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Pandas podem passar fome por conta de escassez de bambu no Canadá

Er Shun, como é chamada a panda fêmea, pode passar fome (Foto: The Calgary Zoo / Divulgação)

Dois pandas gigantes explorados para entretenimento humano pelo Zoológico de Calgary, no Canadá, podem passar fome por conta da escassez de bambu fresco no país.

Os animais foram emprestados ao zoo pelo governo chinês como se fossem objetos a serviço dos seres humanos. Agora, por conta da pandemia, o zoológico não consegue enviá-los ao país de origem, onde há bambu em abundância.

Após o fechamento das fronteiras durante a crise do coronavírus, o zoo adquiriu bambu em fazendas na província de British Columbia, mas o estoque acabará em setembro. Os animais consome 40 kg do alimento por dia.

A fêmea Er Shun e o macho Da Mao consomem apenas bambu fresco. “Não se pode dar a eles nenhum tipo de bambu porque eles não comem”, disse uma porta-voz do zoológico à AFP.

“Nossas geladeiras devem ser abastecidas com bambu fresco a cada três dias para atender à dieta necessária”, acrescentou.

O casal chegou ao Canadá em 2014 e ficaria no país durante dez anos. No entanto, em maio, o zoológico anunciou que iria acelerar o retorno dos animais à China e disse haver “uma preocupação crescente com o bem-estar dos pandas gigantes”.

Como se não bastasse a vida em cativeiro, os pandas foram forçados a se reproduzir e trouxeram ao mundo dois filhotes. Enviados à China em janeiro, Jia Panpan e Jia Yueyue nasceram condenados a uma vida de aprisionamento, longe da natureza.


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Raposas circulam por ruas de cidade canadense durante quarentena

Reprodução / Youtube

Um grupo de raposas foi visto circulando pelas ruas de Toronto, no Canadá. Fotos foram feitas dos animais, que fizeram ninho no Lago Ontário durante a quarentena imposta aos humanos para o combate à pandemia de Covid-19.

Trata-se de uma família: mãe, pai e quatro ou cinco filhotes, vistos desde o final de abril na região. Lamentavelmente, surgiram relatos de pessoas pegando os filhotes e alimentando-os, o que é prejudicial para a espécie, e também registros de aglomerações de pessoas, que descumpriram a quarentena para fotografar as raposas.

O fotógrafo Erwin Buck afirmou ao jornal The New York Times que as pessoas se empolgaram com as raposas porque a aparição desses animais, em um momento tão difícil de combate a um vírus letal, é a primeira emoção que a população de Toronto teve recentemente.

Poetas e filósofos locais disseram ainda que os canadenses têm um apreço especial pelas raposas porque esses animais estão associados à liberdade, perdida neste momento de quarentena.

Para preservar os animais, o Toronto Wildlife Centre, que atua na reabilitação de animais selvagens, construiu uma proteção ao redor do ninho e enviou voluntários ao local.

Os membros da entidade têm trabalhado 16 horas por dia na região, evitando a aproximação dos moradores da cidade para proteger as raposas. O município também enviou patrulhas para o local.


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Canadá fecha permanentemente três dos maiores matadouros do país

Foto: Livekindly/Reprodução
Foto: Livekindly/Reprodução

A Agência Canadense de Inspeção de Alimentos fechou três grandes matadouros após um surto da bactéria E. coli. Ativistas também acusaram os frigoríficos de Toronto, cidade do país, de crueldade com os animais.

Os matadouros Ryding-Regency Meat Packers, Canadian Select Meats Inc. e The Beef Boutique Inc. perderam suas licenças depois de fornecer “informações falsas ou enganosas” sobre os resultados de exames de laboratório a respeito da presença da bactéria E. coli.

Após o surto, os principais supermercados foram forçados a retirar produtos das empresas de suas prateleiras. Walmart, Foodland e Whole Foods pararam de vender quase mil itens diferentes de carne bovina.

