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Milhares de cães são traficados em condições deploráveis para as vendas de Natal

Em três operações secretas, a organização Dogs Trust resgatou 100 cãezinhos em apenas uma semana nos portos Folkestone e Dover.

Foto: Dogs Trust

Porém, a maior instituição de proteção animal do Reino Unido disse que isso é “apenas a ponta do iceberg” e receia que as pessoas procurem um filhote com um custo baixo e alimentem a crueldade desse comércio.

Os cães foram encontrados em condições chocantes e com graves problemas de saúde. A Dogs Trust descobriu sete filhotes com feridas infectadas depois que suas orelhas e rabos foram cortados, aparentemente com tesoura e vodka.

Segundo os ativistas, a alta demanda por raças que estão “na moda”, como buldogues franceses, buldogues ingleses, chow chows e dachshunds contribui para o comércio terrível, que pode gerar um lucro de dezenas de milhares de libras para os exploradores dos animais.

Filhote com infecção na pele
Filhote com infecção na pele/ Foto: Dogs Trust

A diretora-veterinária da organização, Paula Boyden, afirmou: “Comprar um filhote de cachorro importado pode custar às famílias bem-intencionadas, mas desavisadas, milhares de libras em contas de quarentena e com veterinário e um peso emocional para a família se o cachorro ficar doente, ou pior, falecer. Ainda ficamos impressionados com até onde esses criadores e revendedores enganadores vão”.

O grupo conseguiu realocar 582 cachorros traficados entre Dezembro de 2015 e 18 de Outubro de 2017. Cerca de 40 cachorros resgatados morreram em decorrência das condições precárias que sofreram durante a viagem para o Reino Unido. De acordo com a BBC, em 2016, as autoridades encontraram 688 cães vítimas do comércio, mais do que o triplo do número registrado em 2014.

Em 2011, o número de cães que entraram no Reino Unido para serem criados como animais domésticos foi de 85.299 e ele continuou subindo.  Em 2016, foram 275.876 cães.

Os filhotes frequentemente ficam doentes e são abusados/ Foto: Dogs Trust

Entre 2011 e 2013, o número de cães enviados ao Reino Unido da Europa Central e Oriental teve um grande aumento e ocorreu um crescimento 780% dos originários da Lituânia e um aumento de 663% daqueles provenientes da Hungria.

Keith Taylor, porta-voz do Partido Verde e membro do Animal Welfare Intergroup do Parlamento Europeu, disse que esse comércio é “terrível e condenável”.

“Com mais de 100 mil cães em centros de resgate em todo o Reino Unido que procuram um lar, é extremamente perturbador observar a demanda por filhotes abastecendo uma empresa criminosa tão bárbara. O tráfico e o comércio de cãezinhos são grandes negócios e os negociantes enriquecem enquanto deixam uma trilha de cães mortos e famílias devastadas”, declarou.

Algumas pessoas utilizaram o Twitter para expressar sua indignação com a prática.

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Notícias

Conheça os homens que dedicam suas vidas para proteger o animal mais traficado do mundo

Por Laura Dourado / Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Adrien Steirn
Foto: Adrien Steirn

Atualmente, existem muitas espécies ameaçadas de extinção. Elefantes são caçados em um ritmo alarmante de quase 100 mortes por dia, leões africanos ainda não estão totalmente protegidos, algo que pode levá-los ao seu fim, e, apesar da possibilidade de você nunca ter visto esse animal, os pangolins são também uma espécie em perigo de extinção.

Os pangolins são mamíferos pré-históricos, parentes dos tamanduás, que são normalmente encontrados na África, Índia, sudeste da Ásia e Indonésia. Eles têm escamas que brilham com a luz do sol e se enrolam em forma de bola para se proteger, mas, infelizmente os pangolins estão na lista das espécies em risco de desaparecer.

A carne desses mamíferos é considerada uma iguaria na África e na Ásia e suas escamas são usadas tanto como decoração quanto como medicamento, o que explica eles estarem entre os animais selvagens mais traficados no mundo.

Foto: Adrien Steirn
Foto: Adrien Steirn

Apesar de os pangolins terem vivido em paz por milhares de anos, na última década, aproximadamente um milhão deles foi retirado de seu habitat e caçado por suas escamas e carne.

Felizmente, há pessoas que trabalham para que essa espécie não desapareça de um dia para o outro. Um grupo de homens do Zimbábue, carinhosamente chamados de Homens do Pangolim, estão fazendo tudo o que podem para proteger esses mamíferos. Eles são chamados frequentemente para resgatar um pangolim estressado ou machucado e levá-los para reabilitação, certificando-se de que eles recebam comida e água suficiente e que os caçadores e outras ameaças não se aproximem deles.

Foto: Adrien Steirn
Foto: Adrien Steirn

Cuidar de pangolins não é um trabalho fácil, já que muitas vezes demora muito tempo para que eles se acostumem com as pessoas, caso isso ocorra.

