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ONG denuncia sofrimento de animais confinados em gaiolas mínimas em zoo

Gret Vancouver Zoo | Foto: Langley Advance Times
Gret Vancouver Zoo | Foto: Langley Advance Times

Muitos animais no zoológico Greater Vancouver, localizado em Vancouver (Canadá), vivem em “gaiolas e cercados estéreis e muito pequenos que os impedem de se envolver em comportamentos naturais da espécie”, segundo um relatório divulgado segunda-feira (30 de dezembro) pela Vancouver Humane Society.

O documento pede que o zoológico que já que não vai liberar os animais presos em suas dependências, o que seria o ideal, que ao menos melhore as condições em que eles vivem e evite “manter os animais inadequados ao clima canadense”.

A análise foi preparada para a ONG pela Zoocheck, uma organização internacional de proteção à vida selvagem com sede no Canadá, baseada em “questões identificadas durante três visitas separadas”.

No relatório, Zoocheck observou que houve melhorias desde que a ONG começou a emitir relatórios sobre o zoo a partir de 1997, afirmando que o zoológico parece ter feito uma série de “mudanças significativas, muito positivas”, mas que acrescentou “algumas questões de longa data permanecem problemáticas e deve ser tratadas”.

Animais nasceram para viver livres na natureza, um cativeiro jamais poderá reproduzir a experiência de viver em liberdade ao lado dos demais membros de sua espécie. Porém, como infelizmente a

“Eles incluem, entre outros, falta de espaço para certas espécies, falta de condições ambientais apropriadas, falta de enriquecimento ambiental e comportamental, falta de áreas de abrigo e privacidade, falta de contextos sociais adequados, excesso de água subterrânea e falta de água corrente nos cativeiros”.

O porta-voz da ONG Vancouver Humane Society, Peter Fricker, disse que o zoológico não oferece aos animais um ambiente estimulante que permite atividades naturais como “escalar, procurar ou cavar”.

“A questão principal é a falta de enriquecimento”, disse Fricker à Black Press.

Dada a quantidade de espaço disponível no local de 120 acres, Fricker disse que o zoológico deve no mínimo construir recintos maiores com mais possibilidades de interação, “para aliviar o tédio e a frustração”.

A longo prazo, ele disse, o zoológico precisa parar de manter animais em cativeiro para se divertir e passar a ser um santuário para a vida selvagem nativa. Como esses animais não podem ser reintegrados a natureza devido aos anos passados em cativeiro, eles precisarão viver em um santuário.

Fricker disse que o compartimento para girafas do zoológico não foi alterado desde que um relatório da Zoocheck de 2003 a descreveu como “estéril e sem qualquer estímulo para que os animais se envolvam em comportamentos naturais”.

No novo relatório, Zoocheck disse que as girafas não são adequadas para o clima de Canadense e sugeriu que o zoológico considere a construção de um novo recinto maior e com controle climático ou a realocação das girafas para uma “instalação mais apropriada para espécies em outros lugares, como um santuário em seu país de origem”.

O relatório cita a exibição de aves de rapina do zoológico como um exemplo de um recinto de tamanho menor que nega a possibilidade de comportamentos naturais, porque fornece “pouca ou nenhuma capacidade para os pássaros realizarem seu voo”.

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Golfinho depressivo bate a cabeça contra as paredes do aquário que o mantém cativo

Foto: Tipwam/Shutterstock
Foto: Tipwam/Shutterstock

Durante uma visita ao Resorts World Sentosa (RWS) S.E.A. um aquário em Cingapura no ano passado, um visitante ficou tão perturbado com algo que viu que decidiu gravar as imagens em vídeo. Ele enviou as filmagens para a ONG Empty The Tanks (Esvaziem os Tanques), que está baseada nos Estados Unidos e luta acabar com o cativeiro de golfinhos e baleias. Recentemente, a Empty the Tanks compartilhou o vídeo nas mídias sociais para chamar a atenção para o sofrimento de mamíferos marinhos em cativeiro.

No vídeo, um golfinho (um dos vinte que são mantidos em cativeiro naquela instalação) pode ser visto repetidamente batendo a cabeça contra a parede do tanque. Este é um sinal claro de depressão. Naomi Rose, uma cientista especializada em mamíferos marinhos que trabalha no Instituto de Bem-Estar Animal dos EUA, disse ao jornal The Straits Times que este comportamento é “um sinal de tédio, neurose, depressão” e completou: “É difícil dizer exatamente o que está acontecendo nas imagens, mas é definitivamente um sinal de problemas de saúde emocional”.

A fundadora da ONG, Rachel Carbary, diz que compartilhou as imagens (que podem ser vistas acima) nas mídias sociais “na esperança de chamar mais atenção para a situação desses animais sensíveis que continuam sofrendo privados de sua liberdade e da companhia de seus companheiros”.

O Resorts World Sentosa afirma que o golfinho está “apenas curioso” sobre os arredores, como a maioria dos golfinhos. Mas esse tipo de comportamento repetitivo é um sinal de compulsão e tédio, resultado da vida em cativeiro. Na natureza, os mamíferos marinhos nadam livremente com suas famílias. Eles não vivem confinados a pequenos tanques.

Alguns comportamentos estereotipados de sofrimento mental incluem nadar em círculos repetidamente, bater com o bico (ou nariz) repetidamente no ar e permanecer imóvel na superfície ou no chão do aquário por períodos relativamente longos.

