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Mulher adota cachorro que a consolou após a morte de sua mãe

Momento em que o cão consola a protetora de animais (Foto: Arquivo Pessoal Rhavenna Veloso)

Protetora de animais, Jaqueline Masceno não conseguiu fechar os olhos para a realidade de abandono do cachorro que a consolou após a morte de sua mãe, vítima da Covid-19. Comovida com o carinho que o animal deu a ela, Jaqueline decidiu adotá-lo.

Anjo Gabriel, como passou a ser chamado o cachorro, ainda não conhecia Jaqueline quando a consolou após vê-la consternada pela notícia de que sua mãe havia morrido. A idosa estava internada no Hospital do Parque do Piauí, na Zona Sul de Teresina.

Após pular nos braços da protetora, o cachorro desapareceu. Preocupada, Jaqueline pediu aos profissionais do hospital que a avisassem caso ele retornasse, o que aconteceu na última sexta-feira (21).

“Depois daquele dia, eu não o tinha mais visto. Quando foi na sexta-feira (21) que eu cheguei da missa de sétimo dia da minha mãe foi que a enfermeira do hospital me ligou dizendo que ele estava na porta do hospital. Então, o rapaz que é do grupo pelo qual eu participo foi até o local e o trouxe para minha casa”, comentou.

O objetivo de Jaqueline era levar o cachorro para o abrigo de animais do qual ela faz parte, mas a vontade de fazer dele um novo membro de sua família foi maior. A protetora sente que é sua missão cuidar do animal.

“Eu ia levar para o abrigo porque tenho cachorros aqui em casa com problemas e ele não poderia ficar por não ser castrado. Mas, ao chegar aqui, as minhas cadelas não estranharam ele”, explicou.

A decisão de adotar o cachorro foi tomada durante uma visita ao túmulo de sua mãe, feita no sábado (22) na companhia de Anjo Gabriel. “Eu fui ver a minha mãe e, então, eu o levei. Nós estávamos indo para o sítio para deixar ele lá, mas foi quando eu decidi ficar com ele”, disse.

“Ele apareceu e me consolou no momento em que mais precisei. Ele estava ali me consolando e eu senti que era ela. Depois de sete dias, ele apareceu no mesmo local. Então é o destino. É um propósito de eu ter que cuidar dele, eu sinto que é uma obrigação minha”, completou.

Anjo Gabriel já foi castrado, mas ainda passar por exames e ser vacinado. Por estar desempregada, Jaqueline pede ajuda para arcar com os custos dos procedimentos. Interessados em colaborar podem entrar em contato com ela pelo telefone (86) 9 8819-1836.


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Cão abandonado consola mulher após morte de sua mãe: ‘ela veio se despedir através dele’

Ao enfrentar a difícil notícia da morte de sua mãe, Jaqueline Masceno recebeu um abraço que veio de quem ela menos esperava. Um cachorro abandonado que nunca tinha a visto antes pulou em seu colo, abraçando-a e lambendo-a, como se dissesse: “eu sei que é doloroso, mas estou com você”. O caso comovente aconteceu no Hospital do Parque Piauí, na Zona Sul de Teresina.

E Jaqueline não só sentiu que tinha no cão um apoio, como teve a certeza que a aproximação dele foi uma forma que sua mãe encontrou de se despedir. Isso porque Josefa Masceno, de 74 anos, morreu após ser infectada pelo coronavírus e, para evitar o contágio, os profissionais do hospital não puderam permitir que Jaqueline desse o último adeus a sua mãe.

A idosa testou positivo para a Covid-19 no dia 6 de agosto e, graças a uma piora em seu quadro de saúde, foi internada no dia 14 do mesmo mês. “A dona Josefa entrou com os pulmões bem comprometidos, pois tinha sido testado positivo para a Covid-19 e no começo da noite ela começou a piorar”, explicou ao G1 a enfermeira Rhavenna Veloso.

Josefa foi entubada e morreu logo depois. Jaqueline tentou se despedir da mãe, mas foi convencida pelos profissionais do hospital a recuar.

“A gente colocou nela uma máscara mais potente, mas vimos que ela não ia melhorar. Entubamos ela e mais ou menos depois de uma hora ela faleceu. Quando a gente viu que tinha que entubar, ela [a filha] tentou entrar na enfermaria, mas a outra técnica conseguiu conversar com ela, abraçá-la e levá-la para fora. Foi quando esse cachorrinho veio”, completou Rhavenna.

