Porcos eram explorados em testes na Universidade do Tennessee, mas agora a universidade aboliu a prática cruel (Foto: Charlie Riedel/AP File)
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Universidade do Tennessee (EUA) abandona testes em porcos vivos

A Faculdade de Medicina da Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, anunciou que não utilizará mais animais vivos para testes. Anteriormente, a instituição realizava cirurgias em animais vivos, especialmente porcos, para treinar situações médicas de emergência. Os procedimentos cruéis faziam com que, em seguida, os animais fossem mortos.

A conscientização crescente sobre bem-estar animal chegou à universidade após ativistas protestarem contra a prática desses testes cruéis, pedindo à universidade que modernize os testes de laboratório e cesse o uso de animais.

O Comitê de Médicos pela Medicina Responsável(PCMR), organização conhecida por seus esforços em promover práticas médicas livres de crueldade, aplaudiu a decisão e manifestou-se à mídia local WDEF, dizendo que 94% dos atuais programas de treinamento em residências médicas de emergência não usam mais animais vivos.

Porcos eram explorados em testes na Universidade do Tennessee, mas agora a universidade aboliu a prática cruel (Foto: Charlie Riedel/AP File)
Porcos eram explorados em testes na Universidade do Tennessee, mas agora a universidade aboliu a prática cruel (Foto: Charlie Riedel/AP File)

O comitê também deu destaque para a Universidade Vanderbilt, a única no Tennessee que ainda não alterou suas práticas de treinamento com animais para alternativas mais éticas.

No ano passado, a organização fez campanha contra o uso de porcos vivos em treinamentos emergenciais de médicos emergencial nos EUA. Outras organizações também estão trabalhando para eliminar essa prática ultrapassada, como o National Health Institute (Instituto Nacional de Saúde), que introduziu um roteiro para acabar com testes em animais.

Esforços contínuos

Apesar da mobilização de grupos de direitos animais e que prezam por técnicas mais éticas de aprendizado e pesquisa, as práticas alternativas aos testes com animais ainda não são amplamente utilizadas. Além disso, ainda há a falta de transparência de algumas instituições diante de relatórios e números de animais explorados em laboratórios.

Embora esta prática cruel seja aceita em muitos laboratórios, o teste em animais não reproduz perfeitamente uma resposta humana exata, de acordo com um estudo recente. Organizações como a PCRM estão trabalhando para encontrar soluções mais humanas e livres de crueldade animal.

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Universidade da Indiana está sendo denunciada pela morte de centenas de animais em apenas uma semana (Foto: Robert F. Bukaty, AP)
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Ativistas criticam universidade pela morte de 116 animais em uma semana

A Escola de Medicina da Universidade de Indiana (UI), nos Estados Unidos, está sendo denunciada por ativistas após negligência e maus-tratos com animais em laboratórios.

O grupo de defesa de direitos animais Stop Animal Explostion NOW! (SAEN) está solicitando uma investigação independente e a demissão de todo o pessoal responsável por incidentes que resultaram nas mortes de 116 ratos e camundongos.

O SAEN diz que 17 relatórios de não conformidade foram apresentados pela UI. Violações envolveram uso de equipamentos defeituosos que causaram inundações nas gaiolas onde os animais eram mantidos presos.

Funcionários que se esqueceram de alimentar ratos e submeteram animais a desnecessários, dolorosos e estressantes. Todas essas violações resultaram na morte de vários animais.

Por meio de pedidos de registros públicos, foram encontradas 17 cartas da universidade enviadas ao Instituto Nacional dos Institutos de Saúde de Bem-Estar de Animais de Laboratório, documentando a não conformidade por um período inferior a dois anos.

Universidade da Indiana está sendo denunciada pela morte de centenas de animais em apenas uma semana (Foto: Robert F. Bukaty, AP)
Universidade da Indiana está sendo denunciada pela morte de centenas de animais em apenas uma semana (Foto: Robert F. Bukaty, AP)

Michael Budkie, diretor executivo da SAEN, disse em comunicado que o número de mortes é significativamente maior do que o que ele viu em outras instituições. “Se não se podemos confiar em instituições como a Universidade de Indiana para realizar cuidados básicos, por que deveríamos acreditar que elas podem fazer ciência básica?”, Michael disse.