A Associação Beef Farmers of Ontario (BFO) que representa os 19 mil criadores de carne da província afirmou em um comunicado: “Este é um grande golpe para o setor de carne bovina em Ontário”.

Mas alguns estão considerando os fechamentos dos estabelecimentos uma vitória para os animais. O Animal Save Movement – uma rede global de grupos que documentam animais dentro do sistema alimentar – expôs violações “horríveis” de crueldade animal no matadouro Ryding-Regency.

O Animal Save Movement usou câmeras escondidas no local. A filmagem mostra vacas sendo esfoladas vivas. Armaiti May – um veterinário da Califórnia (EUA) que assistiu às filmagens – disse ao jornal The Star: “Fiquei horrorizado ao ver vacas despertas e totalmente conscientes se contorcendo e se agitando em agonia enquanto o sangue escorria de suas gargantas cortadas”.

Bem-estar animal no Canadá

O Canadá vem avançando em direção a um melhor bem-estar animal. Em junho, o país proibiu locais como aquários e parques temáticos de manter baleias, golfinhos e botos em cativeiro.

“Os canadenses estão sendo claros, querem que a prática cruel de manter baleias e golfinhos em cativeiro termine”, disse a líder do Partido Verde e membro do parlamento pelas Ilhas do Golfo, Elizabeth May.

Mais de 20 dos principais cientistas marinhos e organizações de partes interessadas – incluindo Humane Society International/Canadá, Animal Justice Phil Demers, ex-treinador principal do Marineland e o Jane Goodall Institute endossaram a lei.

Rebecca Aldworth, diretora executiva da Humane Society International Canada, disse em um comunicado: “Baleias e golfinhos não pertencem a tanques e o sofrimento inerente a esses animais altamente sociais e inteligentes que sofrem em confinamento intensivo não pode mais ser tolerado”.

No mesmo mês, o Canadá aprovou a Lei de Pescas atualizada, proibindo a importação e exportação de barbatanas de tubarão. Kim Elmslie, diretor de campanha da ONG Ocean Canadá, considerou a mudança uma “grande vitória para os tubarões”. As informações são do Livekindly.

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Advogada defende o direito do público falar em nome dos animais nos tribunais

Por Rafaela Damasceno

Uma advogada aposentada de Toronto, Canadá, foi até o tribunal para argumentar sobre os direitos dos advogados se manifestarem em favor dos direitos animais.

Um pequeno rato preso em uma armadilha
Foto: Today Ville

O caso começou no início do ano, quando Sandra Schnurr apresentou um pedido contra cinco empresas que vendem armadilhas para roedores. Ela argumentou que as armadilhas causam aos animais uma morte lenta e dolorosa, e apresentou uma petição para impedir que as grandes empresas (Canadian Tie, Walmart, Home Depot, Home Hardware e Lowe’s) de vender.

As empresas entraram com uma ação para negar a acusação, alegando que Sandra não tinha legitimidade alguma para levar a questão até o tribunal. Ela, por sua vez, declarou que as regras sobre quem deve ou não falar sobre algo nos tribunais vêm sendo relaxadas e que os defensores dos direitos animais deveriam poder falar por eles no Canadá.

“Se tivermos sucesso nisso, mesmo se perdermos a questão da armadilha, o fato de termos conseguido atrair o interesse público em falar pelos animais seria muito bom”, garantiu Sandra, em entrevista ao Today Ville.

As empresas afirmaram que membros do público não possuem o direito de aplicar a lei criminal, e que esses assuntos são de competência exclusiva de um procurador geral. Mas Sandra acredita que os tribunais estão dispostos a adotar uma visão mais ampla da posição de interesse público.

“Obviamente, os ratos e camundongos, os maiores afetados pelas armadilhas, não podem ir ao tribunal e falar por si mesmos. Os candidatos, que se dedicam a defender esses seres, serão a melhor escolha”, afirmou ela.

