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Tenerife resgata mais de 700 Cagarras

Por Helena Barradas Sá (da Redação)

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Tenerife, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, conseguiu resgatar mais de 700 cagarras, uma ave marinha de grandes dimensões.

Desde o início da campanha, no mês de outubro, notou-se que as medidas adotadas para salvar a espécie têm mostrado muito mais resultados com relação ao ano anterior.
Esses animais serão soltos no dia 15 de novembro, em Las Galletas (Arona), informou a Prefeitura em nota. As informações são do Europa Press.

A “campanha da Cagarra” começou com o objetivo de recolher os filhotes de Cagarra que caem desorientados durante seu primeiro voo noturno por causa das luzes. Essas aves são recolhidas, tratadas e, depois de recuperadas, são soltas.

Esta atividade é pioneira na recuperação de espécies de fauna silvestre protegidas; também é pioneira na educação e conscientização para conservação da biodiversidade das Ilhas Canárias.

Com a iniciativa de apagar ou pelo menos diminuir a intensidade das luzes dos complexos hoteleiros da costa, também se constatou um decréscimo no número de animais acidentados (e, consequentemente, no número de resgates). Decididamente, é uma ótima maneira de aliar os interesses empresariais legítimos e a conservação da biodiversidade local.

A Secretária do Meio Ambiente das Ilhas Canárias, Ana Lupe Mora, afirma que, “se o bom trabalho continuar, a previsão é que aumente a eficácia do sistema de coordenação entre o Centro de Atendimento da Prefeitura, o CRFS e as autoridades policiais. Além disso, todo o trabalho é apoiado pelo Grupo de Voluntariado Ambiental e por outros voluntários. Ana Lupe Mora qualificou como “excelente” a atividade cujo maior objetivo é a conservação ambiental, e ressaltou a “enorme cumplicidade” que se produziu entre as instituições e pessoas.

Durante a campanha, além das atividades de resgate e controle, os grupos colaboraram com a Secretaria do Meio Ambiente ajudando na liberação das aves. Todo este trabalho tem sido realizado a fim de tornar conhecidos aos gestores e proprietários dos hotéis da ilha os problemas e também as soluções. Além disso, busca fazer com que os nativos e os visitantes vejam os esforços que todos fazem para que a fauna silvestre seja conservada e protegida.

Ana Lupe Mora afirmou também que os empresários do ramo hoteleiro da região sul da ilha passaram a integrar a campanha “Noite sem Luz pelas Cagarras”, iniciativa “altruísta e muito eficaz”, além de ser uma abordagem muito importante para conservação e proteção da fauna silvestre da ilha.

“Precisamos sempre agradecer e estimular, porque essas iniciativas propiciam aos moradores de Tenerife participar de grandes e ambiciosos projetos e estratégias de proteção à biodiversidade, no mesmo nível que muitos países europeus”, explicou.

A Cagarra é uma ave que vive em alto mar e só vem à terra para fazer seu ninho. Os ninhos são construídos em buracos mais protegidos, nos cantos, e os pais alimentam sua única cria até que esta tenha tamanho e força suficientes para começar a voar. Os filhotes geralmente saem do ninho durante a noite, para se protegerem dos possíveis predadores.

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Grupo de ativistas tenta impedir que orca seja enviada para parque de diversões

Foto: Reprodução

Uma orca capturada ao largo da costa norte da Holanda está causando polêmica no país. Um ano depois de ter sido encontrada, a orca, de seu nome Morgan, poderá agora ser enviada para um parque de diversões em Tenerife, mas um grupo de ativistas pelos direitos animais quer apelar a um tribunal de Amesterdã para que a orca seja devolvida ao oceano.

A orca, de quatro anos de idade, foi encontrada em 2010 no mar de Wadden, na costa norte de Holanda, perdida do seu grupo. O oceanário que a reabilitou quer impedir que Morgan seja transferida para um parque de diversões em Tenerife, cidade espanhola situada no arquipélago das Canárias, ao defender que o mamífero tem boas hipóteses de integrar outro grupo de orcas se for libertada no oceano.

Mas alguns peritos defendem antes o envio da orca para o parque de diversões espanhol. A opção é até apoiada pelo ministro da Agricultura holandês, Henk Bleker, ao classificá-la como “a solução menos má”.

Contra as vozes do peritos que apontam para as dificuldades da baleia sobreviver na natureza, outros especialistas (e o grupo de ativistas) argumentam que a orca “foi retirada da água para ser tratada e reabilitada”, e que o seu regresso ao oceano “tem que ser tentado”.