O SAEN encaminhou uma carta para a Escola de Medicina da Universidade de Indiana no início desta semana comentando sobre as violações. Budkie também contestou que a divulgação da universidade, que divulgou uma declaração dizendo que mantém os mais altos padrões profissionais no cuidado e tratamento de animais.

“Todos os incidentes citados, que envolveram camundongos e ratos, foram auto-relatados, demonstrando que a universidade é diligente em monitorar e tomar medidas corretivas quando necessário”, segundo o comunicado da UI. “Em cada caso, os registros foram aprovados e aceitos pelo Escritório de Bem-Estar Animal de Laboratório“.

Em resposta, Budkie argumentou que “não considera o Escritório de Bem-Estar Animal de Laboratório uma agência reguladora”, e que gostaria de ver uma investigação independente que envolve especialistas na área que não são afiliados à universidade, bem como indivíduos da comunidade de direitos animais.

Reprodução | Internet

Recorrência

Esta não é a primeira vez que SAEN critica a Universidade de Indiana pelo tratamento negligente de animais de laboratório. Em 2015, o grupo apresentou reclamações ao Departamento de Agricultura dos EUA sobre o tratamento de suínos. Naquela época, um porta-voz da universidade disse que dois incidentes envolveram documentação inadequada e um envolveu um tubo de irrigação para um porco que ficou desconectado.

Tais violações de políticas foram mencionadas ao Escritório de Bem-Estar Animal de Laboratório, e o caso foi arquivado como não problemático, comprovando o argumento de Budkie de que a agência reguladora dos abusos em laboratórios não deve ser uma agência parceira da universidade.

Nota de redação: testes com animais em laboratórios são uma prática desumana, cruel e desnecessária, e não devem ser aceitos ou normalizados em hipótese nenhuma. Independente se há animais sendo mortos ou não em práticas laboratoriais, em cativeiro e sendo explorados em experimentos não é onde deveriam estar, e sim livres, na natureza, longe de quaisquer explorações, abusos e maus-tratos. Atualmente, inúmeras alternativas já existem para substituir os animais como cobaias de testes em laboratório, e nos centros acadêmicos deveria prevalecer não somente a ética como também a busca por métodos substitutivos, investindo em uma ciência mais ética, mais moderna e onde as práticas de tortura animal sejam extintas.

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Testes em animais estão a um passo da proibição no Brasil, e projeto de lei está em votação (Foto: Divulgação)
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Campanha internacional pressiona Brasil a proibir testes em animais

Um novo relatório recomendando a proibição total dos testes em animais para produtos cosméticos e ingredientes foi publicado pela senadora Gleisi Hoffmann (PT). A senadora inclui também a proibição da venda de cosméticos que foram testados em animais.

Seis estados brasileiros já proibiram o uso de animais em testes para produtos e ingredientes cosméticos: Pará, Amazonas Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. Segundo os ativistas, o Brasil é um dos maiores mercados de cosméticos do mundo, portanto seria um enorme avanço o país aderir à proibição.

Pressão internacional

De acordo com a organização de direitos animais Cruelty Free International, que vem trabalhando com políticos locais sobre a questão: “O relatório sugere várias alterações ao Decreto Federal 70/2014 sobre testes cosméticos em animais, originalmente proposto em 2014 pelo senador Ricardo Izar depois de trabalhar estreitamente com nossa equipe de especialistas. Se adotadas pelo Senado, as mudanças propostas se basearão na versão original do projeto de lei encabeçada pela Cruelty Free International”.