Sandra ainda disse que aqueles que buscam defender os animais devem cumprir três critérios: ter uma participação real ou interesse no assunto, usar recursos judiciais adequados e levantar uma questão que possa ser abordada de maneira eficaz. Esses critérios seriam utilizados para demonstrar que há realmente uma questão genuína de justiça.

A questão foi discutida recentemente pelo juiz do Supremo Tribunal de Ontário, Lorne Sossin, e deve ser decidida definitivamente nos próximos meses.


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Toronto está desenvolvendo mecanismos para proteger as aves migratórias dos edifícios.
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Toronto: arquitetura urbana é transformada para evitar colisões de aves

Todos os anos, centenas de aves morrem em colisão com edifícios de vidro em Toronto, no Canadá, mas uma iniciativa inovadora se dedica a impedir que esses acidentes aconteçam.

Em 2009, a cidade fez história ao se tornar a primeira cidade no mundo a construir edifícios que não comprometam a vida das aves, ou seja, todas as construções dentro dos limites da cidade de Toronto devem incorporar características que impeçam as aves de voarem contra os vidros.

Os edifícios da cidade não são mais construídos com painéis de vidro em excesso, de maneira que as aves não sejam confundidas pelos reflexos da superfície. Grande parte do vidro que está no exterior dos prédios apresenta algum tipo de padrão que o torna reconhecível para os olhos dos animais.

Toronto está desenvolvendo mecanismos para proteger as aves migratórias dos edifícios.
A cidade está desenvolvendo medidas para proteger as aves migratórias.
(Foto: Tokkoro)

Algumas janelas são desenvolvidas para serem encaixadas nos prédios a fim de reduzir reflexos. Outras janelas são simplesmente equipadas com persianas ou sombras. Como os pássaros também podem ser atraídos para pontos brilhantes no céu, os edifícios da cidade desligam as luzes à noite.

Essas iniciativas inovadoras são graças ao trabalho do Program Fatal Light Awareness (FLAP), em tradução livre “Programa de Conscientização Luz Fatal” – uma organização dedicada a salvar as aves dos perigos dos reflexos de vidro da cidade canadense.

Assista o vídeo em inglês abaixo:

Michael Mesure, Diretor Executivo da (FLAP), afirmou em um comunicado: “Os anos de trabalho incansável da organização na conservação de pássaros finalmente produziram um dos nossos resultados mais desejados, que até agora só poderia ser um sonho. Não esqueçamos: Toronto nunca poderia ter se tornado uma campeã em cuidados com os pássaros sem os papéis decisivos desempenhados pelas partes interessadas da Lights Out! Toronto, da Câmara Municipal de Toronto e a equipe do Departamento de Planejamento da Cidade de Toronto. Para isso, (FLAP) e os pássaros estão eternamente gratos.”

Além de exigir que todos os novos edifícios de Toronto sejam construídos com essas diretrizes favoráveis ​​às aves, os edifícios mais antigos também receberam pequenas atualizações para acomodar as espécies migratórias.

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Projeto busca veganizar bairro de Toronto, no Canadá

Hellenic Vincent de Paul, que lidera o grupo 5700 (Foto: Divulgação)

Um grupo intitulado 5700, liderado por Hellenic Vincent de Paul, promete transformar o bairro de Parkdale em Toronto, no Canadá, em um bairro vegano até o final de 2018. O objetivo é oferecer um grande espaço para que a população e os turistas possam encontrar o maior número possível de opções veganas – o que inclui desde alimentos até entretenimento.

Por causa desse projeto, o Parkdale já está sendo chamado de Vegandale, um destino para veganos, vegetarianos e simpatizantes. Segundo de Paul, a iniciativa reúne empresas veganas locais interessadas em transferirem ou abrirem algum novo estabelecimento comercial no bairro. “Este destino é o único do gênero, promovendo um mundo onde a exploração animal é coisa do passado”, explicou o grupo 5700 em seu site, acrescentando que o objetivo é ajudar a promover o abolicionismo animal.

