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Empresa descumpre promessa de encerrar vendas para parques com cativeiros

Protestos, revelações e episódios lamentáveis com orcas e outros animais marinhos em cativeiros aumentada a consciência das pessoas em relação a estes animais.

Baleia Beluga.  Foto: Shutterstock.com

Desde o sucesso do documentário “Blackfish”, em 2013, o SeaWorld tem sido criticado por negligenciar o bem-estar animal. O parque está saindo da moda e a venda de ingressos caiu. Infelizmente, outras empresas continuam lucrando com a exploração destes animais

A Thomas Cook, um dos principais grupos de viagens de lazer do mundo, foi a primeira empresa de viagens internacionais a anunciar a eliminação das vendas para destinos que lucram com orcas em cativeiro. Apesar disto, a empresa continua a apoiar a terrível indústria de mamíferos marinhos em cativeiro em parceria com investidores que exploram belugas e golfinhos.

A Fosun, uma empresa de investimentos chinesa, possui 11% das ações da empresa de viagens Thomas Cook, construiu um resort de luxo chamado Atlantis Sanya, localizado na ilha de Hainan, na China . As informações são do World Animals News.

Foto: Depositphotos

O resort abriu suas portas em maio de 2018 e tem duas atrações marinhas no local para clientes: o Aquário de Câmaras Perdidas, que abriga  baleias belugas e é gratuito para todos os hóspedes do hotel; e por uma taxa extra, os clientes podem nadar com golfinhos, no Dolphin Cay .

Além de viver em um ambiente antinatural, onde eles são usados ​​para entretenimento, a maneira como esses cetáceos foram tirados de suas casas e famílias também é trágica. As baleias beluga foram capturadas na Rússia, e os golfinhos nariz-de- garrafa e brancos foram tirados em uma caçada em Taiji, no Japão, uma área conhecida pela morte em massa de golfinhos do filme, The Cove .

Enquanto a Thomas Cook está abandonando as instalações do SeaWorld e do Loro Parque, está promovendo  simultaneamente  a indústria de parques marinhos na China através de sua parceria com a Fosun.

 

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Agência de turismo Thomas Cook para de vender ingressos para o SeaWorld

Uma das maiores agências de turismo da Grã-Bretanha, a Thomas Cook, anunciou recentemente que irá parar de vender ingressos para parques marinhos que mantêm baleias assassinas em cativeiro. O principal alvo do corte nas vendas é o SeaWorld, que já havia enfrentado problemas com a empresa no passado.

Em maio deste ano, o parque não conseguiu atingir os 100% de êxito exigidos pela agência de viagens, e foi dado a ele o prazo de três meses para melhorar essa situação. De acordo com o presidente-executivo Peter Fankhauser, as evidências científicas de especialistas sobre o tratamento dos animais em conjunto com a opinião de mais de 90% de seus clientes, que disseram estar preocupados com o bem-estar animal, levaram a empresa a tomar a decisão anunciada.

Reprodução | The Independent

Isso significa que a Thomas Cook deixará de vender viagens para duas atrações – SeaWorld na Flórida e Loro Parque em Tenerife – a partir do próximo verão. “Esta não foi uma decisão que tomamos precipitadamente”, disse Fankhauser em um post nas redes sociais. “Nós nos envolvemos ativamente com uma série de especialistas em bem-estar animal nos últimos 18 meses e levamos em conta as evidências científicas que eles forneceram”.

Ele adiciona ainda que a opinião do público foi uma das questões que mais influenciaram no posicionamento da empresa. “E quando muitos de nossos clientes são tão claros em sua visão, eu não podia permitir que nossos negócios os ignorassem. Isso nos levou à decisão que tomamos hoje”, ele disse.

Neste mesmo ano, a Thomas Cook já havia concordado em parar de promover o SeaWorld online, depois de uma série de protestos e pressões por parte de organizações e ativistas pelos direitos animais. 29 atrações foram removidas de desde que a agência introduziu uma nova política de bem-estar animal há 18 meses.

Reprodução | The Independent

O SeaWorld e o Loro Parque estavam entre os 20 parques restantes que cumpriram as diretrizes mínimas de bem-estar animal estabelecidas pela Associação de Agentes de Viagens Britânicos (ABTA). “Nós respeitamos e aplaudimos o trabalho que foi feito, e vamos trabalhar com ambos durante os próximos 12 meses para nos prepararmos para a nossa saída. Também continuaremos a trabalhar para identificar alternativas mais sustentáveis”, afirmou o Sr. Frankauser.

A preocupação pública com enclausuramento de orcas aumentou após o lançamento do documentário 2013 Blackfish, que apresentou todas as consequências e problemas de manter os animais em cativeiro, deixando-as tão estressadas que se tornaram um perigo para as pessoas.

Os números de visitantes no SeaWorld caíram subsequentemente, assim como o preço das ações da empresa. Em resposta às críticas, em 2014, o SeaWorld concordou em parar de capturar mais animais da natureza e, mais tarde, anunciou que encerraria seu controverso programa de reprodução de orcas.

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Relação entre Thomas Cook e SeaWorld pode ser rompida de vez

O cenário atual se mostra cada vez mais propenso para que, enfim, a empresa de viagens Thomas Cook pare de vender ingressos para o SeaWorld – depois de inúmeras tentativas de acabar com esse apoio.   

As fiscalizações de bem-estar animal no parque marinho tiveram resultados insatisfatórios. Ele não conseguiu atingir os 100% de êxito exigidos pela agência de viagens.

De acordo com informações do portal The Sun, Thomas Cook deu ao SeaWorld o prazo de três meses para melhorar essa situação. Caso contrário, não venderá mais ingressos para o parque.

Reprodução | Los Angeles Times

A relação entre ambas as empresas já vem se afrouxando há um tempo: meses antes, a divulgação do parque aquático não era mais feita no site da agência, por conta de protestos e campanhas feitos por grupos de defesa dos direitos animais. E as pressões depois desses últimos resultados estão ainda maiores.

As inspeções que deram o ultimato para o SeaWorld são feitas com base em regras definidas pela Association Of British Travel Agents (ABTA). Elas levam em consideração, entre outras coisas, o tratamento recebido pelos animais.

Usar animais para entretenimento já é um tipo de exploração e abuso, como é ressaltado pelo portal Plant Based News. O que foi comprovado nessa checagem é o que já era apontado há muito tempo: eles vivem sob condições catastróficas, enclausurados e maltratados.

A ONG PETA acrescenta ainda que, para ela, esse prazo de três meses não é solução para nada. Independentemente da forma como são tratados, os animais estão enclausurados e isso já está errado. A única solução viável é, de acordo com o porta-voz da ONG, “parar imediatamente de vender ingressos para o parque”.

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