Testes em animais estão a um passo da proibição no Brasil, e projeto de lei está em votação (Foto: Divulgação)
Testes em animais estão a um passo da proibição no Brasil, e projeto de lei está em votação (Foto: Divulgação)

Uma campanha da instituição contra crueldade animal e da marca de cosméticos The Body Shop é responsável pela criação de uma petição que está incentivando nações a proibirem as brutalidades dos testes em animais, abolindo essa prática como um todo quando em referência à indústria de cosméticos.

Michelle Thew, presidente-executiva da Cruelty Free International, disse em comunicado: “Saudamos muito os passos significativos que o Brasil está dando para acabar com a crueldade dos cosméticos. Não há espaço para essa prática desatualizada e desnecessária no século 21. Esperamos ver um sucesso votação deste relatório no Senado e a adoção rápida e abrangente da legislação como um todo”.

Contexto no Brasil

Ao aderir à proibição dessa prática, o Brasil se uniria a 37 outros países, incluindo toda a União Européia, Israel, Índia, Noruega, Suíça, Taiwan, Nova Zelândia e Guatemala. Legislação semelhante está sendo debatida em todo o mundo, incluindo nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Chile e África do Sul.

“A lei no Brasil exige uma proibição imediata dos testes de produtos cosméticos acabados em animais, além da proibição de testar ingredientes cosméticos dentro de um prazo de três anos. Também, a proibição de usar dados de testes em animais para autorizar novos cosméticos para o mercado brasileiro.”, ressaltou Michelle.

O Brasil está, portanto, a um passo de um novo avanço dos direitos animais, e a pressão internacional tem boa parcela de responsabilidade nessa causa. O movimento livre de crueldade animal está sendo amplo em todo o mundo, e ativistas pressionam os governos para tomarem mudanças condizentes com uma sociedade moderna e livre de exploração animal.

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Parlamento Europeu pede fim de testes de cosméticos em animais no mundo

O Parlamento Europeu apela à proibição global de testes em animais para a indústria de cosméticos, e recentemente votou a adoção de uma resolução que deve proibir a crueldade dos testes que sofrem os animais em laboratórios.

A resolução foi descrita pelos ativistas como “um passo crucial em nossa missão de acabar com os testes de cosméticos em animais internacionalmente”  e consta com o apoio de 620 membros do Parlamento Europeu.

Europa deve aderir à proibição mundial de testes em animais para a indústria de cosméticos. (Foto: Divulgação)
Europa deve aderir à proibição mundial de testes em animais para a indústria de cosméticos. (Foto: Divulgação)

A votação do Parlamento acontecerá devido a solicitação de proibição de testes de animais em cosméticos na UE que foi proposta em uma petição pela The Body Shop e a organização Cruelty Free International.

De acordo com o grupo “[a petição] para acabar com os testes de cosméticos em todo o mundo já atingiu 5,7 milhões de assinaturas em apenas 10 meses, tornando-se a maior petição contra os testes em animais da história”.

“Quando atingirmos nossa meta de 8 milhões de assinaturas, vamos levá-lo à ONU para convocar uma convenção internacional para encerrar a prática”, ressaltou o Cruelty Free International em um comunicado.

A deputada Sirpa Pietikäinen, presidente do Intergrupo para o Bem-Estar e Conservação dos Animais, no Parlamento Europeu, saudou os esforços da petição como uma “grande batalha por avanços”.

Em sua página do Twitter, a deputada acrescentou: “Hoje o Parlamento deu um passo significativo para consignar o sofrimento cruel e desnecessário de animais em testes de cosméticos nos livros de história.

“Eu também gostaria de ver mais fundos e recursos para que possamos ter mais testes não baseados em animais para tais propósitos”, ainda destacou Sirpa.

Michelle Thew é a CEO da Cruelty Free International, e também se manifestou em suas redes sociais: “Agora é hora de trabalharmos juntos para dar um fim global aos testes em cosméticos e eliminar sofrimento animal em todo o mundo”. Michelle ainda lamentou o fato de que é estimado que meio milhão de animais – de coelhos a camundongos, ratos, cobaias e hamsters – ainda são usados ​​anualmente em testes de cosméticos cruéis e desnecessários em todo o mundo, o que mostra a necessidade da luta para o fim desses tipos de testes.