O cachorro já havia sido visto nas proximidades do hospital outras vezes. “Geralmente, ele vem para comer, mas fazia dias que não aparecia”, disse a enfermeira.

Para Jaqueline, o cachorro estava ali para promover a despedida que as duas não puderam viver, já que ele surgiu logo no momento em que ela percebeu que não poderia se despedir da mãe.

Foto: Arquivo Pessoal

“Apareceu um animalzinho e ele pulou em cima de mim com carinho, me lambendo e eu senti naquele momento que era a minha mãe, pois eu sou protetora de animais e minha mãe aprendeu comigo. Senti que a maneira que ela encontrou de me abraçar foi através daquele animal”, contou.

Vivendo em cima de uma cadeira de rodas, Josefa tinha limitações físicas, mas isso não a impedia de cuidar dos animais tutelados pela família. “Ela era cadeirante, pois tinha uma perna amputada, mas mesmo assim tinha um amor muito grande por eles. Tenho certeza que foi através dele que ela veio se despedir. Foi inexplicável. O cachorro me abraçava forte demais”, disse.

Após o abraço, o cachorro permaneceu ao lado de Jaqueline até o momento em que o corpo da idosa foi liberado para o enterro. No dia seguinte, ela precisou de atendimento médico e retornou ao hospital. Chegando ao local, Jaqueline aproveitou para procurar o animal, mas não o encontrou.

O desejo dela é retribuir o carinho que recebeu, levando o cachorro para o abrigo de animais onde é voluntária. Cientes da situação, os profissionais do hospital se comprometeram em avisá-la caso o cão retorne.


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Criança vive reencontro emocionante com cachorro que desapareceu por um ano

Foto: Arquivo Pessoal/Eduardo Barros

No dia 9 de agosto, completou-se um ano do desaparecimento de Ikki, um cachorro sem raça definida que sumiu no bairro Mocambinho, na Zona Norte de Teresina (PI), após sair sozinho à rua. Na última segunda-feira (17), o improvável aconteceu e, depois de tanto tempo, o cão voltou para os braços do pequeno Elias Neto, filho do tutor de Ikki.

O reencontro entre os dois foi emocionante. Uma foto feita pela família mostra o menino abraçando o cão e sorrindo. Segundo o tutor, o videomaker Eduardo Barros, Neto sentia falta do animal.

“Ele sempre dizia: ‘papai, estou com saudade do Ikki’. A gente de vez em quando andava pelo bairro procurando, algumas pessoas diziam ter visto um cachorro parecido, mas nunca tiravam foto. Eu achava que não ia encontrar ele”, afirmou Eduardo ao G1.

O cão foi mais um dos tantos animais que desapareceram após terem permissão dos tutores para andar sozinhos pela rua. A prática é perigosa e coloca a vida de cães e gatos em risco. O recomendado é que os passeios sejam feitos apenas na presença de um responsável, mediante uso de coleira e guia.

“Ele é grande e agitado, então a gente deixava ele dar umas voltas nos quarteirões próximos, mas no Dia dos Pais do ano passado ele saiu e foi mais longe, não voltou mais”, contou Eduardo.

Foto: Arquivo Pessoal/Eduardo Barros

O animal chegou à família ainda filhote e sumiu quando tinha pouco mais de dois anos. Ele cresceu com o filho de Eduardo, que agora poderá voltar a conviver com Ikki. O retorno ao lar aconteceu graças a ação de uma pessoa que viu o cachorro na rua.

O cão foi fotografado e a imagem foi divulgada em grupos de proteção animal na internet. Ao saber da foto, Eduardo reconheceu Ikki e descobriu que ele estava a aproximadamente 3 km de distância de sua casa.

“Já falei com meu irmão e na hora fomos buscar ele, que vai voltar a morar na casa da minha mãe. Todos os dias deixo meu filho lá, então temos contato diário”, relatou Eduardo.

Foto: Arquivo Pessoal/Eduardo Barros

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Cão é salvo após ficar preso entre muros durante dois dias em Teresina (PI)

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Um cachorro foi resgatado após ficar preso entre dois muros durante dois dias no bairro Promorar, em Teresina, no Piauí. O resgate foi realizado na última quinta-feira (8).

