Elefante na natureza
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Caça de elefantes ameaçados financia ação de grupos terroristas

A caça é a nova fronteira na guerra contra o terrorismo, que tem dizimado elefantes ameaçados de extinção.

Elefante na natureza
Foto: Mubali Lodge

No Gabão, grupos extremistas têm assassinado raros elefantes em uma corrida do ouro para financiar suas atividades ilícitas em toda a África. Os caçadores vendem uma libra de marfim por £ 65 no mercado negro asiático por meio de vários portos em Dar es Salaam e Mombasa.

Os bebês elefantes, que possuem presas de apenas alguns centímetros de comprimento, também são assassinados.

“Estamos convencidos a partir de todas as evidências de que o dinheiro arrecadado pela caça irá financiar o terrorismo”, diz Christian Mbina, diretor técnico do Gabon Parks.

“A rede e os movimentos de Boko Haram são conhecidos em toda a África agora. Da mesma forma que os Al-Shabaab estão envolvidos na caça de marfim no Leste da África, Quênia e Tanzânia, Boko Haram faz o mesmo aqui. Os grandes grupos terroristas da África agora vivem da pirataria e da caça”, explica.

Segundo a reportagem do Mirror, as autoridades desesperadas enviaram um SOS ao Exército britânico pedindo ajuda para proteger os últimos elefantes restantes.

Em resposta, 16 soldados de infantaria, predominantemente do 2º Batalhão Os Rifles, têm atuado no Mokekou Jungle Training Camp, próximo a Lope.

Eles têm trabalhado ao lado de guardas florestais sobrecarregados e desarmados no combate às gangues armadas que matam os animais e carregam granadas propulsionadas por foguete.

A inteligência mostra que esses caçadores possuem conexões com o grupo extremista Boko Haram na Nigéria e, na última década, mataram 25 mil elefantes que viviam nas florestas em uma única região do país.

Para impedir a cala de marfim, o Exército esteve no Quênia, na Tanzânia, na República Democrática do Congo, no Ruanda e na Etiópia nos últimos cinco anos, em uma tentativa de treinar 145 policiais capazes de fornecer informações sobre os movimentos dos caçadores.

Jornalista ao lado de cadáver de elefante por caçadores
Foto: Liam Bagnall

Encerrando o último estágio no Gabão neste mês, eles já treinaram 80 policiais de alto padrão. Um oficial de inteligência, que realizou várias viagens, revelou que as áreas fronteiriças são os pontos mais fracos da prática terrível. “Os animais e os caçadores não respeitam fronteiras. Caçadores manipulam isso atuando em regiões de fronteira onde é mais fácil ir para dentro e para fora. Portanto, precisamos assegurar que ocorra uma comunicação instantânea e inteligência compartilhada em todos os países”, disse.

Os assassinos não irão parar de capturar os elefantes e muitas vezes exploram filhos de pigmeus – indígenas ameaçados à beira das florestas do Gabão – como mulas.

Três crianças foram presas carregando 40 quilos de marfim nas costas no início deste ano. A situação dos elefantes africanos é crítica. No Gabão, o Exército fez várias ações, como treinamentos de oficiais, prisão de caçadores, barrar cenas de crime para reunir provas e até criou grupos no WhatsApp entre os gerentes do parque para ajudá-los a se comunicar imediatamente.

Os guardas-florestais também estão sendo treinados para usar armas AK47 para lutar, mas as autoridades da nação ainda não decidiram se eles atuarão armados em tempo integral.

Anteriormente, os guardas simplesmente tentavam pegar caçadores armados desprevenidos, corriam e arrancavam suas armas – uma luta mortal.

O guarda florestal Daniel Ebiaghe Essebe, de 30 anos, de Minkebe, enfrentou muitas vezes os criminosos. “Nós nos dividimos e em uma emboscada os pegamos. Eles tinham Kalashnikovs, armas e facas. Como você os prende? “, questiona.