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Macacos que serão utilizados em testes nos EUA foram transportados pela Royal Jordanian Airlines, quebrando acordo (Foto: Cruelty Free International)
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Companhia aérea quebra acordo e transporta macacos para testes nos EUA

A companhia aérea Royal Jordanian Airlines foi exposta por funcionário após ter quebrado acordo e transportado animais para serem utilizados em testes com animais.

Segundo informações da Plant Based News relatam ativistas estão “horrorizados e desapontados” com o posicionamento da empresa de aviação, que renegou sua promessa de parar de transportar macacos destinados a uso em experimentos científicos.

Macacos que serão utilizados em testes nos EUA foram transportados pela Royal Jordanian Airlines, quebrando acordo (Foto: Cruelty Free International)
Macacos que serão utilizados em testes nos EUA foram transportados pela Royal Jordanian Airlines, quebrando acordo (Foto: Cruelty Free International)

A Cruelty Free International foi contatada por um funcionário do aeroporto de Bangkok sobre centenas de macacos que voaram da Tailândia para os EUA pela companhia aérea Royal Jordanian Airlines.

De acordo com a organização contra crueldade animal: “Em 2014, a Royal Jordanian nos contatou comprometendo-se a transportar macacos para fins de pesquisa. Ficamos horrorizados e desapontados ao saber que a promessa de impedir essas remessas cruéis foi quebrada”, provando a quebra do acordo da empresa aérea de parar de compactuar com os testes com animais.

Registros chocantes mostrando caixas empilhadas com macacos impactaram os defensores dos direitos animais. As caixas estavam prestes a serem carregadas em um voo para os EUA pela Royal Jordanian no Aeroporto de Bangkok, que ainda não se pronunciou perante o ocorrido.

“É difícil imaginar o quão assustados e estressados ​​tais animais sensíveis devem se sentir. O caminho percorrido por esses aviões leva mais de 26 horas – para esses animais presos, é a jornada para uma vida de sofrimento, miséria e até morte em um laboratório”, lamentou a organização.

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Protestos no Reino Unido denunciam falta de transparência de universidades que realizam testes em animais (Foto: AJP)
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Ativistas criticam falta de transparência de universidades sobre testes em animais

Ativistas em defesa dos direitos animais foram às ruas de Nottingham, no Reino Unido, para protestar contra a falta de transparência em relação aos testes em animais que, infelizmente, ainda são realizados nas maiores universidades de todo o mundo.

A marcha – que anualmente é a maior demonstração de anti-vivissecção no Reino Unido – foi coordenada pela Nottingham Animal Rights em conjunto com Animal Justice Project (AJP), um grupo internacional que faz campanhas contra os testes em animais e outras indústrias de exploração animal.

Protestos no Reino Unido denunciam falta de transparência de universidades que realizam testes em animais (Foto: AJP)
Protestos no Reino Unido denunciam falta de transparência de universidades que realizam testes em animais (Foto: AJP)

O Animal Justice Project marcou também o dia em que o protesto aconteceu, sendo dia 24 de abril, o Dia Mundial dos Animais em Laboratórios. O protesto divulgou descobertas de uma investigação sobre experimentação animal nas universidades, apontando que as principais instituições que ainda realizam testes em animais se recusam a divulgar informações básicas sobre o ocorrido nos seus laboratórios de pesquisa.

Questionando a grande quantidade de animais ainda utilizados e explorados em testes científicos, os ativistas também colocaram em dúvida a credibilidade do rigor científico da experimentação animal.

Além disso, as principais universidades não estão fornecendo ao público do Reino Unido o acesso a informações importantes por meio da Lei de Liberdade de Informação (Freedom of Information Act – FOI) 2000 e da Lei de Liberdade de Informação (Escócia) de 2002.

Números chocantes

A Universidade de Oxford é a instituição que mais realiza testes em animais em todo o Reino Unido. Só no ano passado, quase 240 mil, incluindo mais de 229 mil ratos e sete macacos. Outros 54 macacos permanecem alojados nos laboratórios de Oxford.