Após ser salvo pelo Corpo de Bombeiros, o animal foi internado em uma clínica veterinária.

A Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa) informou ao G1 que ainda não se sabe se o cachorro, batizado de Resc, tinha um tutor ou vivia em situação de rua.

“A situação era terrível e não sabemos se ele tem tutor. Agora ele está internado e se recuperando”, contou Isabel Moura, da Apipa.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Os militares foram acionados pelo morador de uma das casas entre as quais o animal ficou preso. Para salvar o cão, o tenente Augusto César e o cabo Ramon tiveram que quebrar uma parte do muro.

Além da situação desesperadora que viveu, Resc estava bastante desidratado e com um ferimento grande na cabeça.

Para arcar com os custos do tratamento do animal, a ONG conta com a colaboração dos internautas, que podem doar qualquer quantia para ajudar a quitar as dívidas. Para solicitar os dados bancários é necessário fazer contato com a Apipa através das redes sociais. 

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

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Corpos de cães mortos em operação policial serão periciados em Teresina (PI)

Foto: Arquivo pessoal

Os cães mortos na terça-feira (5) durante uma operação policial no bairro Matinha, em Teresina, no Piauí, serão submetidos à perícia a pedido da Polícia Civil. Tempo e Preto, como eram chamados os animais, estavam no quintal de casa quando foram mortos. 

O inquérito sobre o caso é de responsabilidade da delegada Edenilza Viana, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, que decidiu agir de ofício para investigar o crime, já que os tutores dos cães e nenhuma outra testemunhas denunciaram o caso à polícia.

“Estamos contando com o apoio da Gerência de Zoonoses e, agora na quarentena, vamos tentar encontrar veterinários que possam fazer essa perícia. Até o momento, não sabemos nada do que aconteceu. Estamos buscando testemunhas, vamos tentar as câmeras de segurança na região para saber se houve registro da situação e a perícia será fundamental para determinar se eles morreram vítimas de disparos de arma de fogo e de que armas os tiros possam ter partido”, contou a delegada, em entrevista ao portal G1.

Os corpos estão sendo mantidos em um freezer na Gerência de Zoonoses do município para que não haja deterioração e comprometimento de provas.

Moradores da região afirmaram que os cães foram mortos por um policial. Uma das testemunhas disse ao G1 que os cachorros estavam dentro de casa e que seriam presos pelos tutores para que os agentes da Polícia Militar entrassem e fizessem as buscas. No entanto, ainda segundo o relato, um dos policiais subiu no moro e atirou nos cães, matando-os.

A corporação, por sua vez, nega a acusação. Segundo a Polícia Militar, o responsável pelo assassinato dos cachorros é um homem suspeito de praticar assaltos na região, que estava armado no momento do crime.

“PM-PI comunica ainda, que a informação de que cães foram atingidos pelos policiais no momento da ação é improcedente, pois os disparos efetuados foram realizados pelo indivíduo de alcunha “piqui”, que já possui diversas prisões efetuadas”, afirma nota da PM.


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Dona de abrigo de animais é indiciada por maus-tratos no Piauí

O advogado de defesa argumentou que as imagens dos animais não são suficientes para configurar os maus-tratos, “uma vez que é necessário analisar como os animais chegaram e o estado em que se encontravam quando do ‘resgate’”.


A dona de um abrigo de animais em Teresina, no Piauí, de onde foram resgatados 23 animais em 21 de janeiro, foi indiciada pelo crime de maus-tratos.

De acordo com a delegada Edenilza Viana, titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, a desnutrição e o estado de saúde dos animais confirmam os maus-tratos.

Foto: Divulgação/ Polícia Civil

“Nós concluímos que houve a prática de maus-tratos devido ao quadro de desnutrição dos animais e das doenças que eles estavam acometidos”, comentou. As informações são do G1.

O advogado da dona do abrigo, Alexandre Lacerda, admite que o local não apresentava estrutura para manter os animais, mas argumenta que o poder público deveria ajudar a manter o abrigo ao invés de punir a proprietária.