O grupo é conhecido por iniciativas bem-sucedidas de divulgação do veganismo por meio de festivais e incentivo a empresas veganas. Anualmente, o 5700 realiza o Vegandale Food Drink Festival, antigo Vegan Food & Drink Festival, que já se tornou internacional e chega a Houston, nos Estados Unidos, em 2 de junho. “Estamos preparados para dar mais um passo em direção à dominação vegana mundial com a nossa próxima temporada de festivais”, garante Hellenic Vincent de Paul. Até o final deste ano, o grupo deve abrir mais algumas empresas veganas, como a Vegandale Bracitorium, Prohibition Pie e Not Your Mother (NYM).

Fonte: David Arioch 

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Cão agredido por tutora em metrô é resgatado

A OSPCA (Sociedade de Ontário para a Prevenção da Crueldade aos Animais, em tradução livre) resgatou um cão, que foi agredido por sua tutora no metrô, após cumprir um mandado de busca nesta segunda-feira (07), afirma a porta-voz da organização, Alison Cross. O caso aconteceu em Toronto, no Canadá.

“Este é um vídeo importante que gostaríamos de ter uma oportunidade de investigar”, diz Cross.

O vídeo referido foi feito na tarde da última sexta-feira (04). De acordo com a polícia local, houve uma ocorrência da estação de metrô St. George, localizada no centro de Toronto, de maus-tratos a um cão.

Mulher é flagrado agredindo cão em metrô de Toronto
Mulher foi flagrada em vídeo batendo e mordendo cão em metrô (Foto: Reprodução / YouTube)

O policial Allyson Cook disse que os agentes interrogaram a tutora e testemunhas que estavam no local e chegaram a emitir uma advertência. A mulher foi liberada com o cão, logo em seguida.

“Nós não poderíamos fazer nada porque o cachorro não aparentava estar ferido e não tivemos acesso a nenhum vídeo do incidente até o momento”, afirma Cook.

O vídeo da agressão foi compartilhado no YouTube e já conta com mais de um milhão de visualizações. Nas imagens, a mulher aparece batendo, empurrando e mordendo um cão de porte pequeno que permanece sentado em seu colo no metrô. “Você me ouve? Pare, pare agora”, grita a tutora para o cão, que está em uma coleira e tenta se afastar da mulher diversas vezes.

Em um certo momento do vídeo, um homem diz à agressora: “você deve parar de bater em seu cachorro”.

Roxy Huang foi a testemunha que filmou o ocorrido e compartilhou na Internet para que a tutora não saia impune. “Eu já ouvi muitas histórias sobre animais maltratados e eu sei que é importante ter provas, por isso eu comecei a filmá-la”, conta Huang.

A polícia informou que após ter conhecimento do vídeo, ficaram preocupados quanto ao bem-estar do cão e notificaram a OSPCA, que iniciou uma investigação.

De acordo com a organização de proteção animal, o cão já passou por análise veterinária e passa bem.

Veja a seguir o vídeo do flagrante de maus-tratos (as imagens podem ser perturbadoras para alguns leitores):

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Toronto proíbe uso de animais ”exóticos” em programas educacionais e terapêuticos

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: globe_design_studio/Shutterstock

A cidade canadense de Toronto parece um zoológico, tamanha é a exploração animal que ocorre na região. Recentemente, animais considerados exóticos – incluindo juparás, galinhas vistosas e capivaras – foram abusados por universidades e lares de idosos como uma espécie de “cães de terapia”.

É ilegal criar essas espécies, mas zoológicos itinerantes e empresas de animais “exóticos” oferecem o serviço para aqueles que solicitarem. Agora a cidade decidiu analisar os regulamentos existentes sobre animais proibidos que a população não pode manter como domésticos, como ursos, gambás, mangustos e aves quiuís.

Os moradores da região devem preencher um inquérito para iniciar uma discussão pública em torno de planos para atualizar a lista de animais proibidos, assim como outros regulamentos sobre a exploração de animais “exóticos” em programas educacionais e eventos especiais.

