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Exames apontam que anabolizantes eram aplicados em cães explorados em rinha

Testosterona também era aplicada nos animais para deixá-los mais agressivos para as brigas. Com humanos, no entanto, os cães são bastante dóceis


Exames realizados nos cães explorados em uma rinha em Mairiporã (SP) indicam o uso de anabolizantes nos animais.

Reprodução/Instituto Luísa Mell

De acordo com a médica veterinária Marina Passadore, do Instituto Luísa Mell, “os resultados estão péssimos, eles apresentam aumento de enzimas hepáticas, o que indica que as alterações foram causadas pelo uso indiscriminado de anabolizantes e testosterona”. As informações são do R7.

Apesar de apresentarem escoriações, os cães estão estáveis. Segundo a veterinária, a testosterona aumentava a agressividade dos cachorros. No entanto, com humanos “eles são muito bonzinhos, não morderam ninguém, todo mundo pegou no colo, mas não dá para colocar um perto do outro que eles se pegam como se fosse a rinha”.

Os cães foram levados para as ONGs “Instituto Luisa Mell”, “Encontrei um Amigo” e “Pits Ales”.

Segundo o delegado Jan Plzak, foram encontrados no local onde os cães estavam “estimulantes, mas tinham outros remédios que eram usados nos animais já feridos. Não porque eram bonzinhos, mas para reabilitá-los para a próxima luta”.

Os pit bulls serão submetidos a mais exames e, após serem castrados, será avaliada a possibilidade de disponibilizá-los para adoção.

Entenda o caso

A Polícia Civil desarticulou uma rinha de cachorros em Mairiporã (SP) neste sábado (14). Quarenta e uma pessoas foram presas e 19 cães foram resgatados, todos da raça pit bull. Um cão foi encontrado morto e outro assado para consumo.

Dois apostadores peruanos, dois mexicanos e um norte-americano foram presos. Um policial militar também foi detido. Todos foram encaminhados à Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente.

A Justiça, no entanto, determinou a soltura de 40 dos 41 presos, mantendo a prisão apenas do suspeito de organizar a rinha. Eles irão responder pelos crimes de maus-tratos a animais com agravante de morte, prática de jogos de azar e associação criminosa.

Os cachorros resgatados foram encaminhados para três entidades de proteção animal.


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Estudo revela como os hormônios nos laticínios afetam a fertilidade feminina e masculina

A pesquisa realizada por cientistas do Centro Médico da Universidade Hebraica Hadassah de Jerusalém, revelou que a velocidade do ciclo de gravidez forçada a que são submetidas as vacas na indústria de laticínios se reflete nos consumidores de seus derivados


Foto: Adobe
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A presença e influência dos hormônios nos alimentos é uma questão importante, e por boas razões, pois esses hormônios ingeridos podem ser prejudiciais à saúde. No entanto, os laticínios costumam ficar de fora dessa discussão quando, segundo especialistas, este deve ser a primeira categoria de alimento a ser examinada.

Um trabalho de pesquisa intitulado “The Milk We Drink, Food For Thought” (O Leite que Bebemos, Alimento para o Pensamento, na tradução livre), escrito por uma pequena equipe de médicos do Centro Médico da Universidade Hebraica Hadassah, localizada em Jerusalém, Israel, abordou esse problema e não apenas encontrou uma correlação entre os hormônios lácteos e os consumidos pela população, mas também descobriu que esses hormônios poderiam afetar negativamente a fertilidade.

Hormônios

Devido a vários fatores sócio-políticos e econômicos, a moderna indústria de laticínios está no negócio de produzir grandes quantidades de leite de vaca em um ritmo cada vez mais rápido, segundo o estudo.

Isso exige que as vacas leiteiras sejam fecundadas enquanto ainda dão leite para reduzir o tempo entre o período “seco” e outro ciclo de lactação, explicam os autores.

Uma vaca grávida naturalmente produz uma quantidade significativa de hormônios sexuais, que são consequentemente transferidos para o leite que os consumidores bebem (hormônios não podem ser filtrados).

Preocupações dos pesquisadores

Os pesquisadores que estudaram hormônios contidos no leite de vaca expressaram preocupação com a quantidade de estrona, sulfato de estrogênio e progesterona encontrados no leite e em demais produtos lácteos.

Alguns dos cientistas se mostraram particularmente preocupados com o conteúdo hormonal presente em toda gordura derivada do leite como na manteiga e nos queijos, pois o estrogênio e a progesterona são solúveis em gordura e à base de colesterol, e esses alimentos têm maior colesterol do que os laticínios com baixo teor de gordura.

Estudos preliminares foram conduzidos para verificar se o corpo humano realmente absorve e é afetado por esses hormônios estranhos, e a conclusão foi positiva. Depois de consumir 600 mL/m2 de leite de vaca, os participantes da pesquisa tiveram um aumento nos níveis de E1 e P4 no plasma, enquanto os níveis de FSH, LH e testosterona caíram significativamente.

O que isso significa é que os hormônios sexuais presentes no leite de vaca foram absorvidos pelo corpo e desequilibraram os hormônios do corpo humano. A diminuição da testosterona sugere que o leite de vaca pode afetar negativamente a fertilidade masculina.
Fertilidade

Para aprofundar sua hipótese sobre o leite de vaca e a fertilidade, os pesquisadores deste artigo citaram outro estudo que analisou o impacto que os laticínios integrais tiveram na produção e na forma dos espermatozoides. Nos EUA, Irã e Espanha, os espermatozoides dos participantes foram impactados negativamente pelo consumo de laticínios.

Foto: Adobe
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A fertilidade se tornou uma indústria multibilionária em muitos países, mas, dadas as recentes descobertas que ligam os laticínios à fertilidade reprimida, pode não haver uma necessidade tão abundante desse enorme complexo de negócios, segundo o artigo.

Se os consumidores eliminarem os laticínios de suas dietas, (e desde que não haja problema de saúde) existe um possibilidade de que possam também, eliminar os medicamentos e as visitas às clínicas. Mais pesquisas estão em andamento, mas se houver uma oportunidade de evitar medicamentos para fertilidade (e os embaraçosos efeitos colaterais perigosos que os acompanham), adotá-lo pode ser uma medida positiva.

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