“O posicionamento da defesa é o mesmo desde o início. Nós entendemos que apesar das condições do abrigo não serem as ideais, muito mais que uma punição, o poder público deveria desenvolver práticas assistencialistas buscando ajudá-la na regularização do espaço. Quanto ao estado dos animais, entendemos que as imagens não são suficientes para configurar os maus-tratos, uma vez que é necessário analisar como os animais chegaram e o estado em que se encontravam quando do ‘resgate’”, comentou.

O advogado disse ainda que o abrigo é conhecido por receber animais que outros protetores não quiseram resgatar e que os comprovantes de gastos do local mostram o esforço da proprietária em cuidar dos animais.

“Juntamos aos autos comprovantes tanto de pagamentos quanto de dívidas contraídas pela proprietária junto a diversas clínicas veterinárias, o que mostra que havia sim um esforço enorme no sentido de melhorar a saúde dos animais. Infelizmente, um esforço não reconhecido. Temos, por exemplo, um animal que faleceu agora, que passou quase quatro meses sobre os cuidados dela e que, após o ‘resgate’, faleceu em poucos dias”, continuou.

Um plano para orientar donos de abrigo no processo de regularização deve ser realizado pela OAB Secção Piauí. De acordo com a presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais, Juliana Paz, parcerias para concretização do projeto serão procuradas.

“Eles não têm CNPJ, não têm um responsável técnico. Muitos não têm ainda o espaço adequado dentro das normas que o Conselho Regional de Medicina Veterinária prevê. Estamos procurando parcerias com os conselhos de contabilidade, de arquitetura e urbanismo, de engenharia e de medicina veterinária. É um trabalho em equipe que nós vamos buscar regularização de todos esses centros de acolhimento”, afirmou.

Segundo o gerente do Centro de Zoonoses de Teresina, proprietários de abrigos que mantêm mais de 10 animais e com idades abaixo de 90 dias devem passar de pessoa física para pessoa jurídica.

“Nós temos o nosso código sanitário que estabelece que um local só pode ter até 10 animais e acima de 90 dias de vida. Se você tem acima dessa quantidade e  abaixo dessa idade, você vai ter que ser pessoa jurídica. A partir disso, você deve cumprir as normas, evitar que animais doentes sejam colocados no mesmo ambiente que os sadios, além de cumprir com o calendário de vacinação, ter um local adequado de tal forma que as pessoas que moram no entorno não sejam prejudicadas”, explicou.


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Pela primeira vez, Justiça do Piauí determina resgate de cão maltratado

Após ser resgatado, o cachorro foi encaminhado para o abrigo de uma ONG de proteção animal


Um cachorro que vivia em condições de maus-tratos foi resgatado na sexta-feira (8) em Teresina, no Piauí. O resgate foi realizado para cumprir uma decisão judicial.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

O caso foi denunciado à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). Após policiais vistoriarem o local da denúncia e comprovarem os maus-tratos, a delegada Edenilza Viana, titular da DPMA, acionou a Justiça.

Pela primeira vez no Piauí, o resgate de um animal maltratado foi determinado pela Justiça. O mandado foi expedido em 48 horas pelo juiz titular da Central de Inquéritos de Teresina, Luiz Henrique Rêgo. As informações são do G1.

De acordo com a polícia, o cachorro era mantido amarrado 24 horas em uma coluna com uma corrente curta, exposto ao calor intenso, sem sombra, e recebia pouca água e comida. Ele foi encontrado bastante magro.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Levada à Central de Flagrantes de Teresina, a tutora do cão deve responder pelo crime de maus-tratos a animais, previsto na Lei de Crimes Ambientais.

Após ser resgatado, o cachorro recebeu o nome de Salvador e foi encaminhado para a Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa). O animal será submetido a exames e, após se recuperar dos maus-tratos, será disponibilizado para adoção.


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Égua é sacrificada após agonizar por horas com fratura exposta em Teresina (PI)

Uma égua foi sacrificada após ser encontrada com fratura exposta nas quatro patas em Teresina, no Piauí. O animal agonizou por mais de 6 horas até receber atendimento veterinário.