Existe atualmente uma multa de US$ 240 para os cidadãos que mantêm animais exóticos. Porém, zoos itinerantes privados operam sem praticamente nenhuma fiscalização, disse Camille Labchuk, diretora executiva da Animal Justice, uma organização composta por ativistas pelos direitos animais.

“A cidade está percebendo que este é um problema para o bem-estar animal e a segurança pública”, aponta. Uma investigação da imprensa canadense em 2016 sugeriu que zoos itinerantes estão em ascensão, segundo o MotherBoard.

Labchuk explica que há uma razão pela qual esses animais, incluindo cangurus e gambás, estão na lista proibida: eles não devem viver em cativeiro, mas na natureza.

A partir de 1º de julho, animais proibidos não serão permitidos em programas educacionais, incluindo em zoológicos itinerantes de cobras e outros répteis, festas de aniversário e lares de idosos, observou Fiona Venedam, supervisora do Toronto Animal Services.

Apesar de ser fundamental deixar animais selvagens em seu habitat, vale lembrar que nenhum animal – seja ele doméstico ou não – deve ser explorado por humanos. Isso também inclui programas considerados educativos, terapêuticos e em eventos. Além disso, deve-se lutar pelo fim de todos os zoológicos, que são prisões que lucram em detrimento do bem-estar dos animais.

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Porcos feridos em acidente dividem momento tocante de solidariedade

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Andrea White
Foto: Andrea White

Desde o momento em que nascem, os porcos explorados pela agropecuária não conhecem nada além da dor. Arrancados de suas mães poucos dias após o parto, eles são colocados em galpões apertados com milhares de outros leitões.

Frequentemente, os animais são postos nessas condições miseráveis antes mesmo de terem a oportunidade de ficar ao ar livre. Eles passam a maior parte de suas vidas em jaulas que não permitem que consigam sequer virar seus corpos.

Forçados a ficar em poças com sua própria urina e fezes, eles são marcados com um número e recebem alimentos cheios de antibióticos para evitar doenças. Muitas vezes, a única vez em que estes animais veem a luz solar é de dentro do caminhão que os transporta para o matadouro, uma viagem que termina apenas com mortes, às vezes antes mesmo de chegar ao destino.

Recentemente, um caminhão que transportava porcos para um matadouro em Toronto, no Canadá, capotou e muitos animais ficaram feridos ou morreram devido ao impacto. Os porcos que conseguiram sair do local percorreram as proximidades do incidente em uma tentativa desesperada de fuga, porém funcionários do matadouro os cercaram e tentaram afastar ativistas pelos direitos animais.

Estima-se que cerca de 40 porcos morreram por causa do acidente. Outros foram feridos e levados para o matadouro. Amedrontados, fracos e feridos, dois porcos foram observados enquanto confortavam um ao outro perto do local do acidente. Em meio ao caos, tudo o que eles queriam era um breve momento de consolo e um segundo de cumplicidade e companheirismo.

O santuário Happily Ever Esther se ofereceu para acolher os animais, o que não foi autorizado pelos funcionários do local. Em vez disso, eles decidiram que os animais incapazes de caminhar para o matadouro deveriam ser assassinados ali mesmo, segundo o One Green Planet.

Embora este incidente isolado pareça incrivelmente cruel e rancoroso, ele é apenas um vislumbre da terrível crueldade da indústria agropecuária. Para os funcionários, estes porcos não eram dois seres que foram feridos e precisavam de um momento para respirar, mas eram simplesmente pedaços de cargas que foram deslocadas e precisavam ser transportadas da maneira mais fácil possível. Porém, esses animais não são coisas, mas sim vidas.

Muitas vezes, os porcos são vistos como sujos, estúpidos, mas, na realidade, eles são seres incrivelmente inteligentes e emocionais. Essa foto carrega uma mensagem ainda mais profunda e mostra como eles são seres complexos que sentem dor e merecem respeito.