Em cativeiro, golfinhos e baleias até se machucam e chegam a quebrar os dentes no extremo do tédio, o que os leva a morder as barras de suas celas. Esses animais sofrem doenças incomuns, barbatanas dorsais que caem, mortes precoces e ficam tão deprimidos que muitos até se encalharam propositalmente na tentativa de cometer suicídio.

Se você não deseja apoiar o cativeiro de golfinhos e baleias, assine este compromisso de não visitar lugares que mantêm mamíferos marinhos em cativeiro para o entretenimento de humanos.

Você também pode assinar esta petição pedindo o fim do Sea World Organizations, um dos maiores e piores tipos de parques aquáticos com mamíferos marinhos em cativeiro de todo o mundo.

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Cão deitado
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Cães solitários podem ter cérebro encolhido devido ao tédio

 

Cão deitado
Foto: Reprodução, Independent

A pesquisa aponta que os cães ficam angustiados devido ao tédio crônico e podem sofrer efeitos adversos por causa da ausência de estímulos.

Bois, vacas e animais explorados em zoológicos também podem sofrer se forem mantidos em ambientes monótonos.

Charlotte Burn, do The Royal Veterinary College, utilizou câmeras para observar cães deixados sozinhos em suas residências antes de publicar um ensaio chamado “Tédio Bestial: uma perspectiva biológica sobre o tédio animal e sugestões para sua investigação científica”.

Ela disse ao The Times: “Muitas vezes, eles bocejam, latem, uivam e choramingam. Alguns dormem muito – um sinal de apatia. Parte disso é ansiedade, mas muitas vezes eles estão realmente aborrecidos”

“Há muito tempo, o tédio é pensado como uma emoção exclusivamente humana, mas os animais também sofrem com isso. A pesquisa mostra que ser mantido em ambientes estéreis sem estímulo prejudica o cérebro. Os neurônios morrem se não forem estimulados, então os cérebros desses animais tendem a ser menores com menos sinapses”, acrescentou.

Burn disse que “os animais selvagens e domesticados correm um risco particular em cativeiro, que geralmente é espacialmente e cronologicamente monótono” em seu artigo, que foi publicado na revista Animal Behaviour, segundo o Independent.

“Os presos humanos descrevem o tédio como um tormento e um monstro que os domina”, declarou ela ao The Times.

“Eles ficam déficits cognitivos eventualmente e também os animais. É o verdadeiro sofrimento, especialmente quando é prolongado e inescapável, como ocorre nas fazendas modernas. O estímulo para os animais, assim como para os humanos, não é um luxo, mas uma necessidade”, completou.

Os animais que vivem confinados em galpões de fazendas, ao invés de viverem livres em campos, podem sofrer um tédio crônico maior, sugere a pesquisa.

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Cão com pouca atividade, estressado ou apático pode sofrer de tédio

Animais de porte grande, que moram em espaço pequenos, têm maior tendência à apatia (Foto: Shutterstock)

“Isso acontece com qualquer cão, mas é mais frequente com os de grande porte, especialmente se esses residirem em ambientes pequenos, como apartamentos”, explica o veterinário Aldo Macellaro, proprietário do Clube de Cãompo.

O problema é que o tédio pode levar à obesidade de uma forma silenciosa, sem a percepção imediata dos donos. E com a obesidade vêm diversos problemas físicos e emocionais. A solução é dar atenção e atividades constantes – como fazemos com as crianças.

Se os tutores não têm tempo para o cão, uma boa dica é investir em locais que proporcionam atividades ou na contratação de um dog walker para passear com ele. “Pode ser a alternativa para aliviar a preocupação dos guardiões e proporcionar aos cães o bem-estar que eles tanto precisam e merecem”, finaliza Macellaro.

Fonte: A Tribuna

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Aprenda a fazer brinquedo para entreter seu cão

Muitas pessoas moram sozinhas e possuem cães, algumas das coisas que essas pessoas passam é quando saem de casa seu cachorro fica com tédio e detona alguma coisa, seja sapato, chinelo ou alguma outra coisa.

No vídeo abaixo, aprenda a criar um brinquedo que entretenha seu cão por bastante tempo para que o mesmo tenha o que fazer e não morra de tédio sozinho, uma vez que ele não sabe ligar a televisão nem acessar a internet para passar o tempo.

O dispositivo é simples, Consiste numa armação de madeira com algumas garrafas atravessadas por um eixo de modo que façam elas rodarem, também há um alimento bem cheiroso no interior das garrafas, o que vai fazer o cão ficar mexendo até conseguir pegar o que está dentro.

Fonte: Espírito Novo

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Ficar muito tempo só afeta a saúde mental dos cães

Cachorros solitários enfrentam tédio diário, aponta cientista dos EUA. “A falta de ocupação compromete a sanidade mental do animal”, diz Alexandra Horowitz, da Universidade Columbia (EUA).

A falta de compromissos, porém, faz com que os cães respeitem mais as vontades do seu corpo – como aquele sono após o almoço, que humanos também sentem. Mesmo que a siesta dos bichos possa dar inveja, ser um cão, porém, tem outras desvantagens além da chance de sentir tédio.

Horowitz cita como exemplo as lâmpadas fluorescentes compactas, aquelas que as pessoas compram para economizar energia.

Elas produzem um zumbido inaudível para quem foi no supermercado comprá-las, mas que pode incomodar os cães, que escutam mais frequências do que nós.

Com informações da Folha Ciência

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