“Não sabemos se foi acidente ou se ela caiu numa vala e quebrou as patas tentando sair. Isso aconteceu por volta de 3h da madrugada. O Corpo de Bombeiros veio às 8h e o Centro de Zoonoses depois das 9h. Foi muito tempo de espera. Todos ficamos tristes e comovidos com o sofrimento do animal”, disse o morador Alyson Jhones.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

Jhones disse ainda que, antes de ser sacrificada, a égua foi “enforcada” com uma corda. “Não precisava disso. Ela já estava sofrendo por horas. Para quê passar aquela corda no pescoço do animal que não tinha mais força. Foi muito triste. Muitas pessoas se comoveram, choraram com aquela cena”, lamentou o Jhones. O tutor da égua não foi identificado.

O médico veterinário Marlon de Araújo Castelo Branco, do Centro de Centro de Controle de Zoonoses de Teresina, afirmou ao blog Bicharada, do portal Cidade Verde, que a égua foi sacrificada para que tivesse seu sofrimento interrompido.

“O animal estava em sofrimento. Em casos como o dela, com fratura exposta nas patas, a recomendação do Conselho de Medicina Veterinária é o sacrifício. Não é como um animal pequeno em que podemos fazer uma cirurgia. Não existe tratamento, por isso o sacrifício. A corda foi colocada para evitar que o animal se debatesse, pois estava sentindo muita dor. Foi aplicada uma pré-anestesia, anestesia geral e quando o animal já estava dormindo foi dada uma injeção letal de cloreto de potássio”, explicou o veterinário.

Em relação à demora pra prestar socorro à égua, o veterinário afirmou que o CCZ só presta atendimentos das 8h às 12h e das 14h às 17h30. “Não tem equipe de plantão. Se acontece algo de madrugada ou à noite, só podemos ir no horário de funcionamento”, disse.

Pedidos de resgate de animais de grande porte devem ser feitos ao CCZ através do telefone 86 3215 9143.


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Morre Rowena, a ursa que conheceu o amor após uma vida de escravidão

Rowena partiu deixando uma linda mensagem de amor e superação | Foto: Biga Pessoa (@bigabp)

A ursa Rowena faleceu na manhã de ontem (24), no santuário Rancho dos Gnomos, local onde vivia há 10 meses, na cidade de Joanópolis, interior de SP. A morte foi causada por um tumor grave no ovário. A neoplasia afetou seriamente seu cerebelo e provocou uma forte convulsão.

Há uma semana, ela começou a comer menos e demonstrar sintomas de dor. Foi medicada, mas não sobreviveu à convulsão. Não se sabe ao certo a idade da ursinha, mas algumas fontes afirmam que ela tinha cerca de 33 anos de idade. O corpo de Rowena foi levado para a Faculdade de Veterinária da USP, onde foi realizada uma necropsia.

Rowena viveu intensamente seus últimos meses de vida no santuário Rancho dos Gnomos | Foto: Biga Pessoa (@bigabp)

A notícia foi confirmada pelo Rancho dos Gnomos por meio de uma postagem na rede social do santuário. “É com muito pesar que comunicamos a passagem da nossa querida Rowena. O Rancho dos Gnomos está em luto. No momento, nos faltam as palavras. Todos viram a evolução do amor e cuidado a ela. E, contudo, pedimos que sejam emanadas vibrações de luz e paz. Rowena segue seu caminho nos deixando saudade, mas certos de que seus últimos meses pode desfrutar de tudo que lhe foi roubado durante a vida como a dignidade, a compaixão, a benevolência e o respeito! Rowena, nossa Luz!”, diz o comunicado.

A notícia da morte de Rowena comoveu milhares pessoas de todo o Brasil que acompanhavam a história da ursinha. A postagem feita pelo Rancho dos Gnomos já conta com cerca de 300 comentários. “Acompanhei toda a história, desde o resgate e toda a evolução de Rowena. Gratidão a todos os envolvidos, vocês fortaleceram minha fé na humanidade. Força e conforto para vocês nesse momento. Rowena se foi feliz. Conheceu o amor e o respeito”, disse uma internauta.

Reprodução | Internet

A morte da ursinha também comoveu a atriz e ativista em defesa dos direitos animais Alexia Dechamps, que emitiu uma nota de pesar em seu perfil no Facebook. “Sem palavras, de tanta tristeza. O que me alegra é saber que você viveu quase 1 ano cheia de amor de madrinhas e todos os mimos que você merecia. Tao explorada a vida inteira . Acabo de saber que você nos deixou. Estou chorando aqui que nem criança. Um dos momentos mais intensos de alegria na minha vida foi o teu resgate! Obrigada todo mundo! Que bom que você não estava mais num zoológico!”, diz a postagem.