Os caçadores são presos, algemados e depois todas as provas são coletadas – facas de caça, pedaços de marfim ou mapas – e os acampamentos são destruídos para não serem usados novamente. Além de balas e granadas, os guardas também devem evitar lesões ou doenças em terrenos  muito distantes de qualquer centro de tratamento.

Soldados encarregados de proteger os elefantes
Foto: Liam Bagnall

Lance Roseanna Rowbotham, 24, um paramédico acrescenta: “Estamos ensinando os guardas a tratar ferimentos de bala e mordidas de cobras – há diversas víboras do Gabão e mambas pretos aqui. O seu conhecimento médico é muito restrito, por isso é uma emoção ver guardas aprenderem a salvar vidas em uma emergência. Se eles se machucam aqui, possuem poucas chances de receber tratamento externo”.

Corporal Gyanendra Rai, 31, é o rastreador especialista responsável por transmitir anos de experiência militar na selva. Ele revela que os caçadores usam cartuchos de armas, que são cuidadosamente usados para marcar seu progresso pela floresta ou sinalizar onde há diminuição de marfim.

O treinamento na selva também foi inestimável para as tropas britânicas. O sargento Sean Kirkham, de 32 anos, é um veterano que atuou no Afeganistão e no Iraque e diz que a selva é o terreno mais difícil.

“Como é muito úmido, é difícil para o corpo esfriar e regular a temperatura. Os cortes precisam de mais tempo para serem curados. Não existe outro lugar como esse, é por isso que é crítico que fiquemos aqui treinando soldados mais jovens. É uma boa notícia ser visto ajudando no combate à caça”, ressalta.

Conforme eles se movimentam na floresta, encontram um elefante adulto morto, sem as presas, debaixo de um calor escaldante. Ainda assim, Christian Mbina tem esperança de que o trabalho das tropas britânicas impeça a morte de muitos outros animais.

“Eles não  heróis  somente para mim, ou para o Gabão, mas para o mundo inteiro. Partimos para a guerra e meus guardas florestais precisam de técnicas de guerra. É o que os britânicos nos dão. Onde quer que os caçadores  estejam na floresta, estamos indo rastreá-los com tolerância zero”, diz.

O capitão Dan Lee, 35, do Royal Scots Dragoon Guards, fornece apoio logístico aos guardas-florestais do país e afirma que a maior batalha para salvar os elefantes está à frente deles.

“Há um número relativamente pequeno de guardas  e eles têm muito terreno para cobrir a fim de defender os elefantes. Mas estão incrivelmente motivados e aprenderam nossas lições com grande entusiasmo. Tenho toda a fé neles”, finaliza.

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Cão é assassinado em operação anti-terror na França

Por Vanessa Nórcia Serrão/ ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Diesel era um pastor belga de 7 anos que atuava como “cão policial” também conhecido pela sigla “K9”. Ele integrava as forças de segurança da França com a função de detectar explosivos.

O cão morreu na terça-feira (17) durante uma operação anti-terror em um apartamento suspeito de ser o esconderijo do mentor dos ataques de sexta-feira em Paris.

Diesel foi o primeiro a entrar no local para avaliar o tipo de ameaça, mas foi morto por uma mulher-bomba, que disparou um fuzil AK47 antes de detonar um cinto de explosivos.

Não houve outras vítimas neste ataque terrorista em um subúrbio parisiense de Saint-Denis, embora vários policiais tenham ficado feridos durante outras operações.

A Polícia Nacional Francesa anunciou a morte de Diesel através do Twitter e descreveu seu desempenho como “indispensável”. O cão está sendo aclamado como herói, pois deu inocentemente sua vida para que seres humanos pudessem ser salvos. Também foi criada a hashtag #jesuischien para homenagear o cão.

Nota da Redação: A posição da ANDA é completamente contrária a qualquer tipo de exploração animal. Por isso, atividades onde animais sejam obrigados a atuar involuntariamente correndo risco de vida constante, como é o caso de cães policiais, são inadmissíveis. Em várias cidades do mundo, as forças policiais exploram cães para rastrear criminosos, farejar materiais ilegais e em outras situações perigosas. No entanto, os animais não escolheram participar deste tipo de operação e não é justo que tenham suas vidas ceifadas como neste trágico episódio.  Os animais merecem total liberdade. 