Já a segunda maior usuária de animais para testes, a Universidade de Edimburgo, explorou maiss de 225 mil animais em 2017 para fins científicos de forma cruel. A University College London (UCL) utilizou 203 mil animais em testes em 2016 e os números de 2017 não foram divulgados.

A crítica principal vai para o fato de que essas universidades são signatárias da Concordata de Abertura em Pesquisa Animal, que é um “compromisso de ser mais aberto sobre o uso de animais em pesquisa científica, médica e veterinária no Reino Unido”, e mesmo assim não cumpriram com a transparência prometida.

Cerca de 800 pessoas questionaram instituições que realizam testes em animais no quesito falta de transparência (Foto: AJP)
Cerca de 800 pessoas questionaram instituições que realizam testes em animais no quesito falta de transparência (Foto: AJP)

Alternativas e opinião pública

Instituições que ainda realizam testes em animais e que perpetuam com esse tipo de pesquisa que explora animais parecem ignorar o fato de que inúmeras descobertas estão possibilitando alternativas para pesquisas científicas.

Um software que imita células humanas já está em desenvolvimento, assim como já foram reconhecidas pesquisas e descobertas que substituem o uso de animais em testes de laboratórios.

Além do mais, a opinião pública, quando ciente dos males aos animais utilizados em testes científicos, geralmente se manifesta contra essa forma de exploração. Muitos países já aboliram os testes científicos em animais para a indústria cosmética, e o fim dos testes de forma geral está sendo discutido em vários lugares do mundo.

Escândalo

De acordo com o Plant Based News, a fundadora do Animal Justice Project, Claire Palmer, afirmou: “Aqui estamos, em 2018, após o Dia Mundial dos Animais em Laboratórios – um dia instituído em 1979 para acabar com o sofrimento dos animais nos laboratórios – e temos os maiores usuários de animais no Reino Unido ocultando dados de experimentos com animais.

“Os Atos de Liberdade de Informação não conseguem garantir que o público receba as informações que merecem; e as universidades fazem acusações e desculpas ultrajantes a respeito de por que o público não deve saber o que acontece com os animais dentro dos laboratórios por seus funcionários e pesquisadores. Este escândalo público precisa ser exposto.”

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Animais podem ser utilizados em mais testes, dessa vez para cultivar órgãos humanos em seus corpos. no Japão. (Foto: Getty Images/iStock)
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Crueldade: cultivo de órgãos humanos em animais pode se tornar realidade

As práticas cruéis de testes com animais estão prestes a atingir um novo patamar. O Japão está buscando aprovar testes para cultivar órgãos humanos dentro dos corpos de animais. Autoridades do governo no país asiático devem autorizar a prática, de acordo com relatórios locais.

Tal fato já gerou uma furiosa reação de defensores dos direitos animais, desde que a prática foi permitida para fins de pesquisa no Reino Unido e nos EUA. Inclusive, alguns estudiosos japoneses deixaram o Japão para poder realizar os experimentos considerados, além de desumanos, ‘macabros’ por críticos.

Animais podem ser utilizados em mais testes, dessa vez para cultivar órgãos humanos em seus corpos. no Japão. (Foto: Getty Images/iStock)
Animais podem ser utilizados em mais testes, dessa vez para cultivar órgãos humanos em seus corpos. no Japão. (Foto: Getty Images/iStock)

Diversas autoridades asiáticas, incluindo ministros japoneses, devem aprovar a prática justificando que ‘os experimentos poderiam levar a grandes descobertas científicas’.

No entanto, o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia consultou o conselho de um painel de especialistas científicos em relação à prática. O painel autorizou que pesquisadores implantem embriões de animais com células humanas no útero de animais, de acordo com informação do Japan News.

Hoje, no Japão, são permitidas implementações de células-tronco em embriões animais geneticamente modificados.