Rowena será enterrada na manhã de hoje (25) no Rancho dos Gnomos. Descanse em paz Rowena.

Legado

Rowena inspirou milhares de pessoas em todo o mundo, incluindo a cantora Rita Lee | Foto: Guilherme Samora

A história de Rowena se tornou uma grande inspiração. Ela conquistou o carinho da cantora Rita Lee, que após visitá-la escreveu um livro infantil contando a história de superação da ursinha. A libertação da ursa também incentivou a luta pela libertação dos ursos Kátia e Dimas, que atualmente vivem confinados em um zoo no Ceará.

Uma vida de escravidão

Rowena viveu mais de 30 anos sendo explorada para entretenimento humano | Foto: Instagram (@ursarowena)

A ursa parda siberiana, anteriormente chamada de Marsha, nasceu na Rússia há cerca de 35 anos. Ela foi explorada e maltratada por um circo itinerante brasileiro por mais de 20 anos, onde, além de ser forçada a performar truques, era alimentada com ração para cães. Sua rotina era de dor, sofrimento e confinamento.

Há oito anos ela foi resgatada na cidade de Caxias, no Maranhão, e o que parecia ser finalmente sua libertação, se transformou em um novo pesadelo. Ela foi doada ao Parque Zoobotânico de Teresina, no Piauí, e novamente aprisionada para o entretenimento humano.

No zoo em Teresina, a ursa era mantida sob temperaturas de mais de 40ºC | Foto: Reprodução/TV Clube

No zoo, a ursa vivia em um pequeno recinto e era exposta a altas temperaturas. Sua tristeza era nítida, bem como seu estresse e exaustão. Ela pesava quase metade do peso de um urso da sua espécie e idade. A ursa apresentava sinais de problemas psicológicos e físicos. O drama de Marsha foi denunciado e ela ficou conhecida “a ursa mais triste do mundo”.

O sofrimento da ursinha motivou uma grande campanha que pedia sua libertação. A Confederação Brasileira de Proteção aos Animais ingressou uma ação judicial pedindo a transferência da ursa para um local com temperaturas mais amena e mais adequado para a espécie. O santuário Rancho dos Gnomos rapidamente se voluntariou para recebê-la.

Rowena antes de sair do zoo em Teresina | Foto: Foto: Andrê Nascimento

O processo de transferência não foi fácil. Órgãos municipais empurravam a responsabilidade para órgãos estaduais e procrastinaram a libertação de Marsha. Uma petição online reuniu cerca 240 mil assinaturas. Celebridades como Glória Pires e Heloisa Périssé se manifestaram a favor da ida da ursa para o santuário.

O recomeço

As barreiras burocráticas foram enfim vencidas. O Instituto Luisa Mell patrocinou com R$110 mil a construção do novo recinto para ursa, com muito espaço e com uma queda de água. O transporte foi disponibilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Na madrugada de sábado do dia 22 de setembro de 2018, após mais de 30 anos de cativeiro e exploração, Marsha finalmente conheceu a liberdade.

Assim que chegou ao santuário Rancho dos Gnomos, Marsha foi rebatizada como Rowena, que significa “recomeço”. Ela rapidamente se sentiu em casa. Desfrutava de deliciosas refeições, longas sonecas e muitos banhos. Ela engordou e se metamorfoseou em uma bela e doce ursa em menos de um ano em seu novo lar.

A ursinha sofreu uma incrível transformação após ser transferida para o santuário | Foto: Rancho dos Gnomos

Nota da Redação: a redação da ANDA lamenta a morte da ursinha Rowena. Agradecemos imensamente aos ativistas Marcos e Silva Pompeu, do Rancho dos Gnomos, por propiciar uma curta, mas intensa, vida de amor, conforto e segurança a ela em seus últimos e mais felizes tempos de vida. O espirito de Rowena se libertou das limitações físicas e ascendeu a planos superiores levando consigo a compaixão, a bondade e o bem.