O grupo de ativistas chegou até mesmo a criar a Fundação ‘Libertem Morgan’, cuja porta-voz, Barbara Van Genne, vincou que quatro dos setes cientistas que defendiam o envio da orca para o parque de diversões defendem agora que esta seja libertada no oceano.

Para saber mais sobre Morgan e sua história, visite: http://www.freemorgan.com/

Fonte: Sol

 

Nota

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Empresa encontra corpo de lula que teria chegado a 8 m

Foto: Reprodução/ Terra

A empresa Aquawork divulgou nesta terça-feira (23) uma imagem do corpo de uma lula gigante encontrado em Tenerife, nas Canárias. Segundo a corporação, o animal pode ter chegado a 8 m de comprimento. As informações são da agência EFE.

A empresa é especializada em filmagem e no estudo do mar das Canárias e diz que o animal certamente era adulto. De acordo com a organização WWF, a lula gigante vive em águas profundas e já foram reportados animais com 20 m, mas os registros científicos chegam no máximo a 13 m.

A lula gigante, assim como as “primas” menores, tem 10 tentáculos, sendo dois mais longos e que são usados para capturar as presas. O animal seria ligado a lendas antigas, em especial ao kraken, uma espécie com tentáculos relatado por marinheiros.

Fonte: Terra

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Pássaros são usados como decoração em boate de hotel nas Ilhas Canárias

Por Tiago Claus (da Redação)

No hotel Costa Adeje em Tenerife, nas Ilhas Canárias (Espanha), um grupo de pássaros mantidos em gaiolas tem sido usado como decoração no lobby, segundo informações da PETA. Toda noite, o lobby se transforma numa boate, e os pássaros são bombardeados com música extremamente alta por várias horas.

Foto: rosino/cc by 2.0

É fácil perceber como esse barulho deixa os pássaros sem dormir e incomodados. A PETA escreveu para o hotel pedindo que o gerente retire os pássaros do local mas, até o momento, o hotel se recusou e ainda ameaçou a PETA com um processo se eles continuarem a pedir.

É possível enviar um email ao hotel clicando aqui (site em inglês).

Nota da Redação: O pedido da PETA deveria conter não só a remoção dos pássaros do local, mas também o de libertá-los das gaiolas para, por exemplo, um santuário com condições de reabilitá-los de volta à natureza.

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Bióloga portuguesa descobre duas novas espécies animais

Duas novas espécies únicas no mundo, um pseudo-escorpião e um escaravelho cavernícolas, foram descobertas pela bióloga portuguesa Sofia Reboleira em grutas do Algarve e do Montejunto. “É uma descoberta absolutamente fascinante”, disse à Lusa. O pseudo-escorpião é considerado “uma relíquia”, por ser um dos exemplares “mais modificados ao longo de milhões de anos em que se adaptaram para viver debaixo de terra”.

Sem antecessores vivos à superfície, o pseudo-escorpião de cerca de dois centímetros, que só existe nas grutas do Algarve, é apontado como “um gigante” já que o tamanho destes animais oscila, normalmente, entre um e cinco milímetros, explica a bióloga.

A descoberta, que confere um maior grau de interesse à fauna cavernícola portuguesa, revela uma informação evolutiva importante já que o pseudo-escorpião evoluiu para características como “não ter olhos, ter patas grandes, e um extremo alargamento das pinças”, acrescenta Reboleira.

Publicada há duas semanas em revistas científicas especializadas em zoologia – Zootaxa – a descoberta de Sofia Reboleira (descrita com Juan Zaragoza) oficializa a descoberta de uma nova espécie de escaravelho cavernícola encontrado nas grutas do Montejunto (Cadaval).

Denominado “Trechus Tatai” o escaravelho descoberto por Sofia Reboleira e descrito por Vicente Ortuño (da Universidade de Alcalá, em Madrid) aumenta para quatro o número de espécies de escaravelhos cavernícolas (três dos quais descobertos pela bióloga). “Vive exclusivamente ali, é despigmentado e tem os olhos muito reduzidos”, descreve Reboleira, sublinhando a raridade do escaravelho cuja sobrevivência depende da matéria orgânica arrastada pelas águas para o subsolo e para o qual “a poluição e destruição de grutas significa perigo de extinção”.

A descoberta das espécies ocorreu durante o trabalho de campo no âmbito do doutoramento de Sofia Reboleira, orientado por Fernando Gonçalves (do departamento de biologia da Universidade de Aveiro) e Pedro Oromí (faculdade de biologia da Universidade de La Laguna, em Tenerife, Espanha).

Fonte: TVI24

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