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Notícias

Terroristas franceses devolvem cão a dono de carro durante fuga

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O dono do segundo veículo usado na fuga dos irmãos Kouachi, responsáveis pelo ataque ao jornal francês “Charlie Hebdo”, disse em entrevista a uma rádio francesa que os irmãos demonstraram calma no roubo do seu Renault Clio e que até devolveram seu cão.

Os terroristas estavam no Citroën no qual fugiram do jornal e abordaram o homem (cujo nome não foi divulgado) na rue de Meaux, a cerca de 2,5 km do “Charlie Hebdo”.

Munido de uma metralhadora, o condutor do Citroën ordenou que o dono do Renault descesse do veículo, relata a vítima.

“Eu desci e o segundo [criminoso] se sentou no banco do passageiro, com um fuzil e uma espécie de granada.”

Em seguida, a vítima disse ter aberto a porta traseira e pedido para recuperar seu cão, o que lhe foi concedido.

De acordo com o dono do Renault, eles não estavam mascarados e aparentaram calma. “Eles eram determinados e profissionais. Não levantaram a voz, não correram nem transpiravam”, conta.

Fonte: Região Noroeste

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Direitos dos Grandes Primatas

O resgate dos beagles: quem são os terroristas?

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Os termos ECO-TERRORISMO e ECO-TERRORISTA foram criados por aqueles que são os verdadeiros terroristas da humanidade.

Torturar inocentes é um ato de terrorismo, libertar os torturados é um ato anti-terrorista. Isso foi o que aconteceu em São Roque na madrugada do dia 18 de outubro, que será marcado na história do nosso país e do mundo como uma ação heroica de um grupo de jovens profundamente comprometidos na luta contra a tortura animal.

Alegar que a empresa era legal, porque tinha registro na ANVISA, pode até ser; porém, ante a lei humana e divina, o que eles faziam com cães e coelhos era sordidamente ilegal, anti-ético e criminal. Os organismos ambientais brasileiros, estaduais e federais, e até o Ministério da Agricultura, que também tem sua responsabilidade, nunca deveriam ter permitido que um massacre daquele fosse cometido contra seres inocentes.

Aquele Instituto Royal está a serviço das grandes corporações multinacionais que terceirizam o trabalho sujo que significa a “Tortura animal”. O fundador do Projeto GAP, de defesa dos grandes primatas, o filósofo Peter Singer, que recentemente nos visitou, poderá ver como sua ideia da Libertação Animal está começando a penetrar em nossas sociedades.

Os centros de tortura de animais, sejam com chimpanzés, cachorros, coelhos, ursos e qualquer outra espécie, têm seus dias contados.

O resgate dos Beagles em São Roque indica o caminho. Ninguém mais que tortura animais, em qualquer canto do mundo, poderá sentir que fará isso impunemente. A repercussão da libertação dos Beagles em São Roque já está circulando o mundo e assinalando o caminho.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Porém, não somente isso é tortura e terrorismo. Terrorismo e terroristas também são os que mantêm milhões de animais trancafiados em zoológicos, para divertir o público. Terrorismo e Terroristas também são os políticos que apoiam estas atividades, como recentemente o Prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que autorizou o uso de milhões de reais do dinheiro arrecadado dos habitantes de sua cidade para importar gorilas da Inglaterra e Espanha, a preço de ouro, e agora pretende trazer orangotangos e outros animais para o Zoológico da cidade.

Terrorismo e terroristas são os que destroem as famílias de grandes primatas e outras espécies, para vendê-las ou permutá-las com zoológicos de outras fronteiras. Terrorismo e terroristas são os diretores e administradores de zoológicos que falsificam laudos de necrópsia e de nascimento, para poder dar destino a animais sob seus cuidados, trocando-os por favores ou dinheiro.