Pelo menos, esta situação trágica denuncia a crueldade das fazendas industriais em plena luz do dia, onde pode ser vista por todos. Como Paul McCartney disse uma vez, “se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos”.

Nota da Redação: Este acidente ocorreu porque os porcos tiveram que suportar condições miseráveis para abastecer a indústria da carne. Se você ficou comovido com esta história e quer ajudar a salvar estes seres inteligentes e sensíveis, reveja seus hábitos e adote o veganismo. Somente quando não houver apoio a esta indústria tenebrosa, os porcos e outros animais poderão experimentar a felicidade e a paz.

 

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Advogados de ativista devem mostrar imagens de matadouros em julgamento

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Anita Krajnc
Foto: Anita Krajnc

Os advogados da ativista canadense pelos direitos animais Anita Krajnc, que atualmente está sendo julgada por ter dado água para porcos desidratados em um dia de calor extremo, planejam usar imagens de realidade virtual para expor as condições enfrentadas pelos animais de fazenda enviados para matadouros.

Krajnc foi presa no dia 22 de junho de 2015 depois de seguir o motorista de um caminhão que transportava porcos para um matadouro em Ontario. Juntamente com uma colega, ela tentou dar água aos porcos amontoados no interior do veículo e, no dia seguinte, o tutor dos animais Eric Van Boekel prestou queixa na polícia.

Foto: Jo-Anne McArthur
Foto: Jo-Anne McArthur

A ativista foi acusada de dano criminal e inicialmente poderia pegar uma sentença de prisão de 10 anos. Agora, ela pode enfrentar uma pena máxima de seis meses de prisão, uma multa de US $ 5 mil ou ambas.

James Silver, advogado de Krajnc, afirmou que iria argumentar no tribunal que ela não causou nenhum mal em dar água para os porcos, muito pelo contrário: seu ato foi de compaixão e respeito pelos animais.

A equipe de defensores de Krajnc alegou que iria usar filmagens de fazendas industriais e matadouros e levar uma série de peritos para discutir os benefícios do veganismo à saúde e ao meio ambiente. Krajnc recebeu mensagens de apoio de todo o mundo desde sua prisão no ano passado.

“Em meu ponto de vista, os porcos não são diferentes de filhos ou cães. Eles não são uma propriedade”, disse ela.

Krajnc é co-fundadora do movimento “Toronto Pig Save” que realiza vigílias pacíficas em frente a matadouros de porcos, vacas e galinhas na região metropolitana de Toronto. A iniciativa inspirou movimentos similares ao redor do mundo.

O julgamento de Krajnc foi marcado inicialmente para os dias 24 e 25 de agosto no Tribunal de Justiça de Ontário em Burlington e deve prosseguir em novembro ou dezembro deste ano.

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Destaques, Notícias

Filhote de leão é obrigado a posar para selfies em boate

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Facebook, Animal Justice
Reprodução/Facebook, Animal Justice

Um filhote de leão foi levado para a boate Lavelle em Toronto, no Canadá, e os frequentadores do local tiraram selfies com o animal, como se ele fosse um brinquedo que deveria servir para o entretenimento, postadas mais tarde no Instagram.

Quando a organização de bem-estar animal local Animal Justice foi alertada sobre as fotos, ela denunciou o incidente para o Serviços Animais de Toronto (TAS), citando uma lei que proíbe a posse de leões e de outros animais considerados exóticos, informou o The Dodo.

A TAS está investigando o ocorrido. “Estes filhotes não são brinquedos. Este leão deveria estar com a mãe, não ser usado em selfies”, afirmou Camille Labchuk, advogada e diretora-executiva do Animal Justice.

Labchuk, afirma ter recebido denúncias não confirmadas de que o filhote de leão vivia no infame Zoológico Bowmanville em Ontário.
O zoológico, que é propriedade do treinador de animais Michael Hackenberger, se tornou famoso no ano passado após vídeos mostrarem Hackenberger chicoteando um tigre durante o treinamento e comentando sobre como ele gostava de bater nos animais.