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Deputada denuncia que animais passam fome em zoo de Teresina (PI)

A deputada estadual Teresa Britto (PV) usou a tribuna da Assembleia Legislativa na terça-feira (23) para denunciar o Zoobotânico de Teresina, no Piauí, por maus-tratos a animais. Segundo ela, os animais mantidos em cativeiro no local estão passando fome.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

“Temos recebido notícias e denúncias de que os animais que estão no zoobotânico estão passando fome e isso é inadmissível e pode ser considerado maus-tratos aos animais, passível de ação civil pública contra o Governo do Estado”, disse Teresa.

Líder do governo, o deputado Francisco Limma (PT), nega as denúncias e afirma que os animais estão recebendo os cuidados necessários. As informações são da ALEPI.

A deputada disse que iria pessoalmente ao parque, com entidades de proteção animal, para verificar as condições dos animais.

Segundo Teresa, o Piauí precisa de uma política de proteção animal. “Nós andamos pelo estado todo e encontramos vários animais de grande e pequenos porte pelas estradas sem nenhum amparo, enquanto temos tantas áreas públicas que poderiam ser transformadas em parques de acolhimentos a esses animais”, defendeu.

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Cão faz vigília na casa em que morava após enxurrada em Teresina (PI)

Moradores do bairro Parque Rodoviário, local que foi parcialmente destruído em Teresina (PI) após uma enxurrada na noite da última quinta-feira (04), tentaram salvar o que puderam durante a “avalanche” de água que arrastou casas, veículos e duas vidas. Erismar Sampaio, um dos sobreviventes, voltou ao que sobrou da residência para salvar os animais, dois cães e quatro gatos.

(Foto: Roberta Aline / Cidadeverde.com)

“Estava assistindo TV quando escutei o estrondo. Pulei o muro e minha mulher veio atrás. Logo depois, o muro desabou. A água invadiu minha casa e lembrei dos meus bichos e voltei para salvá-los. Só um dos gatos eu não encontrei”, disse o morador.

Um dos animais de Erismar é o cachorro Gonga. A imagem do cão em meio ao cenário de lama impressiona. No dia seguinte, após a tragédia ter levado o muro da residência e destruído tudo o que tinha dentro, Gonga permanece em meios aos escombros.

(Foto: Roberta Aline / Cidadeverde.com)

“Ele não sai daí. Parece que tá observando tudo”, disse o tutor de Gonga.

Infelizmente, alguns animais não tiveram a mesma sorte. No meio da lama é comum ver animais que morreram afogados, alguns ainda estavam usando coleira.

(Foto: Roberta Aline / Cidadeverde.com)
(Foto: Roberta Aline / Cidadeverde.com)

Fonte: Cidade Verde

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Fundação de Saúde apura se macacos morreram por febre amarela no Piauí

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) está investigando se macacos encontrados na Zona Leste de Teresina (PI) morreram em decorrência da febre amarela. Os corpos estavam na região do condomínio residencial Mirante dos Lagos e no Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal do Piauí.

Foto: Pixabay

Dez amostras de sangue dos macacos foram encaminhadas ao Instituto Evandro Chagas, no Pará. Testes realizados em Teresina descartam a raiva como causa da morte, segundo a gerente da Zoonoses da FMS, Oriana Bezerra. As informações são do portal Cidade Verde.

“Como as amostras deram negativas para raiva nos teste feitos pela FMS, elas foram encaminhadas ao Instituto Evandro Chagas para identificar se os animais tinham arboviroses, dentre elas febre amarela. Estamos cumprindo um protocolo do Ministério da Saúde”, explica Oriana. Segundo ela, não há notificação de mortes de macaco por febre amarela em Teresina até o momento.

Desde o ano passado, segundo a gerente, casos da doença voltaram a preocupar as autoridades, que reforçaram os trabalhos de vigilância, prevenção e controle. “Quando houve boom da febre amarela a gente sensibilizou muito os órgãos e a população para que informasse se vissem algum macaco morto. Reforça que nossas ações estão corretas”, afirma Oriana.

Não há previsão para divulgação do resultado dos exames feitos com amostras de sangue dos macacos.

Oriana faz um apelo à população para que não mate macacos. Ela lembra que eles são vítimas da doença e não a transmitem. A febre amarela é transmitida exclusivamente através da picada dos mosquitos Aedes Aegypti, Haemagogus e Sabethes.

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