Terrorismo e terroristas são os que exploram grandes primatas, ursos, tigres, leões e outras espécies, em espetáculos circenses e os mantém engaiolados a vida toda, a fim de explorá-los comercialmente.

O absurdo de todo este resgate dos cachorros Beagles era que essa empresa, financiada oficialmente pela FINEP, órgão do governo federal, tinha uma tecnologia obsoleta para testar componentes de produtos cosméticos. Hoje em dia, em países do primeiro mundo, está eliminado o uso de animais para testar estes tipos de compostos. Mais absurdo ainda é que a própria ANVISA aceita metodologia para testar componentes de cosméticos, quando existem outras mais modernas, já em poder das grandes multinacionais.

É importante acrescentar, para que o jornalismo investigativo tente desvendar as origens de toda esta operação de tortura animal, que o Instituto Royal é uma entidade “sem fins lucrativos”. Foi criado em 2009, com financiamento – talvez – a fundo perdido pela FINEP e tem uma filial que funciona no Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Essa “caixa de Pandora” pode revelar informações ainda mais interessantes.

O resgate dos Beagles tem um enorme significado, porque, como com as últimas manifestações de junho, se multiplicou via redes sociais que imediatamente veicularam informações detalhadas da operação, quando a imprensa tradicional nem sabia do que se tratava.

A capacidade de resposta que este movimento espontâneo da sociedade está criando desperta a esperança que nem o poder econômico nem o poder político corrupto poderão impedir no futuro que os direitos dos animais sejam finalmente reconhecidos por nosso sistema judiciário.

Em poucas horas, nas redes sociais, mais de 200.000 pessoas se ofereciam para aceitar os cães resgatados e mais de 85% da população se pronunciavam contra os testes em animais. Isto é uma conquista que ninguém pode mais impedir e que consolidará a causa da Libertação Animal.

Os paradigmas da nossa sociedade estão mudando. Não está longe o dia em que todas as gaiolas serão abertas – em laboratórios, zoológicos, circos e cativeiros de qualquer tipo -, não se torturarão mais nenhum inocente sob pretexto algum e aqueles que durante todos estes anos foram os verdadeiros terroristas da humanidade desaparecerão da face da Terra.

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Ativistas dos direitos animais processam governo dos EUA contra lei que os classifica como terroristas

Por Camila Arvoredo (da Redação)

Ativista é agredido por autoridades durante manifestação (Créditos foto: Terra)

Um grupo de ativistas dos direitos animais processou o governo estado-unidense nesta quinta-feira (15) devido a uma lei constitucional que classifica ativistas dos direitos animais como terroristas, afirmou a “Associated Press”. No caso, ativistas são julgados como terroristas quando empresas que utilizam animais sofrem prejuízos em seus lucros, quando ações diretas de ativistas estão envolvidas.

Cinco ativistas representados pelo “Centro de Direitos Constitucionais” entraram com processo junto a Corte Federal de Boston, pedindo que o “Ato de terrorismo praticado em favor dos animais” (“Animal Enterprise Terrorism Act”) seja classificado como inconstitucional porque possui um efeito assustador quando envolve processos seguidos de ações diretas em prol dos animais.

A procuradora Rachel Meerpol diz que a lei de 2006 deixou muitos ativistas temerosos de participar de protestos públicos, devido ao risco de poderem ser processados. “Existem muitos termos na lei que não estão claramente definidos e muitos manifestantes não sabem com clareza quais condutas estão sujeitas a violação frente à primeira emenda”, disse Meerpol.

“Alguns de meus clientes querem se manifestar em protestos públicos – por exemplo, em frente a uma loja de casacos de pele – e com isso mudar a opinião pública sobre peles” ela disse. “Entretanto, eles se sentem constrangidos ao se manifestar porque lendo a lei ao pé da letra, se o protesto for bem-sucedido ao convencer os consumidores a pararem de comprar peles, eles podem ser acusados de terroristas.”