Horror de não-ficção

Ativistas compararam os experimentos desumanos de cultivo de órgãos em animais com a história de horror fictícia “Never Let Me Go”, um filme de 2010 em que crianças são clonadas para que seus órgãos possam ser utilizados para transplantes.

Quando a ideia do filme torna-se realidade no mundo animal, o absurdo parece tomar menor proporção: ironicamente, o desenvolvimento de testes científicos com animais é um amplo espaço para práticas cruéis em prol do bem-estar humano.

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ONG cobra fim de testes com animais na indústria de cosméticos do Brasil

Foto: Reprodução / The Plaid Zebra

A Suíça proibiu oficialmente a venda de cosméticos testados em animais atendendo medida União Europeia que orientou o fim gradual da prática a partir de 2013. O anuncio, que foi feito em dezembro, ressalta que também estão banidas marcas que fazem testes em outros países, como a China, ou seja a importação de itens com estas condições também está vetada.

Ao comemorar a iniciativa suíça, a ONG internacional para o fim da crueldade com animais (Cruelty Free International) criticou a falta de uma legislação semelhante no Brasil.

“Estamos muito satisfeitos que a Suíça não permitirá mais cosméticos (testados em animais). Este movimento é o próximo passo da nossa campanha de 20 anos para acabar com os testes em animais em todos os lugares e para sempre. Sem medidas similares, a Austrália, o Brasil, o Canadá, a Rússia e os EUA estão a ficar para trás. Agora é hora de cada governo agir e fazer a coisa certa”, disse Michelle Thew, CEO da Cruelty Free International.

Fonte: Uol

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ONG pede ajuda da UE para evitar testes de cosmésticos com animais

Por Simone Gil Mondavi (da Redação – Argentina)

Foto: ENPA
Foto: ENPA

A organização “Cruelty Free International” exigiu nesta terça-feira (29) que a Comissão Europeia (CE) expanda globalmente sua iniciativa para acabar com a experimentação animal nas empresas de cosméticos.

Segundo a ONG, um milhão de assinaturas foram recolhidas em apoio à globalização de sua iniciativa, e houve uma reunião com o comissário europeu para os Assuntos do Consumidor, Neven Mimica, para celebrar a decisão da CE de proibir a venda de cosméticos testados em animais. As informações são do Terra.

Conjuntamente com representantes da União Britânica para a Abolição da Vivissecção (BUAV), uma organização contra a experimentação animal associada a “Cruelty Free International” , a ONG informou ao comissário a necessidade de globalizar a sua iniciativa, incentivando o investimento no desenvolvimento de fórmulas para acabar com essas práticas.

“Tendo-se reunido com BUAV, a UE rejeitou testes de cosméticos em animais. Qual é a melhor maneira de estender isso?”,  escreveu Mimica em na rede social de Twitter após a reunião.

A proibição total da venda de produtos deste tipo entrou em vigor em toda a União Europeia (UE) em 11 de março, embora em 2004 já fosse proibido a experimentação animal para a produção de cosméticos nos Estados membros.

“A Europa tem liderado o caminho para que o mundo saiba que a experimentação animal nas fábricas de cosméticos não são necessárias nem aceitáveis”, disse o diretor da “Cruelty Free International”, Michelle Thew em um comunicado.

Mimica ainda prometeu “levar a mensagem para o término de testes de cosméticos em animais a todo o mundo”.

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Jovens protestam contra ONG que patrocina pesquisas com animais

Por Vinicius Siqueira (da Redação)

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um grupo de ativistas contra o uso de animais em experimentos protestaram ontem em frente a uma ONG que patrocinou os três dias do simpósio internacional intitulado “Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Laboratório de Bem-Estar Animal na Bolívia “. As informações são do El Diario.

A manifestação ocorreu no bairro de Sopocachi, com cartazes dizendo “não queremos progresso manchado de sangue” ou “terceiro simpósio de tortura e morte”. O grupo se concentrou em frente das portas da instituição em que se realizava uma atividade organizada pela Dra. Evangelina Teran, que no momento da admissão para a exposição foi surpreendido com bandeiras e gritos de protesto.

