natureza. Texto de Ivana Maria França de Negri.

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Retratos de uma tragédia: as imagens que a BP não quer mostrar

(da Redação)

A empresa British Petroleum, responsável por uma das maiores tragédias ambientais no planeta, desde o início tenta encobrir o alto número de vidas animais perdidas no vazamento de petróleo no Golfo do México. A administração da empresa tem mantido jornalistas fora das áreas mais atingidas pelo óleo e ameaça prendê-los se eles tentarem tirar fotos. Mesmo sob todas as intimações, corajosos fotógrafos conseguiram registrar a terrível situação de alguns animais vítimas dessa tragédia sem precedentes.

Foto: Getty Images
Flagrante de um peixe, entre milhares de outros, que morreu na catástrofe. Foto: Getty Images
Imagem de uma foca vítima da catástrofe. Como ela, milhares de animais morreram. Foto: sem crédito
Um pelicano-marrom aparece na praia totalmente coberto por uma pesada camada de óleo, na costa da Louisiana. (Foto: AP / Charlie Riedel)
Mais um pelicano morto pelo derramamento de óleo. Foto: Charlie Riedel
Uma tartaruga morta flutua em uma poça de óleo na costa da Luisiana. Foto: AP / Charlie Riedel
Pelicano, coberto pelo óleo, grita por ajuda. Foto: AP/Charlie Riedel
Pássaro morto flutua na mancha de óleo. Foto: AP/Charlie Riedel
Tartaruga marinha morta é encontrada atolada no óleo. Foto: Reuters/ Lee Celano)
Um pássaro ainda filhote foi resgatado completamente coberto de óleo. Nesses casos, a chance de sobreviver é pequena. Foto: Reuters/Lee Celano
Uma garça jovem senta-se para morrer no meio do óleo que invadiu um manguezal Foto: AP / Gerald Herbert
Um pássaro coberto de óleo luta para sobreviver ao lado de uma embarcação Foto: AP/ Gerald Herbert
Um pássaro bebê preso no lamaçal de óleo tenta se alimentar com um peixe deixado por sua mãe. Foto: Julie Dermansky
Um golfinho é retirado sem vida das águas do Golfo do México. Ele morreu sufocado pelo óleo numa das áreas com maior biodiversidadedo planeta. Foto: sem crédito
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México avalia danos ambientais para processar BP

O México está avaliando os danos ambientais para entrar com processo contra a companhia britânica BP pelo vazamento de óleo no Golfo do México.

Segundo o ministro de Meio Ambiente, Rafael Elira, embora o derramamento de petróleo não tenha chegado às costas mexicanas, o governo já gastou 35 milhões de dólares em trabalhos de monitoramento e amostragem. Ele diz que há dano ao ecossistema por conta da morte de tartarugas, aves e outras espécies migratórias.

Em setembro, o governo mexicano se reunirá com autoridades dos Estados Unidos para medir o impacto da tragédia. A ação, a cargo da Secretaria de Relações Exteriores, pode pedir indenização de até 70 milhões de dólares, de acordo com a imprensa mexicana.

Fonte: O Globo

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Segundo especialistas, tempestade tropical levará mais óleo à costa e afetará animais

Ondas e fortes ventos, provocados pela tempestade tropical Bonnie, empurrarão a maré negra para a costa do Golfo do México, causando mais danos a habitats sensíveis e animais da região, mas ajudarão a dissolver o petróleo lançado no mar, segundo disseram especialistas nesta sexta-feira (23).

Imagem captada de vídeo da petroleira americana BP mostra a nova tentativa de conter o vazamento de óleo no Golfo do México (Foto: Reuters)

A Bonnie chegará ao Golfo do México no sábado e avançará sobre o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos antes de entrar, no domingo, na costa da Luisiana, de acordo com prognósticos do centro nacional de furacões. “No leste da área onde a tempestade chegará ao território, o petróleo será levado com força para a costa e o petróleo que já está perto das margens será empurrado mais para o interior”, disse Peter Ortner, diretor do Instituto de Estudos Marinhos e Atmosféricos, da escola Rosentiel da Universidade de Miami.

“Como resultado, haverá maior dano a habitats frágeis, especialmente estuários e pântanos, e um efeito nocivo geral, dada a importância que estes ecossistemas do Golfo têm para todo o sistema produtivo e de reprodução”, advertiu. Para este especialista, uma das maiores preocupações atuais é a interrupção das operações de controle do vazamento e deixar o poço tapado sem possibilidade de retirar o petróleo para um navio-tanque na superfície de dois a quatro dias.

“Corre-se o risco de que isto resulte em outra perda de controle do petróleo” e na ruptura dos dispositivos que detêm a perda do poço, alertou. Na quinta-feira, as autoridades americanas ordenaram a suspensão das operações de controle do vazamento de petróleo da empresa petroleira britânica BP, e evacuar os barcos e pessoas mobilizados na região por pelo menos 48 horas até que a tempestade passe.

Ortner destacou que “um aspecto positivo será que a oeste de onde a tempestade vai entrar no território, o petróleo que estiver perto da costa será jogado para mais longe, e as praias e margens poderão ser lavadas pelas fortes chuvas e ventos que se dirigirem mar adentro”. Além disso, informou que “a degradação do petróleo poderia ser acelerada e se misturar mais com a água e por reexposição ao oxigênio em algumas áreas”.

Os ventos da tempestade Bonnie, que esta sexta-feira chegavam aos 65 km/h, “vão levar o petróleo da superfície até a costa e vão espalhá-lo por uma extensa área, especialmente na Luisiana”, lamentou Manhar Dhanak, diretor do Instituto Oceanográfico da Florida Atlantic University. O acadêmico considerou, ainda, que “o petróleo poderia ser empurrado pelos ventos rumo à corrente do Golfo”, uma circulação oceânica que se dirige para os keys do sul da Flórida e a costa leste dos Estados Unidos, podendo transportar a contaminação para estas regiões.

Embora a Bonnie “seja, por enquanto, uma tempestade fraca, vai gerar uma importante ondulação que, associada à arrebentação, vai produzir mistura e a dispersão do petróleo e da camada que flutua na superfície será mais indefinida” e mais difícil de controlar, avaliou Dhanak. Da mesma forma, o oceanógrafo e cientista Laurent Cherubin, também da escola Rosentiel de Ciências Marinhas da Universidade de Miami, opinou que, “enquanto a maré alta e os ventos ajudarão a diluir o petróleo e isto pareça um efeito positivo, (na verdade) não será tanto”.

“Há micro-organismos que estão morrendo e toda a cadeia alimentar oceânica morre em sua base”, explicou. Como resultado disto, “os animais podem escapar da tempestade, mas suas fontes de alimentação ficarão gravemente empobrecidas”, disse. “Por isso, embora a ameaça do petróleo visualmente pareça diminuir” por efeito de uma biodegradação maior, “vai aumentar seu impacto sobre pequenos organismos, ao incrementar a contaminação devido à dissolução do petróleo em pequenas partes”, explicou o cientista.

Fonte: Terra

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