A lei também pode ser usada para processar alguém que prejudicou ou interferiu nas operações de empresas que lidam com animais, isso quando uma pessoa intencionalmente prejudica ou danifica a propriedade privada usada pela empresa ou negócio ligado a animais. Ainda, Meerpol disse que as cortes interpretam como perda ou dano de propriedade a queda dos lucros de uma empresa.

A lei também pode ser usada para processar qualquer um que “intencionalmente causa medo de morte ou de sérios riscos corporais” através de ameaças, vandalismo, perseguição ou intimidação.

O procurador-geral Eric Holder é o único advogado de defesa nomeado no processo. O Representante do Departamento de Justiça não respondeu imediatamente aos comentários.

O processo lista sete pessoas que foram processadas sob indicação da lei. Meerpol reconhece que ela não veio sendo usada frequentemente, mas ela disse que apenas um processo de grande escalão poderia incitar medo entre os ativistas dos direitos dos animais.

Ryan Shapiro, um antigo ativista dos direitos animais de Cambridge e que é um dos querelantes, disse que ele não mais realiza filmagens que investigam o tratamento dado aos animais em fazendas pecuaristas, porque ele se preocupa com a possibilidade de ser processado.

“Uma das maneiras que este ato silencia a livre expressão é que se alguém segue uma pegada e mostra ao público que animais estão sofrendo em fazendas pecuaristas, isso já vai por si só afetar os lucros desta empresa”, disse Shapiro. “Como resultado, o único fato de trazer à tona esta informação e tentar educar a população sobre o sofrimento animal é motivo de se processar e de ser acusado como terrorista.”

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Finlândia persegue ativistas de direitos animais por mostrarem a verdade em fazendas de suínos

Foto: Planet Save

Por Lobo Pasolini (da Redação)

Ativistas dos direitos dos animais e ambientalistas estão sendo cada vez mais taxados como terroristas por governos mundo a fora, um fenômeno ao qual o blogueiro vegano Will Potter se dedica em seu popular blog Green Is The New Red (Verde É o Novo Vermelho).

Em uma de suas recentes postagens, Potter disse que ativistas finlandeses são as novas vítimas dessa política de perseguição. O ‘crime’ dos ativistas foi ter filmado as condições de fazendas fábricas naquele país.

“Em dezembro de 2009, a mídia finlandesa chocou o país ao publicar um vídeo perturbador e fotos de dentro de 30 fazendas fábricas de suínos, resultado de uma investigação de dois meses pelo grupo finlandês Justice for Animals”, escreveu Mikko Alanne no Huffington Post. Os vídeos e imagens podem ser vistos aqui.

As imagens de animais feridos, mortos ou a beira da morte causaram revolta em um país que sempre se orgulhou se suas práticas ‘humanitárias’. Membros do parlamento e até mesmo do agronegócio condenaram o que eles viram. Houve promessas de investigações de polícia. Houve até mesmo pedidos para a ministra da agricultura entregar o cargo, o que acabou não acontecendo.

Ativistas registrarm os horrores vividos pelos animais nas fazendas (Foto: Divulgação)

Mas ao invés de processar os culpados, as autoridades resolveram processar dois ativistas. E por qual motivo? Difamação e distúrbio da paz. Mais uma vez o governo vai para a cama com os interesses do agronegócio, cuja violência e ganância desmedida estão em seu próprio DNA.

Como Potter observa, a medida que os ativistas pelos direitos dos animais continuam a expor a crueldade sistemática das fazendas, as indústrias-alvo estão fazendo o que podem para manter o público no escuro.

Um outro caso recente de censura e perseguição ocorreu na Espanha com a prisão dos ativistas da Igualdad Animal em conexão com a libertação de animais de uma fazenda de peles.

Alguém já disse que o capitalismo leva ao fascismo, e é o que está acontecendo. Um motorista bêbado mata alguém e leva sequer uma multa por ser o consumidor de um produto caro; um ativista tentando ajudar animais pode levar anos de cadeia, mesmo que não tenha causado danos à propriedade do explorador de animais, por denunciar um sistema de lucro a base de sofrimento. Isso é reflexo de um mundo sem valores, onde empresários mandam e o governo age como capanga.