Segundo Labchuk, o filhote visto na boate usa a mesma coleira dos animais que vivem no Zoológico Bowmanville.

“Além disso, a página principal do Zoo Bowmanville, assim como sua página no Facebook, divulgam atividades com filhotes de leão com quatro animais. De acordo com o zoológico, quatro fêmeas nasceram em junho deste ano e esta idade é consistente com o filhote visto na boate”, disse ela.

Um porta-voz da Lavelle confirmou ao City News que um convidado levou um filhote de leão, mas que a entrada do filhote não foi autorizada pela administração do local.

Após a descoberta da presença do animal, o cliente que o levou até o estabelecimento foi retirado dali.

O Bowmanville Zoo também é conhecido por alugar animais para eventos, como festas com Justin Bieber.

Em junho, o zoológico anunciou que estava fechando suas portas devido à baixa visitação do público e culpou o vídeo, que foi lançado pela PETA, que mostrava os maus-tratos de animais.

Algumas pessoas expressaram preocupações de que os animais explorados por Bowmanville seriam transferidos para zoológicos de beira de estrada similares ou que o zoológico iria reabrir com outro nome.

Em abril, Hackenberger recebeu cinco acusações de crueldade animal pela SPCA de Ontário e, se condenado, enfrentará pelo menos dois anos de prisão, uma multa de 66 mil dólares e uma provável proibição de manter animais pelo resto de sua vida.

Para tornar animais como leões e tigres mansos o suficiente para ficarem tão próximos aos seres humanos, eles são arrancados de suas mães ainda filhotes, espancados e até mesmo drogados.

“Se você pode abraçar, passear ou tirar uma selfie com um animal selvagem, é provável que haja crueldade animal, não contribua para isso”, afirmou Jan Schmidt-Burbach, do grupo Proteção aos Animais do Mundo (WAP).

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Zoos registram queda de público histórica no Canadá

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/OneGreenPlanet
Reprodução/OneGreenPlanet

O fechamento do Zoológico de Bowmanville, em Toronto, é mais uma excelente notícia para os direitos animais, e está repercutindo por todo o Canadá.

Há bastante tempo, o zoo tinha uma reputação negativa e o proprietário do local, Michael Hackenberger, foi acusado de abuso animal depois de ser filmado chicoteando um tigre, reporta o One Green Planet.

As imagens, feitas por um agente disfarçado da PETA, mostram Hackenberger ostentando um chicote usado para dominar os animais.
Em junho, Hackenberger anunciou que o zoológico iria fechar após 97 anos de existência.

Segundo Hackenberger, ocorreu um declínio “catastrófico” no número de visitantes do zoológico depois que o vídeo, que exibia sua crueldade, se tornou viral na internet e a Sociedade para Prevenção da Crueldade Contra os Animais de Ontário (SPCA) apresentou queixas judiciais contra ele.

A notícia do encerramento do zoo levanta questões sobre a proibição definitiva dessas prisões na sociedade moderna.

Além do anúncio de Hackenberger, o enorme Toronto Zoo, em parceria com o Parks Canada e com a Autoridade para Conservação de Toronto e Região, declarou que irá colocar 36 tartarugas em uma zona úmida local, programada para se tornar um parque nacional.

Eles libertaram 10 animais em 2014 e 21 em 2015 e, como a espécie está ameaçada, isso pode ajudar a restaurar os números da população.

É evidente que não é necessário um zoológico para isso e o projeto usa 1% dos recursos e despesas do zoo.

O Toronto Zoo está tentando atrair visitantes de várias formas, no entanto, o local também está perdendo dinheiro com a diminuição do público e poderá falir em breve.

Os recentes casos de violência contra animais retratados na mídia têm conscientizado as pessoas e, cada vez mais, não há justificativas para que os zoos continuem existindo.

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