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Mortandade de peixes em rio português se deve a uma toxina, diz agência

Foto: Divulgação
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Autoridades ambientais portuguesas informaram hoje os municípios do Baixo Guadiana de que o aparecimento de peixes mortos no rio se deve a uma toxina que afeta somente os animais.

Luís Gomes, presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, disse que esta informação foi dada hoje pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), numa reunião que juntou também a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e os presidentes dos municípios de Castro Marim, José Estevens, de Alcoutim, Francisco Amaral, e o Alcaide de Ayamonte (Espanha), José Rodriguez Castillo.

Estes municípios, situados na fronteira luso-espanhola da foz do Guadiana, têm estado nas últimas três semanas recolhendo toneladas de peixes mortos que aparecem no rio, sem que até agora se tivesse descoberto a origem do problema.

Mais de uma dezena de embarcações têm participado na remoção das toneladas de peixes mortos, que está aparecendo no rio Guadiana, entre Alcoutim e a foz, segundo o capitão do porto de Vila Real de Santo António.

O comandante Ventura Borges afirmou na quarta-feira que 13 embarcações, cinco da Marinha e oito de moradores que foram contratadas pelas câmaras, para realizar os trabalhos de remoção dos peixes mortos.

Ventura Borges, capitão do porto de Vila Real de Santo António, explicou na ocasião que “as três análises efetuadas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), através da Administração da Região Hidrográfica do Algarve, revelaram valores normais e sem risco na água”, mas ainda não eram conhecidos os resultados das que tinham sido também feitas aos peixes.

A Agência não chegou a informar que atitude tomará para findar a mortandade de animais.

Fonte: TVi24

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Peixe dos EUA evolui para sobreviver entre toxinas

Foto: Science/AP

A maioria das pessoas pensa que a evolução ocorre ao longo de centenas ou milhares de anos, mas não é o que aconteceu com um peixe dos Estados Unidos. Bastaram 50 anos para que a espécie, parecida com um pequeno bacalhau, evoluísse com o propósito de se tornar mais resistente às toxinas que poluem o rio Hudson.

“Estamos falando de uma evolução muito rápida”, comenta o professor de medicina ambiental da Escola de Medicina da Universidade de New York, Isaac Wirgin.

Segundo Wirgin, autor de um estudo publicado na versão on-line da revista Science, a variação de um gene garantiu ao peixe uma resistência ao bifenilpoliclorado (PCB), substância tóxica e cancerígena.

O peixe se tornou capaz de acumular grandes quantidades da química industrial sem necessariamente morrer ou ficar doente.

O rio Hudson recebeu durante 30 anos altas doses de PCB –a substância foi identificada pela primeira vez nas suas águas em 1947– e ainda continua sob processo de limpeza.

“A questão seguinte é como eles fazem isso”, comenta Adria Elskus, especialista que estuda a resistência de peixes a PCBs, mercúrio e outras dioxinas.

Uma segunda pergunta, feita pelo cientista que realizou o estudo, é sobre a contaminação de PBC por outras espécies, já que o pequeno bacalhau serve de comida para peixes maiores. Isso significa que há transferência da toxina e possivelmente para o homem que ainda se alimenta desses animais.

Com informações do Diário de Marília

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Lixo tóxico na Hungria mata peixes no rio Danúbio

Voluntários carregam peixes mortos pela contaminação do rio.Foto: Getty Images

Começaram a surgir, nesta quinta-feira (7), os primeiros peixes mortos no rio Danúbio, alcançado horas antes pelo vazamento de lama tóxica de um reservatório na região sudoeste da Hungria.

“Posso confirmar que temos perdas esporádicas comprovadas de peixes no Danúbio”, disse o chefe da unidade regional para desastres, Tibor Dobson. “Os peixes mortos foram observados no local em que o rio Raab desemboca no Danúbio. Segundo o governo húngaro,  o conteúdo tóxico da lama já havia “destruído todo o ecossistema, matando todos os peixes e a vegetação”. O (rio) Marcal recebeu sua condenação de morte”, afirmou Dobson.

Desde o início do vazamento, ao menos quatro pessoas morreram, entre elas uma criança de três anos, e mais de 150 ficaram feridas, a maioria com queimaduras e irritação nos olhos, de acordo com novo balanço de vítimas do governo húngaro. Autoridades temem que a lama se alastre por outros países banhados pelo Danúbio, um dos maiores da Europa.

O rio passa por Croácia, Sérvia, Romênia, Bulgária, Ucrânia e Moldova antes de desaguar no mar Negro. Mais cedo, o governo havia manifestado otimismo quanto à possibilidade de que a dimensão do rio acabasse diluindo o conteúdo tóxico da lama e lograsse evitar a contaminação de países vizinhos.

Desastre

Desde o rompimento do reservatório de uma refinaria na cidade de Ajka (160 km a oeste de Budapeste), na segunda-feira, cerca de 1 milhão de metros cúbicos de resíduos tóxicos foram espalhados pela região de Kolontar e outras duas vilas.

O vazamento carregou carros nas ruas, danificou casas e pontes e levou ao menos 400 moradores a deixarem a região. Para o secretário de Estado do Ministério do Meio Ambiente, Zoltan Illés, este é o acidente químico mais grave da história da Hungria. “O vazamento de lama vermelha é uma catástrofe ecológica.”

O premiê Viktor Orban visitou, nesta quinta-feira, a cidade de Kolontar e disse não ver motivo para a remoção de destroços em ao menos uma parte do vilarejo, uma vez que, segundo ele, será impossível alguém voltar a viver lá. A lama vermelha é um resíduo do processo de transformação da bauxita em alumina, matéria-prima do alumínio. A produção de uma tonelada de alumínio gera quase três toneladas de lama vermelha.

Fonte: Jornal Agora

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