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Notícias

Comércio de chifres de rinoceronte financia Al-Qaeda

Em 2010, foram abatidos 333 rinocerontes por caçadores furtivos na África do Sul, o dobro do ano anterior. (Foto Reuters)

O tráfico de animais é, presentemente, uma atividade criminosa que rende cerca de 7 mil milhões de euros. Na categoria dos rendimentos de atividades ilegais, só é ultrapassado pelo tráfico de drogas e armas.

Os lucros ilícitos gerados pelo tráfico de animais são uma fonte de financiamento importante para milícias e grupos terroristas, entre os quais a Al-Qaeda.

Fonte: Expresso

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Ativistas espanhóis são presos como ‘eco-terroristas’

Foto: Publico.es

Por Lobo Pasolini (da Redação)

Doze ativistas pelos direitos animais foram presos na Espanha e estão sendo rotulados pelas autoridades como ‘eco-terroristas’, a nova arma da indústria para impedir que o horror da exploração dos animais chegue aos olhos do público.

A notícia foi comentada pelo respeitado blog Green Is The New Red (Verde É o Novo Vermelho) mantido pelo jornalista vegano Will Potter, que escreveu um livro sobre esse perigoso desdobramento da era Bush para perseguir ativistas que trabalham na linha de frente.

A grande mídia chegou a reportar que os ativistas da Igualdad Animal, que realizam resgates abertos, teriam conexões com a Animal Liberation Front. Mas o porta-voz do grupo, Javier Moreno, que também foi preso, disse que eles estão sendo alvos do governo por que esse não conseguiu encontrar as pessoas que cometeram crimes atribuídos a ALF. Trata-se de uma tentativa de criminalizar o movimento, ele disse.

Segundo Will Potter, o caso lembra o recente episódio ocorrido na Áustria, onde ativistas foram taxados de terroristas. Mas é muito cedo para traçar comparações, ele disse.

Já estão programados para amanhã (24 de junho) protestos em frente à embaixada espanhola nos Estados Unidos, Alemanha e Bélgica, Áustria, Inglaterra e cidades espanholas. Segundo um relato do advogado, o grupo está sendo tratado adequadamente pelas autoridades, embora não estejam recebendo comida vegana. Alguns ativistas declararam greve de fome até que recebam alimentação vegana. Eles estão detidos nas delegacias de polícia de Santiago de Compostela e A Coruña.

Nessa página encontra-se uma lista de consulados espanhóis no mundo, inclusive o Brasil. Por favor, telefone registrando protesto contra a prisão dos ativistas e pedindo que comida vegana seja providenciada para eles enquanto eles estiverem nas mãos da polícia.

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Al-Qaeda tenta transformar cães vivos em bombas

Por Giovanna Chinelatto  (da Redação)

Membros da Al-Qaeda tentaram explodir um avião escondendo bombas dentro de cachorros vivos. O plano falhou pois os pontos dados nos cães foram tão mal feitos que os animais morreram antes de suas caixinhas serem colocadas no avião. Os encarregados de carregar o avião notaram e logo encontraram as bombas implantadas, informou o site Newser.

A tentativa ocorreu há dois anos, mas foi relatada pela primeira vez em novembro desse ano por um jornal de Paris. Os terroristas estavam contando com o fato de que vira-latas são frequentemente enviados para fora do país por grupos de resgate ou soldados que os adotam. Os oficiais da inteligência americana espalharam a informação da artimanha dos terroristas para todos os  aeroportos do mundo.


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Laboratórios de pesquisa ingleses que usam animais investem em segurança máxima

Por Camila Arvoredo ( da Redação)

Foto: reprodução Opposing Views

Um novo centro de pesquisa que está sendo construído em Londres – um conglomerado do Conselho de Pesquisa Médica da Universidade College of London – apresentará uma das maiores proteções e severas medidas de segurança já vistas na Inglaterra, relatou o britânico “Opposing Views”.