Patrocinado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia e da Organização da Bolívia, do Laboratório de Ciência Animal, o objetivo do Simpósio Internacional, aparentemente, “é capacitar as pessoas que trabalham e fazem uso de animais de laboratório”, disse Teran.

O que dizem os manifestantes?

Enquanto isso, Justina Poma, um dos manifestantes, disse: “Estamos protestando contra as ONG’s que estão vindo se instalar na Bolívia utilizando pesquisa com animais, tortura de animais (…) a União Europeia está em processo de votação para proibir testes em animais e uma ONG em nome da Dra. Teran, (…) pretende se estabelecer aqui “, disse ela.

Ela disse que o objetivo das empresas patrocinadoras do Simpósio é apostar nesses centros de pesquisa secretamente, porque na América Latina e na Bolívia em particular não há regulamentação específica contra esse tipo de atividade, razão pela qual se instalam no país após serem proibidos em outros países.

Por sua vez, Terán disse que as empresas estrangeiras são provenientes do Brasil, Colômbia e Miami (EUA), embora possa ser verificado a presença de profissionais espanhóis são os fornecedores de insumos, tais como alimentos e caixas específicas para essas atividades em laboratório e que, contrariamente às alegações por parte dos manifestantes, ela faz parte de um compromisso com a Câmara dos Deputados para estabelecer padrões nessa área.

Nota da Redação: Está claro que Terán não entendeu a manifestação. Não se trata de regulamentar as experiências em animais. O que os manifestantes pedem é a abolição destas pesquisas. Não se trata de estabelecer regras para a exploração animal, mas de acabar totalmente com ela.

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Roteirista Bob Baker envia carta pedindo à NASA que cancele os testes com animais

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Bob é roteirista de filmes como Wallace e Gromit

“O preço está errado”. Segundo informações da Peta, é essa a mensagem que Bob Baker – famoso roteirista britânico de filmes e animações como Wallacee Gromit,-  mandou ao chefe da NASA Charles Bolden numa carta pedindo que ele cancele o plano ridículo de enviar dúzias de macacos-esquilo e confiná-los em gaiolas para o resto de suas vidas.

Baker diz em sua mensagem: “Esses experimentos cientificamente inválidos de U$ 1.75 milhões – dinheiro dos cidadãos – custa aos animais sua saúde e liberdade, então o preço não está certo de maneira alguma.”

Baker se une a Paul McCartney, Alicia Silverstone, a Agência Espacial Européia e a ex-astronautas da NASA, para falar contra os testes cruéis e inúteis feitos com animais pela NASA.

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Hoje é o Dia Mundial dos Animais em Laboratório

Por Lobo Pasolini (da Redação)

Foto: Divulgação

Hoje em todo mundo ativistas se dedicam a criar consciência sobre o sofrimento dos animais presos em laboratórios onde são submetidos a experimentos cruéis, seguidos de agonia e morte. Não existe como justificar essa barbárie. Se consideramos errado usar seres humanos para esse fim, o mesmo se aplica para os não-humanos.

Os cientistas que busquem outras formas de conduzir testes. E se não conseguirmos a cura de todas as doenças – como nunca vai acontecer mesmo – paciência. Todos iremos morrer, mais cedo ou mais tarde. O importante é fazer dessa vida, do aqui e do agora, um lugar mais justo.

O que fazer?

Evite produtos de limpeza, higiene pessoal e estética testados em animais. Existem muitas opções sem crueldade no mercado.

Evite se medicar excessivamente e sempre busque modos alternativos de se tratar antes de sucumbir a halopatia. Evite o hábito de tomar pílulas – faz mal para você e para os animais presos em laboratórios.

Links relacionados a essa data:

http://www.wwail.org/
http://www.all-creatures.org/wlalw/
http://www.uniaolibertariaanimal.com/

Videos sobre experimentos com animais (em inglês):

http://www.petatv.com/viv.html

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