O grupo ajuda os pangolins com o auxílio da Tikki Hywood Trust, uma ONG que também está envolvida na conservação dos mamíferos.

Foto: Adrien Steirn
Foto: Adrien Steirn

Além de ajudar esses animais, os Homens dos Pangolins conseguiram se conectar verdadeiramente com eles e, assim como fariam com uma criança, se dedicam o máximo possível para assegurar que essas criaturas sejam salvas e bem cuidadas. O amor pelos pangolins é evidente nessas fotos tiradas pelo fotojornalista Adrian Steirn.

Sem grupos como o dos Homens do Pangolim e a Tikki Hywood Trust é muito provável que esses mamíferos sumam da Terra na próxima década. Porém, com esses esforços, esperamos que este dia nunca chegue.

Nota da Redação: É imperativo que eduquemos e informemos as pessoas que os pangolins são criaturas valiosas que jamais devem ser vistas como alimento ou decoração. Assim como todos os animais, eles merecem viver em paz em seus habitats ao invés de serem explorados e mortos por seres humanos.

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Aves canoras são os animais mais traficados na Paraíba

Sanhaço é uma das espécias canouras que são traficadas na Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Sanhaço é uma das espécias canouras que são traficadas na Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1)

As aves canoras, ou seja, as que possuem um canto harmonioso, são os animais que mais são alvo de tráfico na Paraíba, segundo informou o veterinário chefe do Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), Roberto Citelli. De acordo com ele, esses animais são mais procurados devido ao canto e à beleza deles ou para serem usados em rinhas, como é o caso dos canários. Também são muito traficados raposas e saguis, que são criados como animais domésticos.

As aves silvestres são um dos destaques na série de vídeos feitos pela Rede Paraíba para a Semana do Meio Ambiente, comemorada de 1º a 8 de junho, diante do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. As TVs Cabo Branco e Paraíba realizam atividades como feiras de adoção, exposições, distribuição de ecobags e coleta de lixo eletrônico. Confira aqui a programação detalhada.Com o tráfico, a população desses animais tende a diminuir. Conforme o veterinário explicou, a maioria morre durante o transporte.

Roberto explica que a Bica tenta desconstruir mitos como o de mau agouro da coruja (Foto: Braycon de Paula/TV Cabo Branco)
Roberto explica que a Bica tenta desconstruir mitos
como o de mau agouro da coruja
(Foto: Braycon de Paula/TV Cabo Branco)

Roberto explicou que é difícil controlar esse tráfico porque aves são animais pequenos e de fácil transporte. Por isso, a colaboração da população é importante para recuperar esses animais. Quem souber onde existem animais silvestres sendo criados ou comercializados ilegalmente pode ligar para o 190 e a informação será encaminhada para a Polícia Ambiental.

Recomendações

Roberto deu algumas recomendações para preservar a natureza no meio urbano. “Pode existir harmonia entre homens e animais. Temos que evitar o contato o máximo possível, não sujar os rios, não jogar lixo em qualquer lugar, porque esse lixo acaba indo para os afluentes e cria um processo maléfico para os animais”, disse.

Ele ainda explicou que a Bica trabalha com conscientização. “Existem muitos mitos em relação a animais e aves e a gente tenta quebrar esses mitos. A coruja, por exemplo, muitos acham que ela é um mau agouro e matam. Em uma criação de galinha, o gavião ataca os pintinhos. Mas esse é o papel dele.

Existem formas de espantá-lo, como fazendo barulho ou colocando uma proteção. O animal está apenas tentando sobreviver, se adaptar ao meio urbano”, explicou Roberto. Ceras
Foi criado na Bica o Centro de Reabilitação de Aves Silvestres (Ceras). O local recebe os animais que são apreendidos pela Polícia Ambiental ou que passaram pelo Centro de Triagem de Animais Selvagens (Cetas) do Ibama.

As aves que apresentam quadro de debilitação ou mutilação passam por um tratamento, com exames clínicos, laboratoriais e testes de condicionamento físico. Em seguida, o animal passa por uma avaliação para verificar se existe a possibilidade de soltura, ou não, na natureza.

“As que não têm chance de soltura, porque vieram de cativeiro muito mansas ou com alguma deficiência que não permite a ave ser solta, elas são utilizadas para a realização de educação ambiental com alunos de escolas e universidades”, explicou Roberto Citelli.

Além de promover uma vida mais saudável aos animais, com a prática dos exercícios de voos livres e de caça, são realizadas exibições com o intuito de explicar o trabalho realizado pela equipe, proporcionando para os visitantes noções de cuidados e respeito com o meio ambiente.

O foco inicial do Ceras é as aves de rapina. As aves de pequeno porte, como colerinha, sanhaçu e sabiá, que geralmente são presas em gaiolas, precisam ficar isoladas, afastadas da interação humana, sendo dado a elas o alimento que elas teriam na natureza, para condicioná-las e, após testes de avaliação, serem soltas em grupos.

Fonte: G1

 

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