O plano de segurança identifica crimes de terrorismo e “extremismo doméstico” como preocupações. “Riscos potenciais de segurança podem surgir de extremismos domésticos – potencialmente vindos de movimentos dos direitos dos animais”.

Entre as medidas estão uma rede CCTV, materiais resistentes, vidros fortalecidos e veículos anti-hostilidade. A oitava página do documento afirma que: “Isto serve para criar o máximo de repulsão frente a dispositivos explosivos.”

Ele também detalha como o perímetro será vigiado e reuniões mensais serão mantidas com a polícia local, unidades de inteligência, frentes especializadas em redes de extremismo nacionais e com a segurança da Biblioteca Britânica.”

Nota da Redação: Terrorismo é o que os cientistas fazem com os animais nos laboratórios de pesquisa.

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Filme de ficção retrata dificuldades enfrentadas em ações de libertação de animais

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Bold Native é um filme de ficção que aborda ações e dificuldades enfrentadas na luta pelos animais.

Charlie Cranehill, um libertário procurado pelo governo dos EUA por ‘terrorismo doméstico’, surge do submundo para coordenar uma ação pelo país enquanto seu pai ex-CEO tenta encontrá-lo antes do FBI. O filme simultaneamente segue uma jovem que trabalha pelo bem-estar animal numa organização que luta dentro da lei para que o sistema imponha um tratamento “mais humano” para animais de fazenda. De abolicionistas para bem-estaristas, Bold Native retrata o problema de uso e exploração animal de diversos ângulos.

O feitio do filme e seus produtores contam bastante da abordagem curiosa de Bold Native. Autossuficiente economicamente e filmado com uma equipe de quatro pessoas nas localidades originais do mundo todo, às vezes usando ativistas de verdade, advogados e pessoas que já foram para a cadeia por lutarem pelos animais, o filme aborda uma das mais importantes batalhas da atualidade pela ética – o impacto e consequências da exploração massiva de animais.

O filme ainda exibe o drama de personagens que enfrentam riscos reais de prisão sob o Animal Enterprise Terrorism Act (AETA) por associação a crimes atualmente considerados como terrorismo.

Assista ao trailer do filme (em inglês):

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Macacos são explorados por talibãs na guerra contra os Estados Unidos

Por Raquel Soldera (da Redação)

Além de todas as formas de exploração a que os animais são submetidos diariamente, também são transformados em instrumentos de guerra. Como se já não bastasse toda a crueldade com os animais cometida por seres humanos, os talibãs estão treinando macacos para aprenderem a manusear armas e atacarem o inimigo na guerra contra os Estados Unidos.

Macaco soldado (Foto: PrensAnimalista)

De acordo com reportagem publicada no PrensAnimalista, correspondentes britânicos têm observado “macacos soldados” que carregam rifles AK-47 e metralhadoras na fronteira com o Paquistão. Os Estados Unidos já classificam os primatas como “macacos terroristas”.

No entanto, vale lembrar que os Estados Unidos não estão imunes à exploração de animais na guerra. Entre os anos 60 e 70, o país do tio Sam treinou um grande número de macacos durante a chamada “Operação Banana”, enviando os animais ao território vietnamita a procura de combatentes inimigos, nos locais em que os soldados americanos não conseguiam chegar.

O número de animais utilizados em experimentos de guerra é impressionante. Segundo fontes do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, por ano morrem ou são gravemente feridos cerca de 320 mil animais, entre primatas, porcos, cabras, ovelhas, coelhos, gatos e outros animais.

Como se não bastasse a guerra sangrenta que os seres humanos travam diariamente contra os animais, esses seres indefesos também são condenados a participar de conflitos em busca de poder, riqueza, imposição de ideais, etnia ou religião. As guerras já não são justificáveis por si só. Mas se seres humanos querem promover a guerra, que deixem em paz ao menos os animais.

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